História Madhouse - Capítulo 14


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya, Violette
Tags Assombração, Asylum, Demônio, Demonios, Espíritos, Fantasmas, Jelangkung, Madhouse, Psicopata
Visualizações 21
Palavras 1.812
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Terror e Horror, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Agora ou nunca


Ambre se incomodou quando todas as garotas a encararam, esperando que ela explicasse o que acontecera.

— Eu não estava lá. Ok? E nem Nathaniel nem Amélia me disseram nada. Eles estavam muito assustados e me fizeram prometer que nunca viria até aqui. — Ambre disse.
— Droga! Eu não vou morrer aqui! — Lara disse, nervosa.
— Eu tive uma ideia… — Rebecca falou.
— Que ideia? — Rosalya perguntou.


† † †

Nathaniel lia um livro sobre como banir espíritos para o Umbral quando foi interrompido por batidas insistentes na porta de seu quarto. Ele se levantou, deixando o livro de lado e abriu a porta. Amélia entrou, nervosa e foi até a escrivaninha, procurando por algo para rabiscar. Encontrou um caderno e o abriu. Então pegou uma caneta no porta-lápis e escreveu, ansiosa, antes de mostrar a Nathaniel.

“Levaram as meninas para o terceiro andar”.

— O quê?! — Nathaniel disse, nervoso e então se aproximou de Amélia e tocou seus ombros e a encarou. — Eu vou salvá-las, mas preciso que você fique aqui em segurança. Por favor? Me prometa?

Amélia assentiu, movendo afirmativamente a cabeça.
Nathaniel saiu, apressado.


† † †

Lysandre e Morgan foram até o terceiro andar, não para se aventurarem no bloco proibido, mas para usarem uma sala vazia que não estivesse interditada, pois o ginásio estaria ocupado até a madrugada com uma festa do pijama de uma fraternidade.

— Ouviu isso? — Morgan perguntou.

Lysandre parou e prestou a atenção.
Gritos um tanto abafados vinham do terceiro andar e logo foi impossível ouvir qualquer coisa, pois a festa da fraternidade se iniciou ao som de Impossible de Lacey Sturm.

— Deve ser um fantasma tentando nos atrair. — Falou Lysandre.

Morgan moveu afirmativamente a cabeça e seguiu Lysandre até a sala.


† † †

Rebecca tivera a ideia de simular uma briga para atrair a atenção dos guardas. Sua ideia teria dado certo se não fosse a maldita fraternidade de Debrah dar uma festa.

— Não! Meu deus, não! Que droga é essa? — Rosalya disse, nervosa.
— Música. — Li respondeu feito uma idiota.
— Jura? Eu pensei que fosse o vento. — Lara falou.
— Vou chamar a polícia. — Rebecca disse discando o número em seu celular.
— Boa sorte tentando convencê-los que os fantasmas querem nos matar. — Falou Ambre.
— Não se preocupe? Eu sou criativa! — Rebecca disse.

A ligação falhou como se perdesse o sinal e quando Rebecca estava a ponto de desistir, de repente, o sinal voltou e atenderam.

— Graças a deus! — Rebecca suspirou, aliviada. — Por favor? Vocês precisam nos ajudar! Tem uma amiga nossa que está muito ferida!
— Me tira daqui? Por favor? — Era a voz de Charlotte ao telefone.

Rebecca colocou no viva voz para que as outras pudessem ouvir.

— Eu estou com medo. Por favor? Me ajudem? — Charlotte disse.
— Charlie? — Ambre disse.
— Me ajudem? — Insistiu Charlie e então gritou com todas as suas forças e as outras não precisaram do celular para ouvi-la, pois seu grito alcançou todo o corredor.

As garotas recuaram, encarando a porta, esperando que a qualquer momento saísse um demônio de lá e investisse contra elas.
    A porta se abriu com um rangido e Charlotte veio arrastando os pés e repetindo baixinho:

— Tenho que cortar… Tenho que cortar.

As outras gritaram, mas não por causa de Charlotte, mas pelo que estava atrás dela, um homem alto e louro, que usava um uniforme branco. O homem encarou elas e sorriu de um jeito insano.

