História Mágica Atração - Scorose - Capítulo 11


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Categorias Harry Potter
Tags Amor, Romance, Rose, Scorose, Scorpius
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Palavras 2.418
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei mais cheguei!
Desculpem o atraso!
Aqui vai o capítulo da semana!

Espero que gostem!

Capítulo 11 - Rose Weasley


Rose Weasley 

Depois de passar metade do dia na enfermaria e a outra metade assistindo a aula prática de DCAT, não podendo participar por causa do meu tornozelo idiota, eu estava completamente frustrada. Dominique me ajudou a subir até o salão comunal da Grifinória e eu estava sentada em uma poltrona, com o pé apoiado em uma mesinha de centro.

Seria apenas uma noite para que a poção que eu tomei na enfermaria fizesse efeito e curasse totalmente o meu pé, mas ainda assim eu estava soltando fumaça pelas orelhas de tanta raiva. 

Mordi um biscoito e virei a página do meu livro de poções para me inteirar dos assuntos da aula perdida. 

— Que difícil! – Reclamei. –  A gente tem que saber todos os componentes químicos dos ingredientes para saber quais serão as reações ao misturarmos com outros ao fazer uma poção? É isso?

— Basicamente. – Dominique assentiu, enquanto fazia o seu resumo para estudar, em um caderno trouxa. – E também devemos saber a dosagem de cada um, porque dependendo da quantidade colocada dos ingredientes, a reação pode mudar. 

— Trabalhoso… – Concluí e ela assentiu. 

— Bastante. Mas você tem sorte. O Scorpius é a sua dupla e ele é o melhor da turma em poções. 

— Não fala o nome dele! Eu não quero ouvir! – Disse firmemente e ela riu. – Onde é que já se viu correr daquele jeito pelo corredor do salão principal? Ele é a droga do monitor chefe! Tem que dar exemplo para os outros alunos! Por causa desse idiota eu perdi uma aula importante de poções e não pude fazer a primeira aula do feitiço do patrono em DCAT! Você tem ideia de quantos anos eu esperei por essa aula? 

— Ele não trombou com você de propósito, Rose! Você está sendo chata de novo. 

— E daí? – Sacudi os ombros. – Ele não devia provocar caos, deveria colocar ordem! Que inferno! 

— Mas ele te levou para a enfermaria… 

— Não fez mais do que a obrigação! – Rebati, fazendo-a rir.

— Você só está implicando com ele porque o Hugo disse pro seu pai que você e o Scorpius estavam de namorico durante a ronda. 

— O Hugo é outro idiota. – Suspirei, tendo vontade de dar uns tapas no meu irmão. – E o pior é que o meu pai acreditou nele! Eu recebi a droga de um berrador, Domi! Um berrador! A sorte é que era cedo demais e não tinha ninguém no corredor para ouvir a bronca que eu ganhei do meu pai! 

Ela gargalhou ainda mais alto e eu rolei os olhos. 

— Merlin, eu daria metade do meu cabelo para ter visto isso. O que o tio Ron disse? 

— Perguntou se eu tinha caído e batido com a cabeça. Perguntou o que ele tinha feito para merecer sentir tanto desgosto… O Hugo quase matou o meu pai do coração com aquela mentira! 

— Eu ouvi vocês brigando. Ele ainda não falou com você, não é?

— Não. E é melhor que não venha falar, se não quiser levar uns tapas. 

— O que você disse para deixá-lo tão irritado? 

— Disse que ia espalhar para todo mundo que ele e a Lily se pegaram. – Encolhi os ombros, mas em seguida arregalei os olhos, me dando conta de que tinha deixado escapar o segredo do meu irmão. Dominique arfou de surpresa cobrindo a boca com as mãos. 

— Caramba! Isso é sério? Eles ficaram mesmo? 

— Não conta pra ninguém, por favor! – Implorei, desesperada. – Não era para eu ter te contado. Droga! 

