História Magic - Depois do Fim (em revisão) - Capítulo 34


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ficção, Magia, Original
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Palavras 1.611
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 34 - Finalmente


Acordei sentindo uma pressão no meu pescoço, coloquei a mão na tentativa de soltar o que estava causando minha opressão, deslizei o dedo pelo que cheguei a conclusão ser uma cobra, tatiando com os dedos cheguei até a cabeça que estava com as presas enfincadas no meu pescoço, tentei tirar, mas não consegui, cada vez que me esforçava para tirar aquilo do meu pescoço, mais ela apertava.

— Você não vai se soltar tão facilmente – falou uma voz feminina do meu lado esquerdo me forçando a esquecer por alguns segundos aquela cobra, foi aí que me toquei, não fazia a menor ideia de onde estava, mas aquela voz eu conhecia, era a voz de Alice, que estava parada com os braços cruzados a uns oito passos de mim.

— O que é isso? — Perguntei

— Esse é um dos meus objetos mágicos, irrigado pelo meu poder e transfigurados por magia muito mais antiga do que pode imaginar

Não entendia nem uma palavra do que ela estava falando, que papo é esse de magia amtiga? E o que ela queria dizer como objeto magico?

— Dá para ver por sua cara que não faz a mínima ideia do que estou falando, talvez não seja tão inteligente quanto falam – Alice estava com uma cara de desdém, como se eu pudesse adivinhar do que ela estava falando

— Seria pedir muito tirar essa cobra do meu pescoço? Não gosto de cobras enroladas no meu pescoço que estão apertando e podem me matar – olhei em volta analisando a onde estávamos, havia duas camas do meu lado esquerdo e uma do lado direito, na frente uma bancada de madeira e mais à esquerda uma porta, do lado direito havia outra porta, uma, as duas devia ser a saída e a outra devia ser um banheiro.

Sentei sentindo o meu maxilar ranger com o movimento das minhas palavras, me lembrei do que estava causando essa dor, Leon havia se movimentado tão rapidamente que nem consegui ver ele até ser atingido, ele não estava perto e muito menos dentro da arena, com certeza Leon era tão habilidoso como contam as histórias sobre ele.

— Ok! Mas só vou tirar porque já vi que não está mais possuído – Alice descruzou os braços, chegou bem perto de mim e esticou o braço direito – “fons” – depois que Alice falou aquela palavra a cobra que estava no me pescoço se desenrolou e se enrolou no braço de Alice trocando a forma de cobra real para a forma de um bracelete novamente, foi incrível!

Passei a mão no pescoço, senti os dois furos das presas, eram profundas e estava sangrando, mas não acho que seja algo ruim, Alice puxou uma cadeira que eu não tinha visto é se sentou a poucos centímetros de mim, meu foco estava ofuscado como não vi essa cadeira antes?

— Olha só, sei que não nos conhecemos bem, mas olhe nos meus olhos e nos conheceremos agora, não tenha medo.

Confirmei com a cabeça, não confiava nela, mas as palavras foram tão confiantes que me fizeram concordar com aquilo, então eu a encarei, e vi novamente um calor subir pelo meu corpo, os olhos dela trocaram da cor vermelho-escuro para uma cor vermelho claro e intenso, o mesmo risco da noite a dois dias atrás apareceu, dessa vez Alice não se levantou e fugiu como na noite do jantar, vi aquele risco começar a girar rapidamente e me vi na cabeça de Alice, digo, vi todas as lembranças dela, tudo o que ela era como pessoa, vi o pai e a mãe dela, vi seus primeiros passos e suas primeiras palavras, vi seu primeiro beijo e vi também sua primeira transa, eu sabia de udo, seus amigos, sua mentora, seu reino, ela não era de Fênix, existia uma outra cidade, cidade de Luz, estávamos ligados pela mente, ela também viu tudo sobre mim, as mesmas lembranças, estávamos compartilhando nossas memórias, estamos virando uma só mente, quando tudo isso se apagou, me vi encarando novamente aqueles olhos vermelhos e enfim entendi o que eu era, ela era como eu, uma Magic, isso foi muito para minha cabeça, muita informação dada, mas tudo era incompleto, me senti perdido, mas agora eu mais que confiava naquela mulher, fechei meus olhos que estavam secos, parecia que eu não tinha piscado durante os minutos que fiquei na cabeça de Alice, ela deu uma risada meio enverginhada enquanto eu suava frio.

— Tudo isso foi real? Quer dizer, tudo isso é real? Magia através do espaço e tempo? Não faz sentindo! - eu estava afoito com tudo aquilo, com tudo o que eu tinha visto.

— Quando você renuncia a querer que tudo tenha sentindo, começa a viver algo inimaginável, começa a viver uma vida que nunca pensou que viveria, e se você se questiona sobre o que está vivendo, percebe novamente, que nada faz sentido, percebe que nunca foi digno de tudo o que vive, mas mesmo assim, você vive, e acabamos voltando a afirmação original, “Não faz sentido”!