— Quem é você? — Rebecca perguntou.
— É o Jordan! Ferrou! — Rosalya disse.
— Como você sabe? — Rebecca perguntou.
— Eu vi as fotos em um livro de registros antigo que o Lys me mostrou, tá legal? — Rosalya disse.
— Isso é impossível! — Rebecca disse, se recusando a acreditar naquilo.
— Ela tem razão! É ele! — Falou Lara sentindo a energia sombria que vinha dele.
— Não. Vocês estão confusas! Fantasmas não existem! — Rebecca disse.

Jordan riu e num segundo estava mais próximo das garotas que gritaram, apavoradas.

— O que mais você precisa para acreditar? — Lara perguntou a Rebecca.

— Fica longe delas! — Gritou Morgan. Lysandre e ele foram até lá apenas na esperança de ver um fantasma e se depararam com o espírito de um serial killer.
— Temos que tirá-las daí! — Lysandre disse, nervoso, forçando o cadeado.
— Tira a gente daqui! Pelo amor de deus! — Falou Rosalya se aproximando das grades.
— Se afastem! — Disse Nathaniel ao chegar de repente. Os outros se afastaram e Nathaniel abriu o cadeado. Lysandre e Morgan quiseram se aproximar das garotas, mas Nathaniel os deteve, entrando na frente deles e balançando a cabeça.
— Não podemos entrar lá ou morreremos. — Lysandre disse a Morgan.

Morgan assentiu movendo a cabeça, mas estava muito nervoso.

— Venham meninas? Depressa! — Chamou Nathaniel se virando.

Jordan desapareceu num piscar de olhos e as garotas deixaram o corredor assombrado. Ambre agarrou o irmão, tão logo deixou o corredor, chorando.
    Charlotte foi a última a passar e empurrou Rosalya e Li que estavam em seu caminho. Ninguém se atreveu a ir atrás dela.

— Está tudo bem, agora, Ambre. — Ele disse, mas sabia que não estava nada bem.

Rebecca correu e quando chegou na escada, parou, se sentindo tonta e se sentou em um degrau.

— Meu deus! Isso não é real! Não é real! Não é! — Repetiu, nervosa.
— Rebecca? — Morgan disse ao vir correndo atrás dela.

Rebecca o encarou, chorando.
Tudo o que nunca acreditara se mostrara real numa única noite, era demais para ela.

— Está tudo bem, agora. — Morgan se sentou ao lado dela e tocou sua mão. Rebecca tremia. Ele a abraçou, ainda que tenha ficado nervoso em tomar a atitude.
— Não pode ser. — Rebecca disse.
— Está tudo bem. — Morgan repetiu, desejando que ela se acalmasse, pois não gostava de vê-la naquele estado. Ela não merecia.

† † †

— Acabou pra gente! Já era! — Rosalya disse, perturbada.
— Não! Estamos fora! — Ambre disse.

Lara alternou olhares entre Rosalya, Ambre e Nathaniel. Tudo o que queria naquele momento era acreditar que acabara, mas sentia que ainda não havia acabado.

— Todos que entram ali… — Li apontou para o corredor, chorando. — Morrem!
— Legal… — Lara disse, chateada. — Mas pode ter certeza que eu volto do inferno e mato todo mundo que me mandou pra essa porra!
— Eu não quero morrer! — Ambre disse.
— Ninguém quer! — Falou Rosalya.
— Vocês não vão morrer! — Lysandre disse, seguro de suas palavras.
— Não tem como impedir isso. — Rosalya disse.
— Ou tem? — Ambre encarou Nathaniel que estava quieto demais.
— Lysandre e eu encontramos uma forma de acabar com isso. — Falou Nathaniel.
— E estão esperando o quê? — Ambre perguntou, impaciente.
— Precisamos de quatro pessoas pra um ritual de banimento. Seremos Lysandre, Amélia e eu, e talvez a Hattie. — Falou Nathaniel.
— Eu vou pro meu quarto! — Ambre disse. — Não consigo mais ficar aqui. Sinto como se estivessem nos observando. Você vem, Li?

A chinesa assentiu e as duas voltaram para o dormitório. Rosalya também.

— Você pode ir também, Lara. — Nathaniel disse.
— Não me diga o que fazer! — Lara falou se levantando do chão, irritada.
— Tá… Então fique, my lady? — Lysandre sorriu amarelo.
— Vou buscar Amélia. — Nathaniel disse a Lysandre. — Você pode buscar a Hattie?
— Será um prazer… — Outro sorriso amarelo. Lysandre suspirou e saiu em seguida.