— A Lily já tinha me falado, mas eu achei que ela estivesse mentindo, então nem levei a sério. – Ela se apertou para se sentar ao meu lado na poltrona e eu abri espaço e encostei minha cabeça em seu ombro, quando ela se acomodou. – Eu estou chocada!

— Pois é… 

— Isso ainda vai dar merda. – Ela disse, risonha e eu assenti, concordando. – Você não vai contar realmente, vai? 

— É claro que não, mas o Hugo não precisa saber disso. Eu preciso colocá-lo na linha antes que o meu pai vá parar no hospital por causa das besteiras do meu irmão. 

— Você namoraria o Scorpius? – Ela perguntou, colocando as minhas pernas sobre as dela e eu fiz uma careta, pensativa. 

— Hum… acho que não. – Torci os lábios. – Não. Ele é muito… diferente do que eu planejei para mim. 

— Mesmo? Ele é bem bonitinho… 

— Bonitinho, mas ordinário. – Encolhi os ombros e ela caiu na gargalhada. 

— Coitado! Você é horrível, Rose! 

— É, mas você me ama. – A abracei e beijei o seu rosto demoradamente. – Obrigada por anotar a matéria pra mim.

— Você faria o mesmo por mim. 

A porta do salão se abriu e Alice entrou, segurando uma caixa vermelha com uma fita dourada. Ela olhou em volta e, quando nos viu, abriu um sorriso esqisito e correu até nós. 

— Oi, meninas! 

— E aí? – Domi sorriu, acenando. 

— Oi, Lice! O que é isso aí? 

— Ah, mandaram eu te entregar. – Ela esticou a caixa para mim e eu olhei na etiqueta presa na fita para ler o que estava escrito. 

“Dedos de Mel, linha premium” na parte da frente e “Desejo melhoras”  na parte de trás. 

— Que amor! – Franzi o cenho, desfazendo o laço. – Quem foi que mandou? 

— Eu não posso contar. – Ela fez uma careta e eu franzi o cenho. 

— Como assim? – Perguntei, fingindo estar ofendida ao abrir a caixa e deparar com vários mini bombons de cereja, dos que eu mais gostava. – Você não vai mesmo me contar quem foi que me enviou essas preciosidades? 

— Desculpe. – Ela deu um sorriso misterioso. – Eu não posso. 

— Então você não vai comer nenhum! – Brinquei, colocando um bombom em minha boca e dando um gemido de prazer. – Deus, como isso é bom! 

— Será que não está envenenado? – Domi perguntou e eu parei de mastigar na mesma hora, só relaxando quando a Alice negou com a cabeça e em seguida falou: 

— É claro que não, Nick, não seja idiota! 

— Isso está muito bom! Você não vai me falar mesmo quem mandou? 

— Não. – Ela negou e eu sacudi os ombros. 

— Então agradeça pelo delicioso presente em meu nome. 

— Isso eu posso fazer. – Ela abriu um sorrisão e esticou as mãos para mim e Domi. – Venham, vamos te ajudar a subir até o dormitório! 

A subida foi um pouco difícil, porque eu precisei do apoio das meninas para escalar os degraus. Mas quando eu cheguei em meu quarto, logo deitei em minha cama e abri minha agenda para saber da programação da manhã seguinte. Runas Antigas, Aritmancia e História da Magia. Como eram matérias mais teóricas, eu fiquei aliviada por poder ter mais tempo para que o meu pé sarasse. 

Eu não sabia como estava me sentindo em relação a tudo. Aquele ano deveria ser o melhor da minha vida, e ter me machucado logo no primeiro dia foi desanimador. Não ter Albus ao meu lado na monitoria também era frustrante, até porque o Malfoy era um completo idiota. 

Interrompendo meus pensamentos, uma coruja entrou pela janela do meu quarto e deixou uma carta ao meu lado na cama. Eu abri um mínimo sorriso e acariciei a cabeça da ave que piou, empurrando a carta em minha direção. 

