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História Maho no Sekai. - Capítulo 4


Escrita por: Crazy_Coffee e Joasma

Notas do Autor


Não estranhe se estiver tendo um déjà-vu.
Tu já leu isso sim.
E não tinha outra imagem para colocar. Novo Notebook, sem imagens, infelizmente.
Butsugiwokamosu — Controverso.

Capítulo 4 - Butsugiwokamosu - Controverso.


Fanfic / Fanfiction Maho no Sekai. - Capítulo 4 - Butsugiwokamosu - Controverso.

Mahō No Sekai — Um mundo mágico.

— × —

“Abnegação”

Butsugiwokamosu — Controverso.

Um turbilhão era pouco para descrever o total desenrolar de acontecimentos na sua vida durante os últimos dias.

Primeiramente, sofreu uma tentativa de sequestro por um mago de fogo que se intitulava membro da Fairy Tail. Depois, foi salva por um estranho gato azul voador e junto dele o Salamander original que era pertencente a Fairy Tail, tudo isso para depois fugir dos soldados da cidade que os queriam pegar pelos imensos danos causados no porto de Hargeon.

Depois de uma fuga inesquecível, deu finalmente entrada a sua tão sonhada e amada guilda: Fairy Tail que, definitivamente, não era tudo aquilo que imaginava.

Haviam homens bêbados de plantão, poderosos magos com comportamentos peculiares e principalmente, pessoas que só sabiam resolver as coisas no braço.

Aquela definitivamente não era a Fairy Tail que imaginava.

Depois de tanta loucura em pouco tempo, embarcou em uma aventura de loucos com o Salamander onde ela quase virou prisioneira de um Vulcan que tinha capturado Macao e, agora, tinha em seu colo um jovem homem loiro que tinha as suas vestes junto das ligaduras que delineavam o seu peito cobertas de sangue.

— Lucy… — Falou um Natsu suplicante. Olhando para ele que tinha o rosto fora da cabine, lembrou-se que ele ficava enjoado ao andarem de qualquer tipo de veículo.

Aquela certamente seria uma longa viagem. Isso somando ao fato de que tinha um outro homem desacordado que aos poucos dava indícios de estar recuperando a consciência.

— Lucy! Ajuda ele! — Disse Happy apontando para o seu parceiro que estava com o rosto completamente roxo.

Perfeito!

Revirou os olhos em ironia. Definitivamente, as coisas estavam lhe correndo a cinco estrelas naquele dia.

Para além das leves e constantes queimaduras que sentia na pele ao entrar em contato com o corpo do que poderia chamar de loiro-ruivo em seu colo, junto do desespero que aos poucos tomava conta de sua consciência, ainda tinha que aturar Happy e Natsu durante a viagem.

O seu dia não poderia ser melhor.

Ao olhar para o outro banco, pode enfim suspirar aliviada ao ver Macao despertando, por mais que ainda estivesse desnorteado.

Finalmente alguma coisa boa!

Mas então, a voz do motorista da caroça se tornou audível.

— Chegamos!

E como petróleo no fogo, Natsu reascendeu as suas chamas levantando empolgado como se nunca tivesse estado enjoado. Agora saltitava de um lado para o outro já fora da carruagem.

Lucy apenas pode olhar para aquilo descrente. Por mais que não fosse a primeira vez, era surpreendente como ele recuperava rápido.

— Paramos! — Gritou animado cuspindo fogo de sua boca.

— Menos Natsu, menos… — Dessa vez quem falou foi Macao.

Os olhos de Natsu brilharam ao notar o óbvio. Macao havia despertado.

— Macao! Ainda bem que você está bem. — Dizia Natsu animado. — Eu sabia que você não seria derrotado!

Macao sorriu tristemente.

— Que patético… — Fechou os olhos ressentido. — Eu derrotei 19 deles, mas fui dominado pelo 20°. — Os olhos pesaram. Estava com o orgulho ferido. — Nem acredito. Droga, não quero encarar o Romeo de novo depois disso

Lucy alargou os olhos ao ouvir esse detalhe.

Ela havia passado um grande sufoco para lutar contra apenas um Vulcan, mas Macao lutou bravamente contra vinte deles, e sozinho.

Depois desse detalhe, sentiu-se extremamente fraca. Os magos da Fairy Tail eram fortes demais.

— Não fale assim! Você derrotou vários deles! — Natsu estendeu a mão para ele o ajudando a sair da carroça. — Vamos para casa. Romeo esta a sua espera. — E então Natsu sorriu, coisa que foi retribuída por Macao.

— Não querendo estragar o momento, mas temos um outro problema aqui. — Disse Lucy chamando a atenção dos dois que já haviam saído da carroça.

— Por kami! — Macao foi o primeiro a se pronunciar. — O que aconteceu com ele?

Perguntou a ajudando a sair para logo em seguida Natsu pagar ao motorista.

