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História Mãe solo - Capítulo 8


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Notas do Autor


Ok, ok, eu sei que postei ontem um capítulo novo, mas eu tava extremamente ansiosa pra postar esse.
E já que queriam capítulos mais longos, o desejo de vocês é um ordem.
Nos vemos lá embaixo e boa leitura <3

Capítulo 8 - Slow


As pinceladas de base no meu rosto me faziam sentir sono, mas me controlei para não dormir. De noite, mal dormi, ansiosa e nervosa com o encontro de hoje à noite e com um pouco de dor por conta da queimadura. 

    — Abra os olhos - o maquiador pediu e o obedeci, passando o produto perto da área.

    — Como estamos aqui? - Jo perguntou ao entrar no recinto, tomando um café do Starbucks.

    — Piper é a última pessoa que preciso maquiar - o maquiador respondeu, trocando o pincel.

    — Nem precisa se preocupar, Scott, temos tempo - ela se virou para mim. - O que aconteceu na sua perna?

    — Me queimei enquanto cozinhava - fui objetiva, tentando não atrasar o trabalho de Scott ao falar muito.

    — Ainda bem que suas cenas hoje são com calça. Bem, nos vemos nas gravações.

    Depois que ela saiu, fiquei me questionando se estava irritada comigo ou era impressão minha. Torci para que fosse a segunda opção.

 

    Quando sai dos bastidores, meu estômago roncava e fiz uma anotação mental de começar a comer algo no café da manhã ao invés de apenas beber café com leite. No caminho, comprei um wrap vegetariano e fui comendo, sobrando apenas o guardanapo quando cheguei em casa. Joguei o papel na lata de lixo e peguei algumas roupas no meu armário e as levei para o banheiro. Realizei os passos da Mensagem de Íris até Hazel aparecer do outro lado sentada em um gramado.

    — Oi - ela sorriu. - Estamos em seu banheiro?

    — Sim, no melhor lugar para se conversar. Como você está?

    — Ótima, treinei agora pouco. E contigo?

    — Também estou ótima.

    — Está maquiada?

    Ela franziu a testa e me encarava.

    — Sim, sai das gravações agora pouco - respondi e arranquei os cílios postiços, os deixando na bancada da pia. - Não aguentava mais essas coisas.

    — Vamos para o que interessa!

    Depois de Annabeth ter me respondido que não poderia me ajudar, pedi socorro a Hazel, que explodiu em felicidade (não literalmente) e concordou sem hesitar. Contei a ela quem era Noah e como nos conhecemos, o que a fez soltar várias “awnn” durante a conversa.

    — O que acha desse? - perguntei levantando um short jeans e uma camisa.

    — É… - Hazel franziu o cenho - Não. Te vejo usando isso todos os dias.

    Mostrei mais algumas opções, sempre recebendo uma resposta negativa. Demorou um pouco até que ela arregalasse os olhos e assentiu com a cabeça.

    — Você precisa usar esse! - exclamou.

    Olhei para a peça que segurava. Um vestido preto que era justo até a cintura e ficava rodado depois, terminando na metade da coxa. Tinha alças regatas e decote coração.

    — Sério? - perguntei. Havia aparecido em algum sonho que tive com Afrodite e, quando acordei, ele estava em meu roupeiro.

    — Sim! É a única roupa que não consigo te imaginar todos os dias.

    — Nossa, valeu.

    — Você sabe que estou certa.

    Fui obrigada a concordar.

    — Sabe que vou usar com tênis, não é?

    — Não tenho dúvidas sobre isso.

    Rimos e fiquei um pouco pensativa depois, me distraindo com meus pensamentos.

    — O que houve? - Hazel perguntou, chamando minha atenção de volta.

    — Nada, só estava pensando um pouco.

    — Pela expressão que fez, não parecia ser boa coisa.

    — É só que… - comecei, sem saber bem como continuar - Só não quero que seja como as outras vezes, sabe? Começamos a sair, ele percebe que não é para ele, termine comigo e eu preciso explicar para Courtney a situação, o que é horrível porque ela já está apegada a pessoa.

    — Pelo o que você me contou, Noah parece ser um bom rapaz. Você deveria aproveitar isso e não ficar se preocupando com algo que nem sabe se vai acontecer.

    — Tem razão - falei e suspirei.