— Tudo bem, tudo bem, eu vou abrir. 

Peguei o envelope e descolei a aba, tirando uma carta de dentro e a abrindo para ler. 

 

“Querida Rose, 

Recebemos uma carta da sua escola, nos informando que você sofreu um acidente e machucou o pé. É verdade? Como você está? Nos responda, por favor.

Mudando de assunto e respondendo a sua carta de hoje de manhã, devo dizer que o seu irmão me deu um belo susto quando enviou o recado e, como não recebemos notícias suas depois do banquete, acreditamos no que aquele pestinha falou. Ele que me aguarde no natal, irei deixá-lo sem videogame. 

Quanto a monitoria, é uma pena que Albus não esteja ocupando o cargo de monitor chefe junto com você. Devo confessar que eu também fiquei bastante surpreso por escolherem o Malfoy e estou torcendo para que ele não te dê muito trabalho. A sua mãe mandou eu te dizer para ter paciência e ser a menina estudiosa e responsável que você é, que irá dar tudo certo. Eu já digo que, se ele te irritar, você tem a minha autorização para quebrar a cara dele. Pode meter porrada que eu assumo toda a responsabilidade. E se ele tentar qualquer gracinha, tenho algumas azarações bem úteis que eu posso te ensinar. 

Brincadeiras à parte, tenho certeza que mesmo se o Malfoy for um bostinha como o pai dele, você vai se sair brilhantemente bem no seu trabalho, porque você se dedicou muito para isso. Apenas tenha paciência, educação e respeito por todos, como te ensinamos. E lembre-se que sempre que precisar de alguma coisa, estaremos aqui para te ajudar. 

Fique bem, se cuide e cuide do pestinha. 

Amo você, 

Papai.”

 

Eu sorri, lendo a carta do meu pai mais uma vez e depois a prendendo em um clipe junto com a carta que não mandei na noite anterior. Me estiquei para abrir a gaveta do criado mudo e pegar um pergaminho e uma pena para responder.

 

“Queridos Pai e Mãe, 

Sim, eu me machuquei, mas a Madame Pomfrey fez uns feitiços e me deu uma poção que, segundo ela, até amanhã de manhã vai deixar o meu pé novinho em folha. Vamos esperar para ver, não é? Mas eu espero que dê certo, porque hoje eu perdi a primeira aula do feitiço do patrono, já que estava machucada e fiquei muito, muito chateada! 

O que aconteceu foi que, depois de mandar a carta para vocês, de manhã, eu estava conversando com as meninas em frente ao salão principal e o idiota do Scorpius veio correndo e trombou comigo. Foi sem querer, eu sei, mas eu voei longe e caí em cima do meu próprio pé. Aquele garoto é uma muralha, pelo amor de Deus! 

Enfim, ele mesmo me levou para a enfermaria e agora eu estou bem. Não precisam se preocupar.

Pelo que eu acabei de contar, já podemos perceber como vai ser a companhia de Malfoy na monitoria chefe. Ele consegue ser mais infantil que o pessoal do primeiro ano, que à propósito, são uns amores! 

Acho que já contei todas as novidades, mas assim que acontecerem coisas interessantes, eu escrevo para vocês. Essa semana mesmo eu devo descobrir quando vai ter excursão para Hogsmeade, vocês bem que poderiam ir me encontrar por lá para matar um pouquinho da saudade, não é? 

Aguardo a resposta e amo muito vocês dois. 

Com amor, 

Rose!”

 

Dobrei o pergaminho e coloquei-o em um envelope rosa que tinha comprado no Beco Diagonal, fechando-o com um adesivo dourado e colocando-o no bico da coruja, que ainda estava empoleirada em minha cama. 

— Aqui está! Leve para os meus pais! Ele vão te dar comida e água lá em casa. Eu não tenho nada aqui! 

