História Magia de sangue. - Capítulo 1


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Categorias The Vampire Diaries
Tags Ação, Aventura, Magia, Romance, Vampiros
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Palavras 2.384
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa é minha primeira história e espero que gostem.

Capítulo 1 - O Encontro


O tempo é engraçado, corre tão rápido sem se importar se estamos prontos ou não para acompanhá-lo; Nunca fui muito forte para esperar o tempo ceder à sua preciosa hora particular para mim; No entanto, não posso me queixar...Sempre o manipulo olhando o passado, observando o presente e vez por outra tendo um vislumbre do futuro.

Sempre os vejo no passado. Lá estão Damon, Stefan e Elena num triângulo de amor, ódio e vingança... Mas não entendo o que eles tem haver comigo? Afinal, são pessoas diferentes, em épocas diferente, vivendo histórias complicadas. Mas quando fecho meus olhos à noite... Lá estão eles... Ou não...

Vejo dois homens brigarem pela mesma mulher, uma vampira sem alma e sem coração que os engana e manipula a seu bel prazer... Vejo-a transformando-os em meados de 1720 e então, é dada como morta  e Damon, tenta a todo o custo destruir seu irmão por achar ser ele o culpado da tragédia e perder da amada. E uma guerra de séculos se inicia entre eles. Os dois possuem anéis que lhes permitem andar durante o dia. Damon é como uma fera sem alma e nada o detém, faz o que quer, vai onde quer e para ele não existem barreiras. Muitas mortes o cercam e seu futuro parece um enorme precipício. Stefan, já é mais consciente, procura compreender a loucura que é sua vida e tenta controlá-la bem como seu apetite pelo sangue humano.

Em breve eles chegarão à cidade e talvez isto tire a pasmaceira desse lugar...Chamam-me de subversiva, louca e vários outros apelidos carinhosos... Certo, não sou assim tão boazinha como minha prima Elena... Parecidas somos até demais, no entanto, os gênios são completamente diferentes. Elena é meiga, frágil e sonhadora... Eu, ao contrário, sou pé no chão, firme e a meiguiçe corre as léguas de mim. Minha querida prima puxou o pai, enquanto eu puxei minha minha bisavó, uma mulher que punha qualquer um para correr. Dizem que era meio amazonas e meio bruxa, viera da Dinamarca com os pais, que segundo dizem fugiram da cidade de Salém, e quase um século e a bisa morrera já, com cento e vinte anos. Minha bisavó fazia coisas estranhas como atear fogo as coisas, fazer uma planta secar ou reviver; Podia prever o futuro, tinha o dom da cura e da maldição, era uma velha bem interessante... Dizia que eu era sua sucessora mas até a pouco tempo eu duvidava disto. Quando fiz dezesseis anos comecei a acreditar nela. Detestava gatos e um dia estava andando por um beco que me pouparia tempo para chegar a escola e o bichano pulou na minha frente e é claro que eu travei. Meu corpo formigou e um fogo saiu dele e infelizmente o gatinho morreu tostado... Imagine como assisti as aulas? Não gostava da professora de biologia também e confesso que tive medo de fazer o mesmo que fiz com o gato, mas por enquanto, ela está salva.

Em breve eles chegariam..Primeiro Stefan e depois, Damon... Vai ser interessante, colocarei em prática o livro de feitiços antigos da bisa e protegerei Elena.

Olhei para as montanhas, as cachoeiras ao longe e resolvi correr entre as grandes árvores que cobriam parte do lugar. Morava numa casa no interior de Goiás, numa pequena cidade que tinha o apelido de sombria, pois chovia muito, mas era quente, sempre dominada pela neblina. Sentia-me livre, feliz e felina naquele lugar _ Vestia calça justa preta, tênis de mesma cor. Usava camiseta de malha vermelha e mantinha os cabelos presos num rabo-de-cavalo. _ Gostava de desafiar penhascos, rios e até animais. Era meu mundo verde particular, minha calma e minha força. Deixei o terraço e saí sentindo o calor do dia.

Era noite quando entrei em casa. Uma casa grande de dois andares em que morávamos agora, sala arejada e tudo muito limpo e agradável. A cozinha em conceito aberto muito bem equipada e em cores sóbrias e claras passando do salmão ao branco, ficava a esquerda da entrada, uma varanda com um balanço de madeira escura e lindas almofadas bordadas. Os quartos com suítes, no segundo andar, eram arejados com pequenas sacadas que davam para a rua. 

- Olá querida! - Cumprimentou a tia passando do corredor para a cozinha. Seu cabelo negro preso num coque ajeitado e o corpo esguio combinando com o rosto redondo que eram moldura perfeita para os olhos mais azuis que já tinha visto.

- Olá tia, qual é o rango? - Caminhei para a cozinha com grandes bancadas de pedra e sobre elas vários pratos apetitosos, belisquei alguns.

