História Mágica Atração - Scorose - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Tags Amor, Romance, Rose, Scorose, Scorpius
Visualizações 202
Palavras 2.458
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aí, meu povo!
Vim um dia antes para postar porque amanhã vai ser um dia louco e eu tenho medo de não conseguir tempo!

Queria pedir orações de vocês, porque estou passando por uma fase bem difícil e também porque estou esperando a resposta de um trabalho bem importante para mim! Então, por favor, cruzem os dedos para que dê tudo certo!

Sem mais delongas, aqui vai o capítulo!

Espero pelos comentários!!!

Capítulo 12 - Scorpius Malfoy


Scorpius Malfoy

Rose estava sentada no corredor da biblioteca, abraçando os próprios joelhos e olhando para o nada com uma expressão nada feliz. Por sorte, eu estava na biblioteca na noite anterior, quando decidiram fechá-la para manutenção, então eu pude pegar os livros que precisaríamos e procurar um novo lugar para fazermos o trabalho. 

Quando me aproximei, ela me fuzilou com os olhos. 

— Bom dia! – Eu ofereci o meu melhor sorriso e ela ergueu as sobrancelhas. 

— Está atrasado, Malfoy. 

— É, eu sei. Me desculpe. – Fiz uma careta. – Vamos? 

— A biblioteca está fechada, você não viu? 

— Sim. Eu soube. Na verdade, eu estava aqui ontem quando a biblioteca foi invadida por uns dez bichos papões, foi uma loucura! A Madame Pince decidiu fechar para que os professores se livrassem das criaturas. Mas eu já arranjei uma sala para nós. 

— Mas como faremos se não temos material de consulta? 

— Eu tenho uns livros complementares e, o que eu não tinha, peguei ontem na biblioteca. 

Ela abriu e fechou a boca várias vezes antes de se levantar. 

— Ótimo! Então vamos! 

— Venha comigo. – Eu sorri, tomando a frente e descendo todas as escadas até as masmorras, passando do salão da Sonserina e virando no corredor à esquerda. Ela não falou nada durante todo o caminho e, quando paramos em frente à porta, ela franziu o cenho. 

— Que lugar é esse? 

— A antiga sala do professor Slughorn. Eu a descobri há uns dois anos, mas ela foi trancada para que os alunos não entrassem. – Expliquei. – Quando eu soube que a biblioteca estaria fechada, perguntei para McGonagall se não poderíamos usar essa sala e, como somos monitores chefes, ela me deu as chaves, com a condição de não falarmos para ninguém e não fazermos bagunça.

— Legal! – Ela abriu um sorriso, o primeiro do dia, enquanto eu pegava as chaves no meu bolso e abria a porta para nós.

A sala era simples, mas ainda estava com a mobília usada há mais de cinquenta anos pelo professor de poções. As paredes eram de pedra, havia uma lareira em uma das paredes, de frente para um sofá de couro que estava um pouco desgastado. Em outra parede tinha uma estante com alguns livros de edições muito, muito antigas e atrás do sofá, tinha uma mesa redonda com oito cadeiras. Na parede oposta à porta tinha uma escadaria que nos levava para a suíte antiga do professor e para o seu escritório pessoal e outra porta que dava em um lavabo. 

Rose deu uma volta em torno de si mesma, olhando tudo maravilhada e depois passou a mão por cima da mesa. 

— Esse lugar é o máximo! – Constatou. – Como é que eu não sabia da existência dele? 

— Quase ninguém sabe. Eu descobri olhando o mapa do maroto com o Albus. – Expliquei, apoiando minha mochila com feitiço indetectável de extensão sobre uma cadeira e tirando de lá de dentro uma garrafa de chocolate quente, alguns sanduíches e um pote de biscoito. – E eu passei na cozinha antes de ir te encontrar, por isso me atrasei. 

— Está perdoado. – Ela sorriu, abrindo as cortinas e liberando para nós a vista da janela, que dava no fundo do lago negro. – Caramba! 

— É… Eu adoro esse lugar. 

— Sim. Dá pra entender o porquê. 

— Está meio frio. Eu sei que você não gosta de fogo, mas eu posso acender a lareira? 

— Eu tenho medo de mexer com fogo e de incêndios. – Ela explicou. – Não me incomodo com lareiras, desde que eu não precise acendê-las. 

