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História Magnitude - Jung Hoseok - Capítulo 1


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Notas do Autor


Ayo ladies and gentlemen, bloomers do meu coração, aqui é a Izzy-ssi chegando com mais uma One!

Essa Fanfic é um presentinho para uma pessoa muito especial para mim. Ela está sempre ao meu lado, me aturando, deixando meus dias mais coloridos e mais intensos. Paola-nuna deixou de ser apenas uma pessoa, tornando-se por completo, parte da minha vida. É um amor puro, fraternal, construído com respeito, admiração e muita, mas muita paciência (rsrs).
É como uma segunda mãe para mim, porém as vezes, sou eu que me sinto a mamãe KKKK

Noona, não ligue se o plot não ficou à altura, é de coração!

Aos leitores: APROVEITEM! TEM RECADO PRA VOCÊS NAS NOTAS FINAIS!

❤❤

Capítulo 1 - Reciprocidade


A magnitude de seu olhar é o que me atrai para ti.

Sua intensidade me abomina. Ela está presente em seu sorriso bonito e alegre; em seu olhar exorbitante e terno; em suas carícias sinceras; seus toques singelos; suas palavras atenciosas; seu tempo para me ouvir; suas decisões; seu caráter. Ele por completo.

Jung Hoseok é meu melhor amigo e sem dúvidas, é dono do meu coração. Estamos juntos desde o Ensino Médio, fazendo duplas para trabalhos curriculares, reuniões em casa para assistir qualquer filme bizarro ou que nos faça chorar, cozinhando desastradamente todo o final de semana, compartilhando fortes emoções sobre qualquer coisa e seguindo assim até o Ensino Superior e com ele, a vida adulta e as diversas responsabilidades.

E é claro que eu não queria sequer perder um pedacinho do que tínhamos construído até hoje, portanto, tentei engolir essa atração física-sentimental pela qual nutria a seu respeito, arranjando um namorado maduro o suficiente para conseguir lidar.

Mas Min Yoongi não era Jung Hoseok.

Yoongi é absurdamente maduro, o completo oposto de Hoseok, que não conseguia segurar o riso escandaloso com uma piada porcaria ou suas próprias atitudes a respeito de alguma novidade lacrante da internet sobre algum reality show. Yoongi é sério, completamente ao contrário de Hoseok, que sorria e se divertia o tempo inteiro, com qualquer coisa que fosse. Yoongi é concentrado, diferente de Hoseok, que se lembra de alguma meme ou alguma piada e perde completamente a linha de raciocínio. Yoongi é quieto e paciente, oposto de Hoseok, que é barulhento e imperativo.

E era esse o principal problema: Busquei ser adulta através de atitudes coordenadas de alguém mais maduro do que eu. Mas eu não estava sendo eu mesma.

Yoongi não gargalhava ou mostrava interesse sobre algum desenho animado que assistíamos pela manhã — atividade que Hoseok adorava fazer comigo todas as quartas, às sete da manhã.

Yoongi não se mexia ou batucava os dedos sobre a mesa quando alguma música tocava — mas Hoseok sempre estava balançando o corpo, se movimentando com a batida e mostrando seu gingado que eu super adorava.

Yoongi não demonstrava muito afeto, assim como não construía um plano “maligno" para destruir a vida — claro que não — da pessoa que ousou falar mal de mim ou me desafiar — coisa que Hoseok sempre especulava quando nos reuníamos na sala de estar para colocar as “fofocas" em dia.

Até aí tudo bem, porque isso é coisa de melhor amigo e eu poderia viver sem isso.

Mas havia um grande problema...

Parecia que Yoongi não se importava comigo. Nossas conversas não duram mais que 15 minutos; Transamos de forma rápida e com camisinha sempre, porque ele não quer ser pai agora e não confia nos meus anticoncepcionais. Em reuniões de família, Yoongi mexe no celular, boceja, bebe algum único copo de drink de frutas e me chama para ir embora, porque está cansado e não suporta muvuca até a meia-noite. Quando vamos falar sobre assistir alguma coisa, passear, sair para tomar um ar fresco ou qualquer atividade de lazer, até mesmo um momento a sós para um curtir a presença do outro, ele nega, admitindo estar exausto e me pedindo para ser empática, porque ele trabalha demais e é um adulto.

Tudo bem, ele é um adulto. Tudo bem, ele tem uma variedade de responsabilidades com o escritório em que trabalha, assim como eu. Tudo bem, ele é maduro, não precisa se divertir e rir o tempo todo para sobreviver.

Mas esse “tudo bem" está me massacrando aos poucos.

