1. Spirit Fanfics >
  2. Mais do que eu deveria >
  3. Um pouco maquiavélico.

História Mais do que eu deveria - Capítulo 42


Escrita por:


Capítulo 42 - Um pouco maquiavélico.


Fanfic / Fanfiction Mais do que eu deveria - Capítulo 42 - Um pouco maquiavélico.

O dia se arrastava, o ar parecia pesar, os ponteiros do relógio pareciam estar emperrados e por mais que Hadassa adorasse seu trabalho, hoje ela não se sentia bem, estava angustiada, ansiosa, não parava de mexer as pernas, nenhum lugar parecia estar bom. Ela pensou que pela manhã tudo parecia bem enquanto estava com Renata em seu apartamento, talvez fosse isso que ela precisasse, uma dose a mais da mulher em seu dia para se acalmar. Na sala de reuniões o silêncio era interrompido somente pelo tintilar dos dedos batendo nas teclas dos computadores, e vez ou outra, um trovão assustava alguns colegas, o tempo estava tão estranho, ventava muito, o dia estava escuro, talvez até um pouco maquiavélico.


Resolveu mandar mensagem para Renata, queria tanto sentir o cheiro dela nem que fosse só por alguns segundos.

— Ei, quer dar uma volta? - Enviou.

Não demorou muito e Renata respondeu.

— Volta? Como assim, meu bem?

— Estou com saudades, me encontra no meu carro lá no estacionamento?

— Tudo bem...

Hadassa fechou seu notebook e desceu o mais rápido que pôde, entrou no carro e esperou por Renata, que não demorou muito.

— Oi. -Disse ela arrumando os cabelos que foram bagunçados pelo vento.

— Oi, meu amor. -Disse Hadassa com o olhar apaixonado.

A mulher fez um carinho discreto na mão da menina, que estava no volante.

— Onde você quer ir? Não podemos demorar muito, já são 17h. -Renata olhava para relógio em seu braço.

Hadassa assentiu com a cabeça e logo saíram da emissora, os ventos assoviavam do lado de fora, acompanhados de redemoinhos de poeira.

— Estou odiando esse vento, tem horas que parece que vai chover e depois já não parece mais. -Murmurou Hadassa meio irritada.

Renata permanecia quieta olhando para frente.

— Está tão quieta meu amor...

— Escolhe um lugar logo, meu amor, quero te contar algo.

Hadassa encarou a mulher, que permanecia com o olhar perdido encarando a pista. Parou o carro em lugar de pouco movimento próximo ao jardim botânico, onde havia um campo de flores ao lado, se não fosse pelo clima que hoje estava horrendo, o lugar estaria impecável.

— Pode dizer meu amor. -Hadassa virou-se para mulher, olhando-a atentamente.

Renata suspirou fundo, parecia cansada e até mesmo um pouco desanimada.

— Sua mãe foi até meu escritório hoje.

— O que? - Hadassa levou um susto ao ouvir tais palavras.

— Sim, ela foi lá e me disse várias coisas. -Renata suspirou fundo.

— Como assim, Renata? Minha mãe está em Brasília, isso não faz o menor sentido.

— Não, ela está aqui no Rio e foi até meu escritório.

Hadassa deu um sorriso, mas não era de alegria e sim de incredulidade.

— Pediu para eu me afastar de você, ameaçou contar sobre nós à a imprensa e disse que não vai deixar eu estragar sua vida, entre mil e outras coisas. -Renata esfregou as mãos nos olhos e os fechou por alguns instantes.

Hadassa não sabia o que responder, estava de boca aberta, pedindo a Deus que Renata falasse que estava fazendo uma brincadeira de mal gosto.

— Eu disse a ela que você não é mais criança, já tem idade para decidir o que quer. Também devolvi a ameaça, falei que essa noticia no meu ambiente de trabalho aquilo não seria um problema, agora, no ambiente de trabalho do seu pai seria um desastre.

— Fez bem, eu vou ir falar com ela, isso não pode ficar assim. -Murmurou Hadassa.

A menina se encolheu no banco do carro, escorou a cabeça no vidro, ela só queria paz, não entendia qual crime estava cometendo para sua vida estar naquela situação.

— Não fique assim tão triste. - Renata acariciou sua perna — Eu falei com os meninos hoje, a Lanza estava certa, eles já sabiam. Eles não ligaram, disseram que não sabiam por qual razão eu fiz tanta cerimônia para contar algo tão normal. -Riu.

Hadassa por alguns segundos conseguiu tirar sua família da cabeça e deu um belo sorriso a Renata.

— Sua família é maravilhosa, Renata, você tem sorte.

— Tudo vai ficar bem meu amor. -Renata tentou tranquiliza-la com sua voz gentil.

— Eu só quero controlar essa situação, sabe? É tão ruim viver com medo de que um tsunami caia em cima das nossas cabeças a qualquer hora.

— Não pensa assim que é pior, meu bem.

Hadassa ficou por alguns minutos encarando a escuridão da noite que chegava precocemente naquele dia.

