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História Madrugada De Sexta - Capítulo 1


Escrita por: Pinkill

Capítulo 1 - Capítulo Único


Katakuri é dono de um pequeno bar noturno, onde nele se reúnem traficantes, prostitutas, alcoólatras e criminosos em geral.

Mas mesmo o público alvo sendo apenas pessoas problemáticas, ele conseguia os resolver facilmente, conhecia todos os clientes que iam lá, todos do tipo que você iria preferir evitar.

Trabalhava nisso a 10 anos, Katakuri já havia visto muitas coisas por lá. Des dê bêbados desmaiados até pessoas transando nas mesas. Mas isso não é o tipo de coisa que ocorre com frequência.

Era apenas mais um dia comum. Alguns bêbados nas mesas, uns desmaiados, drogados isolados nos cantos e homens pagando mulheres para irem a moteis com eles.

Até que a atenção de todos foi levada a um novo cliente nunca visto por lá antes. Parecia uma criança entrando numa loja, tendo seus olhos curiosos percorrendo todos os cantos do lugar.

E nesse momento, todo o barulho do bar cessou, estavam apenas olhando o garoto, que se sentou no balcão com um sorriso no rosto e, gentilmente, pediu um copo de suco de laranja.

Todos começaram a rir e o garoto pareceu não entender. Sem dizer nada, lhe entreguei o copo, achando graça da ingenuidade do mesmo.

Mas antes do garoto beber, um homem loiro deu um tapa no copo do garoto, quebrando o copo no chão e espalhando o suco. Todos riram de novo.

— ei! Qual o seu problema?

O garoto pergunta parecendo chateado e irritado.

— ah, desculpa, eu esbarrei em você? — dizia rindo com os colegas.

Esse era Bellamy. Fazia quase um ano que ele frequentava o bar. Ele não era exatamente um problema, mas não seria bom um garoto, aparentemente tão jovem, se meter com ele.

— limpa. — o garoto disse convicto. Será que ele tinha alguma noção?

— como é? — o homem o olha com um sorriso no rosto, fingindo não ter entendido.

— eu disse para limpar.

— e se eu não fizer? — bateu a mão no balcão ao se levantar, fazendo um barulho alto.

O garoto se levantou, encarando Bellamy com raiva.

— eu vou chutar sua bunda se não limpar.

Ele riu, puxando risos de todo o bar.

— então por que não tenta?

Bellamy era certamente mais alto que o pirralho, que aparentava ter uns 16 anos.

O garoto fechou o punho e deu um soco queixo do homem, o deixando desnorteado.

— qual o seu problema? Está achando que que pode quebrar qualquer coisa os outros vão limpar pra você? — o pirralho dizia irritado.

O loiro mal estava em seu juízo perfeito. Aparentemente esse jovem era mais forte do que aparenta.

Não demorando para alguns colegas de Bellamy o levarem embora.

— desculpa por isso. — ele disse se virando para mim. — acho que o soquei forte de mais. — ele riu como se fosse nada.

Certamente o garoto conseguiu chamar a atenção do barman.

Ele pegou os cacos de vidro do chão e olhou em volta.

— onde fica a lixeira?

Katakuri apontou para um canto, ele vai até lá e joga os cacos dentro.

— qual o seu nome, garoto?

Perguntou, fazendo-o lhe olhar sorrindo de orelha a orelha.

— Luffy. E você?

— Katakuri. O que faz aqui?

— eu estava passando por perto e vi aberto, decidi entrar para dar uma olhada. — riu.

— devia tomar cuidado ao entrar em lugares assim tarde da noite. Você tem sorte de Bellamy não ser alguém perigoso.

— ah? Quem? — ele parecia não ter entendido. — oh! O cara que quebrou meu copo? Então esse era o nome dele? — ri. — não se preocupe, eu sou bem forte.

— mesmo assim, não é seguro um pirralho como você entrar em lugares como esse.

— eu sei me defender! — sorriu. — ah. Você tem um pano que eu possa usar para limpar o chão? Ele está cheio de suco.

— não precisa fazer isso.

— ei, eu quero fazer isso. Você não tem culpa do copo ter quebrado. Vamos, me dê um pano.

Decide não insistir, lhe entregando o pano.

— obrigado!

Ele limpa o chão. E depois parece ficar pensando no que fazer com o pano.

— me dê.

Luffy lhe entrega o pano.

— então, Luffy, por que andava na rua a essa hora?

— ah, eu estava voltando para casa. Tive que ficar até tarde na casa do meu avô e só sai agora. Não consegui pegar um carro então tive que vir a pé. — ele sorri.

— entendo. Vai querer outro copo de suco? Não precisa pagar, fica por minha conta.

— oh, sério?! Que legal!

Ele sorri e eu lhe entrego outro copo.

— a quanto tempo trabalha aqui?

Ele pergunta tomando um gole.

— a uns dez anos.

— wow. Quanto tempo.

— sim. E em todo esse tempo, eu acho que você é o único que não tem problemas graves a vir aqui.

— uh? É, acho que não.

— quantos anos você tem?

— dezenove! — disse animado.

— Sério? Você parece mais novo. Principalmente pelas suas atitudes, nunca vi nenhum adolescente ou jovem adulto agirem que nem você. — diz, fazendo Luffy rir.

— eu sei! Meus irmãos falam a mesma coisa. Eles falam que sou muito infantil. — dizia terminando o copo de suco.

— bom, normalmente pessoas da sua idade que se encontram em bares como esse, ou estão bebendo com amigos ou criando mais problemas para se esquecerem de outros.

— huh... Quantos anos você tem?