Hoje é o meu aniversário e adivinhem? Acordei sozinha, atrasada e sem qualquer mensagem bonitinha do meu namorado, porque ele acordou cedo para ir trabalhar porque é um adulto maduro e responsável.

Olha, uma hora cansa. Admito que em partes ele tenha razão, mas a vida não é feita apenas de trabalho e suor; é feita de momentos. De sorrisos. De lágrimas. De emoção. Nem parece que Yoongi está vivo, porque vive trancado no quarto analisando estatísticas e anotando números infinitos, enquanto eu, Bae Joohyun, fico largada no sofá da sala, com o notebook no colo, assistindo FRIENDS e comendo cheetos com molho de tomate vencido, porque a vida não está fácil.

Mas hoje é diferente, porque hoje, Jung Hoseok vem me visitar.

Bae, fica calma, eu já vou pra aí! Só porque o Yoongi praticamente ignorou a sua existência, não significa que vai sofrer seu aniversário sozinha!

— Hobi, você está trabalhando, não tem que vir aqui agora! — caminho pelo quarto fazendo gestos com a mão, como se ele estivesse ali para me ver e suspiro. — Eu já estou acostumada com isso.

Nada disso, mocinha, você merece mais do que um gelo! Muito mais!

— Mas você tá trabalhando e sabe? Eu sou a sua melhor amiga, não a sua mãe-

Caladinha que eu já estou entrando no carro! E pode parar com essa conversa de que só porque é minha amiga que não merece a minha atenção! Eu te pego na porrada, Bae Joohyun!

Não consigo segurar a risada, porque afinal, era o que Hoseok fazia comigo. Ele me deixava alegre, sorridente e de alguma maneira, útil. Passo a mão pelo cabelo e me sento na cama, mordendo o lábio ao ouvir o ronco do motor do carro dele.

— Hoseok...

Até daqui a pouco.

E desliga.

Me jogo no colchão, sorrindo como uma idiota, parecendo até que tinha voltado a ser adolescente, sofrendo com o bombardeio de hormônios da puberdade. Balanço a cabeça, soltando uma risada incrédula e me questionando o motivo de tanta ansiedade, já que era apenas meu melhor amigo que ia me visitar.

Após alguns minutos rindo sozinha que nem uma perturbada prestes a fazer 25 anos, dou um salto da cama ao notar que ainda estava de pijama. Precisava me apressar, porque Hoseok poderia chegar a qualquer momento, mesmo que ele não desse a mínima para o que eu estivesse vestindo — ao contrário de Yoongi, que sempre discutia comigo sobre o meu comportamento infantil e preguiçoso em relação às minhas roupas.

Corro até o closet, pegando com rapidez uma blusinha fina de manga cumprida verde-água e um jeans claro, recolhendo uma lingerie adequada para então, me vestir e virar gente. Dou uma penteada no meu cabelo para abaixar os fios e escovo os dentes, calçando as sandálias e seguindo pelo corredor da casa.

A campainha toca.

Meu corpo todo estremece ao pensar sobre a possibilidade de ser Hoseok do outro lado da porta e praticamente voando até ela, abro, sorrindo abertamente ao ver a figura ruiva apoiada sobre o batente, carregando duas sacolas do mercado e um sorriso cativante nos lábios.

— E aí, velhinha? Qual é a sensação de fazer 25 anos?

O puxou para um abraço apertado e caloroso, me sentindo eufórica e quentinha quando o mais velho circula minha cintura com os braços e me aperta contra o peito, soltando um risinho divertido. Me afasto, olhando-o nos olhos com as bochechas coradas.

— Eu acho que me sinto cada vez mais insuportável! — faço piada e ele se contagia, balançando a cabeça e entrando em casa com as sacolas.

— Você só fica insuportável quando assiste The Vampire Diaries ou quando seu namorado esquece do seu aniversário. — Hoseok murmura, colocando as compras em cima da bancada e arqueio a sobrancelha.

— Quer dizer que eu-

— Brincadeirinha, Bae-ah. Impossível ficar insuportável, quando fica ainda mais linda. — ele responde com um tom de seriedade e todos os meus pelos do corpo se eriçam. Abro a boca, gaguejando porém como não sai qualquer som, suspiro aliviada e tento começar de novo.

— Eu nunca sei lidar com esses elogios. — comento, observando-o tirar pacotes de biscoito e garrafinhas de suco de dentro das sacolas. — Acho que é porque é bem raro ouvir isso algum dia da semana...