— Certo. – Eu sorri e, com um movimento de varinha, coloquei fogo na lenha que já estava lá. Depois me sentei na mesa, na cadeira ao lado da que ela tinha escolhido para si e sorri. – Podemos começar. Ontem, como eu disse antes, passei um tempo na biblioteca e comecei a esboçar algumas coisas para o trabalho. 

— Já? – Ela ergueu os olhos e eu assenti. – Achei que faríamos juntos. 

— Eu sei, mas eu estava estudando com um livro que comprei e acabei me empolgando. – Mostrei meu pergaminho para ela. – Olha só. Devemos criar uma poção simples usando os ingredientes que estudamos e seus reagentes, certo? 

— Certo. – Ela assentiu. 

— Então, eu pensei em criarmos uma poção que nos torne mais atraente aos olhos das outras pessoas. 

— Tipo uma poção do amor? – Ela franziu o cenho. 

— Tipo isso, mas ao invés da vítima tomar, quem vai tomar é quem quer parecer atraente. Pelos meus estudos, podemos fazer uma base parecida com a da polissuco, mas mudando a quantidade de alguns ingredientes e acrescentando outros. A ideia não é trocarmos de forma física, mas ressaltarmos algumas das características mais atraentes de quem a toma.

— Como assim? – Ela franziu o cenho e eu inspirei profundamente. 

— Por exemplo, você tem olhos azuis muito bonitos… 

— Obrigada. – Suas bochechas ficaram levemente coradas com o elogio e eu sorri antes de continuar: 

— Eles ficariam mais chamativos de alguma forma. Seus cabelos ficariam mais brilhantes… essas coisas. Me fale uma coisa que você goste no Albus.

— Qualquer coisa?

— Sim.

— Sei lá… – Ela torceu os lábios. – Ele é engraçado. 

— Então, ele pareceria ainda mais engraçado perto das pessoas quando tomasse a poção. 

— Interessante. Acha que a gente consegue fazer isso em seis meses? 

— Sim, acho que sim. Mas tem um porém… 

— Qual? – Ela perguntou, curiosa. 

— Teríamos que fazer testes para garantir que nenhum acidente aconteça no dia da apresentação do trabalho. 

— E em quem testaríamos? 

— Em nós mesmos. – Disse cautelosamente, com medo de sua reação. – Você topa? 

— Tem algum risco de um de nós dois morrermos com isso? – Ela fez uma careta de dor e eu gargalhei. 

— Não, eu acredito que não. E eu estarei com antídotos o tempo todo caso aconteça alguma coisa, eu prometo. 

— Ótimo. Eu topo! Me parece uma boa ideia. 

— E tem mais uma questão… – Ponderei, prendendo os lábios em uma linha fina. – Essa vai ser mais difícil e eu vou precisar da sua ajuda. 

— Diga… 

— Precisamos de um lugar seguro para preparar essa poção, para que nenhum desavisado a tome sem querer. 

— Podemos usar essa sala. – Ela disse, como se fosse óbvio. 

— Foi o que eu pensei. E é aí que você entra. 

— Prossiga! – Ela pediu, apoiando os cotovelos na mesa. 

— Preciso da sua ajuda para convencer a professora McGonagall a nos deixar com as chaves. Eu já conversei com o Slugh e ele disse que acha uma brilhante ideia, mas ainda assim, eu acho que vai ser difícil convencê-la. 

— Pode me dar cinco minutos? Eu resolvo isso! 

— Tá bom. – Encolhi os ombros e ela saiu da sala, mas os seus cinco minutos viraram quinze e, quando eu já estava quase voltando para o meu salão, achando que tinha tomado um bolo, ela reapareceu, arfando, suada e com a respiração ofegante. 

— Desculpa a demora! Eu precisei procurar o meu irmão e convencer aquele pestinha a me fazer um favor. – Ela contou e eu ergui as sobrancelhas. – A diretora vai receber uma “denuncia de barulho” daqui a alguns minutos e vai vir nos visitar para ver o que está acontecendo. Quando isso acontecer, nós estaremos focados nos estudos, fazendo o nosso trabalho em perfeita harmonia e ela vai pensar “não posso negar um espaço para estes dois alunos tão aplicados e disciplinados fazerem seu trabalho” e vai liberar a chave. 

