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História Máfia: Red lights house. (SAMWENA) - Capítulo 10


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Notas do Autor


Ooi.Primeiro vou confessar que me segurei muito pra não fazer uma coisa, vocês irão perceber.Segundo, vocês quem lutem.

Eu espero que estejam gostando e.e

Apaguem as luzes, coloquem os fones com uma boa música e vamos la.

Capítulo 10 - Capítulo dez. -Consequências.


Fanfic / Fanfiction Máfia: Red lights house. (SAMWENA) - Capítulo 10 - Capítulo dez. -Consequências.

   A mafiosa estava sentada a sua sala cuidando de suas coisas diárias.Já havia se passado quase uma semana deis de tudo, e ela já não via mais Sam em sua casa e nem com seus filhos, apesar de sempre o ver de relance pela boate cuidando de seus negócios assim como ela.Mesmo "separados" ela não podia exigir que ele saísse da boate ou algo do tipo, ambos haviam aberto a boate juntos, a última coisa seria acabar com tudo.

   Seus dedos batiam contra a superfície da madeira escura da mesa, a mesma a qual a fazia se lembrar de muitas coisas.A impaciência já estava presente, e foi impossível que a cada um segundo não se lembrasse daquela foto e de "seu" homem.

   A ruiva não sabia explicar nem para si mesma oque sentia.Era uma mistura de sentimentos sendo eles todos ruins, e fazia tanto tempo que não se sentia assim que chegava de alguma forma ser uma situação confusa.Quando pensava nele sua cabeça dizia a palavra "traição", mas ela havia se casado com ele a anos, formado uma família, dado o melhor de si para ele sabendo que confiava, e de um dia pro outro ser trocada sem motivo trazia uma confusão para seus sentimentos.O casal não havia mais conversado deis da última vez, mas sabiam que não poderia passar o resto da vida daquele jeito:Sam dormindo na casa da mãe e vendo os filhos quando Rowena não estava presente pois temia sua fúria.

   Ela não pensava em o perdoar, mas certamente estava começando a pensar em o escutar.Ouvir na boca dele o porque Sam a traiu, escutar ele confessar e dizer de uma vez por todas o motivo de a ter trocado por uma mulher tão baixa.

   Porém antes que a moça pensasse mais sobre isso, foi interrompida de seus pensamentos quando viu a porta ser aberta e em seguida a mulher alta de cabelos negros adentrar, prontamente fechando a porta atrás de si e vindo na direção da ruiva.

   —O que está havendo com você,Rowena?. —Indagou, cruzando os braços e se aproximando lentamente, pisando a baixa bota uma na frente da outra até que por fim se colocasse frente a mesa. —E não venha dizer que não é nada.

   —Amara eu não estou com cabeça pra perguntas. —Ditou baixo, prosseguindo a ler alguns papéis que haviam em sua mesa, lentamente passando seus olhos a cada linha.

   —Rowena por deus, eu te conheço antes mesmo de você se conhecer.Eu sei bem quando tem algo errado.Pode por favor me dizer o que está acontecendo?. —Amara de fato parecia curiosa, mas também parecia preocupada esperando a ruiva ditar oque se passava para poder compreender seu estranho comportamento aos últimos dias.

   —É o Sam. —Ela sussurrou, sem se atraver a encarar Amara nem ao menos de lado.Era estranho pra ela ditar o nome dela da forma como estavam.Não era assim normalmente.

   Amara ainda tinha a expressão curiosa, mas logo tratou de se apoiar a mesa sem descruzar seus braços. —É sobre aquela noite?Sobre a Ruby?. —Ela olhou de cima e Rowena concordou com a cabeça ainda sim sem olha-la. —Bem, você deu uma surra nela e pelo oque fiquei sabendo quebrou o nariz de brinde.Depois eu meio que escutei seus gritos aqui na sala então achei que tivessem...você sabe, se resolvido.—Piscou, com um meio sorriso de lado, transmitindo em seu olhar toda malícia que de fato eles viveram aquele dia.

