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História Magic Shop - Capítulo 75


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Notas do Autor


Agradecemos aos leitores, todos que favoritam e comentam!!! (^∀^●)ノシ<(^-^)>

Aviso de gatilho: Assédio.

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Capítulo 75 - Capítulo 75


Seokjin já havia procurado nas redondezas do salão e agora estava no segundo andar, não se importando de ser extrema falta de educação estar andando pelos corredores sem que alguém tivesse o convidado. Precisava encontrar Jungkook ou no caso, Lee Jooheon com o rosto do seu primo.

Onde estaria aquele homem no final das contas? Mas, não desistiria agora e por isso continuou a procurar implacavelmente.

De repente, como se ouvindo seus pensamentos, Seokjin ouviu um grito feminino.

Sem pensar, Seokjin foi atrás do som e chegou a uma pequena porta, muito diferente das outras altas e com entalhes dourados da mansão. Mas, não parou para pensar muito nisso e somente a abriu, logo notando estar em uma despensa. Porém, o que chamou atenção foi o fato de encontrar uma moça de cabelo escuro, preso em um coque parecendo encurralada contra uma mesa enquanto Jungkook se aproximava dela. O mais velho nem precisava saber de tudo o que acontecia para ter certeza que aquele não era Jeon.

— Jungkook! Eu estou te procurando há um tempão!

O moreno olhou em direção a Seokjin e foi o necessário para a moça fazer uma rápida reverência antes de praticamente correr para fora do local.

— Jin! — Jungkook sorriu de lado. — Acredita que eu me perdi nessa mansão gigante? Estava pedindo uma informação para a moça…

— Entendi.

Tudo bem, ele é um escroto. Mas, você já salvou a moça, Jin. Por favor… não pense em vingança.”

— Vamos, me leve até o casamento. ‘Tô perdidão aqui.

Ele não está nem se esforçando para parecer com Jungkook.

“Impossível ele conseguir. Jungkook é doce e um bom menino. Igual a você.”

Seokjin sabia o que Moonbyul estava fazendo. O anjo estava tentando fazê-lo pensar em como aquilo era errado, mas, o problema é que ele sabia que era errado, claro que sabia, contudo ainda assim queria ter o gostinho de causar no outro tudo o que tinha sofrido quando sequestrado. Algo dentro dele havia quebrado e iria mostrar a Jooheon na pessoa em que tinha se tornado.

— Não poderei te levar até o casamento.

— Por quê?

O mais velho estalou o dedo e a porta da dispensa se fechou de uma vez.

— Porque nós temos um acerto de contas.

— Jin…

O mais alto não deixou o outro terminar a fala e com um movimento rápido da mão fez o corpo o homem que fingia ser Jungkook voar alguns metros e se chocar com a parede.

Seokjin! Por favor! Não faça isso!

Ele ignorou a fala do anjo da sua mente. O que deveria fazer? Deixar aquele homem escapar depois de tudo o que tinha feito? E as pessoas que tinha machucado? E a moça que tinha corrido dali, se não chegasse a tempo, o que ele teria feito? Somente estava protegendo futuras vítimas.

Quando Jooheon caiu no chão após o impacto com a parede, ele já não estava mais como Jungkook e sim como sua forma. Mas, como se não tivesse sido afetado pelo feitiço, somente se levantou, sorrindo de lado cinicamente.

— Ora, ora, ora, você não é tão burro como eu pensei que fosse. — Jooheon estalou a língua, remexendo o pescoço de um lado para o outro. — Sentiu saudades de mim, baby?

— Desgraçado! O que faz aqui?!

— Oras, eu não posso vir de penetra em uma festa?

— Como conseguiu copiar a energia de Jungkook para que os outros não reconhecem você?

Jooheon deu outro dos seus sorrisos de lado e sacudiu os ombros quase despretensiosamente.

— Eu tive uma ajudinha para elevar o meu poder.

Como para provar a sua fala, Jooheon se transformou em um homem alto, loiro e com a sua característica maquiagem forte no rosto, ele se transformou em Namjoon e por um instante, um mínimo segundo, a mente de Seokjin o deixou confuso, mas o professor não escutou nenhuma música, então ele sabia a verdade.

— Você é desprezível. Eu vou fazer um favor ao mundo ao me livrar de você! — Kim gritou em resposta.

