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História Mais do que eu deveria - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Tempestade.


Fanfic / Fanfiction Mais do que eu deveria - Capítulo 7 - Tempestade.


— Sente-se. – disse Renata, enquanto tirava seus óculos e sua máscara e os colocavam em cima da mesa.
— Então, no que posso ajuda? – disse Hadassa, tentando parecer calma.
— Tira sua máscara quero ter essa conversa de rosto limpo. - ordenou Renata.
— Claro. - murmurou a menina um pouco desconcertada.
— Hadassa, você confia em mim? – perguntou enquanto desligava a tela do computador e se voltada para Hadassa.
— Sim. – respondeu Hadassa de forma indiferente.
— E tem algo que você queira me contar? – falou Renata, agora inclinando seu corpo em cima da mesa fixando assim seus olhos nos olhos de Hadassa.
— Por que eu teria algo para contar? – respondeu.
Renata fitou Hadassa analisando seu comportamento, e por um momento, parecia estar se divertindo muito com a situação.
— Achei que gostaria me contar que é filha de Abraham Werneck. – disse Renata levantando ligeiramente a sobrancelha.
Por um segundo Hadassa sentiu o coração parar. Como havia imaginado, Renata era uma mulher muito inteligente. Mas sem demonstrar nenhum tipo de fraqueza diante da nova descoberta, respondeu de maneira provocativa:
— E isso mudaria alguma coisa?– perguntou Hadassa esfregando os punhos fechados em sua calça.
— Gostaria que tivesse sido sincera desde o começo. Achei que você confiava em mim. Esperava uma atitude mais madura. Ir ao RH e pedir para trocar o nome da sua identificação como se tornasse impossível descobrir... – falou Renata.
Hadassa enquanto ouvia tais palavras sentia uma irritação que passava a tomar conta de todo seu pensamento. A conhecida voz suave e gentil havia desaparecido, Renata tinha agora um tom de provocação em sua fala. Num ato de coragem e uma expressão de indiferença disse:
— Então, Renata, é óbvio que você sabe que isto é um assunto pessoal e cabe mim a decisão de querer revelar quem eu sou e não a você. Eu tenho certeza que meu trabalho e empenho é o que interessa aqui dentro. – disparou a menina sem medo.
Renata, agora limpando seus óculos com a ponta da camisa, suspirou fundo — Escuta, garota, tenho mais de 20 anos exercendo essa profissão e no começo dela eu costumava respeitar quem era hierarquicamente maior que eu. Isso aqui não é um parque de diversão para adolescentes entediados com problemas paternos a serem resolvidos. – disse Renata agora fuzilando Hadassa com o olhar.
— Adolescente? – perguntou Hadassa com um sorriso de deboche no rosto.
— Eu te confiei um assunto importante. Poderia ter mandado demiti-la naquele dia que você foi totalmente petulante comigo, porém não o fiz porque acreditei no seu potencial. Acredito que eu merecia o mínimo da confiança que você diz ter. – disse Renata.
Apesar de Hadassa achar que esconder quem era ela não fazia diferença nenhuma, ela tinha começado a se sentir culpada por tê-lo feito.
— Mas ao invés de perguntar para mim, resolveu investigar minha vida? – disse na tentativa de arrumar um argumento para rebater Renata.
— Eu tenho 47 anos, Hadassa, não sou burra. Eu sou jornalista, junto os fatos. Não é difícil pensar... Olha o carro que você tem para uma mera estagiária. E ao contrário do que você pensa, eu não “investiguei a sua vida”, apenas fui no RH e olhei sua pasta. Chame como quiser, eu sou sua chefe, eu acho que tenho direito de saber com quem estou lidando e em quem estou depositando a minha confiança. – respondeu Renata encarando ela.
— Olha, Renata, isso não precisa ser um problema. Amanhã eu falo com o William a respeito desse assunto e vai poder fazer o que achar melhor. – disse levantando-se da cadeira.
— Senta! Eu não terminei! – falou Renata num tom totalmente autoritário.
Hadassa sentiu seu coração bater tão forte que lhe faltou ar, se sentou novamente.
— Quando eu te entrevistei, Hadassa, você não foi a melhor candidata, gaguejou muito na hora de responder as perguntas e parecia ser muito acanhada. Aqui buscamos respeitar as diferenças e subjetividade de cada um, mas a verdade é que eu gostei de você, seus olhos são muito chamativos...
Hadassa, no ímpeto entre seus pensamentos, interrompeu Renata — Está querendo dizer que me contratou só por causa dar cor dos meus olhos?
Entre um segundo de silencio, Renata respondeu.
— O que você tem de inteligente também tem de petulante, né? A verdade é que você anda pelos corredores da redação me lançando olhares, me observa de longe, mas quando está a sós comigo muitas vezes evita de me olhar nos olhos, e se algo lhe chateia você desvia de mim nos corredores, provavelmente para não me encontrar. Acha que eu não percebo? Inocência da sua parte.. .– contentou Renata levantando-se da sua cadeira.
— Como? – perguntou Hadassa que agora sentiu seu estômago pesar tanto que parecia haver uma pedra de 10 toneladas dentro dele.
— Hadassa, você não é a primeira e nem será a última a se interessar por mim dentro desta redação. – disse Renata com um sorriso ousado nos lábios.
— Acho que você entendeu errado... – disse Hadassa tão desconcertada que tropeçou nas palavras.
Renata caminhou se aproximando da menina com as mãos no bolso de sua calça, encarando o teto como se olhasse para algo muito interessante. Foi o tempo de Hadassa piscar entre um pensamento e outro. Renata estava em pé em sua frente e lhe penetrava o olhar em seu olhos azuis que estavam arregalados. Viu Renata levar lentamente a mão até o colarinho da camisa branca que usava, acariciou um pouco como quem não quer nada e ouviu quase como um sussurro: 
— Estou errada? Me equivoquei?
— Não. – respondeu a menina fechando os olhos ao sentir o toque de Renata no colarinho de sua camisa.
— Não? – perguntou Renata sussurrando.
— Sim, está equivocada. – murmurou Hadassa tentando se recompor de forma rápida.
— É mesmo? – perguntou Renata com um sorriso malicioso no rosto.
Renata tinha um poder sobre Hadassa: fazer a menina se contradizer sempre que achasse necessário.
Hadassa sentiu Renata apertar o colarinho de sua camisa e puxá-la para cima para levantar a garota da cadeira. Ficou cara a cara com Renata que ainda segurava firmemente sua camisa.
— Sua mãe não te ensinou que é perigoso se meter com pessoas casadas? sussurrou Renata.
— Não, ela não me ensinou. – disse Hadassa ofegante agora apertando a cintura de Renata.
Hadassa sem saber muito o que estava fazendo, ou sabendo muito bem, a beijou