   —Talvez nós tivéssemos mesmo. —Finalmente a menor se encostou a sua cadeira, cruzando as pernas e olhando para Amara com uma das sombrancelhas arqueadas. —Até que eu recebi uma foto digamos dele...transando com a Ruby. —Era difícil dizer aquilo a ela, era difícil dizer aquilo a qualquer pessoa ou até mesmo para si.Mas Rowena se preocupou quando o silêncio se fez presente entre as duas e a expressão de Amara nem sequer mudou. —Por que você não está surpresa?. —Engoliu seco, se arrumando a cadeira e colocando as mãos na mesa.

   —Rowena, eu já havia percebido os olhares dela pra ele, cogitei que algo assim poderia vir a acontecer. —Por incrível que pareça Rowena se sentiu extremamente ofendida, e arregalou seus olhos esverdeados na esperança que a moça continuasse a falar. —Me desculpe por não ter dito nada mas meu bem...estamos falando do Sam, eu não queria envolver vocês em problema por uma má interpretação minha. —Levantou os ombros.

   —Você nunca consegue não ser tão grossa. —Rosnou a mulher, prontamente passando a mão ao seus cabelos os ajeitando para trás. —Por isso mesmo, é ele, eu não consigo acreditar... —Suspirou. —Nunca passou pela minha cabeça isso Amara, sou eu, não há porque me trair com aquela... —Torceu os lábios com nojo.

   —Vai ver que ele só deixou cair na tentação.— Se apoiou a mesa, levantando uma perna acima da outra. —Ou sei lá, o casamento de vocês estava...chato?. —Questionou com as sombrancelhas arqueadas, e Rowena negou brincando com a língua entre os dentes.

   —Claro que não, nosso casamento nunca esteve chato!. —Exclamou se arrumando impaciente a cadeira, lembrando de todo o ocorrido e querendo matar ele e Ruby apenas com o pensamento. —Tanto faz, por que estou falando disso com você?. —Girou a cadeira, logo parando batendo seus saltos contra o piso escuro.

   —Bem porque eu sou sua mel... —E de repente a morena parou, ficando em silêncio e levando seu dedo indicador a orelha apertando a escuta que usava.

   —O que foi?. —A ruiva conhecia bem tudo ali para saber que já se vinha um problema, ou especificamente...

   —Ketch!. —Rowena revirou os olhos, ele já não se era o maior de seus problemas deis que começaram a trabalhar juntos, mas tendo uma serpente como ele ao seu lado não poderia dormir e esperar que fosse atacada, afinal, ainda era ele independente de estarem "juntos" nessa ou não. —Ele está na viela entrando...agora.

   A pequena se levantou apoiando suas mãos a mesa, e assim que em pé ajeitou a saia preta que usava, prontamente respirando fundo para ter a mínima paciência que fosse para lidar com o mafioso.

   —Eu cuido dele. —Sorriu fracamente a sua amiga que se mantinha prestando atenção na escuta.A dona da boate não sabia oque falavam lá mas certamente deveria estar um quase pânico; eles viam Ketch como um começo de chamas, e não era pra menos.

   Amara concordou, e Rowena se distanciou dela andando lentamente para fora de sua sala, deixando a mulher sozinha.

   As luzes tomavam todo o local em movimentos aleatórios.Não se era possível ter claridade em certos pontos onde a escuridão dominava.Suas meninas dançavam sensualizando com o corpo e dando olhares quentes aos homens e mulheres que as assistiam, cena que Rowena contemplava.

   Ela ainda olhando ao lado esbarrou em alguém, e quando seu corpo parou pela colisão pode subir seus olhos ao rapaz a sua frente, e só por aquele terno sabia bem que se tratava de Samuel.Ela olhou bem seus olhos por segundos curtos, e quando se deu conta de que era ele ali tentou desviar o olhar a lugares aleatórios, evitando sequer um cílios seu.

