História Magi: Gerações - Capítulo 12


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Categorias Magi: The Kingdom of Magic, Magi: The Labyrinth of Magic
Personagens Aladdin, Alibaba Saluja, Baal, Hinahoho, Ja'far, Judar, Morgiana, Personagens Originais, Ren Hakuryuu, Sinbad, Yamraiha
Tags Brigas, Deuses, Djjin, Família, Ja'far X Oc, Lutas, Romance, Sinbad X Oc, Spoiler, Yamuraiha
Visualizações 22
Palavras 1.753
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Capítulo 12- Confiança 2


∆× POV Nara ×∆


"Calor...
























































Desconforto...












































































Angústia...



























































Atrito...





































































Medo...








































































Essas são apenas algumas palavras que descrevem aquele dia...









































































Estava indo tudo tão bem. Estava tudo tão alegre...






































































Ele me prometeu que iria me proteger para sempre...























































Sim... Para sempre...


































































Não demorou muito para que aquele dia chegasse, no dia que mais precisei dele...






































































O dia no qual eu iria ver se poderia acreditar nele...


















































































Eu estava desesperada, desamparada. Pensava em gritar por ele e chamar pela ajuda dele mas...

























































































Ele já estava ali comigo..."





































Acordei rapidamente colocando as mãos na frente da boca e virando rapidamente para o lado me apoiando na beira de um balde, sentia meu estômago revirar e subir tudo que continha dentro de uma vez.

— Meu Deus, não esperava ver você acordando assim! — disse alguém do meu lado.

Me levantei lentamente sentindo minha cabeça sendo apoiada na almofada e um pano úmido sendo colocado no topo de minha testa. Olhei para a pessoa que estava cuidando de mim e eu definitivamente esperava que ele fosse a última pessoa no mundo que me ajudaria.

Ele não usava keffiyeh como de costume, seus cabelos alvos estavam livres para festejar em sua face e suas sardas ficavam mais expostas sem a sombra que o keffiyeh causa.

— Não se esforce muito você está muito fraca! Vomitou tudo que comeu ontem e agora está nesse estado deplorável! — falava apressadamente enquanto limpava o canto de minha boca com um pano branco úmido.

Eu estava tão pasma com aquela cena que eu não conseguia dizer nada, minha atenção se desvencilhou dele quando meus olhos pararam atrás da porta vendo uma garota com uma capa vermelha e longos cabelos negros ficar encostada na porta com um sorriso travesso no rosto.

— Hm? Algo errado Nara? — perguntou o mesmo notando minha agitação.

Tentei falar sobre a garota na porta e antes que eu respondesse a menina levou o dedo indicador na frente dos lábios e pedindo silêncio ainda sorrindo mostrando o canto de seus lábios levemente levantados. Com o pedido dela apenas balancei a cabeça de forma negativa como forma de dizer "não foi nada".

— Você ainda deve estar confusa depois de ontem.

Depois de terminar de analisar como estavam meus batimentos, minha temperatura e estado físico ele se afastou e indo na direção da janela com o objetivo de abrir as mesmas, eu já tinha um pouco de coragem de levantar meu tom de voz e fazer-lhe algumas perguntas.

— O que aconteceu ontem?

— Eu simplismente a encontrei jogada no meio do corredor passando mau e rapidamente com te ajudar. — finalizou a frase terminando de abrir as cortinas azul marinho que enfatizavam o quarto.

Os raios de luzes já estavam fortes demonstrando já ser de dia, com a luz mais intensa invadindo o quarto pude notar que a pele de Ja'far estava mais pálida do que o normal.

— Você passou a noite sem dormir!?

— Sim, mas não se preocupe com isso já fiz isso várias vezes e eu me senti na necessidade de te ajudar.

Recolhi minhas mãos e as coloquei atrás de minha nuca, elas estavam frias e ao entrar em contato com minha nuca quente senti um arrepio de leve, me lembrei das minhas memórias sufocantes e agradeci aos  deuses por ter sido só uma lembrança, e não real.