    Conversamos por um bom tempo e nos despedimos depois. Recolhi todas as roupas e as guardei, deixando o vestido em cima da cadeira da escrivaninha. Nem acreditava que aquilo estava realmente acontecendo.

    Fazia muito tempo que eu não saia com alguém. As poucas vezes em que isso ocorreu, foram relacionamentos de no máximo dois meses. Todos diziam que não se importavam em namorar alguém que tem uma filha, até começarem a conviver e ver como realmente é difícil, que não é como se eu pudesse simplesmente deixar minha filha na casa dos avós todos finais de semana para sair ou ir viajar no final de semana. Não é assim que funciona. 

    Porém, meus instintos de filha de Afrodite me diziam que agora seria diferente. 

    Tentei tirar isso da mente e resolvi fazer algumas coisas no apartamento. Quando terminei de lavar a louça, escutei meu celular tocar na mesa. O atendi rapidamente.

    — Alô?

    — Oi, filha - meu pai falou do outro lado da ligação. - Tudo bem?

    — Oi, tudo, e com você?

    — Também, mas tem um probleminha.

    — O que houve? - perguntei equilibrando o telefone em um ombro enquanto tirava as sacolas de lixo.

    — Não vou conseguir buscar Courtney no colégio. Atrasou algumas gravações e vou sair mais tarde.

    Bufei.

    — Sem problemas, eu posso levá-la mais tarde. 

    — Ok, Pipes. Preciso desligar agora.

    — Tudo bem. Tchau, pai.

    — Tchau.

    Desliguei e larguei o celular na bancada. Peguei a chave de casa e desci até o primeiro andar, indo colocar as sacolas nos lixos do condomínio. Voltei para o hall e chamei o elevador.

    — Nossa, já está se arrumando para hoje a noite?

    Olhei para o lado e vi Noah entrando no condomínio, parando perto de mim. Ele carregava uma mochila nas costas e o semblante um pouco abatido.

    — Como assim? - franzi a testa.

    — A sua maquiagem.

    — Ah, não - neguei com a cabeça. - Eu estava no trabalho.

    O elevador abriu a porta e entramos.

    — Até tirei a sujeira do meu carro para hoje - ele soltou e ri.

    — Eu me senti a pessoa mais importante do mundo agora. A propósito, tem algum problema se deixarmos Courtney na casa do meu pai antes? - perguntei e saímos do elevador. - Ele não vai conseguir buscar ela.

    — Sem problema nenhum, eu adoro ela.

    — Courtney vai te mostrar o sorriso banguela dela.

    — Eu vou amar ver isso.

    Nos despedimos ali e entrei no meu apartamento. Aproveitei que faltava algum tempo para buscar minha filha e fiquei assistindo reprises de Masterchef.

 

    — Pensei que o vovô viria me buscar.

    — Ele teve um imprevisto, mas vou te largar mais tarde lá.

    Courtney segurou minha mão e saímos do colégio, indo até o carro. Ela abriu sua mochila e pegou uma bala, a enfiando na boca.

    — Ainda sobrou balas? - perguntei, a encarando pelo retrovisor.

    — Sim, a Fada do Dente deu bastante dinheiro.

    Sorri para ela e dei partida no carro. Courtney me contava como foi seu dia no colégio, falando que no recreio brincou de polícia e ladrão e odiava ter que sair correndo atrás dos meninos na brincadeira porque eles corriam mais rápido. Disse também que a professora comentou que ela tinha muitos erros de gramática.

    — Ela falou que vai falar com a diretora sobre isso.

    — Hum… - foi o que consegui dizer. - A professora disse mais alguma coisa?

— Não - respondeu e abriu a zíper da mochila.

— Não coma muitos balas, depois não vai jantar.

Ouvi o barulho do zíper novamente, significando que ela fechou o bolso. Ao chegarmos em casa, largou sua mochila na entrada e foi correndo para o quarto.

— Ei! - exclamei e peguei sua mochila - Você tem temas para fazer!

— Não tenho, não!

Fui até o seu quarto e abri a mochila, pegando o caderno dela e vendo que uma atividade estava escrita “tina”. Eu tinha quase certeza que ela sofria de dislexia também.

— O que é isso? - perguntei e mostrei o caderno.