— O Yoongi deveria tomar um chá de chinelo pra ver se larga de ser trouxa e vira gente! Credo, a forma como ele te trata é inadmissível, Bae. Você deveria repensar sobre o seu relacionamento. — ele aponta um tanto decepcionando e se apoia na bancada, me olhando nos olhos. Engulo em seco, porque quando Hoseok fazia isso, parecia ler a minha alma. — Sabe... Eu nunca faria isso com você.

Tento ignorar o peso do significado que há por trás de suas palavras, porém a única coisa que faço é rir um tanto sem graça e coçar a nuca.

— As vezes eu acho que ele namora com uma criança. — me viro em direção ao armário, abrindo a porta para pegar algumas vasilhas e volto para onde o mesmo estava, mordendo a boca, nervosa. — Sei lá, parece que eu estou há anos-luz do Yoongi. Me sinto atrasada, sabe? Parece que a minha cabeça não amadureceu o suficiente para acompanhar o ritmo dele.

— Ou ele não amadureceu o suficiente para saber que você não deve seguir o ritmo dele. — o ruivo trisca sugestivo e pestanejo, deixando um suspiro escapar da minha boca. — Vocês são completamente opostos e diferentes, apenas precisam lidar com isso. Você deve entender que o Yoongi precisa de tempo, assim como ele precisa entender que você é você.

Medito sobre as suas palavras e sei que ele está certo. Eu já havia me acostumado com as atitudes de Yoongi, e, talvez, ficava desapontada porque ainda não havia compreendido a situação e aceitado que ele é dessa maneira, ao invés de tentar mudar sua perspectiva a meu respeito. Mas eu não quero pensar sobre isso agora.

— Enfim... O que vamos fazer? — mudo o foco do assunto, pegando as embalagens de salgadinhos e os despejando sobre as vasilhas. Hoseok solta uma risada.

— É o seu aniversário. Você decide.

Mas eu não quero decidir nada! Será que ele não consegue entender que neste dia, 10 de fevereiro de 2020, não quero tomar nenhuma atitude sobre qualquer coisa?

E então o meu silêncio dá resultados. Hoseok sorri, desfaz das embalagens ao terminar de despejar os aperitivos sobre as vasilhas, abre as garrafinhas de suco e me pega pela cintura, me jogando contra o ombro. Solto um gritinho com o susto de sua ação um tanto imprevisível e me seguro para não cair quando ele pega os salgadinhos e as bebidas, se dirigindo até a sala.

— Já que você não ofereceu qualquer ideia, me vejo no direito de decidir por você! — Hoseok dita empolgado e me coloca com cuidado sobre o sofá, me oferecendo um sorriso convencido enquanto erguia os braços.

— Ah, por favor! — uno as mãos com um semblante pidão e ele gargalha, balançando a cabeça.

— Ok, ok, senhora indecisa! Nossa programação de hoje é assistir Para Todos os Garotos que já Amei, encher os nossos rabos de salgados hiper mega salgados, dançar Ayy Macarena e fazer qualquer outra coisa que eu não sei agora. — ele bate palmas e eu rio, me divertindo com as suas ideias e os seus sorrisos contagiantes e sinceros.

— Programação aprovada, senhor super hiper mega decidido! — balanço as mãos de maneira exagerada e ele sorri ainda mais, se sentando ao meu lado e me puxando pelo ombro. Me sinto nervosa com o toque, mesmo que estivesse acostumada com essas atitudes. Porém eu sentia que havia algo a mais ali, só não sabia o que era.

— E vamos ao filme!

Resumindo a pequena catástrofe sobre o filme — ou resto daquela tarde, praticamente: Foi incrível.

No meio do filme, Hoseok dava gritinhos idiotas quando os personagens flertavam e trocavam carícias um tanto indecentes durante as cenas, resultando nas nossas gargalhadas nada discretas. Fizemos guerra de almofadas, que cagou com o chão da sala por causa das penas que escapuliam da costura e tivemos que limpar depois, mas ao som de Britney Spears, é óbvio. Logo em seguida, fomos pra cozinha para continuar a belíssima destruição em massa da minha casa, porque além de termos sujado todo o fogão com molho de tomate e queijo derretido, queimamos a lasanha. Só não ficamos com fome porque tinha alguns salgadinhos que restaram do nosso cinema particular e claro, Hoseok também fez questão de ligar pro iFood pra pedir pizza.

— Não, sua anta, é pra falar a primeira coisa que vier a sua cabeça! — Hoseok resmunga com os olhos arregalados e eu ergo a sobrancelha, cruzando com braços e me endireitando no sofá.

— Olha, você me respeita, que eu não sou qualquer coleguinha sua não! — retruco fingindo irritação e ele faz uma careta ao coçar o queixo.

