História Madness - Capítulo 24


Escrita por: e Mayadom

Postado
Categorias Isabella Santoni, Rafael Vitti
Personagens Isabella Santoni, Personagens Originais, Rafael Vitti
Tags Isabella Santoni, Malhação, Rafael Vitti, Santovitti
Visualizações 48
Palavras 2.568
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura! ♥️

Capítulo 24 - Dívida


POV.Rafael

Depois de ter tentado me matar, e ser salvo pela Letícia, nós conversamos na praça e ela me deu motivos para continuar, ela disse que a Isabella estava lutando naquela cama de hospital por mim e que eu deveria lutar por ela também, essas palavras abriram minha mente e vi que ela tinha razão. Eu a agradeci por ter me salvado, mesmo sabendo que eu nunca seria capaz de retribuir tudo o que ela fez por mim, Letícia é uma garota de ouro, uma amizade que eu irei fazer questão de manter por perto. Depois de um tempo nós nos despedimos, eu precisava ir em casa tomar um banho pra tirar toda essa areia e água salgada do meu corpo, só assim eu ia poder ver ela, tocar nela, eu não sairia do seu lado até ela acordar. Entrei no carro e fui em direção a minha casa, chegando lá eu tomei um banho, troquei de roupa e fui em direção ao hospital, sabendo que antes de ir até Isabella, eu teria que enfrentar fera, ou seja, meu pai. Assim que entrei, fui direto para sala de espera onde ele e guilherme ainda estavam. Eles me olharam e rapidamente levantaram e vieram até mim.

- Onde você estava ? - meu pai perguntou tentando conter a raiva na voz.

- Eu precisava esfriar a cabeça, não fui muito longe - disse simples. De modo algum eu iria deixar ele saber do que eu tentei fazer, isso só o deixaria furioso, mais do que já estava.

- Você rouba a chave do carro do seu amigo, sai do estacionamento como um louco e é só isso que tem pra me dizer ? - ele perguntou mas eu não queria prolongar o assunto.

- Só - disse e me virei para Guilherme que apenas observava tudo, tirei as chaves do carro do bolso e o entreguei - Aqui está, obrigado. - disse e me virei pra sair de lá, não queria escutar mais nada.

- Onde vai dessa vez ? - meu pai disse irritado.

- Ver a Isabella - disse indo em direção a recepção, onde logo me deram instruções de onde era o quarto dela. Enquanto eu caminhava pelos corredores brancos daquele hospital, meu coração batia a mil, eu não queria ver ela naquele estado, não sei se seria forte o bastante, mas eu precisava. Parei assim que cheguei a porta do quarto que ela estava, respirei fundo antes de virar a maçaneta e escorregar pra dentro do quarto. Levantei os olhos e a vi deitada na cama, pálida, com a cabeça enfaixada, alguns curativos no braço e cheia de tubos, aquela imagem fez meu coração disparar e inevitáveis lágrimas rolarem pelo meu rosto, ela estava tão frágil, frágil de um jeito que eu nunca vi. Fui me aproximando devagar, a cada passo que eu dava até ela, eu sentia meu coração se rasgar, assim que cheguei perto o suficiente e passei as mãos em seu rosto,

- Oi meu amor - eu sussurrei - Me perdoa, me perdoa pelo que eu tentei fazer hoje, eu não estava pensando muito bem - limpei uma lágrima do meu rosto - É que só de pensar em te perder, meu coração se despedaçou - Passei as mãos pelo rosto dela novamente - Eu te amo tanto, tanto que chega a transbordar, eu não sei o que eu faria sem você, mas eu sei que você não vai se entregar fácil, sei que você tá aí lutando pra viver, lutando pra voltar pra mim. Temos tantos planos, tanta coisa ainda pela frente, nós não podemos desistir agora. Então, luta daí que eu vou estar lutando daqui e eu não vou desistir, muito menos sair daqui enquanto você não sair comigo - eu dei um beijo na sua testa, no mesmo instante lembrei de uma coisa que tínhamos feito a um tempo atrás, no último dia da viagem, quando nos despedimos, eu achei que era um juramento, mas a Isabella disse que era uma oração, decidi repetir as palavras que ela tinha dito naquele dia, segurei sua mão assim como ela fez com a minha naquele dia e comecei - Seguro minha mão na tua, e uno meu coração ao seu, para que juntos possamos fazer tudo aquilo que eu não posso, tudo aquilo que eu não quero e tudo aquilo que eu não consigo fazer sozinho! - beijei a sua mão e me aproximei do seu ouvido - Eu te amo, isabella. Por favor, volta pra mim. - A observei pra ver se ela tinha alguma reação, mas ela continuava do mesmo jeito. Suspirei e ouvi batidas na porta, logo uma enfermeira entrou no quarto.

- Desculpe, senhor, mas o horário de visita acabou. - ela disse e me virei para encarar ela.

- Como assim ? Eu não vou poder ficar ? - perguntei confuso.