— É só para segunda - deu de ombros. 

— Você não pode deixar para fazer na última hora, sabe que não dá certo. 

— Não posso brincar um pouco antes? 

    — Primeiro o tema, depois você pode brincar.

    Courtney bufou, mas não teimou comigo. Sentou na escrivaninha e pegou o caderno. Olhei em seus livros didáticos para ver se havia mais temas, porém não encontrei nada.

    — Quer ajuda?

    — Não, é matemática. É fácil.

    Dei um beijo no topo de sua cabeça.

    — Qualquer coisa, me chama. Vou estar lendo o roteiro em meu quarto.

 

    Terminei de secar meu cabelo e me encarei no espelho.

    O que eu estava fazendo?

    Há muito tempo, não me sentia daquele jeito, ansiosa para sair com alguém. Tentei ignorar as borboletas no estômago e fui para o quarto. Revirei os olhos para mim mesma ao perceber que estava vestindo a lingerie combinando e coloquei o vestido. Me examinei no espelho, vendo se estava tudo ok. Coloquei meu All Star branco e peguei uma bolsa pequena. Antes de sair, passei um pouco de rímel e gloss. Respirei fundo e mandei uma mensagem para Annabeth.

    Me deseje sorte.

Ela respondeu em pouco tempo.

Boa sorte. Eu e Percy queremos saber como foi depois.

— Filha, está pronta?

Courtney apareceu no corredor e me encarou.    

— Não se esquece de pegar suas coisas.

    Ela voltou para o quarto e apareceu novamente com a mochila nas costas e o urso de pelúcia na mão. A campainha tocou e Courtney correu até lá, abrindo a porta. Fui atrás dela e encontrei Noah, bem arrumado.

    — Você está linda - ele disse.

    — Você também está - respondi, sentindo minhas bochechas corarem. - Vamos lá?

    Tranquei a porta e Courtney foi correndo até o elevador. Senti Noah encostando sua mão na minha, um pouco tímido, e entrelacei nossos dedos. Ele sorriu para mim e retribui o gesto.

    Ao entrarmos no carro, enviei uma mensagem para meu pai, dizendo que já estávamos saindo. Eu entendi o que Noah disse de tarde ao falar que havia limpado veículo. Ali, parecia que tudo brilhava, como se tivesse passado um lustra móveis nas coisas. 

    — É verdade que você perdeu um dente? - ele perguntou e se virou para o banco de trás, onde Courtney estava abraçada no ursinho de pelúcia. 

    — Sim. Olha - ela mostrou o sorriso banguela.

    — Que legal! A Fada do Dente apareceu?

    — Sim, ela me deu dois dólares. Gastei comprando bala.

    — Eu faria o mesmo se fosse você.

    Deu partida no carro e fomos seguindo, comigo indicando as direções. Em quinze minutos, paramos na frente da casa.

    — Vou descer com a Courtney - falei e abri a porta, com ela vindo atrás de mim.

    Toquei a campainha da casa e me abaixei para ficar na sua altura.

    — Tchau, filha - dei um beijo em sua bochecha e a abracei. - Se precisar de qualquer coisa, peça para o vovô me ligar.

    — ‘Tá bem, mamãe - Courtney respondeu, um pouco impaciente.

    — Se quiser que eu te busque, é só me ligar que eu venho.

    — Ok, mamãe.

    — E se sentir saudade…

    O portão abriu e ela entrou correndo, sem me falar nada. Levantei e fiquei esperando que voltasse para se despedir, mas logo o portão foi fechado, me deixando parada ali igual uma tonta. Ao voltar para o carro, Noah me encarava incrédulo.

    — O que foi? - perguntei.

    — Você nunca me disse que era rica.

    Isso sempre acontecia quando as pessoas olhavam a mansão exuberante em que cresci.

    — Ah, sério? Eu conto isso para todo mundo - respondi irônica e ele riu.

    — O segundo encontro vai ser por sua conta - dessa vez, quem riu foi eu.

    Fomos seguindo até o restaurante que não era muito longe dali. Noah segurou minha mão durante o percurso, o que me deu uma sensação de segurança.

    Ao entrarmos no restaurante, percebi que era o lugar que vinha com meu pai quando criança. O garçom nos guiou até uma mesa e entregou cardápios, um para cada, se retirando em seguida.