O beijo de Renata era melhor do que a menina tinha imaginado. Lento e intenso. Seguro. Forte. Renata mordiscou o lábio inferior de Hadassa que soltou um leve gemido. O beijo foi interrompido por Renata que virou Hadassa de costa e a empurrou contra parede, como se quisesse prende-la ali. Hadassa sentiu as pernas de Renata roçarem nas suas, revirou os olhos com tanta força e percebeu que estava perdendo o controle que talvez nunca tivera. Renata enfiou suas mãos no cabelo da garota e puxou levemente trazendo o ouvido dela até sua boca
— Coloque as mãos na parede. – sussurrou. Hadassa obedeceu.
A medida que Renata beijava o pescoço de Hadassa, sentiu o calor do corpo da garota aumentar junto com o ritmo da sua respiração. Colocou as mãos dentro da camisa dela e com o toque leve de seus dedos passeou pelo corpo da menina. Encontrou seus seios. Massageou de madeira delicada, mas firme. A quebra do silencio entre as respirações se deu pela pergunta de Renata: — Você confia em mim?
Hadassa completamente entregue já acenou de forma afirmativa com a cabeça.
Renata escorregou a mão até o cós da calça de Hadassa, abriu o botão e logo depois o zíper, deslizou de forma delicada os dedos para dentro da calcinha, e, antes de seguir Renata de forma provocativa sussurra no ouvido de hadassa: — Você quer? E sem nem esperar direito pela resposta começou a acaricia-la. Quando sentiu que Hadassa já estava suficientemente molhada, colocou dois dedos dentro da garota, e com uma lentidão tentadora, ficava enfiando e tirando seus dedos. Hadassa levantou os quadris tentando se apertar contra Renata que a agarrou pelo cabelo mais uma vez, impedindo a menina de mexer a cabeça. Hadassa gemeu forte. Renata soltou a mão de seus cabelos e tapou sua boca para que a menina não mais fizesse barulho. Colocou os dedos na boca de Hadassa que começou a chupa-los intensamente entre gemidos. Hadassa sentia seu corpo estremecer, sem poder se mexer, presa contra a parede, sentia todo o peso do corpo de Renata em suas costas. Sentiu Renata intensificar os movimento de seus dedos dentro dela, sentiu vontade de gritar de prazer.
— Quietinha! – sussurrou, Renata em seu ouvindo.
Gozou chamando baixinho pelo nome de Renata, deslizou suas unhas na parede até deixar uma pequena marca na tinta. Renata permaneceu ali atrás dela por alguns minutos sentindo o corpo de Hadassa se acalmar, retirou seus dedos excessivamente molhados de dentro da menina e os limpou em sua calça. Hadassa se virou de frente para Renata, a encarou e antes que Renata pudesse dizer algo, a beijou novamente. Sentia seu corpo pedir mais, queria passar a noite agarrada em Renata, mas nesse instante encontrou a realidade e sentiu uma pequena pontada em seu peito ao lembrar que não seria possível. Ouviu Renata dizer:  — Você precisa ir.
Hadassa ainda desacreditada com o que acabara de acontecer, tentando se recompor, se arrumou, fechou sua calça, e ainda sem responder nada a Renata caminhou até a porta, mas no momento em pegou na chave para destrancá-la ouviu a voz que outrora ouvira tão perto dizer: — espero que eu possa confiar em você. Hadassa saiu sem olhar pra trás.
— Hadassa, que bom que ainda está aqui. Preciso de um favor. – falou sua colega de trabalho ao vê-la caminhar pela redação.
— Não. – murmurou a garota com o olhar perdido e atordoado. Parecia que tinha esquecido onde era a saída da redação.
Seus colegas se entreolham e ficaram em silêncio.