   —Rowena eu preciso falar com você. —A área em que estavam não se tinha o som tão alto, mas ainda sim tinha, e por isso foi necessário que Sam se aproximasse um pouco para ditar com firmeza ao ouvido da ruiva.Nada foi respondido, mas com aqueles olhos verdes dela baixos refletindo em meio a pequena escuridão, ele prosseguiu com rapidez. —Eu sei que está querendo me matar exatamente agora, mas você sabe que precisamos conversar.Me deixe ir a sua sala, ou venha a minha...por favor, por nossos filhos...—Apesar da sinceridade e da altura elevado de sua voz podia transparecer em suas curtas palavras a vontade de falar com ela, esclarecer as coisas ou ao menos permitir o choro.

   Rowena suspirou diversas vezes, e fechou os olhos nas mesma quantidade, pensando se deveria lhe dar aquela chance.Ela não podia negar que estava sentindo a falta do rapaz, ou negar que sentia falta de acordar com seus toques e suas falas roucas, contudo também estava tão cheia de raiva que poderia bater em seu rosto mais um milhão de vezes até que se acalmasse, mesmo que pensando melhor, aquela não parecia a forma mais adulta de resolver a situação.

   —Está bem Samuel. —Concordou, ainda sim fervente por dentro, mas quando a mulher pensou em dizer onde seria ou se de fato ocorreria a conversa, ao lado de Sam a imagem de Ketch foi claramente formada.

   O rapaz que vestia um tom claro de terno carregava o mesmo olhar ambicioso e com soberba, e assim que chegou próximo ao casal se colocou na frente de Sam, tampando a vista do homem que trincou o maxilar imediatamente pela interrupção.

   —Precisamos conversar urgente. —Ele pareceu nem ter visto o Winchester, mas quando seus olhos pousaram um pouco ao lado pode ver Sam que não tinha se lá a melhor expressão no rosto, e Arthur sabendo bem como provocar alguém o olhou sobre o ombro esquerdo torcendo os lábios em nojo, observando o rapaz dos pés a cabeça com desdém. —Agora, ruivinha... —Ditou o nome dela lentamente, provocando Sam que deixou um riso escapar pela audácia do homem, em seguida posicionando um pé para frente na intenção de dizer algo.

    Rowena se encontrou em meio aos dois de uma forma que não queria, e foi impossível que não colocasse a mão na testa olhando ambos homens em um ciclo, logo tocando discretamente o pulso de Sam em uma mensagem para se acalmar e deixar a provocação passar batido.Ela ficou os encarando sem saber oque dizer, ambos tinham um olhar sério para ela, principalmente Sam que tinha os punhos cerrados respirando aceleradamente como se estivesse prestes a surtar.

    —Depois Sam... —Olhou ao homem, nos olhos deles, engolindo seco mas logo se virando um pouco ao lado.Os lábios do rapaz se formou em indignação, e ao contrário dele, Ketch tinha o olhar de soberba de quem venceu mais uma vez em relação a atenção de Rowena.

   A moça se virou e andou com agilidade, trazendo atrás de si Ketch que a seguia na mesma intensidade dos passos.Sam continuou parado respirando fundo e contando números diversos suplicando por paciência, mas não adiantava, e a pouca paciência que lhe restou pareceu acabar quando viu Arthur e Rowena parar frente a porta da sala dela, e o olhar de Ketch foi tão desaforado tanto quando pousou sua mão as costas da mulher, que abriu a porta e entrou instantemente logo sendo seguida por Ketch no mesmo segundo.

   —Só pode ser brincadeira. —Sam se tremeu de ódio.Podia sentir suas mãos aquecerem apenas por imaginar batendo em Ketch até que não lhe restasse mais sangue no corpo.

   Era incrível em como Ketch conseguia provocar e o tirar do sério daquele jeito, ainda mais quando Rowena parecia não se importar com a forma em como era afrontado pelo outro.Mas não tinha tempo para surtar, ele tinha que procurar alguma forma de fuder os planos de Ketch assim como fez com ele.