— Não sabemos. — Disse Natsu depois de pagar o motorista. Com a ajuda de Macao conseguiu colocar ele sob o banco da praça onde o motorista os havia deixado, e com um pouco de força, conseguiu tirar o assento ao qual o loiro-ruivo estava deitado. Os estragos seriam resolvidos depois. — Encontramos ele enquanto saiamos do monte Hacobe. Ainda me surpreende o fato de ele ainda estar vivo.

Algo que Macao deveria concordar. O estado dele não era um dos melhores.

— É verdade. Mas se continuar assim só vai piorar. Precisamos levar ele para a guilda, certamente a Mira-san saberá como resolver isso. — Disse Lucy interrompendo a conversa dos dois.

Com a ajuda de Macao, Natsu carregou o assento indo em direção a guilda sob os olhares curiosos dos poucos que ainda transitavam nas ruas de Magnólia nas primeiras horas da noite.

[…]

As coisas na Fairy Tail estavam calmas demais.

Todos aguardavam a volta de Natsu, Lucy e Happy, e com eles a volta de Macao.

Mas, passando pela porta, demonstraram não ser apenas quatro, mas sim cinco. Pois deitado em um assento estava um jovem loiro-ruivo com algumas ligaduras de coloração vermelha em seu peito.

— Mira-san! Mira-san! — Lucy que liderava o grupo que atravessava a guilda chamava pela única pessoa que a poderia ajudar. — Mira-san, ele precisa de ajuda.

Saindo do balcão de receção, Mira alargou levemente os olhos em surpresa ao notar o estado do paciente.

— Mira-san? — Questionou Lucy preocupada.

— Por aqui. — Disse ela se recuperando de seu curto momento de transe enquanto subia as escadas.

— Mas não é proibido ir ao primeiro andar? — Perguntou Natsu levantando uma de suas sobrancelhas.

— Cala a boca e siga ela Natsu. — Reclamou Macao já cansado. Natsu tinha um péssimo hábito de perguntar coisas idiotas em momentos inapropriados.

— E Gray, vá ao escritório do mestre e diga que temos uma emergência- — Ordenou a Strauss abrindo uma das portas do primeiro andar, revelando um compartimento como a de um quarto de hospital. — Podem deixar ele ai.

Tal como dito. Macao e Natsu colocaram-no deitado na cama. Infelizmente, os lençóis brancos perderam aos poucos a sua cor, indo claramente para um vermelho nítido.

— Mira-san. Ele voltou a sangrar! — Disse Lucy assustada. — Eu coloquei algumas ligaduras nele para estancar o sangramento, mas parece que isso não foi o suficiente.

— Claro que foi. — Repreendeu a Strauss. — Se você não tivesse feito isso, ele provavelmente estaria em um estado pior. — Argumentou enquanto tirava as ligaduras vermelhas do corpo dele, fazendo uma leve careta ao ver como estava o peito desnudo.

Coisa bonita é que não era.

— Lucy-san, me entregue essas toalhas por favor. — O seu pedido foi rapidamente atendido por ela. Com a ajuda das toalhas, limpou o sangue que estava em seu peito e pode enfim notar a dimensão dos ferimentos. Lucy fez uma careta ao ver os cortes superficiais que ele tinha na parte frontal do corpo.

O restante da guilda aguardava do lado de fora — no primeiro piso — querendo saber o que acontecia na sala dos primeiros socorros.

Enquanto isso, ainda na sala dos primeiros socorros, Mira com a ajuda de Lucy, limpava os ferimentos superficiais, não deixando de notar leves queimaduras em sua pele. O corpo dele estava quente demais para ser verdade.

— Lucy, algodão e água, rápido.  

E sem muita espera, a loira vagueou pelo quarto e nos armários encontrou um plástico cheio de algodão e uma garrafa de água.

— Aqui Mira-san.

Mira suspirou em busca de concentração e possivelmente, de uma solução. Por um breve momento, os seus olhos azuis foram de encontro com Natsu e Macao.

— Natsu, Macao. Desçam e vão de encontro com o mestre. Digam para o mestre chamar a Poluchka-san. Acho que ela é a única que pode curar ele. — Voltando a sua atenção para o jovem homem deitado na cama, continuou. — Enquanto isso eu ficarei preparando as coisas por aqui. — E voltou o seu olhar para os dois que ainda estavam no quarto meio desnorteados. — O que estão esperando? Vão, rápido.

— Hai, Mira-san — Responderam em uníssono descendo rapidamente as escadas.

[…]

Macao e Natsu desceram as escadas cheios de pressa, bem a tempo de encontrarem o mestre junto de Gray que acabavam de chegar.

— Mestre! Mestre! — Chamou Natsu ofegante ganhando a atenção de Makarov.

— O que esta acontecendo aqui? — Porém, a pergunta do mestre não teve respostas.