— Nossa, você ‘tá nervoso.

Filho da puta também não ajuda.”

O professor jogou outro feitiço na direção de Jooheon, esse mais forte, um que tinha aprendido sozinho lendo livros e livros, mas, parecia ter valido a pena, pois no mesmo instante, Lee foi ao chão e tossiu sangue no piso de madeira.

— Oh! Por que você não vai rir agora? Hein? Ri desgraçado! — Seokjin gritou, aproximando-se de Lee e o chutando na barriga. — Seu nojento, imundo! Quantas pessoas você já destruiu?! Quantas já matou?!

Lee tossiu outra vez, cuspindo no chão, mas, para a surpresa de Seokjin, Jooheon somente riu. O professor viu os dentes com o líquido escarlate e quis matá-lo de uma vez.

Jooheon levantou as mãos na direção do outro, com dez dedos em pé.

— M-mais de d-dez.

Seokjin lavou as mãos ao pescoço de Lee, tinha um feitiço de eletricidade que era bastante doloroso segundo os livros de magia maléfica. A corrente elétrica passaria pelas veias do oponente causando dor extrema e a morte viria lentamente ao fritar o coração.

— É bom n-não é? — Jooheon murmurou, encarando os olhos de Seokjin enquanto sorria com escárnio. — P-poder… Você tem a decisão da vida dos outros nas mãos. Você é a divindade! Faça! Vamos, experimente o poder, Jin!

Mesmo com o feitiço na mente, Seokjin somente fechou ainda mais o enlace das mãos, apertando o pescoço de Lee com força. Ele tinha razão, era bom.

Por favor, não faz isso. Jin, você é uma pessoa boa. Se fizer isso, será igual a ele.”

— V-Você g-gosta.

O filósofo apertou ainda mais o pescoço do outro quando outra voz, uma que ele conhecia tão bem quanto a de Moonbyul, invadiu a sua mente.

Jin, onde você está?! Por favor, amor. Vamos conversar. Não faz nada, por favor… Eu te amo, vamos dar um jeito juntos. Se você quiser realmente que Jooheon morra, eu o mato. Eu faço por você, Jin. Por favor, não faz nada. Por favor. Eu te amo.

Como Namjoon poderia dizer aquilo?! Que faria por ele?! O mago não iria se tornar um monstro como Lee!

“Ele está apenas cuidando o homem que ama. Seokjin, ainda dá tempo! Por favor!”

O professor continuou a apertar, sentindo o ódio cada vez mais forte em toda aquela ação. Era prazeroso, não se esqueceria do instante em que a vida de Jooheon fosse se esvair, sabendo que tinha feito tal coisa, que tinha vencido o seu inimigo pessoal.

Jin, eu não sei se você está escutando, é Namjoon de novo.

Claro que era Namjoon, Seokjin não precisava de um informe para saber que era o homem que chamava que estava dentro da sua mente, usando a conexão única que tinham para se comunicarem.

Eu queria muito que você esperasse, que pudéssemos conversar antes que você faça qualquer coisa… E o que eu disse agora a pouco é verdade, okay? Por favor, me deixa te encontrar? Para de me bloquear.

Kim respirou fundo, murmurando o feitiço na sua mente, sentindo o pinicar da eletricidade surgindo na sua derme, principalmente nos dedos. Jooheon iria sentir dor, talvez mais do que sentira durante horas de tortura e o pensamento de tal parecia tudo o que tinha sonhado naqueles meses.

Jin, eu sei que eu não deveria falar algo assim, mas eu vou te amar, independentemente de qualquer coisa. Se meus sentimentos são importantes para você, saiba que eu te perdoo. Vamos dar um jeito juntos, vamos superar isso. Desculpa por não ter sido apoio suficiente, desculpa por não ter falhado com você, Jin.

O professor sentiu as primeiras lágrimas caindo dos seus olhos e indo parar no rosto de Jooheon, que já estava vermelho e mal resistia ao sufocamento, mas ainda sorria, como se soubesse uma piada muito boa que Seokjin nunca descobria sozinho.

Eu te perdoo, meu amor.

— EU NÃO QUERO PERDÃO!

