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História Magic Power - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Hey hey para quem ler :)

Essa história é uma junção de todos os personagens sobrenaturais que eu AMO, não vão ser 500 lobisomens, 500 vampiros, e por aí vai, NÃO, vão ser apenas 6 personagens (que irão representar cada clã), e alguns secundários importantes (mas ainda secundários)


P.S: A capa não é de minha autoria, caso alguém esteja usando essa, antes de mim, aqui, por favor me diga :) Estou procurando por algum/a capista.

P.S.2: Não tenho word ou qualquer aplicativo de formatação de escrita, então eu formato o texto do jeito que acho melhor aqui (dando 10 espaços a cada parágrafo) porque tenho que escrever no bloco de notas, então se for ruim essa formatação me digam que tentarei ver um modo de arrumar.

P.S.3: Boa leitura!

Capítulo 1 - I - Bad Dream


Fanfic / Fanfiction Magic Power - Capítulo 1 - I - Bad Dream

                                                                                                                                                                           -    Waechin, Sienna.


             Chuva.

Mais chuva.

       Gotículas de água, uma após outra, escorregando sobre sua capa de chuva. As botas pesadas afundando na lama que se formava a cada segundo que a chuva aumentava; a previsão de hoje era de temporal, com riscos de trovões e raios destruindo casas e árvores, com esse aviso foi o suficiente para deixar qualquer cidadão de Waechin trancado em casa sem preocupações mundanas porta a fora. Mas bem, nem todos estavam em suas casas.  A poucos metros dali ocorria uma festa no colegial, a famosa ''Voltas as Aulas'' onde novatos conheceriam os veteranos, e vice versa, tal festa deixando os pobres corações dos pais bem preocupados com tamanha angustia e medo assolando eles. 

E ele.

         Carregando uma mochila pesada das costas, fazendo força para arrastar e caminhar pela lama como se fosse areia movediça, no meio da floresta com formato semelhante a um labirinto de Waechin, lá estavam eles. 


- Porra! - Ele precisava fazer isso antes que a Lua reinasse no céu escuro e tomado por nuvens furiosas.

         A lama não ajudava em nada, mas era obrigatório que fosse ali, nas terras de Waechin que nunca foram amaldiçoadas. Deixou o corpo gélido e nu caído no chão, sendo tomado por barro e chuva que cai como pedra, no quesito de tamanha violência; enquanto isso Ele sacou uma pá mediana da mochila e se pôs a cavar sem parar, mesmo com a água junto de terra escorresse para dentro do buraco. Suspirou, cansado, logo jogando a pá longe no meio de tanto mato, havia se formado apenas um buraco oval, mas que serviria para ser um ninho. Na lenda dos Lobisomens, se diz que quando a Lua sobe ao céu, cheia, o Lobisomem que estivesse enterrado ou deitado em algo parecido com um ninho, este Lobisomem sempre voltará ao lugar onde foi transformado. 


            E se for realmente verdade que os Descendentes dos seis clãs tiverem poder.

Uma guerra começará, terminando apenas com sangue e mortes. 


          Ele a deixou no buraco de forma oval, nua desmaiada e sob a chuva. Esperava que o amanhecer não fosse diferente e ela fosse uma mísera mundana. 

 

(....)


                                                                                                                                                                                                  -   Waechin, Sienna


12 HORAS ATRÁS

 

O Sol não invadiu o seu quarto através da fina camada de tecido, naquela manhã. Aquele dia se reergueu nublado e com gotículas inocentes tocando o telhado de sua casa, mesmo assim parecia cair um temporal de pedras por conta das telhas, por este pequeno motivo Lia despertou respirando fundo. Suas mãos suavam frio, igualmente a todo seu corpo, afinal aquela chuva tinha a salvo de um pesadelo, fora um pesadelo tão, mas tão realístico, que ainda conseguia sentir as mãos metálicas a segurando com força enquanto a arrastava por uma floresta molhada, um temporal se abria como um buraco negro bem no centro do céu, afundando os pés no barro e o frio congelando até mesmo seu coração. 