- Vá se banhar, está cheirando a mato! - Ralhou a boa mulher dando-lhe um tapinha na mão quando tentava roubar uma asinha de frango.

- Ok! Onde está Elena?

- Foi se encontrar com a turma, na praça. - Tia Gardênia brandiu a colher no ar. - Aliás, era o que deveria fazer também ao invés de ficar se arriscando pela mata!

Ergui as mão me defendendo e tratei de ir tomar um bom banho. Não que eu não gostasse da turma, mas tinha outros objetivos e eles não se encaixavam ... Resolvi praticar ver o futuro, em especial o que minha priminha estava fazendo. Foquei num ponto vazio e dei comando a minha mente para vê-la. Logo uma tela se abriu e eu a vi sentada num banco da praça esbanjando charme para os rapazes e infernizando  as pobres garotas ao redor. - Sorri. - Elena era como uma rainha... Bela, sedutora e, às vezes, muito burra. Já fora confundida com ela uma vez, quando a tia a obrigou a usar um vestido de cetim rosa para ir a uma festa. Tive que quebrar o nariz de Mark Wister, um colega da escola, para que ele notasse a diferença. Depois deste dia não quis mais usar vestido. Deixei de lado a tela, terminei meu banho e fui jantar.

Na sexta- feira senti algo diferente no ar. Uma presença e soube que Stefan, chegara. Eu estava muito adiantada nos estudos, tive que parar para esperar a galera, nisto podia vadiar à vontade. Uma sombra voou sobre mim e eu soube, na hora, que era Damon, em forma de corvo. Ele vigiava Stefan. A rixa, será que continuava?

à noite Elena, veio até mim na sala de casa.

- Querida, meu namorado chegou de viagem. - Ela sorriu feliz.

-Que bom,,, Ou não! - Sorri debochada.

_ Pare com isso! Ele é um amor. - Sentou-se ao meu lado no sofá.

_Sei... Não pretendo interferir em suas escolhas mas tome cuidado, já passou por muita coisa até aqui. - Falei de forma solene olhando em seus olhos.

- Eu sei, mas não há com que se preocupar. - Bebeu um pouco de suco e colocou o copo sobre a mesinha.

- Está bem, mas não abaixe a guarda!

Ela sorriu como se eu tivesse dito um disparate ela. Uma humana e um vampiro que custava a se controlar quando o assunto era sangue, difícil de acreditar que tal amor pudesse dar certo, enfim, era a vida que escolhera e que direitos eu tinha par interferir?  Na manhã seguinte os dois foram passear, embora eu não tenha visto o Senhor Salvatore... Claro que Damon, se meteu entre eles, mas nada sério, uma vez que os irmão finalmente estavam se entendendo. Mas sabia que em breve haveria um encontro entre ela e o corvo e também que isso mudaria a vida de todos. Estava feliz ali, mas não tinha nenhuma noção do seu próprio futuro, embora pudesse ver o de todos. Helena contou-me que o irmão de Stefan, viera para arejar a cabeça e que os dois já haviam se entendido, embora o arrogante vampiro gostasse de provocar . Na verdade aquele homem gostava de atentar todo mundo ... Era a ironia em pessoa!

Aguardaria para ver quem, na verdade, era Damon  e porque ele estava ligado ao seu futuro, um futuro talvez, não muito diferente de seu passado e isso lhe causava arrepios. Não estava disposta a passar pelo inferno novamente.

Era sábado e um almoço foi marcado para comemorar a volta dos dois queridinhos da prima.

- Não entendo... Eles só fizeram uma viagem, não é como se tivessem viajado o mundo! - Ironizei ao ver a empolgação da prima na cozinha. - Ei! Por que não cozinha assim quando chego de algum lugar?

- Você sabe cozinhar muito bem! - Elena usou uma grande colher para provar o caldo enquanto olhava  torto para mim.

- Comer a comida de outra pessoa é sempre melhor que fazê-la!

- Eu sei, - Pensou um pouco - sabia que Damon cozinha super bem?

- Agora sei, mas porque essa necessidade de me contar todas as qualidades do vampiro pilantra? - Ataquei. A prima vinha floreando as qualidades exímias dele e isso a deixava de sobreaviso. - O que está armando?

- Nada... - Mentiu. - Eu convivi com ele durante muito tempo e sei que é uma boa pessoa...

- Um vampiro! Isso que você quer dizer!

- Kate! Antes disso ele é um homem!

- Foi! Foi um homem e agora é um chupa sangue.

- Nossa! Parece até a bisa falando... Não pode julgar as pessoas ou seres assim. - A prima tampou a panela e abriu a geladeira procurando algo, pegou um pé de alface e depois de fechar a porta foi para a pia lavá-lo. - Precisa ser mais humana e gentil.