   ~

   —O que você está fazendo Ketch?Aparecendo do nada na boate?. —A ruiva ditou com raiva, esbravejando a cada passo que dava dentro de sua sala que diferente de anteriormente, agora encontrava-se apenas com os dois. —Eu não vou ficar poupando sua vida do Sam pa...

   —Sam aqui, Sam lá, Sam Sam Sam. —Ketch a interrompeu, retrucando na mesma altura de voz com pouco impaciência. —Você tá o tempo todo nos pés daquele idiota e fingi que não.

   Rowena que estava ao lado da mesa levou ambas mãos até a mesma batendo com força, dando um alto tapa. —Cala a porra da sua boca ou eu faço questão de costurar ela. —Gritou, ainda mais alto que o rapaz que se calou instantaneamente quando ela apontou o dedo na direção de seu rosto. —Eu vou perguntar só mais uma vez!O que você quer aqui?.

   Eles ficaram se olhando em fúria por mais alguns segundos, até que Ketch sorriu de lado e puxou de seu terno um cigarro, levando aos lábios e acendendo o no mesmo instante com um isqueiro de aparência antiga que arrancará do mesmo bolso seguidamente. —Lúcifer, ruivinha... —Iniciou, voltando a guardar o isqueiro no bolso e tragando o cigarro pela primeira vez. —Ele já sabe que fomos nós que fizemos tudo. —Jogou a fumaça ao ar, observando a subir na frente de seu rosto em lentidão.

   —Impossivel!. —Alegou, respirando freneticamente enquanto prestava atenção.

   —É foi oque eu achei, mas ele já sabe.Um dos homens que trabalha pra ele está comigo, ele me disse que Lúcifer está louco pra matar nós dois.Quer nossa cabeça porque descobriu que quem liberou tudo do maldito pendrive fomos nós. —Ditou rapidamente. —Agora que tudo vazou o prefeito vai ser julgado pelas informações do pendrive que envolve a área restrita dele com altas plantações de maconha ilegal, fora que vai ser investigado a possível acusação das vendas fora da cidade e pra cidade vizinha.Você ao menos entende o tamanho do problema que nos metemos?.

   —Não não não, esse não é nosso problema meu bem. —A ruiva levantou seu dedo ao ar ligeiramente negando com o mesmo. —O prefeito mandou matar Lúcifer.

   —Como tem tanta certeza?. —Levantou as sombrancelhas em ofensivo.

   —Não seja burro Ketch!Se Lúcifer está atrás de nós é porque o prefeito já o ameaçou ou mandou os homens dele cuidarem dele. —Falou óbvia. —Ele vai vir atrás de nós até que consiga nos matar, sabe como devemos cuidar disso não sabe?.—Abriu um sorriso mesmo que por dentro estivesse em aflição.

   —Onde quer chegar?. —Encarou a menor, ainda sim fumando de seu cigarro que parecia mais interessante que qualquer futuro estresse.

   —Que devemos mata-lo antes que ele nos mate.

   ***

   E agora ao meio da madrugada lá estava Rowena e Ketch no mesmo carro.Desta vez nenhum dos dois dirigiam, o carro estava sendo controlado por um dos seguranças de Rowena.

   Eles pararam um pouco longe da boate que Lúcifer costumava ir, e desceram todos lentamente seguindo por caminhos diferentes exceto um grupo com quatros homens, Rowena e Ketch.Eles caminharam por trás do grande galpão escuro, que com a noite se tornava mais escuro ainda.Seguiram por ele até que enfim avistasse a porta onde ficava a boate, e ainda discretos e observando os lados, adentraram.

