História MAGIA: Os Múltiplos - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Bruxaria, Fantasia, Magia, Romance, Romance Gay, Violencia
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Palavras 3.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Sobrenatural, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem a demora para publicar, mas aqui esta...

Capítulo 9 - Eu Vou Dar Uma Festa Bem Particular - Capítulo IX (9)


             Já tinha se passado duas semanas desde que Kauan morreu, e tudo estava indo de mal a pior, principalmente D que não voltou a falar, e sua luz ainda estava apagada, usei inúmeras paginas dele, mas nada ajudou mesmo ele tendo paginas infinita,esqueci de dizer que com o salto que demos no tempo, acabei indo parar no terceiro ano, era 2018, agora estou com dezenove anos, não sabia oque a entidade tinha feito no tempo em que estivemos fora e nem no tempo que avançamos, talvez seja isso, ele fez algo para todos me odiarem, pensarem que eu cometia atos de bruxaria das trevas. Na escola as coisas também não iam nada bem, Gloria e Ryan estavam juntos e ainda me odiando pelo que fiz, Lucas estava preso, algo que não entendi, ao que parece ele tinha sido acusado de matar uma tal de Mylenna, e Jessica? Essa nem me olhava. Gabriel não estava mais namorando com Beatriz, eram meio que amigos ou algo assim, e cada dia era pior que o outro, como a um dia atras em que me pegaram, colocaram um saco em minha cabeça, me amarraram, e foram me arrastando, senti pelos pequenos degraus que tinham me levado ao palco que tinha no patio da escola. Quando tira o saco da minha cabeça vi alguns alunos com velas, outros com cabos de vassouras e em suas pontas tinham facas, o que imitava uma especie de lança, olhei para o lado e vi quem tinha tirado o saco de minha cabeça, o mesmo era o líder daquele grupinho, era Vinicio meu antigo amigo.
                                                                                         XXX - 2018
                                                                                      UM DIA ATRAS

- Que merda pensa que está fazendo? - disse eu.
- Não é obvio? - respondeu ele em um tom sarcástico, esticou seu braço na minha direção e o moveu para cima e para baixo e me seguida para os alunos que o acompanhavam. Olhei para para baixo e vi alguns pedaços de folhas, livros e cadernos rasgados aos meus pés, o cheiro de querosene era forte.
- Pare com isso. - disse suavemente para Vinicio. - Por favor Vini, você me conhece então para com isso por favor. - Ele nem pensou no que disse, pegou uma lata que estava a seus pés e começou a me molhar com querosene. - NÃO PARA! - gritei -SOCORRO, ALGUÉM ME AJUDO POR FAVOR. - ele jogou a lata no chão e pegou uma das velas e foi se aproximando de mim, e sim eu estava com muito medo, comecei a sentir as lagrimas escorrem pelo meu rosto, quando ele ia encostar aquele vela em mim sua mão foi segurada olhei para ele e alguém deu um soco na sua cara, fazendo ele cair no chão, não sei se foi o medo, mas não pude ver quem foi, pois desmaiei.
                           Acordei, movia os olhos, com a vista embaçada e vi alguns pés em minha volta, senti um cheiro de querosene, e então lembrei dos alunos, Vinicio e tudo mais. Desesperado eu tentei levantar, quando senti algumas mãos tentando me segurar, isso me deixou mais desesperado, eu comecei a chorar e gritar, até que alguém me segurou e senti alguém pós as mãos em meu rosto, eu fechei os olhos para não olhar quem for que seja.
- Ei, calma esta tudo bem. - disse uma voz calma e delicada - Você esta bem agora.
- S-se vocês forem me matar... - gaguejei tentando respirar entre o choro e as palavras- e-eu não quero estar de olhos a-aberto para ver.
- Cara, sou eu Léo. - disse de novo com uma voz calma, e soube quem era, abri os olhos para vê-lo e me deparei com seu olhar que encontrou com o meu, olhei em volta e vi quem era as outras pessoas, nosso diretor, uns funcionários da secretaria, alguns professores a cordeadora e...Léo.
- Porque...- minha voz falhou.- Porque eles queriam me queimar?