— A Mira! Ela pediu para o mestre falar com a Poluchka-san. — Dizia Macao cansado, e apenas agora é que o mestre pode perceber que Macao estava de volta e são e salvo. Macao recuperou a postura. — É urgente mestre.

Suspirando pesado, Makarov cedeu a preocupação de seus filhos.

— Quando eu voltar quero tudo isso explicado. — E aquilo não foi um pedido.

Saindo pela porta da guilda, Makarov foi apressado para o lodo leste da floresta de Magnólia, enquanto isso, Macao sentou na primeira cadeira que encontrou completamente exausto, unto de um Natsu cansado.

E então, no início daquela estranha noite de 6 de Julho, todos na guilda ficaram a espera de notícias para saber como o loiro-ruivo que dera recentemente entrada para os postos de primeiros socorros da guilda estava.

[…]

Indo buscar mais um recipiente de algodão que estavam usando para desinfetar os ferimentos, Lucy perguntou curiosa.

— Mira-san, quem é a Poluchka-san?

Limpando o corte transversal que atravessava o peito do jovem homem deitado na cama, Mira torceu levemente as sobrancelhas diante da pergunta da loira mais nova.

— Poluchka-san é uma velha amiga do mestre que vive em uma casa na árvore na floresta leste de Magnólia. — Estendeu a mão entregando o algodão já cheio de sangue, ao qual Lucy os colocou em um balde ao lado da cama e em troca, recebeu algodão limpo por parte dela. — Mas, ela odeia humanos, então, vive sozinha na floresta. — Mexendo os dedos com delicadeza, tirou o último vestígio de sangue superficial por cima do corte. — Por isso não é frequente vermos ela. Mas ela tem uma incrível especialidade para cura de ferimentos mágicos.

Buscando ainda mais algodão, toalhas brancas e uma garrafa de álcool para desinfetar os ferimentos, Lucy franziu levemente a testa em reflexão.

— Então você acha que são ferimentos mágicos?

Mira apenas acenou em concordância. Aquelas leves queimaduras em sua mão não eram normais. Era como se uma barreira impedisse que o colocassem as mãos.

Levantando a torso superior com a ajuda de Lucy, Mira colocou as toalhas brancas por baixo do corpo do loiro-ruivo para que ele ficasse em uma posição favorável e confortável, e pode então ver melhor agora — sem tanto sangue para obstruir —, as estranhas marcas de bigode de gato em seu rosto.

— Intrigante. — Falou sem mesmo perceber.

Lucy parou momentaneamente o que fazia e olhou para Mira que apreciava levemente encantada as marcas felinas no rosto do desconhecido agora inconsciente.

— Eu também achei isso quando o vi pela primeira vez. — Comentou Lucy libertando Mira de seu curto momento de transe.

— Realmente. É um detalhe muito curioso. — Respondeu a Strauss voltando o seu olhar para o rosto sereno de seu paciente.

Mira sorriu em contrapartida. Recebendo o álcool que lhe foi entregue pela novata Lucy, deixou que algumas gotas molhassem o grande algodão que tinha em mãos.

Passando delicadamente pelo peito dele, conseguiu remover várias das algumas impurezas que estavam em sua pele, mas não deixou de fazer uma careta ao passar o algodão com álcool pelos cortes.

Sabia que aquilo doía, mas felizmente, o seu paciente estava inconsciente.

— Mais uma pequena toalha Lucy.

E entre as já várias descartadas, Lucy encontrou algumas limpas. Humedecendo ela, Mira começou por passar ela pelo rosto, seguindo para os cabelos, onde a parte frontal estava num ruivo intenso.

Lucy não estranhava, afinal, ele estava caído de cara no chão, e acabou por manchar muito a parte frontal de seu cabelo.

Terminando, Mira colocou — com a ajuda de Lucy — algumas faixas nele e, parando para observar, ele lhe tinha um rosto familiar. Ele tinha o cabelo loiro e grisalho e pode constatar que ele era bem alto e corpulento só de o ver deitado na cama. Suspirando cansada, olhou para o estado dele.

Mira não poderia fazer muito mais. Só esperava que Poluchka-san aceitasse o seu pedido e viesse até a guilda, pois aquilo era o máximo que conseguia fazer.

— Acho que por enquanto isso seja o suficiente. — Declarou depois de um suspiro cansado que foi também compartilhado por Lucy.

— Realmente. Essa minha primeira missão como maga da Fairy Tail foi demais. Foi muita emoção e comoção para um dia só — Ela riu sem humor, acompanhada de Mira. Lucy voltou o seu olhar para a Strauss e alargou levemente os olhos. — Mira-san… As suas mãos! — Declarou assustada.

Olhando para as suas mãos, Mira alargou os olhos.

Elas estavam sangrando.

Esteve tão concentrada em limpar os ferimentos de seu paciente que se esqueceu completamente das queimaduras que recebera enquanto fazia isso.

