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História Mágica Atração - Scorose - Capítulo 38


Escrita por:


Notas do Autor


Oieee!
Demorei, mas cheguei!

Espero que gostem do capítulo!!! <3

Capítulo 38 - Rose Weasley


Rose Weasley 

Dentre todas as coisas ruins que podiam me acontecer durante uma aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, a pior delas era não conseguir fazer um feitiço que aparentemente todas as outras pessoas da minha turma já sabiam fazer. Isso poderia ser considerado o meu mais novo bicho papão e me irritava mais do que eu podia imaginar. 

Por causa disso, assim que a aula acabou naquela tarde, eu praticamente soquei o meu material dentro da mochila e a joguei sobre os meus ombros, bufando de ódio quando Scorpius se aproximou, sorridente. 

— Ei! Vou para a aula de estudo dos trouxas em meia hora. Eu te encontro depois? 

— Tá. Pode ser... – Sacudi os ombros e ele franziu o cenho, me avaliando atentamente. 

— O que você vai fazer enquanto isso? 

— Ah, sei lá. Acho que vou na biblioteca estudar ou me esconder do mundo. Tanto faz. 

Ele fez uma careta de dor e se aproximou, segurando minha cintura. Percebi alguns olhares em nós, mas estava tão frustrada e precisava tanto de um pouco de proximidade que nem me importei em afastá-lo. Ele deu um sorrisinho encorajador e eu ergui as sobrancelhas. 

— O que está acontecendo com você, Rosinha? 

— Nada demais, só estou chateada com esse feitiço maldito do patrono. – Suspirei, encostando minha testa em seu queixo. Ele aproveitou para dar um beijo demorado no topo de minha cabeça. – Vai passar, eu juro. Pode ir para a sua aula, a gente se vê mais tarde. 

— Tem certeza? 

— Tenho. Vá...

— Certo... Eu te amo. – Ele sorriu com expectativa e eu soltei lentamente o ar dos meus pulmões, antes de dar a resposta que eu sabia que ele não queria ouvir, com um sorriso forçado. 

— Eu sei.

— Certo. – Ele prendeu os lábios entre os dentes, em uma espécie de sorriso constrangido e eu me senti o pior dos monstros por não corresponder ao seu amor da forma como ele merecia. Ele se afastou e eu senti os meus olhos se encherem de lágrimas. – Até mais tarde, então. 

— Scorpius! – O chamei, antes que ele se afastasse mais e ele me encarou com um pouco de curiosidade, fazendo um gesto para que eu falasse. – Eu... gosto muito de você. Eu realmente gosto. 

E mais uma vez veio aquele sorriso gentil que sempre fazia com que alguma coisa borbulhasse dentro do meu estômago, enquanto ele pegava a minha mão esquerda e dava um beijinho no dorso. 

— Fico feliz em saber disso, linda. 

— Eu te vejo de noite. – Sorri, me encolhendo e ele riu de mim, assentindo. 

— Tudo bem. Até. 

Acenei com a minha outra mão, vendo ele se afastar passo à passo até sair da sala. Só assim eu me permiti voltar a respirar, aceitando ser o desastre que eu estava sendo. 

— Isso é ridículo. – Uma voz irritante surgiu de trás de mim, me fazendo virar imediatamente para ver o rosto de Alice, que fazia um movimento de negação com a cabeça. – O Scorpius é o cara mais bonito da escola. Além de ser um dos mais inteligentes e o melhor apanhador. Ele merece alguém que corresponda aos seus sentimentos e não alguém que o faça se sentir uma porcaria, como você faz. 

— Eu não me lembro de ter pedido a sua opinião. – Cruzei meus braços e ergui a minha cabeça orgulhosamente.

— Só estou dizendo... – Ela ergueu os braços em rendição. – Ele merece coisa melhor. 

— Pois é, pode até ser que você seja melhor que eu, Alice. Mas ele ME escolheu. Lide com isso. 

Ao notar o clima tenso se formando, algumas pessoas da turma se reuniram ao nosso redor para prestar atenção na discussão. Ela deu um sorriso maldoso e colocou a mão na cintura, erguendo o seu queixo.