Acariciei sua cabecinha mais uma vez e ela saiu voando pela janela, me fazendo suspirar e voltar a me deitar.

— Meninas, estou pensando em tomar chá com o Hagrid amanhã no horário do almoço. – Informei e elas me olharam. – Alguém vem? 

As duas se entreolharam com uma expressão culpada, mas foi Domi quem falou. 

— É que marcamos de fazer o trabalho de poções na biblioteca amanhã. – Ela fez uma careta. – O trabalho que você vai fazer com… 

— O Malfoy. – Eu completei, me sentindo totalmente deixada de lado. Um vazio preencheu meu peito e eu suspirei. – Tudo bem… 

— Rose, não fique chateada. – Alice pediu e eu forcei um sorriso. 

— Eu não estou. – Menti. – Sério mesmo. Trabalho é trabalho, não tem problema. 

— A gente pode fazer algo depois do jantar… – Ela sugeriu e eu assenti. 

— Pode ser. – Assenti, me virando de lado. – Eu vou fechar o dossel, ok? Estou exausta. 

— Boa noite. – Elas me ofereceram sorrisos culpados e eu acenei. 

— Boa noite. – Fechei o dossel e me encolhi, abraçando os meus joelhos. Eu nunca senti tanta vontade de estar em casa, deitada no colo da minha mãe. As coisas não estavam saindo da forma que eu tinha sonhado por seis anos inteiros e eu me sentia completamente derrotada. 

Naquela noite eu dormi tendo a certeza de que o dia seguinte seria melhor, mas aparentemente, eu não estava em uma maré de sorte. O meu despertador não tocou e eu acordei atrasada, perdendo o horário do café. Ninguém teve a decência de me chamar e, por muito pouco, eu não perco a aula de runas onde em sem querer esbarrei em uma caixa cheia delas e quebrei todas. A aula de aritmancia foi extremamente difícil e eu saí com a cabeça latejante e, quando fui visitar Hagrid, ele não estava, mas eu saí de sua cabana com um sapato sujo de titica de testrálio como lembrança.

No dia depois daquele, caiu uma tempestade tão forte e cheia de raios e trovões que impossibilitou a seletiva para o time de quadribol da grifinória, pela qual eu tinha treinado as férias inteiras e, como se não bastasse, Lauren McLaggen deixou a nossa janela aberta e a chuva inundou todas as nossas coisas. 

No outro dia, soube que a nossa prima mais velha, Victorie Weasley, irmã de Dominique, que até então estava grávida, havia passado mal e sido internada no St. Mungus e eu passei a madrugada em claro com as meninas, esperando alguma notícia dela e da bebê. 

E no último dia da semana, eu matei a minha planta carnívora na aula do tio Neville porque coloquei água demais. Ou seja, um completo desastre. 

Assim seguiu o resto da semana e da semana seguinte também e da outra. 

Já era começo de Outubro quando eu recebi uma carta de Victorie falando que ela finalmente estava em sua casa e que a bebê estava saudável em sua barriga. 

O frio do meio do outono já estava começando a ficar intenso e eu precisei tirar as roupas mais quentes do malão naquela manhã de sábado. Eu tinha combinado de ir na biblioteca com o Scorpius para continuarmos o trabalho de poção e, se tivéssemos sorte, terminaríamos a parte teórica antes do jantar. Vesti uma calça jeans e um suéter de lã azul por baixo de um casaco branco quentinho e, como já estava atrasada, fui direto para a biblioteca, dando de cara com a porta fechada e um aviso de “fechado para manutenção”. Malfoy ainda não tinha chegado, para variar, então eu me sentei no chão para esperar por ele, que demorou mais uns quinze minutos para chegar, o que me deixou completamente impaciente e ainda mais irritada do que eu já estava.

 


Notas Finais


E aí? Me contem!!!

Espero os comentários!
Beijos e até semana que vem! <3


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