Olhando para as mãos de Lucy pode enfim constatar algo. As mãos dela estavam enfaixadas.

— Lucy, isso na sua mão… — Perguntou enquanto limpava as suas mãos com uma toalha. — O que aconteceu?

Lucy se aproximou dela com algumas ligaduras.

— Foi quando eu e o Natsu o encontramos no monte Hacobe. As minhas mãos ardiam enquanto eu enfaixava ele. — Recebeu a toalha que Mira tinha usado e notou as leves queimaduras em sua pele. Nada muito grave, pode constatar. — Tinha algo, uma energia vermelha que o envolvia, mas não sei ao certo o que era. Mas aquilo queimava. — Disse enquanto a ajudava a passar as ligaduras entre os dedos. Sorriu minimamente para Mira. — Deve ser isso que aconteceu com você também.

Mira acenou em consentimento.

— Obrigado Lucy. — Sorriu para ela depois de ter as duas mãos enfaixadas e, sentando no sofá de frente para a única janela do quarto, ficou esperando pelo mestre e, possivelmente, pela presença da Poluchka-san.

Caso contrário, tudo o que haviam feito até agora não teria efeito algum.

[…]

Suspirando pela décima vez, Makarov bateu a porta. A demora para o atender o deixava irritado.

— Eu sei que você esta aí. Abra a porta. É urgente.

E, como das várias outras tentativas, não obteve resposta. Por esses e outros motivos não gostava de ir ao lado leste da floresta. Poluchka não era uma boa hospedeira, e deixava isso muito bem claro.

Já estava prestes a desistir quando a porta foi aberta, e pelo que pode ver, estava uma velha mulher de extensos cabelos cor-de-rosa.

— Você sabe que eu não gosto de visitas Makarov. — Disse ela cedendo passagem para ele que não entrou. — O que veio fazer aqui? — Perguntou sem rodeios.

— A Mira precisa de sua ajuda. Ela diz que é urgente — O velho baixinho foi direto em sua resposta. Se fosse por ele, teria ficado na guilda mesmo. Mas, aquele era um caso diferente.

— É o Natsu novamente? — Perguntou já querendo fechar a porta.

— Não. — Makarov suspirou. — Felizmente não.

A velha senhora levantou uma de suas sobrancelhas esperando que ele continuasse.

— Pelo pouco que eu ouvi, deu-se a entrada de uma jovem criança com ferimentos graves na guilda.

Poluchka ponderou em pensamentos antes de responder

— Que o levassem ao hospital de Magnólia. Eu já estou velha demais para cuidar de crianças.

— Acredita. Eles o levariam se fossem simples ferimentos. — Disse Makarov dando as costas, pronto para voltar a guilda. — Mas não eram. Havia magia, eu pude sentir.

Coisa que claramente não era mentira, nem completamente verdade. Não poderia confirmar as coisas, mas desconfiava que o fosse.

Quando Natsu e Macao haviam descido, conseguiu sentir a presença dele. A energia vital aos poucos acabava, e isso junto disso uma estranha magia instável. Aquilo definitivamente não era normal.

Não obtendo resposta, Makarov suspirou. E então, caminhou em direção a Fairy Tail.

— Espere. — Poluchka falou um pouco mais alto enquanto fechava a porta de sua casa. — Eu vou com você.

Só esperava que não fosse nenhuma brincadeira.

[…]

Se aproximando da guilda, Makarov pode notar que algumas luzes da guilda ainda estavam ligadas. Por mais tarde que fosse, ainda tinham pessoas na guilda.

Abrindo as grandes portas da entrada, Makarov olhou em volta notando que a maior parte dos magos já haviam voltado para as suas casas.

Não era de se surpreender, já passavam das dez da noite.

— Onde está a Mira? — Makarov perguntou.

— Ela está na sala dos primeiros socorros no primeiro andar. — Respondeu Cana bebericando mais uma das várias taças de vinho.

Mais a fundo, Gray e Natsu brigavam. Makarov pode também notar que Macao já não estava. Provavelmente tinha voltado para casa, afinal, Romeo estava a sua espera.

Sem cumprimentar os presentes na guilda, Poluchka apenas seguiu Makarov que subia as escadas.

Ao entrar no pequeno quarto acompanhado de Poluchka, Makarov deparou-se com Mirajane sentada e aparentemente cansada no sofá de dois lugares encostado a parede de frente a janela e ao lado do desconhecido estava Lucy — a novata — que trocava a toalha que estava na testa do seu hóspede que por enquanto estava inconsciente.

Deitado na cama estava o jovem que havia causado um alvoroço mais cedo. Tinha todo o seu peito enfaixado, junto de uma toalha morna em sua testa.

— Ainda bem que você chegou Poluchka-san! — Falou Mira notando a presença da feiticeira e velha amiga do mestre, esta que apenas lhe assentiu em comprimento.