Seokjin soltou o enlace e começou a chorar. Ele não estava fazendo aquilo por vingança, ele estava se punindo. O professor queria sofrer mais, pois dentro da sua mente ainda era o culpado de tudo, culpado por ter deixado que aquele homem o ferisse. Se não tivesse atacado Jimin naquela noite, não teria saído sozinho e não teria sido pego. Se já soubesse reconhecer seus sentimentos, o anjo já teria sido totalmente aceito e quando Jooheon pensasse em o machucar, seria aquele que sairia machucado. Se não tivesse um medo bobo e aberto a caixa que a avó tinha deixado, compreenderia tudo antes e outra vez, já teria o anjo há mais tempo e seria mais forte. Eram muitos “E se?” e na mente do filósofo, todos eram a sua culpa mesmo que entendesse que não eram. Então, qual era a melhor maneira de realmente ter algo para ser culpado? O que faria com que todos o odiassem? Que o desprezassem? Perseguindo uma vingança e se tornando um assassino a sangue frio. Não era digno de perdão, somente servia para sofrer.

Oh, Jin… Você não merece sofrer.”

Ele ia responder, quando sentiu um chute no rosto. Ele ainda estava escorado na parede e sim, tinha percebido Jooheon se levantar, mas não ria reagir; merecia tal coisa.

— Arregou?! — Jooheon gargalhou, dando um outro chute no professor, dessa vez na lateral do corpo. — Não apreciou do gostinho de ser uma divindade, de sentir alguém morrendo pelas tuas próprias mãos?!

Outro chute.

— Frouxo!

Jin, me aceita. Eu vou desmaiá-lo e vamos levá-lo para prisão. Será a justiça sendo feita.”

— Não vai reagir? Cadê o anjo?! — Lee deu outro chute no professor. — Eu sei que você já o tem agora. Como foi que conseguiu? Abriu as pernas para Namjoon, né? Tão óbvio.

Vamos Jin. Fala para eu tomar conta. Ele está te machucando, eu posso ajudar.”

É melhor assim.

“Jin!”

Não reagiria, foi o que Seokjin garantiu a si mesmo, pois não era digno de conseguir ajuda, de se salvar. Merecia tudo aquilo e muito mais. Havia machucado Jimin, usado algo que Park tinha feito contra ele somente por maldade. Deixara Beomgyu sozinho quando seus amigos tinham pedido para cuidar dele. E ainda tinha Jackson na medida; pois também tinha sido péssimo com o psicólogo. De verdade, desde que descobrira sobre magia, tinha sido uma péssima pessoa, contudo, as coisas terminariam ali.

O professor sentiu seu rosto sendo atingindo mais vezes, seu corpo também e até seu cabelo sendo puxado antes de ter a cabeça sendo forçada contra o chão. Mas, era melhor assim. Não merecia continuar vivo se a única coisa que fazia era destruir tudo o que tocava.

— Como eu pensei, você somente é um covarde.

Jin, faça agora!”

O anjo não obteve resposta, pois Seokjin queria ser punido, então Moonbyul tomou o corpo do receptáculo para si, empurrando Jooheon para longe antes de ficar de pé.

— Ora, ora, ora… Se não é o anjo. — Jooheon não foi muito afetado pelo golpe do anjo e sem dificuldades ficou de pé, com mais um dos seus sorrisos cínicos. — Agora, eu poderei ter suas asas, hn? Por favor, poderia as entregar para mim?

— Claro.

Moonbyul fez com que as asas aparecessem e agora foi sua vez de sorrir, pois, o local não era lá muito grande, então com somente um movimento, jogou Jooheon contra as prateleiras de alimentos. Lee praticamente voou como um boneco sem juntas, caindo no chão de qualquer maneira.

— Seu desgraçado! Você o torturou, por nada! Por ser mau!

Lee tossiu e se apoiou nas mãos, logo levantando o rosto para Moonbyul.

— Você não pode me matar — afirmou Lee, cuspindo uma mistura de sangue com saliva no chão. — Você é um ser de luz e todo esse blá, blá, blá todo. Se fosse o demônio, eu poderia estar preocupado, mas você?

— Eu ainda posso te desmaiar.

O anjo partiu até Jooheon, puxando-o para cima e o prensando contra as prateleiras somente para machucar. O outro tinha razão: não podia matar sendo um anjo, mas, poderia defender o seu receptáculo e era o que estava fazendo naquele momento.