- Infelizmente não, pacientes no estado em que ela está não podem ficar com acompanhantes, somente em horário de visita - eu suspirei e mais lágrimas escorreram pelo meu rosto ao saber que eu não poderia ficar 24 horas ao seu lado.

- Tudo bem, só me dê um minuto - ela assentiu e saiu da sala. - Eu não vou poder ficar, mas eu te prometo estar aqui bem cedo amanhã, eu te amo - dei um selinho nela e saí da sala, limpando as lágrimas que restaram em meu rosto. Entrei na sala de espera e para minha surpresa Guilherme ainda estava lá, mas meu pai já tinha ido, agradeci mentalmente por isso. Caminhei até ele e sentei ao seu lado, sem falar nada.

- Como você está ? - ele quebrou o silêncio

- Acho que palavra nenhuma pode descrever o que eu tô sentindo agora - eu disse e ele suspirou colocando a mão em meu ombro.

- Ela vai sair dessa, cara. Ela é forte - eu assenti, eu tinha certeza que ela era, pelo pouco da sua história que eu conhecia, eu sabia disso.

- Eu estou com tanto medo, Guilherme, tanto medo, medo que a história se repita

- Não vai - ele se apressou em dizer, assim que entendeu que eu me referia a morte da minha mãe.

- Como você pode ter tanta certeza ? - perguntei o encarando

- Eu não sei, eu apenas tenho - ele disse e eu suspirei passando as mãos pelo cabelo.

- O que você vai fazer agora ? - ele perguntou e eu realmente não sabia o que fazer, até lembrar que já estava quase na hora da Isabella estar na boate e que ninguém sabia o que havia acontecido.

- A gente precisa ir até a boate dar a notícia - eu disse e me levantei, quanto mais rápido eu fizer aquilo, mas rápido volto pra casa e posso chorar em meu quarto. Fui até a recepção e me informei sobre o horário de visita, descobri que tinha dois das 8:00 às 10:00 e das 14:00 às 16:00, agradeci a recepcionista e saí de lá com Guilherme atrás de mim. Fomos até o estacionamento, entramos no carro e partimos em direção a boate, não sei como daria a notícia quando chegasse lá, só sei que eu teria que arrumar um jeito, sem desmoronar em lágrimas. Fui o caminho todo em silêncio, e o Guilherme respeitou isso, não fez nenhuma pergunta, nem deu sequer uma palavra. Paramos em frente a boate. Respirei fundo e desci do carro, Guilherme fez o mesmo, ele bateu na porta da frente e logo uma das mulheres atendeu.

- Rafael ? - como ela sabe meu nome ? Pensei um pouco até lembrar que foi ela quem me mandou para o quarto onde Isabella estava com aquele homem. Fechei a cara e apenas assenti. Ela olhou de um lado para o outro como se procurasse por alguém e depois falou - Cadê a Isabella ? - ela arqueou uma sobrancelha - Ela me disse que ia até a sua casa, já está quase na hora de nos prepararmos e ela ainda não chegou.

- Nós precisamos conversar com a Diana, ela está ? - Guilherme perguntou ignorando a pergunta que ela havia feito.

- Está, mas... - ele a interrompeu novamente

- Podemos entrar ? - ela negou

- Vocês só vão entrar se me disserem onde a minha amiga está - ela cruzou os braços sobre o peito.

- Olha, nós estamos sem tempo pras suas… - Guilherme começou a falar mas eu o interrompi

- Ela está no hospital. - disse e ambos me olharam, ela com os olhos arregalados

- Como assim no hospital ? - ela perguntou. Eu não conseguia falar mais nada, então Guilherme tratou de contar toda a história pra ela que começou a chorar no mesmo instante.

- Podemos entrar agora ? - Guilherme perguntou e ela assentiu. Entramos e ela não parava de chorar.

- Minha amiga, e-eu, e-u…- ela sentou em um banco que havia lá e pôs as mãos no rosto. Depois de um tempo ela se levantou - Eu preciso ver ela. - ela enxugou as lágrimas e ia sair de lá, mas eu me apressei em dizer:

- Não adianta, não vão te deixar entrar, o horário de visita acabou, só amanhã - disse e ela sentou novamente.

- Você viu quem a atropelou ? - ela perguntou e eu realmente não queria responder aquela pergunta, não agora, não quando eu não sabia a resposta.  

- Eu preciso falar com a Diana, depois conversamos sobre isso - eu disse e me dirigi até a sala da Diana que eu já sabia onde era, Guilherme me seguiu. Bati na porta e recebi sinal para entrar, fiz e deixei a porta aberta para que Guilherme entrasse também, assim ele fez, fechou a porta e encostou-se nela, enquanto eu sentei na cadeira que havia de frente para mesa de Diana. Vi ela revirar os olhos em direção a Guilherme.

- O que você veio fazer aqui ? - ela falou rude, olhando para Guilherme.

- Acredite, eu não estaria se não fosse extremamente necessário  - ele respondeu no mesmo tom.