   Quando o primeiro salto foi posto pra dentro Rowena tratou de caminhar com rapidez até uma das mesas que havia ao fundo do local, e a cada passo que dava era acompanhada por Ketch.A ruiva foi até a mesa e se sentou, acompanhada do rapaz que puxou as cartas para iniciar o falso jogo de disfarce.Ele prosseguiram ali por mais de meia hora.O som das caixas já não se eram tão altas e a melodia era leve e antiga.As luzes eram bem iluminadas e fixas, não se tinham muitas pessoas mas as que tinham eram suficiente para que os inimigos não fossem reconhecidos.

   Bela chegou ao local acompanhada de um rapaz, que logo se distanciou confirmando para Rowena que se tratava apenas de um segurança qualquer da mulher.Mesmo de longe era possível captar os olhares de Bela, que não fingia o fuzilamento raivoso.A ruiva mesmo tentando se manter quieta não conseguia, não podia ver Bela a olhando daquela forma e ficar calada, era demais pra ela, por isso no instante seguinte Rowena se levantou indo até lá e puxando a moça pela mão, a levando até um corredor afastado onde pudessem conversar a sós.

   —O que pensa que... —Bela ditou logo de cara com um tom nervoso.Provavelmente estar tão próxima da mulher que amava ainda a fizesse sentir coisas a mais, no entanto foi calada quando Rowena tocou em seus lábios com o dedo indicador negando sua fala.

   —Bela... não me olha assim. —Pediu em um tom manhoso, encarando ambos olhos da outra de forma comovente.

   —Por que está fazendo isso comigo?. —A moça se afastou centímetros, deixando o olhar cabisbaixo quando não conseguia controlar mais seus sentimentos. —Se não pode me levar adiante então não brinque comigo, Rowena!. —Apesar da magoa seu tom era sério, mostrando todo remorso que sentia pelas vezes em que a mafiosa voltou pra trás.

   —Não fala assim comigo. —Os dedos da ruiva brincaram com uma grossa mecha dos cabelos da outra, passeando a ponta dos mesmo pela lateral de seu rosto. —Eu amo você, sabe disso. —Se esforçava para dar a ela um olhar consolador, e talvez funcionasse se Bela não estivesse tão chateada.

   —Mas...!?—Sorriu forçada, encarando Rowena até seus últimos cílios.

   Ela deu um longo suspiro, olhou ao chão enquanto isso, mas assim que soltou o ar também deixou de tocar em Bela. —Eu não posso.Eu sou casada Bela, achei que tivesse superado isso.

   —Eu nunca vou superar o fato de te amar e não te ter.Quando vai entender?. —Novamente aquela expressão do outro dia voltou, aquele olhar decepcionado e injustiçado.A morena se aproximou, envolvendo suas mãos nas da ruiva, trazendo a para perto de si.

   A proximidade foi grande, era possível sentir a respiração batendo contra o próprio rosto, e Rowena sem conseguir mexer um dedo sequer ficou a olhando esperando pelo próximo ato.A cada segundo Bela chegava mais perto do rosto da menor, sem deixar de encarar fundo suas orbes piscando cada vez mais fraco.

   Eles estavam perto, muito perto.Bela inclinou minimamente seu rosto para beijar a ruiva, e ela que esperava juntar seus lábios sentiu a derrota quando Rowena lentamente virou o rosto, impedindo que sua boca fosse beijada pela mais nova.

   Os olhos castanhos de Bela se baixaram no mesmo instante, e ainda tão próximas compartilhavam do mesmo sentimento de frustração.Entretanto ela afirmou com a cabeça, se dando por vencida e desistindo naquele momento de qualquer outro contato que pudesse ter com a única dona de seu coração.

   —Por que?. —Questionou mesmo que em sua cabeça já estivesse uma resposta.Seus olhos a julgavam de forma brutal, e Rowena sem conseguir encara-los tentava focar apenas em não machuca-la com sua verdade.

   —Eu amo você... —Subiu os olhos para encontrar os dela rapidamente, logo os disfarçando. —Mas eu não te amo assim...não mais. —A mulher engoliu seco, absorvendo de uma vez a resposta que recebeu, esforçando-se ao máximo para não se mostrar tão enfraquecida quanto parecia.