- Essa historia já esta indo longe demais já André. - disse uma professora que aparentemente era minha nova professora de matemática, eu só não conseguia lembrar seu nome. - Iam queimar o garoto vivo, na escola, chame a policia ou algu...- ela foi interrompida pelo diretor que fez um sinal com mão, como se fosse saldar a bandeira.
- Você realmente não sabe, né? - perguntou o Diretor, ele se chama André.
- Não sei oque? - respondi perguntando.
- Eu sabia que tinha algo de errado, venha - Disse ele entendendo a mão, segurei em sua mão, ele me ajudou a levantar e me guiou até um computar, me sentou na cadeira, e começou a mexer em algumas coisas, eu só reparava em suas mão que teclava tão rápido que parecia como se o barulho fosse de milhares de milho de pipoca estourando. - Veja.
                            Eu o encarei por alguns segundos, e voltei meus olhos para o monitor do computador. Era um vídeo, aparentemente de uma câmera de segurança, o vídeo mostrava a frente da escola, a rua estava totalmente deserta, por alguns instantes. Num certo momento se via uma silhueta, era como uma sombra toda borrada, a sombra foi se transformando, enfim, era eu ali. A data do vídeo era de cinco meses atras, oque era impossível, porque tudo que fiz no feitiço do tempo era escola, casa e tentar ajudar o D. Eu estava em frente a escola, e via eu mesmo estendendo o braço, logo uma sombra tocava em minha mão e eu a puxava, mostrando o que era, e era a besta dos meus pesadelos, só que estava diferente, ela tinha a forma de uma garota, parecia muito alguém que eu conhecia, no final do vídeo eu e a besta olhavam para câmera, com olhares e sorrio diabólico. Eu me levantei da cadeira espantado, não sei se foi o que tinha acabado de acontecer, mas eu estava chorando de novo. O vídeo parou, quando me virei e pensei em falar algo, todos pareciam mais surpresos do que mim. 
- Q-qual o problema? - tentei falar entre meu choro.
                            André se aproximou olhando para a tela, e olhou para mim. - Essa não é a cena final do vídeo que vimos. - Me virei olhando para tela, a expressão era a mesma em ambos os rostos no vídeo. - Merda! E agora parece ter mais, olha ali. Eu olhava o vídeo que voltava ser rodado, percebi que a numeração da gravação e a data estavam em outra linguagem, uma que não conhecia. No vídeo eu a criatura andávamos lado a lado em direção aquela câmera, percebi que sussurravam algo, então me aproximei da caixa de som para tentar ouvir. 
- Escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão, escuridão. - Ambos sussurravam, ao mesmo tempo, nem se quiser se atrasavam ao começar ou a terminar.
- Escuridão? - Fiquei me perguntando, mas pareceu que só eu ouvi aquilo.
- Oque disse? - Perguntou Leonardo.
- É oque eles estão dizendo, na verdade sussurrando. - Disse apontando para a tela do monitor. Leonardo tentou se aproximar, antes que pudesse ter chegado perto para tentar ouvir, a tela desligou. Olhei em minha volta e todos me encaravam, parecia que acreditavam mesmo em mim, de que talvez fosse uma montagem, mas isso não explicava o vídeo ter ganhado alguns segundos e imagem a mais. Eu sai daquela sala tão assustado que não percebi que Leonardo tinha vindo atras de mim e me parou segurando pelo meu braço. 
- Calma ai cara. - disse ele.
- Olha! Eu agradeço sua ajuda, de verdade. - disse me aproximando dele. - Mas como agradecimento por ter me ajudado, só te peço que fique longe de mim. - Ele me olhava confuso. - Não pense mal serio, só não quero que aconteça algo com você, também.
                                                                                XXX - 2018
                                                                              DIA ATUAL.

                              Eu arrumava algumas coisas na minha nova casa, oque acho que exagerei um pouco, era quase um mansão.No começo era um terreno velho, com um prédio demolido, mas na noite que construí era para ser um casa normal, porem comecei a pensar em alguns amigos, acho que isso a tornou essa casa gigante que é hoje. Tinha tanto quarto, e lugar vazio, o quintal então era imenso, o que me deu a ideia de colocar algumas arvores e flores ali, o filtro de percepção funcionava bem, ninguém me via fazendo arvores crescer, aquelas flores brotarem, e como eu amava cada uma delas, acho porque me lembra a minha mãe nessa vida, o que vocês mais devem estar se perguntando é porque estou nessa nova casa sozinho, fazendo magia e minha família não esta aqui. Oque aconteceu é que na noite em que vim pra cá eu me dei conta do mal que estava enfrentando, e renascer nessa família inocente, não era justo deixar eles em perigo, por tanto que fizeram por mim, o quanto cuidaram. Isso me fez pensar na vida que eles teriam com esse perigo atras de mim, por isso me tirei da vida deles, é como se eu nunca tivesse nascido para eles, nunca existi para eles, acho que foi a coisa mais difícil que tive que fazer até agora. 