— Você é um monstro, Weasley. – Brinquei. – Quem vê, não pensa que dentro dessa cabecinha tem um cérebro tão calculista. 

— Eu sou filha da minha mãe. – Ela sorriu com orgulho e eu assenti, abrindo o meu livro e pensando que, por essa lógica, eu deveria ter herdado alguma característica psicológica do meu pai. E não! Definitivamente não! 

— E se der errado?

— Não vai dar errado. – Ela garantiu. 

— Eu perguntei “e se”. 

— Se der errado, o que não vai acontecer, a gente duplica a chave com um feitiço e invade a sala sem ninguém saber. 

— Agora você falou como uma inconsequente. 

— É que eu sou filha do meu pai. – Ela brincou, abrindo o seu caderno e eu não pude segurar a risada que escapou sem querer. – Bom, por onde começamos? 

— Acho que devemos começar escrevendo o nosso projeto. A ideia e os princípios químicos dos ingredientes e como pretendemos fazer isso dar certo. Eu fiz um esboço, mas ele precisa ser incrementado. Depois, precisaremos fazer os cálculos de base, e com os resultados precisaremos montar um cronograma de trabalho e uma lista de compras para estocarmos ingredientes para fazermos os testes. Depois disso é só começarmos a parte prática. 

— Tá bom. – Ela concordou, servindo duas xícaras de chocolate quente e colocando uma delas em minha frente. – Eu posso cuidar do projeto, vou passar o seu esboço à limpo e incrementar. Enquanto isso você faz os cálculos e, se conseguirmos terminar toda essa parte hoje, podemos pedir a McGonagall para irmos até Hogsmeade sábado que vem para comprarmos os ingredientes. 

— Ou podemos encomendar tudo. 

— Ou isso… – Ela concordou. – Então vamos começar! 

— Ok. Se precisar de ajuda para especificar algo, é só chamar. 

— Certo… – Ela encarou seu pergaminho e, molhando a pena em um tinteiro, começou a escrever, completamente concentrada. Eu fiz o mesmo, me envolvi em um mar de contas e estatísticas que nem senti o tempo passar e só fui tirar os olhos do caderno quando um pigarro alto me assustou. Quando olhei para cima, a diretora me encarava e Rose não estava mais ao meu lado. Franzi o cenho. 

— Pois não, professora? – Perguntei, confuso. 

— Recebi denúncias de barulho de música alta nesse lado do castelo e vim averiguar como estão as coisas por aqui. 

— Tudo em paz, aparentemente. – Respondi, sinceramente, já que estava um silêncio sepulcral. 

— Achei que viesse com a Senhorita Weasley. 

— Eu vim. – Me apressei para dizer. 

— Eu não a vejo em lugar algum. 

— Estou aqui, professora. – Rose anunciou, saindo do banheiro sorridente. – O Scorpius estava tão concentrado que eu não quis atrapalhar. Precisa de mim?

— Não. – A diretora sorriu. – Eu só vim averiguar como estão as coisas. 

— Ótimas. Estamos começando o nosso projeto para a aula de poções.

— Me parece divertido. – A diretora olhou para o pergaminho cheio de contas com uma expressão curiosa. – No que estão trabalhando? 

— Em uma poção que realça as melhores características de quem a toma, tornando-o mais atraente aos olhos das outras pessoas. 

— Interessante. Como vão fazer isso? 

— Acho melhor o Scorpius explicar essa parte. A ideia foi dele. 

— Bom… – Pigarreei nervosamente ao ver a expressão encorajadora de Rose. – Vou pegar a base da poção polissuco, mas modificar a dosagem de certos ingredientes e acrescentar outros.

— Me parece um trabalho difícil. – Ela considerou e Rose assentiu. 

— E é… mas temos seis meses para fazer isso dar certo. Acho que vamos conseguir. – Ela disse sorridente, mas em seguida o seu sorriso morreu dramaticamente. – Só temos um problema… 

— Qual é o problema, querida? – Minerva a encarou, preocupada e Rose suspirou, parecendo chateada. 

— Queríamos um lugar seguro para preparar a poção, porque sabemos como a base da polissuco demora para ser feita e não queremos incidentes com alunos desavisados ingerindo a nossa mistura. 