   Houve um longo silêncio.Rowena que a olhava nos olhos tinha a alma despedaçada, porém nada do que disse foi mentira, e tanto ela quanto a outra tinham que aceitar de uma vez por todas os sentimentos que não eram iguais em partes.

   —Está bem. —Bela sorriu abatida, concordando várias vezes com a cabeça antes de se colocar ao lado de Rowena e dar um passo para se retirar o mais rápido possível.Era um fardo de decepção, não de humilhação.

   A ruiva envolveu seu braço em torno na cintura da moça, impedindo que ela saísse. —Bela... —Tinha seu mesmo tom enfraquecido, segurando a moça com ternura.

   Rowena não sabia oque dizer, não fazia ideia, porém receber um olhar tão chateado a deixava sem chão, e mesmo que não soubesse queria poder falar algo.

   —Eu disse que está tudo bem. —Bela repetiu de forma rude, tendo cada palavra pontualmente separada, e por fim se livrou da outra quando tirou o braço dela de seu corpo, libertando-se do aperto.

   Mais uma vez Rowena ficou sozinha depois de palavras com Bela.Não se importava de ficar falando sozinha quando se tratava dela, mas se importava de saber que depois a mulher guardaria um sentimento ruim.E parecia que tudo que passaram ficaria apenas no passado, porque com aquele olhar frio e sem esperanças, não se tinha mais oque ser discutido entre as duas.Perante isso oque restou a ruiva foi que voltasse a mesa, evitasse Bela e desse continuidade ao único motivo de estar ali.

   Nos próximos instantes foi possível ver adentrando Lúcifer, que caminhava lentamente com seu mesmo olhar de ignorância a todos.Era um homem frio, calculista e que não costumava colocar seu dedo diretamente em nenhum problema, mas isso não mudava o fato de ser um mafioso muito conhecido e com a reputação de "mal".Ketch era um dos principais mercenários do estado, e por isso o odiava, sabia o quanto ele armava coisas e colocava para debaixo do tapete, agindo como se sua ordem nunca tivesse sido dada.

   Lúcifer se sentou na mesma mesa que Bela, e a cada segundo com eles dois ali Rowena se sentia insegura e com receio do que poderia acontecer.Ketch e Rowena se entreolharam, seguidamente olharam de canto para o homem de cabelos loiros que bebia uma dose de whisky cara.Minuto por minuto alguém se levantava e se retirava de suas vistas.O lugar já começara a ficar menos cheio e aquilo de certo modo preocupava os dois mafiosos que estavam ali para um único objetivo:Matar Lúcifer.

   Rowena levou seus olhos lentamente para a direção da outra mulher, e percebeu apenas em sua expressão como estava aflita.A fisionomia de ambas mulheres pareceu piorar quando de repente Lúcifer bateu sua palma contra a parte inferior do casaco e sacou um revólver, no mesmo instante o levando na direção de Bela a fazendo de seu alvo, a mesma que pela susto não moveu sequer os olhos de lugar.E em seguida o rosto de Lúcifer se virou para Rowena que levantou imediatamente, parando em pé frente a mesa enquanto o olhava com fúria.Lúcifer colocou o dedo no gatilho devagar a olhando, e aos poucos seus olhos mostravam quem de fato ele era.

   —Achou mesmo que poderia me passar pra trás assim tão fácil, Rowena?. —Em sua boca abriu um sorriso revelando seus dentes amarelados pelo fumo constante, e a mulher que tinha uma arma apontada em sua direção continuava paralisada com seus olhos arregalados a ruiva.

   —Não mete ela nisso. —Murmurou com ódio.Seus olhos para ele mostrava o quão furiosa estava por dentro, mas não é como se ela pudesse fazer alguma coisa.