                             Rosas, lavandas, girassóis, lótus, copo de leite rosas e varias flores silvestres, assim era o jardim que tinha em mente, em em alguns segundos estava tudo lá, e era muito lindo, o sol brilhando sobre elas e eu podia ficar ali enfeitando aquele quintal inteiro, só que tinha uma preocupação maior, D. Ele não falava a semanas, isso estava me deixando cada vez mais preocupado, confuso e curioso com o que tinha acontecido a ele. Eu tinha o filtro de percepção e qualquer coisas que eu fizesse ali ninguém podia ver, então resolvi ficar no jardim mesmo. Comecei a rever as paginas de D, alguma coisa ali podia ajudar ou explicar o porque dele estar desacordado. Tudo sobre dormir e não acordar eram sobre maldição do sono, veneno e feitiços, porem era só sobre humanos, oque faz eu me perguntar. - Porque você não tem nada que diz algo de você mesmo ou de qualquer outros livros de magia? - e rapidamente fui interrompido com uma voz familiar vindo do portão da frente. 
- Porque talvez ele seja muito privado? - era a voz de Leonardo. - E porque você ta falando com um livro? - disse ele com um sorriso no rosto. Eu fechei D e me levantei rapidamente colado ele no chão - Há exatamente quanto tempo você esta ai? - perguntei enquanto caminhava na direção do portão, não sei o porque dessa minha atitude, normalmente o ignoraria ele, como fiz antes, e lembro de ter pedido para ele ficar longe de mim para a própria segurança dele, mas ele era o único que me tratava bem, gostava daquilo. 
- Acho que estou a tempo suficiente para dizer que talvez acredite que você tenha magia. - sua expressão ficou seria por alguns segundos, logo ele começou a gargalhar. - Relaxa estou só curtindo com você. Tem uma bela casa.
- Obrigado eu acho. - disse eu meio sem graça.
- Fico feliz de ser seu novo vizinho. - disse ele apontando para a casa de frente a minha. - Só que não sabia que tinha uma mansão em frente a minha. E que um dos donos que mora nela é alguém que eu conheça.
                               Me aproximei da grade do portão na qual era media, ficando bem próximo ao rosto dele. - Sou o único dono dessa casa, e não chaga a ser uma mansão, acredite por dentro não é tão chique quando é aqui fora. - disse abrindo o portão e saindo para a calçada. - Eu lembro de ter te pedido para ficar longe de mim né? - cruzei os braços ficando de frente para ele. - Oque você quer aqui Souza? - o nome dele era Leonardo Souza. 
- Olha fico surpreso e curioso de você saber meu nome e sobrenome. - disse ele.
- Faço bem o dever de casa. - disse dando uma piscada indiscreta para ele. - Agora fala, oque quer aqui?
- Vim te fazer um convite...- disse ele mostrando o que parecia ser um cartão de aniversario. - Claro se você aceitar, quem me deu foi minha amiga Jhenny.
- Oque? Convite para que? - disse puxando o cartão da mão dele, eu o abri e tinha um recado escrito com uma daquelas canetas com brilho e cheiro de fruta da cor azul.