- Eu?! Você está caidinha pelo vampirinho mesmo.... Olha que depois de namorar os dois, escolheu o único que não tem um controle muito bom quando o assunto é sangue... E o outro além de psicopata não pode ver um rabo de saia e eu que não sou humana!

- Você tem um jeito muito estranho de ver a vida! - Ralhou Elena. Seus olhos brincando com a prima como se soubesse mais do que dizia.

- Realista! E sinto que não está me contando tudo que está rolando... - Disse a ela a queima roupa. Conhecia aquele semblante de quem estava aprontando quietinha.

- Eu?! Imagina, estou feliz e quero que você também sinta essa felicidade um dia.

- Nem vem me empurrar um de seus amiguinhos! Sabe que não estou com humor para quem quer que seja. - O recado já estava dado, mas algo naqueles olhos me dizia que não levaria nada do que eu disse em conta.

A campainha tocou e eu sorri brincalhona. - Seu vampirinho chegou, vou me apresentar! - Corri para a porta, com Elena, na minha cola. Abri rápido e dei de cara com  uma lenda viva! - Olá...

- Elena... Você pintou o cabelo de vermelho! - Disse o vampiro surpreso. Mas ao olhar por cima do ombro da jovem viu a outra e franziu o senho. - Eu não bebi.

Risos.

- Entre, Stefan, - Elena puxou a jovem para que desse passagem para o namorado que entrou olhando de uma para a outra em muda pergunta. - eu já te explico tudo.

- Meu coração não aguenta uma coisa dessas. Um clone? Qual bruxa o fez? Na versão vermelha, é claro... - O vampiro encarava a jovem sem cerimônias.

- Essa é minha prima, Kate, ela veio pra morar comigo uns tempos... - Explicou enquanto conduzia o rapaz pela mão até o sofá e se divertia com o olhar fixo dele sobre sua cópia em vermelho.

- Ela é você... Em vermelho,,, - Olhou para a namorada e sorriu. - A cor favorita de Damon...

- Não é... - Concordou a namorada sorrindo de lado.

- Podem parar por aí! - Ralhei. - Bem que desconfiei que você estava armando algo! Nem pense em me colocar como obstáculo entre vocês e o mulherengo do seu irmão!

- Bom, de fato se ele tiver alguém pra conversar vai nos deixar um pouco sozinhos para namorar. - Disse Stefan, seguindo uma linha de pensamento.

- Não é mais fácil dizer a ele para ir procurar um banco de sangue? - Ironizei cuspindo cada palavra.

- Já fiz isso e não deu certo. - Stefan sorriu.

- Eu vou sair! E vocês dois não se atrevam a me jogar para aquele corvo gordo!

- Quem é gordo?!

Os três olharam para a porta e viram Damon, que entrava calmamente. Ele olhava para, Kate, com uma curiosidade desmedida. - Seu andar lembrava o de um tigre, era leve, sem barulho e cada músculo parecia dizer que era mais rápido e mais forte e  não adiantava correr.- Parou a um metro dos três. - Então... Quem vai me contar primeiro?

- Damon, esta é minha prima, Kate, veio passar uns tempos comigo e a tia. - Elena, observava os olhos brilhantes dele, como se tivesse descoberto um novo brinquedo. Já a prima estava indecifrável.

- Parece que o destino vive brincando comigo, - Olhou diretamente para a jovem de cabelos longos e vermelhos, - E no meu aniversário!

Kate, olhou para prima e entendeu de primeira. Viu a jovem baixar a cabeça e olhar para o namorado que sorriu cúmplice. Sabia que agora, o foco do vampiro de intensos olhos verdes seria ela, mas não estava disposta a ser distração ou brinquedo de ninguém.

- O corvo gordo... Parabéns pela passagem de mais um século de vida. Elena, - virou-se para a prima ignorando de vez o vampiro. - Estou saindo... Prazer em conhecê-los e divirtam-se! - Deu dois passos para sair mas o homem de blusa pólo preta e calças jeans surrada lhe barrou a passagem.

- Ora! Está convidada para se divertir também.... - Damon encostou seu tênis no dela. Seu olhar convidativo e quase meigo, sorria debochado.

- Não, obrigado! - Sem cerimônias, empurrou-o para o lado e saiu a passos largos.

Os três observaram-na sumir e Damon, foi o primeiro a falar: - Digam-me que eu vi uma cópia de Elena, andando para fora daqui!

- É ... Você viu mesmo. - Explicou Stefan - Também fiquei de queixo caído.

- Mas, porque ela pareceu me odiar? Nem me conhece! - Os incríveis olhos verdes olhavam o vazio.

- Uma longa história, - Elena apontou o sofá. - Sente-se que lhe conto.

Ele obedeceu rapidinho e a jovem começou a narrar a vida de sua prima...



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