— Entendi, não precisa fazer sentindo, só preciso sentir, mas, porque interromperam o meu teste final?

— Porque você iria matar todos ali, nunca quisemos que vocês matassem uns aos outros, só queríamos ver o nível em que vocês estavam – Alice deu uma pausa dramática - mas você se descontrolou e deixou ser possuído, primeira regra de um Magic; nunca deixe ser possuído, qualquer possessão resultará no final, sua morte, você é incrivelmente sortudo pelas duas vezes que foi possuído ter sido parado, e também teve sorte por não ter chamado a atenção dos grandes, se não, não estaria mais aqui

— Tem como explicar melhor? O que eu sou exatamente? — Estava confuso, queria entender mais sobre o que eu era, queria saber mais do que eu tinha visto nas memórias de Alice

— Você é um Magic, significa que você e a magia foram ligados desde sua formação,  a magia esta no seu DNA, por isso o cabelo branco, significa que você é puro, pode fluir pelos fluxos da magia, podendo acessar um poder extraordinário, aprenderá mais sobre, quando formos até o reino de luz

— Eu não vou para a sua cidadezinha perfeita, eu vou criar uma criança daqui a sete meses, não tenho mais tempo para ficar brincando de magia por aí, tudo isso é incrível, e agora eu já sei que se uma voz me oferecer poder é só recusar – falei me virando e me preparando para levantar, não estava mais com o braço enfaixado, eu estava recuperado, passei a mão nos meus ombros atrás das minhas feridas, mas também estavam 100% recuperadas, até que me fez bem ser possuído dessa vez

- Hacker você não entende, mas se não for para a cidade de luz, sua mulher vai morrer no parto, porque a criança vai ser um Magic, e assim que estiver fora de sua mulher ele irá consumir as forças vitais dela, a matando, provavelmente foi assim que sua mãe morreu e assim que sua mulher vai morrer se não for comigo

Eu a conhecia a menos de vinte minutos, mas agora confiava nela, sabia que ela não estava mentindo, e se Lyne corria perigo de vida se a gente ficasse, então eu partiria para uma nova jornada, mesmo que isso não estivesse nos meus planos.

- Então está bem! – Falei me levantando e caminhando até a porta da direita, senti uma brisa saindo por aquela porta, o que me fazia crer que era por ali que saía

- É pela outra - falou Alice por cima do próprio ombro

Eu estava errado, então mudei minha trajetória, quando sai pela porta dei de cara com toda a minha equipe, Lyne me abraçou forte.

- Está tudo bem com o bebê? – Perguntei colocando minha mão em cima da barriga dela

- Esta sim, Alice cuidou de mim, usou magia para ver se estava tudo bem, Leon deu uma dura em Lucy e a colocou de castigo por ter me dado uma voadora, mas está tudo bem – Lyne começou a analisar meu pescoço

- Tem algo de errado? – Perguntei

- Se por errado são três linhas roxas e dois furos no pescoço, é, tem algo de errado – Lyne deu risada

- Muito bem, já que que vocês dois estão bem, que tal irmos comemorar a nossa formatura? – Lucky tomou as rédeas da conversa

- Nós nos formamos? - perguntei em tom de surpresa

- Claro, enquanto você estava desmaiado, lutamos para valer, não tivemos baixas da nossa parte, mas Steven perdeu três membros da equipe, depois de quase uma hora de combate Leon interferiu, o objetivo era fazer com que lutássemos com os melhores e mais experientes, e se sobrevivêssemos durante uma hora, nos se  tornaríamos comandantes, apesar que você se tornou comandante por tabela, mas se tornou, então agora vamos comemorar, e nos preparar, porque amanhã vamos voltar para Fênix como comandantes, e esse é o nosso momento – Lucky não quis esconder a felicidade que sentia, dava para ver a empolgação dele, analisando bem,  todos ali estavam com um sorriso no rosto, candados, mas felizes

Então saímos dali, encontramos com várias pessoas que nos cumprimentaram com alegria, estavam felizes por nós, aparentemente, minha equipe deu um show para eles, caminhamos até o nosso prédio e comemoramos nos embriagando, e a noite um banquete foi nosso centro de reunião, Leon, Alice e Kio chegaram bem na hora em que o porco foi servido, estávamos na mesa quando se sentaram, Leon ofereceu um brinde.

- A vocês! Novos comandantes Sigmas, Futuro de Fênix, Parabéns por sua formatura! – Leon bebeu tudo em um só gole, assim como nos

- Conseguimos! – Falei me virando para Lyne

- Conseguimos! – Lyne me deu um beijo e continuamos a curtir a celebração noturna, finalmente tudo aquilo estava terminando.



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