— O que aconteceu com ele? — Pela primeira vez Poluchka se pronunciou desde que saiu de sua casa.

Embora, antes de chegar no seu paciente, fora interrompida por Mira.

— Não o toque. — Aconselhou Mira sob o olhar atento e contido de Lucy que parecia querer dizer algo. Os olhos azuis de Mira voltaram-se para a mais velha. Poluchka-san torceu levemente a sobrancelha curiosa.

— O que pode acontecer de mal se eu diagnosticar ele?

Tanto Lucy como Mirajane levantaram as suas mãos que estavam enfaixadas. Makarov olhava para tudo aquilo curioso.

— Quando estávamos cuidando dele, entramos em contato com a sua pele. — Enquanto explicava, Mirajane retirava as ligaduras de sua mão, fazendo uma leve careta no final. — O resultado não foi dos melhores. — Mostrou a sua mão para a feiticeira mais velha. — Tivemos algumas leves queimaduras, mas nada que demore a sarar.

Poluchka permaneceu pensativa por alguns instantes, voltando a sua atenção para o paciente em questão.

— Será que posso ver o estado dele?

Lucy acenou positivamente. Tomando a dianteira, teve uma pequena ajuda de Mira para retirar as ligaduras que lhe envolviam o peito e o abdómem. Poluchka semicerrou os olhos ao notar a gravidade dos ferimentos de seu paciente.

— Makarov não estava brincando quando disse que era uma emergência. — Riu abafado, acompanhada do velho Makarov que olhava a situação de perto.

Ao pousar a sua mão no peito dele, constatou que os batimentos cardíacos estavam normais, mas não pode ignorar a leve queimadura que teve em sua mão. O corpo dele estava quente, muito quente.

— Onde encontram ele? — Perguntou retirando a sua mão do peito desnudo dele. Os leves ferimentos causados pela queimadura eram lentamente curados. Foi apenas questão de segundos para que a sua mão estivesse novinha em folha.

— No monte Hacobe! — Se pronunciou Lucy pela primeira vez, ganhando não só a atenção de Poluchka, como também de Mira e Makarov que estavam alheios a situação. — Depois de salvarmos Macao, o encontramos no lado oeste da montanha. Ele estava desacordado, mas ainda respirava.

— No monte Hacobe? — Poluchka parecia intrigada demais. — Eu pensei que estivesse nevando por lá. Como ele pode estar tão quente assim?

Coisa que os demais deveriam concordar. No mínimo, ele deveria estar tendo uma hipotermia. Ou morrendo de hipotermia, não de uma febre de 50 graus.

— Eu também pensei nisso, até ver a energia que o envolvia. — Argumentou Lucy pensativa. Os olhos atentos de Poluchka foram de encontro com sua pessoa.

— Magia?

Embora duvidosa, Lucy acenou em concordância. Poluchka pareceu ainda mais pensativa, enquanto isso, o mestre olhava para Lucy pensativo.

Makarov levantou sutilmente a sobrancelha curioso.

— Lucy. — Chamou por ela, ganhando a sua atenção. — Vocês por acaso encontraram algum rastro?

— Havia um rastro de sangue que ia para além do noroeste da montanha. — Disse Lucy olhando para o mestre. — Infelizmente, não pudemos seguir o rastro. As condições não eram favoráveis.

O mestre acenou em consentimento. Precisava avisar o conselho sobre esse pequeno detalhe. Se aquele jovem estivesse de alguma forma envolvido com o desastre de dois dias atrás na região do inferno congelante, o conselho precisaria saber.

— Alguma maneira de acelerar o processo de cura Poluchka-san? — Perguntou Mira preocupada.

— Tem. — Disse a mesma erguendo as mangas de sua blusa de mangas longas. — Mas acho que não será tão simples assim.

Tinha receio do corpo dele rejeitar a sua magia em seu sistema, se os seus palpites estivessem certos, claro.

Juntando as mãos, as colocou por cima do peito de seu paciente. Uma leve coloração verde-amarelada tomou conta delas e com isso, a espera de uma reação do corpo dele.

Coisa que não demorou a acontecer. Rejeitando a magia de Poluchka, o corpo dele foi envolvido por uma energia vermelha e borbulhante. Tal como Lucy havia descrito. As mãos de Poluchka queimaram ainda mais ao entrar em contato com aquela energia e, tirando as suas mãos do peito dele constatou atónita o que ali acontecia.

A energia vermelha e borbulhante fazia com que os ferimentos abertos fossem rapidamente curados e fechados, deixando apenas leves cicatrizes.

Tanto Poluchka como Makarov estavam surpresos demais com o fator de cura acelerado dele, que estava inconsciente. Mas o mais intrigante para Poluchka era saber que aquilo que o curou não foi ela. Havia algo dentro dele, algo que fez aquilo com o mesmo.