Nathaniel encarou Lara e ela cruzou os braços, bancando a durona.

— Eu não ficaria aqui sozinha se fosse você. — Nathaniel disse.
— Não vou voltar pro meu quarto e ficar esperando que alguém venha me matar. — Lara disse e seguiu Nathaniel.


† † †

Lysandre foi até o quarto de Hattie e bateu à porta com insistência enquanto chamava por ela, mas a garota não lhe respondeu.
    Sentada em sua cama, abraçando os joelhos e cantarolando baixinho uma lullaby, estava Hattie. Ela era só um vulto branco no escuro. Alheia a tudo mais ao seu redor. Perdida em algum canto distante demais em sua mente para ser alcançada.

† † †

Nathaniel comentou com Lara enquanto eles iam para o quarto dele que foi graças a Amélia que ele soube que haviam levado as outras e ela até o corredor assombrado.
    Amélia ficou surpresa em ver Lara acompanhada de Nathaniel, mas feliz porque ela estava bem. Se aproximou da loira e a abraçou.

— Valeu por nos seguir, Mellinha. — Lara agradeceu.

Amélia sorriu.
Nathaniel pegou em seu armário tudo o que usariam no ritual e os três voltaram até o terceiro andar. Lysandre demorou, mas voltou sozinho.

— E a Hattie? — Nathaniel perguntou.
— Acho que ela não quer fazer parte disso. Sinto muito. — Lysandre falou.
— Você! — Nathaniel disse se voltando a Lara. — Já jogou Jelangkung?
— Que droga! Eu voltado pro meu quarto! — Lara balançou a cabeça com raiva de si mesma.
— Vamos chamar o Armin? Ele é corajoso! — Lysandre disse, sabendo que irritaria ainda mais Lara e que ela, por gostar de Armin, jamais o deixaria se arriscar.
— Não! Eu não estou com medo! — Lara mentiu. Estava sim com medo, mas não deixaria Armin se arriscar, não quando ela era que estava marcada para morrer. Nada mais justo que fosse ela a jogar Jelangkung.
— Tem certeza? — Lysandre perguntou a encarando.
— Mas se você quiser chamar ele pra substituir você, bundão. — Lara sorriu, debochada.
— Acho que podemos começar, Nathaniel. — Lysandre disse, ignorando Lara.
— Ótimo. — Nathaniel suspirou e se virou, encarando o corredor assombrado, então foi o primeiro a pôr os pés lá, sendo seguido por Amélia.

Lara e Lysandre se encararam como se discutissem em silêncio qual dos dois iria primeiro.

— Damas, primeiro? — Lysandre disse.
— Onde você está vendo uma dama aqui? Vai você, primeiro, meu filho. — Lara disse.
— Claro… Por que será que as mulheres nunca vão primeiro quando é para enfrentar uma assombração? — Disse Lysandre rindo e balançando a cabeça.
— Achei que homens não tivessem medo de nada, me enganei. — Lara disse cruzando os braços enquanto se aproximava de Lysandre e o encarava de perto. — Quando contarmos essa história, não esqueça de falar qual de nós foi na frente?! — Lara piscou e seguiu para o corredor.

Os quatro se aproximaram da última porta e Nathaniel tocou a maçaneta, sentindo o medo que há muito tempo não sentia. Teria congelado ali sem coragem para abrir a porta se não tivesse sentido Amélia apertar a sua mão esquerda.
    A porta se abriu com um rangido e todos viram formas sentadas nas carteiras da sala que só era iluminada pelo luar. Iris, Letty, Priya e Kim.

— Ah, meu deus! — Lara disse com medo.

Tinha uma professora escrevendo a mesma frase repetidas vezes no quadro: “Nos ajude?”.

— Não olhem para eles. — Nathaniel disse sendo o primeiro a entrar na sala.

Lysandre apertou o interruptor, mas a lâmpada apenas piscou e não acendeu.
    De cabeças baixas e mãos dadas, eles caminharam em fila, passando pelos fantasmas até chegarem ao fim da sala onde de agacharam e começaram a preparar tudo para o ritual. Lara não ousou olhar para os fantasmas, ouvi-los chorando era assustador o bastante.

† † †

— Começou. — Violette disse a Hattie antes de apertar sua mão.  — Estou com medo.
— Não fique? — Hattie disse e a abraçou. — Eu prometo que ninguém vai nos separar.



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