— Aconteceu algo? — perguntou se voltando para mim.

— Não... eu apenas estava me lembrando de algo... ruim...

Olhei para ele e vi que ele parecia afetado com minhas palavras, parecia que todas que eu citava afetava ele de certa forma como se fosse um choque de lembranças de um passado corrompido por algo assuatador.

Parecia se sentir sujo. Parecia ter suas mãos inundadas com o sangue escarlate que escorria pelas linhas que dedilhavam seus braços alvos finos. Era possível ver uma cena obscura de Ja'far na frente daquela janela olhando para baixo de modo perdido e arrependido.

Se aproximou em passos gentis até sentar na beira da cama e ficar em silêncio por alguns segundos, levantou a cabeça com um sorriso simplista e por fim disse.

— Se precisar desabafar, eu estou aqui.

Arregalei levemente meus olhos acatando a cada palavra que ele disse, senti meus olhos arderem levemente e a vontade de desabar era grande. Por que eu sentia que mesmo tão diferentes parecíamos ter uma parte de nossos passados iguais?

— Você... não me odeia? — perguntei com a voz amargurada.

— Bem, não vou mentir, inicialmente eu desconfiava bastante de você por ter aparecido aqui do nada mas agora vejo que te julguei mau. Podemos começar de novo?

Quando percebi eu já estava na frente de Ja'far lhe abraçando envolvendo meus braços ao redor de seu pescoço e chorando feito uma criança, fazia tempo que eu não me redimia assim, abandonar meu orgulho e aceitar a bondade de uma pessoa.

Isso é tão... nostálgico.


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∆× POV Sinbad ×


— Você já vai? — perguntou com uma voz manhosa enquanto cobria os ombros com suas roupas.

— Eu estou é atrasado para começar a trabalhar, por algum motivo Ja'far não veio me chamar hoje de manhã.

— Talvez o senhor esteja de folga hoje e ele não tenha avisado. — supôs.

Parei na frente do espelho alinhando meus colares e ajeitando minha franja. Ja'far nunca me deixou de notificar sobre algo e não seria uma briga boba que tivemos ontem que ele não iria vir falar comigo. Ele não é esse tipo de pessoa e muito menos  essas serem suas ações.

Ela se levantou da cama e caminhou na direção do criado pegando sua peça de roupa e a vestindo, não demorou muito para que ela se arrumasse e visse na minha direção me abraçando por trás.

— Sou grata por lhe servir. — falou lentamente.

— Agradeço por vocês serem sempre tão atenciosas comigo.

Ela se afastou e prendendo seu cabelo em um coque e se voltando para mim fazendo referência logo em seguida.

— Tenha uma ótima tarde majestade.

Terminou sua cerimônia e se retirou de meu quarto. Fiquei a me encarar no espelho analisando minhas veste se procurando erros quase imperceptíveis, algo me incomodava e me deixava aflito e também eu pensava que algo não estava certo.

Por que Ja'far não apareceu hoje de manhã? Mesmo se tivéssemos brigado ele viria cumprir seu papel com êxito, deve ter acontecido algo muito importante para ele não ter vindo falar comigo.

Algo muito importante.

Estalei a língua dentro da boca e voltei para a realidade ao ouvir batidas vindas da porta, estranhei a porta não ter se aberto e fui até ela abri-la. Empurrei a porta e me deparando com um albino com as maçãs do rosto avermelhadas mas não transparecendo vergonha e sim raiva.

— Eu posso saber porque diabos aquela mulher estava aqui com você?

— Ja'far!? — falei surpreso.

— SIN QUE HORAS VOCÊ PENSA QUE SÃO? EU SAIO PRA RESOLVER COISAS IMPORTANTES E QUANDO VOLTO VOCÊ ESTÁ COM UMA DAS EMPREGADAS QUE VOCÊ PAGA PARA CUIDAR DO PALÁCIO E NÃO TE SERVIR NA CAMA!!! — falou sem poupar palavras e sua indignação.