— O que aconteceu? — Perguntou Mira preocupada. Lucy parecia aflita ao ver aquela energia vermelha e borbulhante que aos poucos regredia para dentro dele.

— Eu… — Poluchka estava desnorteada. A sua cabeça doía. Precisou da ajuda de Mirajane e Lucy que a colocaram sentada no sofá. Foram necessários alguns minutos para que ela ficasse estável. — Não fui eu que fiz aquilo.

Makarov olhou para ela esperando que a mesma continuasse.

— Parece que o seu sistema imunológico apenas age quando encontra uma hostilidade. — Massageou a testa tentando relaxar. Os ferimentos ainda mais graves em sua mão aos poucos eram curados. — Acho que quando o seu corpo entrou em contacto com a minha magia, o seu sistema imunológico reagiu e repeliu a minha magia de seu corpo.

— Curando ele no processo. — Concluiu Mira.

— Exatamente. — Sorriu compadecida com a perspicácia da menina Strauss.

— Então, já está tudo resolvido? — Perguntou Makarov já cansado. Teria que notificar o conselho sobre esse sucedido mais tarde, e sabia que aquilo seria cansativo demais.

— Nem por isso. Ainda tenho que fazer alguns exames nele. — Disse Poluchka recuperando a sua postura e se levantando, indo em direção de seu paciente. Não levou muito tempo para fazer a sua examinação. — Mira, chame os outros. Preciso deixar algumas recomendações antes de voltar.

Acenando em concordância, Mira desceu as escadas transmitindo o comunicado para os poucos que ainda estavam na guilda.

[…]

— O quadro dele está estável. — Disse Poluchka deixando os que estavam presentes mais tranquilos. — Mas, alguém terá que ficar cuidando dele enquanto ele estiver em coma. Não sei ao certo como ele pode reagir ao tratamento. — Suspirou cansada. — O meu trabalho por aqui está terminado.

E com isso, ela deu a sua retirada, seguida do mestre que saiu de sorrateio.

Lucy e Mira se entreolharam. Ambas estavam com as mãos debilitadas e não poderiam cuidar dele. Gray e Natsu estavam fora de questão, e o mestre estaria ocupado demais para cuidar de alguém e trabalhar ao mesmo tempo.

E foi então, que o olhar de Mira caiu na única que não tinha algum porém que a salvasse.

— Cana. — Os olhos castanhos da Alberona se mostraram surpresos ao chamado de Mira. — Você ficará cuidando dele por enquanto.

— Você fala como se eu não tivesse algo para fazer. — Reclamou cruzando os braços.

— E você não tem nada para fazer, Cana. — Mira tapou a boca abafando o seu riso. — Além do mais, você é a única responsável que eu vejo por aqui. — Retirando o seu vício por bebidas, é claro.

— Mas também tem a Levy. — Apontou Cana acusatoriamente. — Ela também pode cuidar dele.

Mira colocou a mão no queixo pensativa.

— Certo. — Concordou com a Alberona. — Mas hoje é você quem cuida dele. — E sorriu para Cana que apenas suspirou irritada.

— Isso é injusto. — Mas foi completamente ignorada por Mira e Lucy que se continham em risos enquanto saiam do quarto.

Ficar de plantão e cuidando de um desconhecido era tudo o que precisava.

Olhando momentaneamente para ele e depois para a garrafa de vinho que tinha em mãos, suspirou em redenção.

Talvez no final de tudo não fosse tão ruim assim.

[…]

Retirava o que tinha dito anteriormente.

Ficar cuidando de alguém que nem sequer está consciente era entediante demais. Talvez fosse por ironia do destino.

Depois de tantas horas sem fazer algo totalmente relevante, retirando os livros desinteressantes que havia tentado ler, ou apenas a garrafa de vinho solitária por cima da mesa, mas ficar ali com ele, completamente em silêncio, era estranho demais.

Aproximando-se do desconhecido, sorriu ao parar ao lado dele na cama.

— Eu ainda me pergunto o que aconteceu com você. — A sua curiosidade era demais.

Ninguém aparecia repentinamente com tantos ferimentos e era curado tão rápido como ele. Certo que o Natsu tinha uma processo de cura muito acelerado, mas nada que chegasse perto dele. Havia algo intrigante nele, algo que a incomodava.

— Eu gostaria muito de saber quem é você, senhor desconhecido — A Alberona brincou com os fios loiros dele. Uma fraca risada escapou de seus lábios. Seria o maldito vinho ou a estranha sensação de tocar ele que a deixava tão extasiada?

Era como frenesi.

Estava encantada por ele.

Um mínimo sorriso tomou conta de seus lábios e, bebericando ainda mais de seu vinho, voltou o seu olhar para ele, que descansava sereno, como alguém desprovido de qualquer mal.

Coisa que definitivamente não era verdade.