— Talvez... Mas isso é temporário. Mais dia, menos dia ele vai se cansar de ser escondido como um sapato furado que você só usa porque é confortável, mas não tem coragem de sair com ele em público. Ele vai se cansar das suas respostas evasivas e da sua falta de reciprocidade. Ele vai se sentir de saco cheio de você e do seu egocentrismo e então ele vai procurar alguém que o valorize mais... ou seja: eu.

— Rose, vamos embora. – Dominique segurou o meu braço, mas eu me soltei de seu aperto, me sentindo completamente irritada. Os murmurinhos das pessoas conversando ao nosso redor me irritaram ainda mais e eu precisei me segurar para não rosnar de ódio. 

— Ele é livre para ir onde quiser e para ficar com quem quiser. E, se um dia ele quiser ir, eu apenas posso desejar que ele seja feliz, porque ao contrário de você, eu não sou uma vaca invejosa que só diz amar o Scorpius porque de repente eu resolvi dar uma chance para ele. 

— Você me chamou de que? – Ela pareceu ofendida, com os olhos arregalados e o peito estufado e eu apenas ergui as sobrancelhas, notando que todos estavam chocados com o que eu tinha acabado de falar. 

— Te chamei de vaca, Alice. E de invejosa também. – Respondi, categórica. – Mas eu tenho um arsenal de palavras guardadas que te definiriam perfeitamente. Falsa, mentirosa, traidora, manipuladora, nojenta, abusada, arrogante, talarica... 

— Rose, vamos embora daqui. – Dominique insistiu e eu estreitei meus olhos, irritada.

— Me deixa, Dominique! Faz semanas que eu estou com um monte de coisa engasgada para falar com essa filha de uma... 

— Vai me dizer que de repente você resolveu se importar com o Scorpius? – Ela debochou, mas eu pude notar um tom tenso em sua voz. – Isso é ridículo, Rose, até para você.

— Eu me importo com ele, sim, Alice! Porque ele é o MEU namorado! Porque ele ME escolheu, porque ele ME ama e não vai ser uma garotinha baixa como você que vai mudar isso, sabe por que? Porque a gente é muito mais forte, porque o que eu tenho com ele é muito mais profundo do que a sua inveja idiota e a sua vontade ridícula de deixar a sua vida de lado para viver a minha. Mas a minha vida ME pertence e eu não vou permitir que nem você e nem ninguém a tire de mim. 

— Isso é o que nós vamos ver. – Ela rosnou e eu dei uma risada debochada. 

— Ah, pelo amor de Morgana. Se olhe no espelho, Alice! 

— Você se acha, não é? Vamos ver se vai continuar se achando quando o Scorpius se cansar de você e vir correndo para mim...

Eu me aproximei dela o suficiente para segurar firmemente a sua gravata e apertá-la em seu pescoço. 

— Não se atreva a mexer comigo e muito menos com o meu namorado, Alice. – Sussurrei, estreitando os olhos. – Você não sabe do que eu sou capaz. Apenas fique no seu espaço vivendo a vidinha medíocre de alguém que não tem o mínimo de personalidade e saia do meu caminho.

Eu a soltei, empurrando-a para longe e as pessoas que estavam à nossa volta se afastaram, assustadas, o que me fez apoiar as mãos na cintura e umedecer os lábios antes de vociferar. 

— E vocês, bando de curiosos, saibam que sim: eu estou namorando Scorpius Malfoy e eu tenho um tremendo orgulho disso. Não ligo para o que nenhum de vocês pensa e, antes que alguém venha falar alguma coisa, eu não pedi a opinião e nem a permissão de ninguém. 

Com isso, eu marchei até o lado de fora da sala e fui seguida por Dominique e Albus. 

— Que desastre! – Domi lamentou, me fazendo sorrir. 

— Eu me sinto adorável. – Encolhi os ombros. – Me sinto perfeitamente bem em ter tirado esse nó da minha garganta e todo o peso de um namoro escondido das minhas costas. 

— Eu achei genial! – Albus comemorou. – Quase aplaudi de pé... Você precisava ver a cara de todos aqueles idiotas!

— Você vai virar fofoca nos corredores.