"Queria te convidar para uma festa que irei dar em minha casa do lago no interior, para comemorar meu aniversario não é uma festa com muitas pessoas, porem garanto que terá bastante diversão, é mais uma festinha particular com alguns amigos. Esse convite é para você e para um acompanhante, vamos ser amigáveis e levar alguém para se divertir junto. Se aceitar me avisa, manda uma mensagem do Whatsapp ou me liga sempre atendo as ligações mesmo sendo a cobrar, assim irei poder mandar o carro ir te buscar. Enfim sera no dia 12 de julho, vejo você lá"
*Assinado Beatriz*

                                O aniversario da Beatriz, era daqui há algumas semanas e eu não podia ir, eu não estava falando com a minha melhor amiga, e isso pra mim era só alguns dias, para ela? Um ano e alguns meses, não podia ir de jeito nenhum, mas sabe quando você tem o pressentimento de que deveria estar em tal lugar? - Léo...se importa se te chamar de Léo? - sua expressão contente por eu ter chamado ele de Léo foi a resposta. - Que seja, e a Bia não nos falamos a muito tempo, infelizmente vou ter que recusar. Sinto muito. - disse entrando pra dentro do quintal e quando eu ia fechar o portão ele o segurou, puxou e entrou no meu quintal.  
- Eu sei o que aconteceu e é por isso que acho que você deve ir. - Olhei para ele tentando descobri como ele sabia que eu e ela já fomos amigos. - Oque? Também fiz minha lição de casa. - admito que isso deixou de escapar um sorriso no meu rosto. - Se você não aceitar, eu juro que vou acampar no seu portão até você disser que sim. 
- Porque você faz tanta questão de que eu vá? - disse olhando nos seus olhos. - Você acabou de me conhecer, e fica me perseguindo. - ele me olhava meio envergonhado. - Não dizer nada?
- Pode não gostar da minha resposta. - disse ele totalmente reto, reparei que ele era um pouco maior do que eu devia ter 1,82 de altura e eu tinha 1,80.
- Ainda estou ouvindo, seja la qual for sua resposta, prometo não criticar, só dizer o que penso. -disse a ele ainda olhando em seus olhos.
- Minha resposta não pode ser ditas em palavras. - disse se aproximando de mim. - Quer dizer não agora.
- Como assim? - perguntei o fitando. - Ou você me responde agora ou entro e assim que ver seus pais aviso que fica me perseguindo. - falei andando em direção a ele com meu tom de voz foi um pouco alto. - Ta! Quer saber, dane-se não quero sabe...r. - Meu coração batia forte, minha mente foi limpa, e meus lábios estavam grudados nos lábios de Leonardo. Fui pego de surpresa quando me puxou e me beijou, eu interrompi o beijo que deve ter durado três segundos. - Oque você ta fazendo?
- Me desculpa. - disse ele mas vermelho que um pimentão. - E-eu vou embora. - ele foi se virando mas segurei na mão dele. Meu coração batia tão forte, mas porque? Eu tinha bloqueado meus sentimentos, só que aquele garoto, desde que apareceu, fez meus sentimentos ficarem fortes por ele.
- Não tem o que se desculpar. - disse a ele que virou de volta a mim, eu sorri para ele que retribuiu com um sorriso, que só agora me fez reparar de que era um sorriso lindo. - Porque?
- Porque oque? - perguntou ele rindo.
- Porque eu? - respondi. - Digo, porque de todas as pessoas naquelas escola, porque eu?
- Seus olhos...- disse ele chegando perto de mim novamente fazendo meu coração bater mas forte que antes. - Eles tem esse brilho, cheio de vida, são claros, e foi a primeira coisa que vi quando cheguei nessa escola, seus olhos...- ele se aproximava cada vez mais - Quando cheguei aqui com minha família, não queria ficar aqui e nem naquela escola, mas assim que olhei em seus olhos, vi que valia pena ficar aqui. 
                             Eu não sabia onde esconder a cara de vergonha, senti minhas bochechas esquentarem - Eu devia dizer obrigado, mas...- cheguei perto dele, quase que encostando nossos rostos, olhava profundamente em seus olhos. - Não tenho palavras. - eu ri e ele também, aos poucos ele foi se aproximando do meu rosto, dessa vez eu correspondi. Nossos lábios se tocaram novamente, dessa vez eu não rejeitei seu beijo que foi doce e suave. 
                                                                                    XXX - 2018
                              Aquelas semanas passam tão rápido, fiquei discutindo com Léo sobre decidir a ir ou não na festa de aniversario da Beatriz. Permite a ele poder vir na minha casa sempre que quisesse, porem não passaria do quintal, ele realmente acreditava que eu não tinha magia nem nada do tipo, se ele entrasse da minha casa ele poderia ver todas as coisas que provaria que tenho magia, e ele ser a unica pessoa que gosta de mim, não queria que aquilo acabasse. 