   —Você não dá as ordens aqui sua piranha. —Balançou a cabeça lentamente, e pelo mínimo movimento de Rowena a mulher pretendia puxar sua arma da coxa e aí sim começar uma guerra. —Eu dou!.—Bela atreveu-se a levantar ao mesmo tempo que Rowena tentou sacar sua arma, mas o homem foi mais rápido e atirou na mulher que tinha como alvo, a mesma que imediatamente caiu ao chão assim que atingida.

   Rowena puxou o ar de uma vez só, assustada seus olhos arregalaram e suas mãos tremeram quando viu como em uma câmera lenta Bela cair ao chão, e permanecer no piso quadriculado quando a arma agora veio na direção de sua própria cabeça.Não teve nem sequer tempo de pensar no que acabará de acontecer, Lúcifer puxou o gatilho novamente e ela foi ao chão na procura de se esquivar da bala que colidiu com a parede, fazendo os pequenos pedaços de estilhaços voarem em sua pele.

   Ketch que parecia não existir ali naquele momento sacou a arma e revidou em Lúcifer, atirando várias vezes.Rowena ainda no chão saiu se arrastando entre as cadeiras naquela posição até que pudesse chegar em Bela que permanecia caída.O som que seus ouvidos recebiam era o mesmo, as palavras altas dos homens e suas balas que buscavam atingir o outro para que tivesse a morte em suas mãos, e a cada centímetro que suas palmas tocavam o lugar sentia-se fraca por se aproximar de Bela sem saber se ela estava viva.

   —Bela. —A mafiosa sussurrou quando chegou próximo. —Bela!. —Ditou mais alto, por vez olhando para trás encontrando os rapazes brigarem tentando vencer ao outro, e tão ocupados deu mais tempo para Rowena tentar ajudá-la.

   As mãos de Rowena seguraram o rosto da moça, que respirava com dificuldade enquanto de seus lábios escorria um fio de sangue.Os olhos claros que normalmente a filha do prefeito tinha agora já perdiam a cor a cada respirar forçado que ela tentava dar buscando por ar, e seu piscar de olhos eram tão fracos que uma vez que fechasse por mais de alguns segundos, não voltaria a abri-los.

   —Está tudo bem. —Rowena ditou aflita, correndo sua mão pelo pescoço dela até que chegasse em seu ombro onde estava o buraco fundo que a bala havia feito.

   Os olhos delas se encontravam a todo segundos.Bela ainda cuspia sangue, e as mãos da ruiva estavam tão fracas que parecia impossível permanecer tapando a ferida.Rowena teve a ideia de rasgar a sua cinta de pano que usava na coxa, a mesma a qual prendia sua arma diariamente.Ela não parecia estar se importando com Ketch ou com sua própria vida, estava se importando apenas com Bela a cada vez que olhava em seus olhos e os via tão fracos e tão marejados, prestes a fechar permanentemente.

   —Querida, fica comigo. —Rowena pediu, praticamente implorava enquanto usava sua sobra de força para rasgar a fita e deixar a arma  no chão, ligeiramente levando o pano a lesão da outra e permitindo que assim como seu pano, suas mãos sujassem com o sangue dela que não parecia cessar nunca. —Bela, olha pra mim.

   —Rowena... —Enfim pronunciou-se, com dificuldade, espirrando sangue pela boca e juntando forças para dizer oque queria. —Eu nunca odiei o Sam...eu... —Tossiu, fechando os olhos e logo os abrindo deixando que uma lágrima escorresse por sua bochecha que estava suja por respingos de seu próprio sangue. —Eu sei que ele te ama... —Sussurrou com dificuldade, arrastando sua fala mais do que pretendia.Os olhos da ruiva negavam tudo que ela dizia, apesar de a escutar bem queria poupa-la de fazer forças.Poderia tirar ela daquilo, mas Bela deveria colaborar. —E-ele...—Sua respiração piorou.O pouco ar que lhe restava pareceu ter se esgotado nesse mesmo segundo, quando seu peito passou a subir e descer freneticamente. —É um cara bom. —A frase tocou a ruiva, seus olhos se apertaram esperançosa de que pudesse não deixá-los cair ao choro frente dela.