- Só foi um pesadelo. - Lia sussurrou baixinho, sem coragem suficiente para levantar. Sabe quando você desperta de um pesadelo traumatizante e seu corpo simplesmente não se mexe? Hazel não conseguia nem mover seus braços para eles tocarem com a temperatura externa. - Um pesadelo...- Fechou os olhos, logo tendo um flash da terra molhada e gélida tocando em seus pés. Os abriu rapidamente, encarando o teto um tanto molhado, todos os anos quando tinha previsão de chuva, o teto branco ficava marrom, como a cor de uma água suja. 


          Uma batida na porta foi ouvida, era calma e fraca, quase como se não quisesse acordar Lia - que no momento estava bem desperta. 

- Lili? Está acordada? - Era sua tia, Marlin. 

Respirou fundo mais uma vez, agora conseguindo tirar os braços pra fora. 

- Sim, tia. Já estou descendo. - Lia respondeu, dando algumas pigarreadas por sua voz estar ainda rouca. 

- Tudo bem, se vista bem porque a previsão é de temporal. - O corpo de Hazel congelou na cama outra vez. Temporal. Pesadelo. 

- T-tá. - Gaguejou, sentindo uma ânsia tomar seu estômago de repente com tantos pensamentos rondando sua cabeça, a deixando tonta. Levou a mão na direção da boca para impedir que vomitasse logo ali no quarto, levantou-se com lentidão para não gerar mais desconforto, calçando desajeitadamente suas pantufas que ficavam no pé da cama, elas estavam tão gélidas...e molhadas. Tirou do pé com pressa a pantufa ao perceber que estavam com terra molhada. 


Mas que porra? 

 

- Lia! Lia! Acorde! - Sentiu duas mãos segurando seu corpo com força, com isso a Hazel conseguiu abrir seus olhos. Acordou de olhos arregalados e suando. Era outro pesadelo? 

- Tia. - Lia envolveu a mulher mais velha com os dois braços, numa abraço apertado e ansioso. 

- Lili, tudo bem agora? - Marlin mexeu em seus cachos pretos, fazendo carinho para lhe acalmar. 

- Agora? O que? - Ainda estava fora do ar, com os olhos apertados, não queria abrir eles nunca mais. 

- Eu bati na porta, mas você não respondeu, e então eu abri a porta e você estava se debatendo na cama com muita violência. - Sua tia explicou, se desvincilhando do abraço, portanto ainda se manteve perto de sua sobrinha acariciando seu rosto. - Você está suando frio. - Marlin constatou isso ao tocar em sua pele. - Espere um pouco. 

        Lia passou as mãos no rosto respirando fundo, só então percebeu que estava molhado de lágrimas. Tinha sorte em ter Marlin, que além de ser uma segunda mãe era enfermeira. A mesma voltou alguns instantes depois com uma toalha morna, onde rapidamente colocou em sua testa, afastando alguns cachinhos rebeldes, deu um sorriso reconfortante para Lia. 

- Vou preparar um chá de camomila para você, enquanto isso vá tomando um banho. Até lá você decide se quer ir a escola hoje. - Soltou suas mãos, e então atravessou a porta do quarto. 


Odiava sair de uma pesadelo para entrar em outro. 


       Fez o que sua tia mandou, sem se importar em achar alguma roupa, se dirigiu ao banheiro sem suas pantufas dessa vez e foi tocando com seus pés na cerâmica que dominava em toda casa, enrugando seus dedos pelo frio. Antes de entrar no banho, se encarou no espelho rachado em suas bordas foi então que percebeu que havia uma marca roxa em sua testa, franziu a mesma com o estranhamento que aquela mancha lhe causava. Decidiu ignorar para o bem de sua sanidade. Levou a mão para ligar o registro em temperatura quentinha, na pequena frações de segundos que levaria para aquecer a água, Lia se despiu adentrando no box sem demoras, molhou seus cachos e deixando a água mergulhar em seu corpo de olhos fechados, lembrou-se como flashs de algo real apenas em partes, com peças faltando. 


         Não optou por um banho demorado, no fim, somente um banho rápido e quentinho para lhe trazer de volta a realidade. Quando saiu do banheiro, enrolada numa toalha azul e uma toalha em seus cabelos, sentiu o cheiro forte de camomila vindo do andar de baixo - na cozinha. Se agarrou no corrimão, sentindo suas pernas tão fracas que tinha a impressão de poder cair ou fraquejar a qualquer momento, desceu cada degrau vagarosamente; em seguida a sua descida, encontrou Marlin em volta da chaleira de chá cantando uma música baixinho e batendo o pé com sua sapatilha. 