Emfim chegou o dia da festa, e Léo me convenceu a ir, mas tinha algo a mais dizendo que eu tinha que ir. Passaram-se as horas, quando me dei conta era a hora de ir para a casa da Beatriz, eu andava no quintal de um lado para o outro, esperando Léo que logo apareceu no portão de entrada, e foi a primeira vez que vi ele de uma forma diferente. Ele tinha o cabelo penteado para o lado, usava uma camiseta branca, uma camisa xadrez por cima, uma calça jeans escura com aquelas rasgadinhas na frente e um tênis esportivo azul e preto, e pra mim ele estava lindo.
- Continua andando assim e vou ficar tonto. - disse ele com aquele sorriso bobo que só ele tem.
- Mas tonto que já é? - disse eu, e ele fugiu ter ficado bravo mas foi só eu chegar perto dele de novo que ele me abraçou e sorriu e disse: 
- Só fico bobo assim perto de você. - disse ele me olhando nos olhos, ele se aproximou para me beijar, porém fomos interrompidos pelo carro que chegou para nos levar até a casa da Beatriz. 
No caminho todo minha mente ficou viajando, eram tantas coisas, D, essa festa, a criatura que tinha em nossos pesadelos, Glória e Ryan que sabiam de tudo, eram problemas atrás de problemas. Se não fosse por Léo estar segurando na minha mão eu pensaria que não tinha ninguém ali, que estava sozinho em meus pensamentos, e o Léo, nossa, acho que de tudo que me tem acontecido, ele era a única coisa boa a entrar na minha vida e me fazer se sentir bem, porém me preocupava com ele, e o fato dele poder correr perigo enquanto estivesse ao meu lado, foi aí que pensei que nessa noite contar a verdade para ele, sobre minha magia, a maldição e sobre essa ameaça que permanece misteriosa até agora para mim. 
                                   Ele me olhava eu para ele, não sei porque meu coração ficava acelerado toda vez que estava perto dele. Sua mão sobre a minha, era tão quente, literalmente, desde que ele me salvou de ser queimado e me acalmou, quando ele pôs suas mãos no meu rosto senti aquela quentura. Dentro do carro os vidros estavam abertos e o ar estava ligado, minhas mãos, braços, pernas rosto, tudo estava frio, mas ele ainda estava quente, isso me deixava intrigado, curioso. Não demorou muito e o carro foi desacelerando, olhei pela janela e vi a enorme casa de Beatriz, o lago do outro lado, era imenso, limpo e espelhado. Descemos do carro e fomos andando lado a lado, mas separados, ninguém sabia que estávamos juntos, e fiquei quieto o caminho inteiro, subimos uma escadaria que tinha até chegar na frente da casa dela que tinha uma enorme varanda. Ainda de longe pude ver algumas pessoas, e a maioria me deixou intrigado de estar ali. Eu via Gabriel, Jessica que me deixou surpreso de vê-la ali, Glória e Ryan que estavam sentados no chão fumando cigarro, Jhenny a amiga de Beatriz e Léo, Michelle, uma garota baixinha de óculos que era a pessoa mais quieta da minha sala, ela estava falando com uma outra garota que parecia ser a única amiga dela, uma garota pálida, com os cabelos escuros e várias mechas roxas no seu cabeço, seu nome era Giovanna. Tinha umas outras pessoas que também reconheci, eram Tawany, Pedro, Victor que tinha o apelido de MIDAS, um outro garoto que estava sozinho em pé encostado na parede, ouvindo música no fone, mas ele sempre ficava sozinho, até na escola ele ficava sozinho, seu nome era Gabriel também. As outras pessoas também eram da escola e algumas nunca vi. Assim que Léo e eu chegamos na frente da varanda todos os olhares voltaram a nos dois, logo Beatriz pareceu com algumas garrafas de cerveja, ela parou me olhando, eu fiquei olhando para ela, isso ficou por uns segundos, até que ela olhou para Léo e sorriu, ela pareceu feliz por eu estar ali, e no momento todo rancor foi embora, me aproximei dela, e a abracei, não pudemos conter nossa felicidade, ambos estávamos emocionados, tava na hora de resolvermos tudo.  



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