— Tem razão, você não é qualquer uma.

Sua fala me causa calafrios pela, provavelmente, quinquagésima vez naquele dia, porém, como de costume, ignoro ao dar de ombros.

— Enfim... Começa logo. — resmungo e o ruivo estala os dedos, quase acertando a minha cara — a atitude foi proposital.

— Livro.

— Harry Potter.

— Você podia ser menos nerd, Bae, sério, ia facilitar muito a minha vida. — Hoseok abre os braços e eu reviro os olhos, chutando sua costela. — Ai, sua grossa!

— Continua, pelo amor de Deus.

— Se eu falar “filme", é bem possível que você diga “A Culpa é das Estrelas". — ele afina a voz com um tom de deboche e eu chuto sua costela de novo, soltando uma risada ao ver a caretinha que o mesmo faz. — Oh, eu vou segurar o seu pé e te jogar da janela!

— Cala a boca, você precisa de mim pra sobreviver. — respondo com um tom convencido e Hoseok resmunga um “É verdade essa bosta”, aonde solto um risinho e encosto a cabeça no assento do sofá. — E, para a sua péssima informação, eu diria “Coringa “.

— Nossa, como você é anarquista! — o ruivo aponta com os olhos semicerrados e eu sorrio divertida, balançando a cabeça. — Eu tenho que parar de te aconselhar filmes de psicanalíticas tiranas, daqui a pouco falta você me matar com um chute na costela!

— É porque as vezes você me irrita com analogias idiotas e que possivelmente não servirão de nada! — arqueio a sobrancelha com um sorriso de “eu sei do que ‘tô falando” e Hoseok bufa, cruzando os braços e revirando os olhos.

— Falou a Clarice Lispector! Eu não te irrito, porque você também é irritante e quando me enche o saco, eu sempre calo a minha boca! — ditou indignado, me fazendo soltar um riso incrédulo. — Chata.

— Idiota.

— Você.

— Eu.

— Teimosia.

— Personalidade.

Imaturidade.

Ah, ele estava mesmo brincando com o meu juízo. Suspiro, me arrumando de forma ereta sobre o sofá enquanto recebo suas encaradas desafiadoras, à espera da minha resposta.

— Tentativas.

— Amor próprio.

— Futuro.

— Incertezas.

— Relacionamento.

Vazio.

Pego fôlego. O ruivo sorri de forma ladina em minha direção, com os braços e as pernas cruzadas, os olhos atentos e a lábia pronta para me arrancar a sanidade. Suspiro.

— Adultos.

— Caráter.

— Sensível.

— Escolhas.

— Quais? — indago ao perceber que a brincadeira já havia deixado de ser brincadeira, se transformando em uma sessão de terapia dinâmica, que estava começando a me incomodar. Não pelo fato de Hoseok insinuar as situações e sim, pelo fato dele estar certo.

Amizade. — ele devolve com um tom mais sério, porém sugestivo e eu o avalio de forma exorbitante, que me assusta.

Umedeço os lábios.

— Remorso.

— Desnecessário.

Droga, o que ele estava insinuando?

Droga, por que ele parece tão atraente?

Droga, por que ele me olha de uma maneira tão intensa e profunda?

Droga, por que eu sinto meu corpo me empurrando para frente?

Molho a boca de novo.

— Medo.

— Inútil.

— Decepções.

— Inexistentes.

Ofego. Desvio o olhar, desnorteada e quando volto a olhá-lo, parecia que estávamos ainda mais próximos.

— Perda.

— Impossível.

— Por quê? — sem perceber, perco a linha de raciocínio do jogo e seus olhos quentes e volumosos descem automaticamente para os meus lábios, me deixando ainda mais nervosa. — Hoseok...

Amor.

Arfo. Estamos a poucos centímetros de distância. As peles se atraem com facilidade, era como se todas as células do corpo de Hoseok chamassem desesperadamente pelas minhas. Era magnético, vincular, ardente, porém não queimava. Apenas confortava.

Magnitude.

— Hoseok. — o chamo. A sala parece sumir do nosso redor, assim como as nossas preocupações e incertezas se tornam inalcançáveis. Aos poucos, me vejo com o pescoço inclinado e os lábios vibrantes, esperando ansiosamente por mais uma atitude advinda de Hoseok e ele alisa meu rosto com a ponta do dedo, fitando inegavelmente a tez da minha boca.

— Vontades.

— Beijar.

— Posso?

Engulo em seco. Estamos quase findando o espaço que nos cerca, porém há algo que incomoda gradativamente as minhas certezas e as minhas vontades.

Um carro estacionando.