— Você vai pagar por tudo! — o anjo esbravejou pelos dentes cerrados. — Jin terá justiça!

Jooheon se debateu, tentando acertar o anjo de alguma maneira e até conseguiu, mas Moonbyul não sentia golpes ínfimos, era nada para ele. Para se vencer um ser celeste, precisava-se de mais do que um simples chute.

Porém, para a surpresa dos dois, a porta do local foi aberta e quase na sequência, um grito feminino preencheu a dispensa, seguido de sons de vidros se quebrando.

— Moça, me ajuda! Por favor! — Jooheon pediu, aos prantos, mudando toda a situação. — Esse homem quer matar o Imperador!

Moonbyul acabou se distraindo com tudo que ocorreu na sequência. A mulher gritou por guardas e também para que soltasse Lee, todavia quando isso não ocorreu, ela acertou as costas do anjo — o ser celeste percebeu tarde demais que ela usara um dos bancos e o quebrara no impacto contra o corpo do seu receptáculo —, e em seguida, Jooheon aproveitou para chutar a barriga do mais alto. A funcionária, bobamente estava ajudando Jooheon e Lee usou isso para se desvencilhar do enlace do anjo.

O anjo sentiu o ar faltando nos seus pulmões e tentou puxar com força, mas não conseguiu de imediato. Seokjin estava com uma costela quebrada e mesmo parecendo que não respirava, o fato era que o professor estava sentindo dor, mesmo não estava em domínio do corpo.

— Eu vou chamar os seguranças!

A mulher tentou correr para fora do local enquanto Moonbyul estava no chão, concentrando o seu poder na costela quebrada para curá-la de uma vez. E, esse foi o cenário ideal para Jooheon escapar. Mas, o anjo não poderia deixar tal coisa acontecer, assim, mesmo que não estando totalmente curado, abriu suas asas para jogar Lee no chão.

Porém, o homem previu o seu movimento e ao invés de correr para o lado de fora da porta, segurou a mulher por trás, com o antebraço no pescoço da funcionária, que arregalou os olhos, sem nada entender. Não havia o ajudado?

— Deixe-me ir ou eu a mato.

Lee sabia qual resposta teria do anjo, afinal era o dever dele proteger qualquer ser ou pessoa. Definitivamente, era bom estudar o seu adversário antes de qualquer coisa.

— Não! Deixe a moça em paz!

— Por favor, me ajuda! — a loira pediu, já chorando. — Desculpa, p-por t-te machucar…

— Calada! — Jooheon mandou, apertando ainda mais o seu antebraço contra o pescoço dela. — Vamos, anjinho. Poderei ir ou você vai ver essa pobre e inocente mulher morta?

O anjo queria tentar lutar, mas a mulher poderia sair machucada, então somente deixou que suas asas voltassem para o lugar de origem, sacudindo a cabeça positivamente.

— Pode ir, mas a deixe em paz.

— Seu desejo é uma ordem.

Jooheon retirou o braço do pescoço da mulher, mas em um movimento rápido, levou as mãos e em questão de um segundo, quebrou o pescoço da moça, que caiu sem vida no mesmo instante.

— Não!

Moonbyul correu em direção a mulher, para tentar salvá-la de alguma maneira, contudo sabia que ela já estava morta.

— Ela está em paz agora.

Antes que o anjo pudesse fazer algo, os cacos de vidros que ficaram pelo local quando a mulher deixou os potes que trazia na mão, foram todos em direção a Moonbyul, perfurando por todo o seu corpo.

— Ainda voltarei pelas suas asas, mas agora eu tenho outros planos, anjinho.

O anjo não conseguiu se mexer com o corpo de Seokjin tão ferido quanto naquele instante e assim somente viu Jooheon dar outro dos seus sorrisos de lado antes de sair da dispensa, trancando a porta atrás de si.

Seokjin tentou dizer algo para o anjo, porém, logo teve o seu corpo de volta e toda a dor o atingiu de uma vez.

Sem conseguir nem se mexer ou falar com o anjo, Seokjin desmaiou na própria poça de sangue. 

 


Notas Finais


Gostaram do capítulo? Divulguem a fic!

E, por favor, deixem comentários com as suas opiniões; amamos lê-los.

Até amanhã ;*


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