— quarenta e oito.

— wow! Sério?? Você parece muito bem para um velhote! — ele ri.

— tome cuidado com o que fala, pirralho.

— claro, claro... — ria.

— então, você não precisa dormir cedo para estudar e ser alguém decente na vida?

— o que? Não, amanhã é sábado. E mesmo assim, faltar um dia não vai fazer diferença.

— quantas vezes você já pensou isso esse ano?

— sei lá... Algumas vezes...

— você é realmente bem idiota.

— ei! Sou nada!

— sim, você é. Uma criança idiota e descuidada.

— não sou não!

Ele dizia parecendo bem chateado, Katakuri sorri. Não sendo visível já que usava um cachecol enorme que cobria sua boca.

— então aqui. — lhe entregou um copo de whisky. — beba um pouco.

— o que é isso?

— é whisky. Já bebeu?

— nunca. Ace diz que sou muito novo para beber e Sabo diz que faz mal.

— isso é por que eles não querem que você cresça, isso vai te fazer um adulto.

— sério??

— sim. Depois que você ficar de porre a primeira vez, vai ter uma nova lição de vida.

— como assim?

— apenas beba. Não precisa pagar por nada.

— tem certeza?

— sim. Somos amigos agora, não é? 

— claro!

E logo ele bebeu o pequeno copo de whisky. Não foi nada surpreendente ele já ter ficado bêbado. Devia ser a primeira bebida alcoólica que ele provava na vida.

Luffy começou a cantar e bagunçar o bar, alguns bêbados entraram na onda e logo ele parecia uma bela distração no bar, fazendo todos cantarem e dançarem até cair.

O celular do garoto começo a tocar e ele simplesmente entregou a Katakuri e voltou a cantar, acabou atendendo, descobrindo que era Ace, o irmão mais velho do pirralho.

Estava bem preocupado, depois de lhe contar onde Luffy estava, não demorou nem dois minutos até ele chegar de carro e arrastar o garoto de lá. Não dando tempo de avisar que ele deixou o celular com Katakuri.

Sentiu pena do pirralho, ele com certeza levou a culpa pela bebida.

No dia seguinte, um pouco mais cedo, Luffy voltou pro bar. E agora todos conheciam ele. Katakuri nunca esperaria que um pirralho bom como ele iria se enturmar com um bando de delinquentes, principalmente em apenas uma noite.

Luffy lhe contou sobre como Ace e Sabo brigaram com ele e da ressaca que teve.

Katakuri ofereceu mais bebida, mas o garoto recusou, querendo apenas suco. O mais velho lhe entregou o celular ali esquecido e Luffy lhe deu seu número.

Tudo ocorreu bem hoje, ele conversou com mais pessoas, agora sóbrio.

E assim foi a semana. Todos os dias ele passava lá, mais ou menos no mesmo horário. E a cada dia, ele parecia mais interessante.

Até que em uma quinta, ele estava sentado no balcão quando olhou para o barman.

— por que você fica com esse cachecol cobrindo a boca?

O mesmo lhe olhou sério, se apoiando no balcão.

— não vai querer ver o que tem de baixo.

— por que? Não pode ser tão ruim.

— acredite, não vai querer ver.

— como pode ter certeza?

Suspirou. Nessa tempo havia descobrido como ele é um pirralho insistente.

— está bem. Eu te mostro, mas só amanhã. Venha aqui uma hora antes do bar abrir, vou estar te esperando.

— está bem!

E no dia seguinte, antes do bar abrir, ao por do sol, Katakuri se encontrava na frente do bar, esperando por um pirralho de dezenove anos para lhe mostrar sua maior insegurança.

Faltava dez minutos para a hora de abrir o bar. Por que achou que ele iria vir?

Se levantou, prestes a abrir o bar, mas ouviu o garoto gritar, se aproximando com um sorriso enquanto acenava.

— Katakuri! — Ele veio correndo. — desculpa o atraso. Tive alguns problemas no caminho pra cá.

— sem problemas. — se sentia aliviado pelo garoto estar lá.

— e então, vai me mostrar agora??! — a ansiedade em sua voz era nítida.

— não se surpreenda se não gostar do que vê. Não sou perfeito.

— não tem problema. — ele sorri. Totalmente confiante, e até reconfortante de certa forma.

Sorriu e tirou o cachecol. E ele parecia vidrado em seu rosto.

— eu sei, é horrível.

— o que?! Isso é incrível!  — ele riu, abrindo um sorriso de orelha a orelha. — não tem nada de errado em você!

— o que?

Ele segura o rosto de Katakuri e lhe dá um selinho demorado, fazendo o mais velho ficar totalmente sem reação.

— você fica ainda melhor corado.

Katakuri desviou o rosto, se sentindo um adolescente ao ficar tão sem jeito por algo tão simples.

Depois disso eles foram ficando cada vez mais próximos até iniciarem um relacionamento.

Luffy era incrivelmente bom, enquanto Katakuri era uma péssima influência. Seus irmão foram totalmente contra, mas depois de um tempo ele acabaram aceitando, mas sempre com um pé atrás.

E aquela noite onde um pirralho sorridente entrou em seu bar, foi simplesmente o melhor dia em seus dez anos como dono daquele bar.

Foi o dia onde encontrou seu motivo para sorrir todos os dias.

- fim -


Notas Finais


Yahoi k

Quanto tempo kk

Decidi dar uma olhada nessa história, dando uma revisada e tals k

Não ta perfeito mas ta melhor que antes kk

Não mudou muita coisa des de que criei essa história, eu continuo sem achar fics katalu kk

Tenham um bom dia k


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