Entrou em seu carro no estacionamento. Fechou os olhos por alguns segundos pensou novamente em Renata, suas mãos estavam tremendo, mal conseguir colocar a chave no carro para liga-lo. No caminho até sua casa, os relâmpagos cortavam o céu, os trovões eram tão alto que ela conseguia ouvir de dentro do carro, quando chegou na sua casa observou a chuva forte cair no vidro do carro, sem pensar muito bem no que estava fazendo, jogou seu celular no banco ao lado, saiu do carro, sentiu a chuva gelada molhar seus cabelos, ao longe ouvia o mar rugir no fundo de sua casa, saiu correndo em direção à praia, se deitou na areia e ficou por um tempo sentindo a água cair sobre seu rosto, precisava digerir tudo que aconteceu no seu dia. Já com as vestes ensopadas, tirou a camisa, caminhou até o mar aberto na escuridão da noite, não sentia medo algum naquele momento chegou à conclusão que nada mais iria abalar, sentiu a água chegar até seu peito, nadou na escuridão, fez seu corpo boiar, sorriu ao sentir mais uma vez a chuva respingando seu rosto, seu queixo começou a bater de frio, mas ela não queria sair dali. Permaneceu por algum tempo naquela posição com os braços abertos, sentia seu corpo leve ao notar a água a levando cada vez mais longe da praia. Depois pegou a direção que achava certa e nadou até sentir seus braços cansarem. Respirou aliviada quando sentiu a areia entre seus dedos, chegou à conclusão que deu sorte em ter achado o caminho de volta, mas não se importou, talvez tivesse feito aquilo para acordá-la por pensar que estivesse vivendo um sonho ou pesadelo – nem ela mesmo sabia. Nem se deu o trabalho de procurar sua camisa na areia, caminhou até sua casa daquele jeito mesmo só de calça.
Ainda chovia forte quando a menina cruzou a porta de sua casa e deu de cara com seu pai.
— Que isso? Cadê suas vestes, Hadassa? Onde você estava? – disse Abraham ao ver a filha ensopada e quase nua.
— No mar. – respondeu ao pai muita sem empolgação.
— O mundo se acabado e você se aventurando na praia a noite? – disse irritado
— Acabando para você. – falou Hadassa num tom ríspido deixando o pai parado perto da porta. Subiu as escadas deixando marcas de águas por onde pisou.
— Hadassa, o que está aconteceu? – perguntou sua mãe ao vê-la subir as escadas.
A menina não respondeu. Foi para seu quarto tomou um banho quente e deitou na cama, acordou no outro dia e levou um susto ao ver o relógio do despertador marcar 9h.
— “Porra! Perdi a hora.” – pensou. Trocou de roupa o mais rápido que pode, escovou os dentes e desceu apressada. A casa estava silenciosa, ouviu a campainha tocar, foi até a porta, e quando abriu, deu de cara com mais de 7 homens.
— Bom dia, senhorita. Polícia Federal. Temos um mandado de busca e apreensão para fazer em sua casa,  disse um deles.
Antes que Hadassa pudesse responder, o homem entregou um papel em suas mãos e foram entrando casa a dentro.

 

 

 



 



 

 



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