— Eu não ligo. – Sacudi os ombros. 

— Vão falar muito de você e do Scor. 

— Quer saber? – Perguntei, franzindo o cenho. – Eu quero mais é que falem! Quero que a notícia se espalhe... Podem até chamar a Skeeter e publicar isso na primeira página do Profeta, assim todo mundo vai saber que o Scorpius tem uma namorada e que ninguém mexe comigo e com quem eu amo. 

— Com quem você... ama? – Albus ergueu as sobrancelhas de forma questionadora e eu parei de andar, sentindo que o peso dos meus pés no chão não deixavam eu me mover. Ao processar o que eu tinha acabado de dizer, eu apenas arfei de susto e cobri a boca com as mãos.

— Porra! – Sussurrei, completamente estarrecida e Dominique riu, abraçando Albus pelos ombros e me encarando, Albus também a abraçou, puxando-a para mais perto pela cintura.

— Me deve um galeão, loirinha. Ela disse que o ama antes do natal. 

— O que? – Eu o encarei, ainda atônita. Me sentia como se a minha alma tivesse pulado para fora do meu corpo e resolvido dar uma voltinha pela floresta negra.

— Droga, Rose! – Dominique reclamou. – Você disse que o ama. Você me fez perder a aposta! 

— Eu... – Pisquei algumas vezes, movendo minhas mãos que estavam formigando. – Merda! Eu o amo! 

— Eu sabia! – Albus comemorou, erguendo as mãos fechadas em punhos. – Cara, o Scorpius vai ficar tão feliz quando souber disso! 

— Não! – Eu gritei, o interrompendo e ele franziu o cenho. – Não fala nada pra ele! 

— Por que não? – Albus estreitou os olhos e eu engoli a seco. 

— Eu quero falar. – Respondi, respirando fundo. – Eu só sinto que não estou pronta para isso, ainda. Mas quero que ele ouça de mim. 

— Por que você não está pronta? – Dominique perguntou, confusa. – O que tem de errado em dizer para o próprio namorado que você o ama? O Scorpius é louco por você... 

— Eu só preciso pensar melhor sobre o que eu estou sentindo. Eu não quero ferir os sentimentos do Scor e também não quero me machucar. Acho que eu tenho que ter mais responsabilidade com o meu relacionamento, porque eu quero muito que dê tudo certo para nós.

— Você falou como uma adulta. – Albus fez uma careta e eu gargalhei. 

— Al, nós somos adultos. – Eu rebati, sorridente e ele esfregou o próprio rosto. 

— Droga, Rose! Agora eu vou ficar o resto do dia pensando se eu sou responsável o suficiente com o meu relacionamento... Olha só o que você fez!? 

— E desde quando você tem um relacionamento, garoto? – Dominique fez uma careta engraçada e Albus bufou, tentando fazer gracinha, mas eu pude perceber que ele estava realmente frustrado. 

— Desde quando não te interessa. – Ele respondeu, coçando a própria nuca. – Gatinhas, eu acho que vou indo nessa... 

— Vai ser responsável? – Brinquei e ele riu, apontando para mim. 

— Vou... De repente eu sinto que desenvolvi um senso muito grande de responsabilidade. E a minha vida sexual é algo importante demais para ser tratada com tamanha displicência. 

— Que babaca! – Dominique negou com a cabeça, me fazendo gargalhar. – Albus, a gente vai conversar sobre essa história de você ter um “relacionamento” e não me contar. Achei que eu fosse a sua prima preferida! 

— Eu sou a prima preferida. – Brinquei e Albus riu, abraçando nós duas pelos ombros. 

— Se acalmem, gatinhas, meu coração é grande demais, vocês duas cabem nele. 

— Você é um conquistador barato, Albus! – Dominique rolou os olhos. – Eu tenho pena da garota que você escolheu para ter um “relacionamento”. 

— É. – Ele torceu o nariz com a palavra “garota” e, de uma forma muito desconfortável, resolveu encerrar o assunto. – Eu vou nessa, meninas. A gente se fala. 

— Tchau, Al. – Acenei enquanto Dominique se esticava para dar um tapa em sua cabeça. 