   Precisava ser forte, mas como conseguir ser forte se uma das mulheres que mais amou está morrendo em sua frente.

   Rowena permanecia pressionando o pano encharcado contra a ferida, o cheiro de sangue era tão presente que chegava a enjoa-la, e não era o fato de ser sangue já que o sentiu diversas vezes na vida, era o fato de ser daquela pessoa em específico.Seus lábios se abriram para dizer algo a ela, que olhava para a ruiva como se seu mundo ou tudo que se importasse estivesse a sua vista, e talvez estivesse mesmo.O fato de olhar aqueles olhos penetrantes tão fracos, fazia Bela lembrar do romance que viveram quando novas, e de como foi ruim ver Rowena se meter em todos aqueles lança com a máfia.

   Os lábios de Rowena se fecharam, se fecharam quando outro disparo foi dado e desta vez ao meio da testa de Bela, fazendo o restante do sangue de seu corpo voar em direção a Rowena e melar seu rosto completamente.Ela virou o rosto em seguida, negou-se a presenciar mais daquela cena dolorosa, mas por instinto mirou a última vez a mulher que mantinha os olhos bem abertos e fixados ao vazio, com um buraco na testa que sangrava.

   Rowena paralisou, parecia que seu mundo tinha acabado de desmoronar.Enxergar a mulher que era sempre viva e dócil morta a sua frente de uma forma tão brutal era a pior cena de sua vida, que parecia se repetir a cada vez que sua boca tremia na esperança de gritar, porém nenhum som ousava sair.O estômago dela embrulhou, e colocou a mão a boca tentando conter o enjoou que sentiu a ver toda aquele sangue que voou em seu rosto e em seu colo.

   Seus olhos subiram para Lúcifer, o homem que estava em pé sorrindo como se tivesse assistido ao melhor programa de humor, e para ele parecia ser aquilo mesmo.Ela nunca o olhou com tanta indignação, nunca sentiu tanto ódio por alguém quanto teve nesse momento por Lúcifer.

   Ele estava em pé na frente dela, segurando a arma na direção da mesma mulher que atirou a segundos atrás.Por impulso Rowena levou a mão ao lado tentando pegar a arma que tinha deixado quando rasgou seu pano para ajudar Bela, e de imediato Lúcifer chutou a arma da ruiva agora para longe a impedindo de sequer toca-la.A esperança na moça foi embora quando se viu indefesa.

   Agora Rowena estava de joelhos ao chão, do lado do corpo falecido de uma das pessoas que mais amou.Seus olhos tremiam, não por medo e sim por ódio.Nunca se sentiu com tanto ódio acumulado no corpo, e a cada segundo olhando nos olhos do homem sentia que poderia infartar por segurar tantos sentimentos incontroláveis.Ele ainda tinha o sorrisinho de lado, ainda tinha os olhos afrontosos e cheio de soberba, e esse olhar agravou quando virou a arma devagar para Rowena, apontando o cano no rosto da moça que estava ajoelhada em sua frente.

   Mesmo com uma arma apontada no meio de seus olhos não temia, continuava o olhando com repulsa.Ele havia matado Bela, a frieza que tinha em seu corpo era o suficiente para tortura-lo eternamente, e não via a hora de tirar aquele sorriso cínico de sua boca, nem que fosse cortando a mesma em pedaços.

   —E agora?Pra onde você corre?.

   Ambos olhos de Rowena correram para o lado buscando por Ketch, o homem estava caído ao chão provavelmente desacordado ou talvez morto, e tudo que ela pensou foi que agora seria seu fim.Antes de voltar a encarar Lúcifer esperando que a próxima testa atingida fosse a sua.


  
    


Notas Finais


Eu odeio Lúcifer e estava começando a gostar da Bela, mas na vida nada é lindo perfeito então...um brinde ao ódio.

Me digam se estão gostando, please.

Bjs bjs até o próximo!?.


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