- Viemos falar sobre a Isabella - eu disse e ela que tinha os seus olhos em Guilherme os voltou para mim

- Se forem pedir para eu abrir outra exceção, saiba que não vai acontecer. - ela disse e eu suspirei.

- Não é nada disso - eu disse e ele arqueou uma sobrancelha.

- O que é então ? - ela disse e eu respirei fundo antes de começar. Contei toda a história para ela, tendo que ouvir piadas do tipo “Namorado ? Você é corajoso, hein ?” E mais algumas, até que cheguei na parte do acidente. Ela ficou séria, pensei que teria a mesma reação da garota que nos atendeu, mas foi exatamente o oposto, sua expressão era totalmente fria, quando terminei de contar tudo, segurando o choro preso na garganta ela simplesmente disse:

- Trágico. - ela disse e mexeu em um papéis que tinha em cima da mesa.

- É só isso que tem a dizer ? - perguntei

- O que você quer que eu diga ? - ela retrucou - Não espere lágrimas da minha parte, nunca fui com a cara da Isabella e todo mundo sabe disso - eu a olhei incrédulo, como ela podia ser tão fria.

- Eu não estou pedindo que chore, ou qualquer coisa do tipo, até porque ela não precisa das suas lágrimas, muito menos da sua compaixão. A única coisa que eu vim fazer aqui foi saber como vai ficar a situação dela, já que ela trabalha aqui - aquilo não era nem a metade do que eu queria dizer a ela, mas me controlei. Ela pareceu não se abalar e respondeu:

- Bom, alguém vai ter que pagar o dinheiro que eu vou perder com ela fora, a Isabella,  apesar de todos os defeitos, é uma ótima dançarina, ou seja, traz muito dinheiro para boate, então vou precisar que alguém me reembolse - Eu a olhei incrédulo - Caso o contrário terei que pôr na conta dela, que já está grande o suficiente, acredite - ela continuou e eu não conseguia falar nada, como ela podia pensar em dinheiro numa hora dessas ? De repente Guilherme apareceu atrás de mim, analisou minha expressão e viu como eu estava com aquilo tudo, ele explodiu:

- Que você é uma puta sem coração, eu já sabia, mas tenha respeito, porra! - ele bateu na mesa - Como você tem coragem de falar sobre dinheiro com uma pessoa que está sofrendo ? - ela levantou

- Eu preciso cuidar dos meus interesses - ela disse o encarando

- FODA-SE OS SEUS INTERESSES - ele gritou, ela se irritou

- E SE ELA MORRER ? QUEM VAI PAGAR A DÍVIDA DELA, CARALHO ? - quando ela disse aquilo eu me segurei para não chorar e apenas fiquei do mesmo jeito em que estava, deixando Guilherme resolver tudo.

- QUE PORRA DE DÍVIDA É ESSA ? - ele.perguntou e ela sentou novamente procurando por um papel, logo que achou o entregou.

- De tudo, roupas, maquiagens, comida, hospedagem, isso é o que ela me deve por tudo. Ela só vai poder sair daqui quando pagar tudo que me deve, ela até já tentou, mas sempre que estava quase conseguindo, precisava de alguma coisa e tinha que pegar, ou seja, até que ela pague tudo, ela trabalha aqui, então a não ser que vocês queiram aumentar a dívida dela, precisam me pagar pelos dias que ela ficará fora - ela deu um sorriso

- E se você a demitisse ? - ele perguntou ainda encarando o papel, ela deu uma risada

- Isso não vai acontecer até que ela me pague tudo que deve - Guilherme que estava concentrado até o momento no papel, falou:

- Eu pago - eu o encarei perplexo

- Como é que é ? - Diana perguntou sem acreditar

- Eu pago a dívida dela e você a demite, simples - ele entregou o papel a ela que estava boquiaberta.

- Porque você faria isso por ela ? - ela perguntou e confesso que eu também queria saber.

- Não que seja da sua conta, mas eu não estou fazendo isso por ela, quer dizer, de certo modo é sim, mas eu estou fazendo pelo meu amigo, meu melhor amigo, meu irmão, que já passou por tanta coisa nessa vida e que não merece passar por mais essa. - ele olhou pra mim e sorriu, eu sorri de volta. Em outra situação eu não aceitaria que Guilherme fizesse isso, mas depois das suas palavras, eu não poderia recusar e eu pagarei tudo a ele assim que puder. Ele fez um cheque e entregou para Diana que o pegou.

- Prepare a papelada dela, assim que ela melhorar nós vamos trazer ela aqui pra assinar e ela estará livre. - ele disse e a Diana assentiu.

Guilherme saiu de lá e eu o segui, eu nunca poderia o agradecer pelo que tinha feito por mim agora, assim como Letícia fez salvando a minha vida, ele salvou a de Isabella, dando a ela, a liberdade que ela tanto sonha, mal posso esperar para contar a ela e para podermos comemorar juntos. Agora mais do que nunca eu tinha a certeza de que ela iria voltar pra mim.




Notas Finais


Quem pegou a referência do capítulo ? Hahaha
Até mais! ♥️


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