    — Por que escolheu vir aqui? - perguntei.

    — Bem… - ele tirou os olhos do cardápio - Ouvi boas recomendações daqui e sempre quis vir. Agora pareceu ser a oportunidade perfeita.

    — Eu vinha aqui quando era criança com meu pai e, bem, as namoradas dele. 

    — Já decidiu o que vai pedir?

    — Ainda não. Tinha pensado em pedir o mesmo que o seu.

    — Acredito que por você ter perguntado sobre pratos vegetarianos ontem, não coma carne. Eu ia pedir um que vem peixe.

    — Ah, esquece. Vou ver no cardápio algo, só vai demorar um pouco isso.

    — Por quê? É indecisa?

    — Não, eu tenho dislexia.

    Ele arregalou os olhos, surpreso.

    — Eu não esperava por essa - soltou.

    — Percebi pela sua expressão.

    — Ok, deixa comigo - ele se ajeitou na cadeira e se aproximou de mim. - Eu vou ler os pratos para você.

    — Só pode estar de brincadeira comigo.

    — Não, eu não estou.

 Noah realmente parecia estar falando sério. O escutei lendo algumas opções e escolhi a terceira. Fizemos o pedido junto com uma garrafa de vinho tinto. Nos servimos depois que chegou e brindamos.

— Então, Piper - ele começou e tomei um gole. - O que te fez começar a trabalhar como atriz?

— Eu precisava de dinheiro para criar minha filha e comecei a procurar emprego, mas ninguém me aceitava. Meu pai conversou com um amigo dele, que me colocou em uma série. Foi assim que começou, nada demais.

— Queria que meu pai tivesse contatos assim.

    — E você? Por que trabalha como enfermeiro?

    — Parece clichê falar isso, mas é a verdade. Sempre quis trabalhar na área da saúde, porém não sabia com o que exatamente. No ensino médio, pensei em fazer medicina, só que eu queria ter uma vida também, então fui para a enfermagem.

    — Não se arrependeu em nenhum momento?

    — Não. Se eu tivesse feito medicina, estaria no hospital agora. Ou talvez não, mas iriam me ligar pedindo que eu fosse lá. Eu consigo ter uma vida sendo enfermeiro.

    Ri um pouco.

    — Em qual hospital você trabalha? - perguntei e tomei outro gole de vinho.

    — No Childern’s Hospital Los Angeles.

    Engasguei com sua resposta.

    — Está bem? 

    — Sim, claro - respondi. - Só não esperava que você trabalhasse no melhor hospital pediátrico do país com vinte e quatro anos.

    — É o melhor hospital pediátrico do oeste do país…

    — Mesmo assim…

    — E eu tenho vinte e sete anos.

    — Ah…

    O encarei.

    — Não esperava por essa, não é? - ele sorriu.

    — Não - respondi. 

    — Não é só porque eu falo um monte de bobagem, que tenho vinte e quatro anos. A pior idade de se ter, a propósito.

    — Por quê?!

    — Porque é a idade que se termina a faculdade e pensamos que somos imortais e imbatíveis. Pessoas de vinte e quatro anos são insuportáveis.

    — É a minha idade.

    — Ah… - Noah corou - Retiro o que eu disse.

    — Não precisa ficar assim. Pelo menos eu não voltei para a casa do meu pai depois dos vinte anos.

    — Eu fiz isso.

    — Sinto muito.

    Nós rimos juntos e nossos pratos chegaram. Comemos enquanto conversávamos e, a cada segundo que passava, me repreendia mentalmente por perceber que ficava cada vez mais apaixonada por Noah. Era impossível me conter, com ele ali fazendo piadas e me olhando com brilho no olhar. 

    — Posso fazer uma pergunta meio estranha? 

    — Tenho certeza de que isso já é uma pergunta - ele respondeu e inclinei meu rosto para o lado, arqueando uma sobrancelha. - Ok, pode.

    — Posso comer suas azeitonas?

    Apontei com o garfo para o alimento em seu prato, sobrando depois de ele ter comido tudo já.

    — Claro - empurrou a louça para mim.

    — Não gosta de azeitona? - perguntei e enfiei uma na boca.

    — Depende, gosto das pretas, não das verdes iguais essas.

    — Mas qual a diferença?