— Faz sentido. – A diretora tamborilou os dedos na mesa, olhando em volta. – Eu disponibilizei uma sala de aula inutilizada para a senhorita Delacour e a senhorita Longbottom fazerem sua poção e o senhor Potter e o Senhor Rosier estão usando uma torre abandonada na ala Sul, porque eles precisam da luz do sol. Os alunos do sétimo ano estão me procurando e tomando espaços abandonados da escola para os seus trabalhos e eu acho que posso arranjar algo para vocês. Me digam do que vocês precisam e eu tentarei fazer o possível. 

— Precisamos de silêncio. – Rose se apressou a dizer. – E de um lugar que ninguém mais tenha acesso. O resto, a gente arruma. 

— Essa sala, na verdade, seria o ideal. – Eu completei. – Poderemos trabalhar sossegados aqui. 

— Por mim, tudo bem, desde que não tragam mais ninguém aqui e não façam bagunça, já que essa é uma sala feita para um professor. Seria injusto com os outros. Mas acho que como vocês são monitores chefes e têm feito um ótimo trabalho, posso ceder este espaço como recompensa, desde que vocês o dividam e cumpram com as condições.

— Sério? Muito obrigada, professora! – Rose disse animada. – Vamos colocar um agradecimento especial para você na contracapa do nosso trabalho. 

— Certo! – Ela riu, se levantando. – Vou querer ver quando estiver pronto. 

— Pode deixar! – Eu sorri. 

— Vou deixar vocês trabalharem em paz. Até mais tarde! 

— Até! – Respondemos em coro e assim que ela saiu Rose deu pulinhos de comemoração e se jogou em meus braços. Obviamente eu a abracei, mas segundos depois, ela se afastou, constrangida.

— Conseguimos. – Sorriu, encolhendo os ombros e eu sorri de volta. 

— Estou surpreso! 

— Eu disse que conseguiria. – Ela se gabou, voltando a se sentar. – Como andam os cálculos? 

— Já fiz um pouco mais da metade. E o projeto? 

— Só falta a conclusão. Mas a minha mão está doendo muito de tanto escrever e a minha cabeça está latejando. Acho que vou fazer uma pausa. 

Olhei em meu relógio e constatei que eram quase duas da tarde e eu não tinha nem almoçado. Era justo que fizéssemos uma pausa depois de tanto trabalho duro. Encarei-a e sorri. 

— Que tal se a gente fosse até o salão principal almoçar e depois voltasse para terminar o que falta? Assim a gente dá uma espairecida e depois volta com mais energia.

— Ótimo. Vou ver se encontro as meninas e depois vou passar no salão comunal para pegar um outro casaco. Ainda estou com frio. E vou arranjar uma ou duas velas, aqui é meio escuro. 

Abri e fechei a boca na tentativa de falar que a minha ideia era almoçarmos juntos para nos conhecermos melhor, mas eu não tive coragem, afinal estava claro que a Rose queria dar uma pausa de mim também, então apenas engoli a seco, concordando contra a minha vontade. 

— Certo. Nos encontramos aqui em uma hora e meia? 

— Combinado. – Ela sorriu e eu assenti, empilhando os meus pergaminhos com as coisas já prontas e colocando o tinteiro sobre eles para que as folhas não voassem. Ela colocou sua mochila nas costas e suspirou. – Você teve uma ideia brilhante, eu jamais pensaria em algo assim. 

— Que nada… – Sorri, sem jeito, sentindo minhas bochechas esquentarem e ela riu. 

— É sério. Eu tinha pensado em uma poção que enche o estômago, para o emagrecimento. 

— É uma ótima ideia. – Eu afirmei, tentando entender onde é que ela queria emagrecer. 

— É, mas a sua é bem mais complexa e agrada a todos. Quem não gostaria de ficar mais atraente? – Ela perguntou e eu fiquei sem saber o que responder. Percebendo isso, ela deu mais um sorriso e foi para a porta da sala. – Até daqui a pouco. 

— Até. – Acenei com a mão e, assim que ela saiu, suspirei derrotado. Rose era um enigma escrito em runas antigas e um dia eu aprenderia a decifrá-la.

 


Notas Finais


E aí? Curtiram?

Por favor, comentem, favoritem e indiquem a história aos amigos!

Estou ansiosa para saber a opinião de vocês e amo ler os comentários!!!
Beijos e até semana que vem!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...