— Boa responsabilidade, priminho! – Ela gritou, zombeteira e ele acenou para nós, sem se virar, nos fazendo rir. – Agora você, mocinha... Precisa falar o que sente para o Scorpius, não acha?

— Acho. – Encolhi os ombros, lamentando. – Mas eu sou péssima com palavras... E eu não posso simplesmente chegar e falar “Oi, eu amo você!”. 

— Poder você pode... 

— Não posso não. – Gemi, dramática e ela riu. 

— Rose, falar que ama o seu próprio namorado não vai fazer a sua boca cair. – Ela sorriu, enganchando o seu braço no meu e voltando a andar pelo corredor, me guiando a caminho da biblioteca. – Mas... tem outras formas de você dizer isso, sem usar palavras. 

— O que você sugere? – A encarei, um sorriso começando a se abrir em meu rosto e ela sorriu de volta. 

— Eu não achei uma boa idéia você ter brigado com a Alice hoje... 

— Dominique, eu já... 

— Mas... – Ela me interrompeu e eu ergui as sobrancelhas. 

— Tem um “mas”? 

— Tem. – Ela respondeu, rindo. – Cale a boca e me escute. 

Apenas assenti. 

— Eu tenho certeza que o ego do seu namorado vai ficar nas alturas quando ele souber que você discutiu com a Alice por causa dele e que, em seguida, você gritou para todo mundo ouvir que ele é o seu namorado, que você se orgulha de namorar com ele e que você iria defender o relacionamento de vocês com unhas e dentes. 

— Hum... e daí?

— E daí que você admitir isso para todos da escola vai fazer ele se sentir completamente amado por você. Porque há poucos dias você queria manter tudo em segredo por causa do medo do que as pessoas iriam pensar. 

— Certo, mas eu não gritei para todo mundo ouvir. 

— Não diretamente... Mas as paredes dessa escola têm ouvidos, lembra? Eu não dou duas horas para que todo mundo saiba do que aconteceu, inclusive ele.

— Tá... ele vai ficar sabendo... E daí? O que isso tem a ver com o fato de eu amá-lo? 

— Você o assumiu para todo mundo. Aos berros. Foi medonho. Isso já é uma prova de que você está envolvida nesse relacionamento. Aí vem mais alguns beijos na frente das pessoas, uma demonstração pública de afeto, uns bilhetinhos no meio da aula, umas fugidinhas de madrugada e logo ele vai ter certeza de que você o ama e você nem vai precisar falar. Apenas prove o que você sente até que você esteja a vontade para falar sobre isso. 

— Eu... Essa é uma excelente ideia! – Exclamei, parando em frente à biblioteca. 

— Eu sei. Apenas deixe-o saber como ele é importante e especial. – Ela sorriu, apontando para a estante de livros da entrada. – Está entregue, nerd. Pegue esses livros e devore-os até que você consiga fazer maldito escudo prateado. 

— Como você sabe que... 

— E te conheço desde que a gente nasceu. – Ela sorriu, dando um soquinho em meu ombro. – Boa sorte com isso! Te vejo no dormitório. 

— Até mais tarde. – Eu sorri, sinceramente. – E obrigada! Você é a melhor! 

— Eu sei, eu sei. E eu gosto de chocolates. 

— Anotado. – Gargalhei, rolando os olhos, antes de entrar na biblioteca e me perder no meio de tantos títulos interessantes, até finalmente encontrar os livros que poderiam me ajudar a fazer o maldito escudo prateado do feitiço do Patrono. 

Mas, assim que encarei o livro, uma ideia brilhante surgiu em minha mente. Talvez eu pudesse unir o útil ao agradável e pedir a ajuda de Scorpius. Ele sabia o quanto aprender a fazer esse feitiço era importante para mim e, durante o tempo em que ele me ajudasse, nós estaríamos juntos e, se durante algum dia dos nossos estudos, quando eu estivesse mais segura e mais confortável com esse novo sentimento descoberto, rolasse algum clima, eu podia falar para ele as três palavrinhas que eu sabia que ele esperava ouvir.

 


Notas Finais


E aí? Mereço comentários?

Vou ficar esperando!

Beijos e até o próximo!


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