— É engraçado sabe? — Desceu os seus dedos para o rosto dele, deslizando os seus dedos curiosos pelas chamativas marcas de bigode de gato que ele tinha em seu rosto. O mesmo fantasma de um sorriso ainda brincava em seus lábios. — Eu, aqui. A maior cachaceira da Fairy Tail responsável pelos cuidados do novo hóspede.

Por um breve instante, notou ele contrair levemente as sobrancelhas. Os seus olhos surpresos olhavam para ele que ainda descansava serenamente. O fantasma de um sorriso voltou a brincar em seus lábios.

— É. Eu concordo. — Sorriu levemente. — Eles foram irresponsáveis demais me colocando como sua enfermeira.

Deslizou a sua mão para o peito dele agora desnudo. Os ferimentos não existiam mais. Apenas leves cicatrizes. Deslizou a sua mão pela extensão de seu peito sem malícia alguma. Apenas uma curiosidade indescritível tomava conta de seu consciente.

E o frenesi não estava ajudando muito com isso.

Os seus dedos curiosos voltaram para o rosto dele. Por mais que houvessem tantas perguntas, o que mais chamava a sua atenção nele eram as estranhas e peculiares marcas de bigode em seu rosto.

Eram fofas, rústicas e delicadas.

E então ficou ali, o observando. Era estranho, mas ele parecia único demais.

— Você é lindo sabe? — Um meio sorriso enfeitou os seus lábios. — Seria bom se você ficasse aqui na guilda. — Tirou a mão do rosto dele e alisou o seu cabelo, fazendo pequenos caracóis em toda a sua extensão. — Os homens daqui são vulgares demais. — Lamentou. — Não seria mau ter alguém diferente por aqui. — Parou momentaneamente olhando para o relógio de cabeceira.

Já passavam das três da madrugada.

— Você deve me achar estranha, não? — Divagou em pensamentos enquanto voltava para o sofá, reabastecendo a sua taça. — Eu aqui, em plena madrugada falando sozinha…

E sem rodeios, engoliu o resto do vinho em um único gole.

— Quer dizer, não estou falando sozinha, você está aqui. — Murmurou enquanto sentava no sofá. Suspirou frustrada. — Prontos. Agora estou falando com um homem desacordado. — Cana riu sem humor. Culparia a bebida por estar fazendo algo tão fora do comum, mas no final de tudo, era apenas ela se abrindo ao mundo.

Voltando o seu olhar para ele, deparou-se com aquele estranho sentimento.

Ao menos algo de bom ele fazia com ela: a deixava concentrada e com a mente longe do mundo, porque a curiosidade intrigante que tomava conta dela não permitia que se livrasse do estranho encanto que tinha por ele.

E então, embriagada e encantada, Cana adormeceu.

[…]

Os raios de sol não demoraram a aparecer, e foi nesse momento que Cana se amaldiçoou por não ter fechado as cortinas.

— Belo jeito de acordar. — Suspirou frustrada notando apenas agora que havia apagado enquanto estava sentada naquele sofá desconfortável.

Se espreguiçando, olhou para o sofá e notou a sua última garrafa de vinho. Prontos! Ao menos já sabia o porquê de apagar repentinamente.

Indo para perto da cama, pode notar as horas no relógio de cabeceira ao lado da cama. Já eram dez e alguma coisa da manhã. Provavelmente a guilda estaria cheia a aquela altura.

Os seus olhos voltaram-se para o desconhecido que ainda descansava serenamente, mas havia algo de diferente.

Já não haviam cicatrizes em seu peito.

Curiosa e receosa, passou a sua mão por cima de onde antes tinham as cicatrizes.

Agora era fato. Ele não era alguém comum. E aquilo era deveras surpreendente. Era como se elas nunca tivessem existido.

— Você não para de me surpreender senhor desconhecido. — Sorriu divertida. O fator de cura dele era simplesmente incrível. — Qual será a sua próxima surpresa?

Perguntou voltando os olhos para o rosto sereno dele. Por mais que odiasse admitir, ele tinha um rosto único. Mas o seu momento de frenesi não durou para sempre.

Pois notou ele mexer levemente as sobrancelhas, para segundos depois abrir os olhos.

Uma imensidão de azul, pode constatar.

— Você acordou! — Um sorriso terno adornou os seus lábios, subindo a mão para o rosto dele fazendo uma leve caricia. Ele fez uma careta, mas ela não retirou a sua mão do rosto dele. Parecia que aos poucos ele recobrava a consciência. — Você é realmente um homem cheio de surpresas, senhor desconhecido.

— Pelos vistos você está se dando bem com ele. Não é, Cana? — Falou Mira parada na porta, segurando uma risada por apanhar ela no flagra.

Cana suspirou irritada depois de seu bate-papo ser interrompido pela presença da Strauss. Cana desviou o olhar para Mira e recuperou a postura. O leve rubor em seu rosto aos poucos desaparecia. Retirou a sua mão de cima do peitoral dele, ao qual Mira não pode deixar de notar.