— Vem aqui. -Sussurrou Renata.

Hadassa levou a mão no painel para acender a luz interna do carro, mas Renata segurou sua mão e a impediu.

— Deixa apagada. -Pediu acariciando a mão da menina.

Hadassa se aproximou dela e lhe deu um beijo carinhoso, logo após deitou-se no peito da mulher.

— Sobre esse dia a minha conclusão é que: Ainda bem que você puxou todas as feições da sua mãe. -Disse Renata olhando o horário na tela do celular.

Hadassa riu.

— Achou minha mãe bonita?

— Não, ela é muito prepotente para ganhar qualquer elogio meu. Você acredita que ela teve a audácia de me chamar de velha, assim, na minha cara? -Renata falava incrédula.

Aos ouvir isso a menina não conseguiu se controlar e gargalhou.

— Amor, ela só está brava porque você é mulher, se fosse um homem de 48 anos ela não falaria nada. -Abafou o riso na camisa da mulher.

— Pois é, queria de todo jeito me atingir. -Renata falava num tom divertido.

— Você é tão linda, sério, tudo em você é delicado. - Hadassa dava pequenos selinhos na boca da mulher entre um elogio e outro.

— Você acha, meu bem? -Sorriu

— Eu devo ser a pessoa mais invejada da internet. -Falou triunfante.

— Ah, é mesmo?

— Você não imagina a quantidade de pessoas que queriam estar beijando essa boca nesse momento. -Riu.

— Não imaginava que eu fazia esse tipo de sucesso na internet. -Riu.

— Meu amor, você não tem noção, eu só não te mostro porque vai que você se interessa por alguém.

— Deixa de ser ciumenta. -Renata tinha um sorriso de satisfação.

Renata olhou mais uma vez na tela do celular para verificar o horário.

— Já está na hora? -Perguntou Hadassa com voz de tédio.

— Daqui a pouco meu amor.

— Não quero ir, está tão bom aqui.

Hadassa acariciou o rosto da mulher de leve, em seguida levantou sua cabeça do peito dela e lhe deu um beijo demorado, aos poucos foi descendo sua boca até o pescoço de Renata, suas mãos rápidas percorreram até os botões da camiseta e começou a abri-los um por um.

— Não começa, meu bem, você sabe que não vai dar tempo. -Sussurrou mordendo os lábios.

Hadassa não deu ouvidos, depois que abriu toda a camiseta, puxou o sutiã para cima deixando-os totalmente vulneráveis a sua boca, não pensou nem um segundo e os chupou com vontade. Ouviu a mulher gemer, sentiu os dedos dela entrarem no seu cabelo e pressionarem sua cabeça ainda mais, passeou com a língua por eles, lambendo e mordiscando os bicos.

— Meu amor, assim você vai me fazer chegar atrasada. -Renata não tinha forças para pedir para Hadassa parar e pressionava cada vez mais sua cabeça contra os peitos, enquanto gemia.

— Quer que eu pare? -Provocou Hadassa

— Por que você faz isso? -Gemeu.

Hadassa abaixou o banco do carro, levou suas mãos ao joelho da mulher, segurou firme e foi erguendo sua saia social preta até o quadril. Deu algumas mordidas nas coxas deixando um caminho até o meio de suas pernas, Renata estava inquieta no banco, contorcia-se de tesão, e ao mesmo tempo cuidava o horário o tempo todo. Hadassa a provocava dando pequenos beijos em sua virilha, aguardando até o próximo momento que ela pegasse o celular na mão.

— Amor, não enrola. -Suplicou.

Não demorou muito e ela pegou o celular novamente para olhar o horário, subitamente Hadassa afastou sua calcinha para o lado e meteu sua língua com toda vontade em seu sexo, fazendo Renata derrubar o celular no rosto, deu um pequeno gritinho de prazer e apertou suas pernas em volta da cabeça de Hadassa.

— Você é danadinha, hein? -Falou ofegante.

Cada vez mais, Hadassa enfiava sua língua dentro dela. Agora mais devagar, deixando que sua língua pressionasse o sexo da mulher, deslizando para dentro e depois saindo novamente, Hadassa segurava suas nádegas com as mãos firmes. Renata contorcia-se em sua boca, parecia ter perdido o controle, agora estava com as mãos apertando o couro do banco, seu gemido era abafado pelos uivos da ventania lá fora. Devagar foi levando sua mão novamente até o rosto de Hadassa, inclinou um pouco seu abdômen.

— Abre a boca. -Falou entre gemidos.

Sem pensar duas vezes fez o que a mulher estava mandando, ela então pressionou a boca de Hadassa contra seu sexo por alguns segundos, fazendo movimentos leves com o quadril. Hadassa após alguns segundos sentiu o corpo dela estremecer e uma enxurrada de líquido morno escorrer dentro de sua boca, ela não desperdiçou nenhuma gota dele, engoliu tudo, Renata gemeu alto e dengoso. Logo depois, a menina deitou-se em cima de seu corpo tentando acalma-la, queria ficar ali por mais algum tempo, mas sabia que tinha que ir o mais rápido possível, pois Renata precisava estar lá para apresentar o jornal.