    — Não sei, só não gosto de comidas verdes.

    O encarei, com a testa franzida. Eu nunca tinha escutado aquilo.

    — Você não pode nunca contar isso para minha filha.

    — Mas eu tenho um ponto! Todas comidas verdes são ruins.

    — Por isso que não gosta de abacate, então.

    — Exato - ele me encarou sério, o que estranhei um pouco. - Eu estou curioso sobre isso há algum tempo, mas como aconteceu tudo? Digo, a gravidez.

    — Tem certeza que isso é um bom assunto para o primeiro encontro? Não é uma história legal.

    — Estou disposto a descobrir - ele deu um leve sorriso. 

    — Se assim deseja - dei um gole no vinho. - Tudo começou quando eu tinha dezesseis anos…

    “Havia terminado com meu namorado, Jason, e tivemos uma… Recaída, digamos. Um amigo nosso veio para a cidade uma semana depois que nos reencontramos. Nós estávamos na praia surfando e ele bateu a cabeça em uma rocha. Foi horrível e ele não resistiu.”

    Pisquei para afastar as lágrimas.

    “Eu e meu pai nos mudamos para Oklahoma no dia seguinte e em menos de um mês voltamos. Eu não queria admitir, mas estava feliz por estar em casa novamente. No entanto, comecei a passar mal e fiz um teste de gravidez, que deu positivo.”

    — Uau! - Noah balançou a cabeça - Como foi isso para você?

    — Na hora foi horrível, mas aceitei depois.

    — E a sua família?

    — Se me julgaram, fizeram isso pelas minhas costas. Eles me deram apoio, principalmente meu pai. Eu sou grata a ele e tudo mais, até porque não é todo mundo que tem esse apoio, mas é sempre com a mãe que fica todos os perrengues.

    Ele sorriu e segurou minha mão por cima da mesa. Sua mão era extremamente macia, poderia ficar agarrada a ela pelo resto de minha vida. Ficamos mais um tempo ali, depois de decidirmos que não queríamos sobremesa e da típica discussão de quem vai pagar a conta (Noah venceu, após usar o argumento “você é rica e paga o próximo”). 

    Entramos no carro e antes de dar partida, ele colocou a mão em minha coxa.

    — Esse restaurante é ótimo.

    — Sim - concordei. - Melhor ainda é comer suas azeitonas.

    — Nós podemos ser igual a Lilly e o Marshall de How I Met Your Mother, sabe? Ele não gosta de azeitonas, então ela come as dele.

    — Mas ele só fingia isso.

    — Melhor ainda, já que eu não finjo isso. Só não coma minhas azeitonas pretas.

    Me inclinei em sua direção e puxei seu rosto para um beijo. Noah não resistiu e colocou as mãos em minha cintura, me puxando para mais perto. Meus instintos de filha de Afrodite sabiam que ele também queria isso.

    Nos separamos por um tempo e sorrimos, voltando ao beijo. Eu queria nunca mais sair daquele beijo, sentir para sempre suas mãos encostadas em meu corpo e seu perfume cítrico. Porém, como tudo na vida, aquele momento acabou.

    — Que tal voltarmos? - ele perguntou e eu assenti.

 

    Já na porta de nossos apartamentos, Noah passou a mão em meu cabelo, o colocando para trás.

    — Hoje foi ótimo - sorriu e concordei.

    — Sim, deveríamos fazer isso mais vezes. 

    — Verdade - se aproximou e colocou as mãos em minha cintura novamente e eu coloquei as minhas em sua nuca.

    — Eu escolho o lugar na próxima vez.

    — Combinado.

    — E… - comecei, sem saber muito bem como continuar - O que acha de irmos… Devagar? Sem, sabe, se apressar.

    — Se você quer isso, não há problema nenhum.

    Fiquei na ponta dos pés para beijá-lo. Aquele era um dos melhores dias de minha vida.

 


Notas Finais


o lookinho da Piper é totalmente inspirado nesse: https://br.pinterest.com/pin/457256168420641175/
Eu to tão animada com esse capítulo e com o próximo que vocês não tem noção.
Comentem se curtiram <3
A PROPÓSITO:
Os cáitulos múltiplos de 5 vão ser de flashbacks, então me digam o que gostariam de ver
Bjs e volto em breve <3


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