Com cuidado, afasto o ruivo com ambas as mãos sobre seu peitoral, observando-o corar rapidamente ao abaixar a cabeça e se dar conta do que estava acontecendo ali. Não poderia arriscar aquilo, afinal, ainda me restava sanidade e um bom senso para saber o limite das minhas circunstâncias.

Mas eu já estava decidida.

Reciprocidade é algo pelo qual eu sempre almejei em um relacionamento, independente com quem fosse. E com Yoongi, eu sentia medo dele não alimentar esse sentimento a meu respeito, o que contrasta o suficiente com as atitudes cheias de significado de Hoseok. Não é necessário palavras para compreender o que está acontecendo de fato, afinal, a magnitude que sinto pelo ruivo supera a paixão platônica e física que nutro por ele. E eu sei que a minha consciência ficará tranquila se eu tomar a decisão certa sobre isso.

Porque eu pensei que fosse crescer com o Yoongi, tanto como pessoa, como uma adulta. Mas eu também percebi que não precisava de um homem para me ensinar a ser e agir como uma adulta, principalmente como uma humana. E essa tentativa besta de uma garota de 19 anos, que insistia na crença de que se me unisse a alguém de intuição madura e desenvolvida poderia me tornar uma pessoa melhor, estava me destruindo ao ápice dos 25 anos.

Continuo me achando uma criança crescida.

Continuo me achando uma adolescente imatura e cheia de hormônios.

E enquanto isso o amor próprio e o respeito por mim mesma está desaparecendo, assim como a minha própria identidade.

Com Hoseok eu encontro a mim mesma. Posso respirar aliviada, sorrir com sinceridade, demonstrar afeto, brincar, até ser a adulta que sempre desejei. Com ele eu posso ser eu.

A porta abre e Yoongi entra. Um suspiro pesaroso desmancha dos seus lábios e ao colocar no chão a maleta que usava para trabalhar, ergue os olhos e franze o cenho ao ver Hoseok próximo demais do meu corpo.

— O que-

— Yoongi. — o chamo ao me levantar do sofá, umedecendo a boca com saliva enquanto brincava com os próprios dedos. Ele ergue a sobrancelha, cruza os braços, esperando por uma resposta.

— Bae. — ele retruca, sério. Sua frieza continua me machucando e eu já não suporto mais a dor de uma rejeição.

Porque ele poderia ter chegado e me enchido de beijos.

Porque ele poderia ter chegado e abraçado como um namorado faria.

Porque ele poderia ter me desejado um simples “feliz aniversário”.

Mas ao invés de ser um namorado, Yoongi foi um adulto.

E se ele foi um adulto, eu quero continuar a ser uma criança imatura.

Eu quero terminar.


Notas Finais


Primeiramente, um recado aos leitores:

Nunca, em hipótese alguma, vivam um relacionamento abusivo, independente de quem ou como ele for. Se for agressão física, psicológica, espiritual... É válida e pode machucar muito vocês! Não percam a sua própria identidade, tentando se encontrar ou melhorar em cima das condutas de outra pessoa, independente se você for uma menina ou se for um menino.
É relativo, porém real e acontece muito.

Caso precisem de ajuda, podem me chamar pela MP para conversar (mesmo que eu NÃO seja uma psicóloga). Eu posso tentar ajudá-los com palavras reconfortantes e macias, sempre buscando melhorar a sua situação.

Segundamente, recado à aniversariante:

Eu te amo muito, garota! E eu não me inspirei em algo pelo qual você vive, porque eu sei que seu relacionamento é tranquilo e que seu marido é muito o Hoseok brincalhão! Kkkkk
O plot apenas veio e eu senti que deveria escrever algo assim.
Te peço para não odiar o Yoongi
Assim como também te peço para não tirar conclusões precipitadas, achando que eu escrevi a personalidade da Bae em cima da sua.

Porque você é linda. É inteligente. É sensata. E tem uma bela dose de amor próprio ao ponto de saber e entender que você merece mais. Você buscou pela responsabilidade, pela imaturidade e pela vida adulta, S O Z I N H A, sem precisar de homem ou de qualquer outra coisa para influenciar na sua carreira, tanto profissional, quanto pessoal.

E eu te admiro muito por isso! Por ser você mesma! Por ser sempre essa pessoa incrível e maravilhosa (até mesmo em seus piores dias), porque você e você e ninguém nunca é ou será capaz de tirar isso de você!

Noona, eu te amo.
Espero de verdade que goste da história!

SIGAM A ANIVERSARIANTE MARAVILINDA: @sequence

Meu perfil é @xbloom, para mais histórias!

Kissus e até a próxima!



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