— Meu bem, precisamos ir. -Falou Renata com voz de sono.

A menina lhe deu um selinho e saiu de cima de seu corpo. Enquanto Hadassa dirigia novamente até a emissora, Renata tentava se recompor, ajeitando a camisa e a saia.

— Te amo. -Sussurrou no ouvido da menina, antes de sair do carro.

Hadassa aproveitou para ir comer algo na cantina, chegando lá encontrou Mariana Gross sentada sozinha numa mesa, sem pensar duas vezes juntou-se a mulher.

— Oi! -Sorriu a mulher.

— Oi! Como vai? -Hadassa retirou a máscara.

— Vou bem, e você? Quanto tempo que a gente não se encontra. -Falou a mulher animada.

— Vou bem. -Sorriu - Você já pediu? - Hadassa folheou o cardápio.

— Ainda não.

— Ah, que ótimo, podemos escolher juntas.

Depois que ambas escolheram o que comeriam, Hadassa se surpreendeu com a o que a mulher lhe falou.

— Hadassa, a Andréia Sadi não vai mais trabalhar em Brasília?

— Como é? -Hadassa perguntou de imediato.

— Então, fiquei sabendo hoje, ela vai ficar de vez aqui no Rio e em São Paulo, te perguntei porque você que é bem amiga dela. -Justificou Mariana.

— Não Mariana, ela não me falou, deve estar muito ocupada. -Hadassa tentou parecer o mais amigável possível.

— Vai enviar a minha xará Mari palma para Brasília.

— Mas que maravilha! -Hadassa falou num tom mais alto que deveria, sem esconder a felicidade, depois se recompôs e refez a frase. — Digo, a Mari Palma sempre disse que queria fazer a cobertura política de Brasília, fico feliz por ela.

—Tudo bem, Hadassa, nem todo mundo gosta dela. -Mariana riu e piscou para a menina.

Hadassa respirou aliviada.

— Mariana, aceita jantar lá em casa qualquer dia desses?

— Claro, vamos marcar. -Sorriu.

Depois de ter uma conversa descontraída com a mulher, Hadassa voltou para à redação. Ao colocar os pés no lugar foi chamada com urgência na sala de reuniões, sentiu um frio na barriga, não fazia ideia do que poderia ser pois já tinha terminado todo o seu trabalho. Foi quase correndo até lá, quando chegou, a equipe toda estava na sala, inclusive Ali, o diretor geral. As pessoas tinham o olhar atento sobre ela, sentiu um nervosismo tomar conta do seu corpo, tentou encarar Renata de longe, mas a mulher desviou o olhar, sentou-se junto a mesa já demonstrando uma certa inquietação, algo lhe avisava que o assunto era seu pai.

— Gente, o louco que invadiu a redação no outro dia queria nos dar uma informação, então, ela estava corretíssima. -Começou William.

Houve um murmúrio na sala. Hadassa tentou transparecer a maior tranquilidade possível.

— A polícia vai invadir nesse momento a casa do ministro lá em Atibaia, falta 1 hora para o jornal começar. Vamos mandar um helicóptero e assim que nos avisarem que o Queiroz foi preso, já teremos uma matéria pronta. Temos também várias falas do Abraham dizendo que ninguém próximo ao presidente, inclusive ele, não sabiam do paradeiro do Queiroz, e em seguida a gente vai ao vivo para lá. -Terminou William animado.

— A minha aposta é que isso pode acarretar numa queda do ministro. -Falou Andréia a Ali.

A conversa tomou conta da sala, todos estavam muito animados, Hadassa tentou disfarçar o máximo que pôde, querendo ou não, aquela situação era muito desconfortável. Não demorou muito e Ali abaixou-se ao seu lado para conversar.

— Ei, está tudo ok? -Sussurrou.

— Está sim, já me acostumei. -Tentou sorrir.

— Se precisar de qualquer coisa estou aqui, tá?

Desde que Ali descobriu a existência de Hadassa na redação, ele sempre foi muito carinhoso e até mesmo paternal com a menina, devido a enorme semelhança que ela possuía com a sua falecida filha. Hadassa sentia que o homem queria se aproximar mais, porém tinha receio, ela também tinha um pouco de receio porque por mais idêntica que fosse com Maria Fernanda, ela nunca seria ela, porém sentia-se em dívida com o homem.

— Ali, quer jantar em meu apartamento junto com sua esposa nesse final de semana?

— Adoraria, que ótimo! -O homem parecia uma criança ganhando um doce.

— Maravilha, vou ver os horários e te aviso. -Sorriu.

Antes que Ali pudesse responder a seguinte frase, Hadassa ouviu seu celular vibrar na mesa, era uma mensagem de sua mãe.

"Hadassa, quero falar com você, e não adianta fugir ou tentar barrar minha entrada no prédio, pois se for preciso eu passo a noite toda lá na frente até você sair no outro dia de manhã."

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...