— Menos Mira, menos. — Falou ela se afastando a sua mão do rosto do hóspede. — Avise ao mestre que ele já acordou. — Disse Cana voltando o seu olhar para o hóspede que aos poucos dava indícios de estar consciente.

Mira não pode deixar de notar que a mão dela estava completamente desprovida de queimaduras

Torceu a sobrancelha confusa.

Mas aquele era um detalhe para uma outra altura. Cana certamente precisava descansar.

Voltando o seu olhar para o seu paciente, teve a surpresa de notar todos os ferimentos e cicatrizes haviam desaparecido.

Realmente, pelos vistos Cana tinha razão.

Aquela era uma surpresa.

E das grandes.

Mas aquele era o menor dos detalhes.

Precisava avisar ao mestre que ele já tinha acordado. Com um sorriso no rosto e um sorriso mal contido, Mira deixou Cana cuidando de seu paciente indo em direção ao primeiro piso da guilda.

[…]

Com uma euforia mal contida, Mira desceu as escadas animada em direção ao balcão onde estava o mestre da guilda.

— Mestre!

Que foi pego completamente de surpresa. Engasgando com o gole de cerveja, ele tossiu algumas vezes antes de recobrar a postura.

— O que foi Mira? Para quê tanto alvoroço?

— Ele acordou! — Dizia com um sorriso no rosto. — O homem que a Lucy e o Natsu encontraram no mote Hacobe. Ele acordou mestre!

Aquela simples notícia colocou muitos dos que estavam ali alegres.

Todos estavam muito curiosos sobre a entrada do loiro desconhecido, e queriam muito saber de suas histórias.

Que tipo de batalha ele tinha-se envolvido para estar naquele estado? Como ele havia chegado no monte Hacobe e conseguido sobreviver a aquelas condições controversas? E sobretudo, se ele era um mago. Assim poderia dar entrada a Fairy Tail!

Acompanhando Mira e o mestre, alguma parte das pessoas da guilda os seguiram. Gray liderava o grupo sendo acompanhado de um Natsu eufórico. Mais atrás estavam Lucy e Happy.

Mas, aquilo era o de menos. O mais importante era saber o verdadeiro estado dele.

[…]

Quando deram entrada no quarto de primeiros socorros, notaram Cana conversando tranquilamente com o homem deitado na cama. A mão dela segurava a mão do loiro desconhecido que parecia bem desnorteado.

— Eles chegaram. — Cana sorriu amigavelmente para ele olhando depois para porta, onde por ela passaram Mira, Lucy, Makarov, Gray, Natsu e Happy.

Olhando para a cena, Lucy levantou levemente a sobrancelha confusa. Mira em contrapartida olhava acusatoriamente para Cana. Já Gray, Happy e Natsu estavam curiosos demais. Enquanto isso, Makarov olhava intrigado para a mão de Cana que estava completamente ilesa.

Makarov se aproximou dele, ganhando a sua atenção. Os olhos azuis do desconhecido o fitavam. Ele parecia confuso demais.

— Encontraram você nas redondezas do monte Hacobe. É um milagre que você ainda esteja vivo meu jovem. — Makarov se pronunciou cautelo. Um breve momento de silêncio tomou a sala. Todos esperavam por uma resposta por parte dele, coisa que infelizmente não aconteceu.

— E então, como você se sente? — Dessa vez quem o perguntou foi Cana.

Os olhos azuis voltaram-se para ela. A resposta não tardou a vir.

— Bem. — Respondeu com a voz fraca.

Cana sorriu tentando transmitir confiança. No final de tudo, ela era a única que já havia trocado algumas palavras com ele.

— Você se lembra do que aconteceu? — Perguntou novamente.

Os olhos dele lhe pareceram perdidos. Ele contraiu as benfeitas sobrancelhas confuso. Todos presentes no quarto aguardaram por sua resposta.

— Eu… — Sentiu a cabeça formigar. Era como se um imenso e inexplicável clarão tomasse conta de seu consciente. — Eu… Não lembro.

Todos se entre-olharam depois da resposta dele. Aquilo era estranho demais. Todavia, Makarov acompanhava toda aquela situação com muita cautela.

— E o seu nome. — Todos notavam que Cana parecia muito paciente e cautelosa com as perguntas. O loiro parecia atordoado, mas ainda assim consciente. A Alberona continuou. — Você se lembra?

Piscando a imensidão de um azul perdido, o fato revelou-se ainda mais assustador do que imaginava.

Ele não sabia quem era.


Notas Finais


Ultimamente estou cheio de tempo, então, atualizações semanais.
Ou... Quando a meta de comentários for atingida. Gostaria muito de saber que ainda tenho o vosso apoio para repostar essa estória, com a ajuda do meu parça Joasma.
Pena que ele sempre muda o seu nick.
Se cuidem, e ate a próxima.


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