História Magnet - Calzona History - Capítulo 23


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Categorias Grey's Anatomy
Tags Calzona, Capmirez, Grey's Anatomy, Jessica Capshaw
Visualizações 66
Palavras 1.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Raspberry and princess


Pv Callie

 

Cada dia que passava parecia uma mistura de sonho e pesadelo. Eu via Addison e Érica quase sempre que saía de casa e, quando não as via, elas ainda passavam pela minha cabeça. Meus pensamentos estavam se esforçando para me destruir, mas os livros e Arizona proporcionavam ótimas distrações.

Mesmo quando o mundo estava sombrio, as palavras continuavam existindo nos livros. Desse modo, eu sempre sabia que haveria luz à minha volta. Eu costumava imaginar se era por isso que Arizona lia também, por alguns momentos de luz.

Quando cheguei à The Silent Book shop, Arizona estava sentada em seu canto e, quando ergueu o olhar, sorriu na hora, revelando as covinhas no rosto. Eu esperava que aquilo se tornasse algo regular, ela sorrir para mim. Retribuí o sorriso e fui para o meu canto. Quando cheguei lá, vi um livro na minha mesa, com um Post-it colado. 

O livro era O ódio que você semeia, de Angie Thomas, e o bilhete dizia:

''Acho que você talvez goste, Princesa''.— Framboesa

Passei os dedos pela capa e me sentei para ler pelo que pareceram horas. O jeito como as palavras me atraíam e não me soltavam fazia meu coração bater cada vez mais rápido. Dava para saber que um livro era incrível quando você não percebia que o sol estava se pondo. Fiquei lá até a loja estar prestes a fechar, e, então, passei pelo balcão da frente, onde a mãe de Josie, Betty, estava trabalhando. Ela era muito parecida com a filha, com aqueles mesmos olhos amorosos, e falou comigo na língua dos sinais.

-Você já está aqui há muito tempo. Acho que encontrou um bom livro.

-Muito melhor do que bom.-respondi abraçando o livro, enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas.-É uma dessas histórias que fazem você querer gritar e berrar de uma vez só.-Era o tipo de livro que fazia seu coração doer eque mesmo que você quisesse parar de ler para respirar um pouco, preferia virar a página para descobrir mais coisas em vez de parar por algo tão pequeno quanto sua necessidade de respirar. Arizona estava certa. Eu estava amando a história.

-Vi quando Arizona deixou o livro na mesa para você.-mencionou ela.-Vocês são amigas?

-Não.-respondi depressa.-Mas não somos inimigas.-Ela falou na língua de sinais.

-Ela é uma boa mulher.-Ela era a primeira pessoa que falava algo assim sobre Arizona Robbins.-Ela só é muito sofrida.-continuou ela.-Mas é uma boa mulher. 

A ideia de que ser sofrida ainda poderia ser bom foi um pensamento que ficaria comigo por um tempo.

-Estou começando a ver isso nela. A bondade.-respondi.

-A mãe dela estava no mesmo acidente de carro do meu marido na noite daquela terrível tempestade. Você sabia disso?

-Minha nossa! Eu não fazia ideia.

-Pois é. Ela era só uma garota quando perdeu a mãe. Ela a adorava a mãe e era adorada por ela. Depois que ela morreu, acho que grande parte dela morreu também, oque é muito triste. Eu a vi se transformar de garota tímida da cidade a ovelha negra. Ela a amava mais do que qualquer coisa, e perder alguém tão próximo de você é o suficiente para fazer sua mente ficar sombria. Então, o fato de ela vir aqui a essa livraria significa muito para mim. Mesmo que ela não fale comigo ou permita que eu me aproxime, é quase como se eu pudesse olhar por ela. Tenho certeza de que a mãe dela ia gostar disso. É o que eu teria desejado para Josie se eu tivesse morrido. Alguém para olhar pelos meus entes queridos.

-Você é uma ótima pessoa, Betty.-Ela sorriu.

-E ela é uma boa mulher.

-Tudo bem se eu deixar um livro para ela encontrar amanhã?.-perguntei.

-Claro, querida. Pode deixar, que eu não vou mexer.-Voltei para a livraria em busca de um livro para deixar lá para Arizona. Fiquei pensando nos livros que eu já tinha lido, e quais fizeram meu coração disparar, me perguntando se teriam o mesmo efeito em Arizona. 

Meus dedos encontraram Long Way Down, de Jason Reynolds. Foi um livro que me deixou acordada a noite toda. Peguei um Post-it e escrevi:

''Está escrito em verso, E você vai sentir cada uma das palavras escritas.'' — Princesa

Mantivemos essa prática de trocar bilhetes em diferentes livros. Era tão bom escapar da minha atual realidade e mergulhar no mundo da ficção. Além disso, Arizona tinha um ótimo gosto para livros, o que facilitava o meu mergulho em cada uma das palavras. Sempre que eu encontrava um bilhete em um Post-it, sentia que estava entrando em uma nova aventura. Mesmo que as palavras que trocássemos fossem escritas em pedacinhos de papel, eu sentia que estava aprendendo mais sobre aquela mulher que não permitia que as pessoas se aproximassem. Eu estava finalmente olhando com atenção para a ovelha negra da cidade, e ela estava retribuindo toda a minha atenção. 

''Este aqui vai fazer você chorar. Permita.'' — Framboesa

''Este aqui vai curar você. Permita.'' — Princesa 

''Essa heroína me fez pensar em você. Ela chora em todas as páginas.'' — Framboesa

''A protagonista é muito babaca. Você é parente dela?'' — Princesa 

''O último livro que você me deu foi muito triste. A boa moça da cidade é tão sombria assim por dentro? Eu amei. Agora leia este aqui, que é ainda mais sombrio.'' — Framboesa

''Você sempre me dá livros que me fazem chorar.'' — Princesa. 

''Eu sei que não é muito difícil fazer você chorar.'' — Framboesa

''Uau. Uau. Uau. Cinco estrelas. Mais algum como este, por favor?'' — Princesa.

''Vi você na padaria hoje. Seus olhos pareciam tristes. Aqui está um livro para fazê-la rir.'' — Framboesa

Ela tinha notado minha presença na cidade e eu nem a tinha visto. Isso me fez pensar em todas as vezes que a vi passeando com Tucker no colo pela cidade ou apenas de passagem, quando ela não sabia que eu a estava vendo. Quantas vezes a gente se notava? Comecei a ler o livro que ela havia deixado para mim, e ela estava certa, eu não conseguia parar de rir. Algumas pessoas chegaram a fazer "psiu" para mim algumas vezes por eu estar rindo alto demais. Mas eu não consegui evitar. 

Algumas vezes, a melhor coisa para um coração triste é um livro que faça você rir. Eu sabia que não conseguiria passar pelos próximos capítulos sem cair na gargalhada, então me levantei para voltar para a casa de Ária a fim de ler no meu quarto onde não incomodaria ninguém. Quando atravessei a livraria, pensei nos personagens do livro e continuei rindo sozinha. Ao passar pelo canto de Arizona, ela olhou para mim. Sorri para ela e falei apenas com os lábios "Obrigada".

Ela me deu um meio sorriso e assentiu antes de voltar a atenção para seu próprio livro. Um meio sorriso de Arizona Robbins parecia mais do que um sorrisão de qualquer outra pessoa.



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