- Oh, Lia, eu ia levar para você! - Marlin sorriu docemente. Desde que o acidente aconteceu...ela foi tão doce consigo, ela e seu marido, Ritan. Eram como sua nova família. 

- Tudo bem, não quero ficar naquele quarto agora. - Enquanto a mulher a servia o chá na xícara de porcelana, Lia lhe contava sobre seu pesadelo e em como entrou em outro após acordar do primeiro. 

- Minha querida, que pesadelo! - Marlin sentou-se a sua frente e ficaram apenas em silêncio naquele meio tempo que Lia desfrutava do chá calmante, pensando em como a vida poderia ser irônica ao segurar um objeto gelado e em interior tem algo tão queimante. - Irá a escola? - Indagou, ao vê-la largar a xícara na mesa redonda. Lia encarou o céu nublado através do vidro da pequena janela enferrujada

- Sim, tia. - Sorriu fracamente, sem muita vontade. - Reyna e Justice contam comigo até pra festa de Bem vindos de Volta, idiotas. - Ambas riram, porque literalmente esse será o título. 

- Ok! Você quem sabe das coisas. Qualquer coisa, você me liga que eu te busco em dois segundos, tá bem?! - Marlin agarrou sua mão, antes repousada em cima da mesa, era tão forte seu aperto e acolhedor. Mas odiava isso, odiava dar preocupações demais para sua tia, como uma obrigação. 

- Não, tia. Não precisa se preocupar comigo. - Lia queria colocar sua outra mão em cima da dela e apertar também, mas esta estava ocupada segurando a toalha para não cair. 

Marlin respirou fundo, encarando a sobrinha nos olhos. Desistiu, soltando sua mão. 

- Vá se vestir antes que perca o ônibus. - Marlin lhe ofereceu um sorriso terno. 


        Lia se levantou da cadeira, enrugando os dedos mais uma vez ao tocar no piso cerâmico, mesmo assim se dirigiu com a xícara até a pia e lá a deixou. A cozinha estava iluminada apenas com um pequeno fio de luz que atravessava pela janela tão pequena para um ambiente em quantidade desproporcional, e observando sua tia por aquela luz, pode perceber em como ela baixava a cabeça em sinal de cansaço. Hazel mordeu os lábios, apertando junto o corrimão amadeirado, apenas foi quando Marlin se virou para trás e continuava a sorrir. 

        Por mais que fosse o primeiro dia de volta as aulas, Lia não fazia parte do grupinho de populares do colégio, longe disso na verdade. Ela, Justice e Reyna formavam o grupo mais excluído dos excluídos naquele inferno, era tão explícita a seletividade dos alunos que dava para saber qual perfil você era obrigado a ter para entrar em qualquer um deles: Número 1 - Ser rica; Número 2 - Ter uma mansão, não uma casa; E Número 3 - Você precisa namorar alguém do time de futebol. E bem, Lia não era rica, sua tia era enfermeira em um posto de saúde que ajudava crianças pobres, eles construíram esse posto sozinhos com a pura intenção da bondade, outra sua casa era simples, e por último, nunca namoraria um garoto. Então, chegando a uma conclusão enquanto abria as janelas de seu quarto e afastava as cortinas brancas pro lado, é, ela não precisava se vestir como aquelas garotas populares.   

        Por isso, lá estava Lia com seus cachos pretos caindo sobre os ombros, e se alongando por em diante, um short jeans, botas marrom que iam até os joelhos, uma camiseta listrada com preto e branco, e por cima um colete jeans - que amava de paixão, por sinal. Hum, claro, teve um tempo onde realizou rapidamente sua maquiagem carregada no preto, para então agarrar sua mochila pesada e esquecida no canto da cama. 

Ao terminar de descer os degraus, sua tia estava no fim da escada esperando. 

- O que houve, tia? - Indagou, estranhando a forma como Marlin estava. Curvada e de testa franzida. 

- Hum? Nada! - Riu fracamente. - Tome esse dinheiro para comprar algo naquela cafeteria que você ama. - Lhe entregou algumas notas de dinheiro. 