— C-Calma Ja'far, eu posso pelo menos saber o que você estava fazendo de tão importante para não vir me chamar?

— Vou ser rápido na explicação e já irmos logo para o trabalho. Nara passou mau ontem a noite e tive que passar a noite inteira cuidando dela.

— Ela passou mau? O que aconteceu?

— Isso importa? Se você realmente quiser saber vai ter que tirar as palavras da boca dela, porque minha parte eu já fiz! Agora vamos logo antes que eu te arraste até lá!

Segurou firmemente na borda de minha orelha e me tirando do quarto a força me arrastando o caminho inteiro até minha sala, ele estava não somente bravo pelo fato de eu ter dormido novamente com uma empregada mas também porque agi de forma errada ontem novamente, só vim perceber o que fiz ontem assim que parei na frente do espelho e parei para pensar melhor no qur fiz ontem.

Elas duas irão me odiar por isso.

Falando "nela"...

O que ela está fazendo agora?




































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∆× POV Autora ×∆


Assim que Ja'far saiu Nara teve mais tempo para pensar no que aconteceu, começou a se questionar o porquê de ter sentido a necessidade de abraça-lo, parecia sentir ambas as dores e agonia sem fim.

— Você já está melhor, onee-san?

Olhou rapidamente para o lado da cama e se deparando com a garota de antes que estava parada na porta, ela trajava uma longa capa com a metade vermelha e o fim branco, em seu pescoço um grande laço branco da mesma cor da barra do vestido e botas de cano alto branco com as linhas douradas, o que mais chamava sua atenção eram seus longos cabelos negros que iam até suas panturrilhas e as tranças que tinha do lado da cabeça.

Fiquei sem palavras ao vê-la mais de perto, ela era linda e tinha uma aparência infantil assim como seu sorriso inocente. Eu queria falar com ela mas minhas palavras insistiam em permanecer no silêncio.

— Se não consegue falar na minha presença não fique angustiada com isso, você deve se lembrar de mim, não se lembra?

Sua fala fez Nara voltar no tempo no dia de seu aniversário, estava passeando pela cidade com seus irmãos até que se perdeu dos mesmos, no meio do curto período que esteve perdida acabou se esbarrando em uma garota com a mesma aparência e traços da que estava ali. Aquela lembrança fez com que milhares de perguntas viessem a sua mente.

— Como você está aqui!? Quem é você!? Aonde nós esta...

— Haha, ei ei, se acalme, nós teremos tempo de sobra para mim responder a tudo isso. Antes de tudo você deve estar se perguntando o que aconteceu antes do Ja'far te ajudar, não é?

— Bem... tem isso também...

— Então serei breve. — ajeitou-se na cadeira com as mãos sobre as coxas. — Alguma das empregadas colocaram alguma coisa na comida pra que você passasse mau e desmaiasse.

— Quê? Por que elas fizeram isso?

— hmmmm... — levantou a cabeça com a ponta do dedo no queixo. — Acho que foi por causa daquele S... Si...

— O Sinbad?

— Esse mesmo! Elas fizeram isso com o objetivo de tirar você do caminho delas.

Nara ficou em silêncio vendo o rosto da garota esboçar tanta confiança, mas interiormente se questionava sobre uma coisa.

— Porque está me falando sobre tudo isso?

— Não é obvio? Eu quero lhe ajudar.

— Ganhando o que em troca.

O olhar da garota se passou de um olhar calmo e brincalhão pra um olhar cheio de vontade e convicção. Seus olhos púrpuras aos poucos se tornavam avermelhados, e por fim para finalizar o clima que ela estava causando segurou uma das mãos de Nara e sussurou.

— Porque eu desejo sua confiança.


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