- Ah, obrigada. - Agradeceu, logo enfiando de qualquer jeito o dinheiro no bolso do short.

Bem, sua tia nem questionou porque estava de short, porque oras, vai chover e tem previsão de ser temporal com raios e trovões, então logo teria que vestir calça. Mas Lia sempre amou short. E Marlin sabia disso. 

- Vou indo, tchau tia. - Se abraçaram fortemente. 

- Até mais tarde, Lili. - Se desvencilharam e então Lia partiu.

 

(...)


          Os fones de ouvido eram seus parceiros quando se tratava de andar de ônibus por 40 minutos, senão teria que escutar as risadinhas das garotas sobre si. Afinal, quem naquela porcaria não sabia sua sexualidade? Por tal razão, ficavam fazendo disso motivo para diversas piadas, risadas e fofocas. Lia apenas ignorava elas. 

- Posso sentar aqui? - Encarou o garoto a sua frente, que acabara de entrar, mas só o viu mexer os lábios pois a música era tão alta que não ouvia nada mesmo. 

- Que? - Tirou um fone. 

- Posso sentar, com você? - Formulou a pergunta novamente, com um sorriso tão besta estampado nos lábios. Ele tinha um jeitão de ''sou foda pra caralho'' mas que não era nada disso, segurando a mochila tão pequena pendurada em um dos ombros gigantes. 

- Claro, o banco é meio que público. - Brincou, voltando a colocar o fone de ouvido no ouvido antes que ele pudesse responder qualquer coisa. 

         O garoto sentou-se no banco que algum dia fora um banco, agora era apenas uma capa de couro por cima de uma almofada amarelada e com cheiro de café. A almofada afundava sempre que se sentavam dois juntos em bancos de dupla, assim a almofada na parte da janela se elevava. Era tão estranho. 

- Última parada pro Born Walkwer. - O cobrador, que na realidade não fazia nada, disse alto. 

         Logo, quase todos estudantes do ônibus se levantaram, Lia apenas os encarou com preguiça. Sempre era a última a sair, de qualquer maneira. O motorista freou bruscamente ao perceber que tinha passado a parada, fazendo com que todos em pé se desequilibra-se momentaneamente, as portas de trás se abriram e então todos desceram, enquanto isso Lia foi se espreguiçando até a porta. 

- Você é aluna daqui? - O garoto lhe perguntou antes que ela descesse. 

- Sim. - Riu fracamente, pulando o último degrau do ônibus. 


           Aí, coitadinho, se queria uma chance com Lia estava perdido, a garota tinha olhos apenas para outras gurias e sempre tentava deixar isso claro para os garotos. Fazer o que né. Desbloqueou seu telefone rapidinho para colocar em outra música, assim adentrando a cafeteria ao som de Carry You. Aquela era a única cafeteria em Waechin, por isso em todas as manhãs haviam filas gigantescas com pessoas pegando café expresso, ou bolos deliciosos que apenas a Cozinheira Eda sabia preparar, bem quentinhos e doces. Era como saborear o gosto do céu, porque realmente levava todos para o paraíso. Enquanto estava na espera, se deixou levar pelo som da água escorrendo no início e remexeu seu corpo calmamente. 

- Acordou bem hoje, Lia. - Ouviu a voz dela no fundo. 

Ah sim, dela. 

 A garota por quem estava apaixonada, lhe entregava o café com leite a encarando nos olhos, com aqueles malditos olhos verdes e intimidadores, suas mãos sempre se encostavam como uma espécie de imã. Amava, é...amava sua voz falando seu nome. Abriu os olhos, que nem tinha se dado de ter fechado, e a encarou com um sorriso radiante nos lábios. 

- Você também, Charlie. - A garota saiu rindo, com aquela trança descendo até o meio de sua coluna e em seguida o avental amarrado ali tão bonito. 

Porra. Tudo nela é tão lindo. 

Essas são as desvantagens de estar apaixonada.


Notas Finais


---> Obrigada por ler! Agradeço imensamente caso tenha gostado da história.

---> Caso QUEIRA, por espontânea vontade, deixar uma crítica construtiva, sinta-se a vontade!

---> Até a próxima, arigatou.


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