História Mais Ninguém - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 70
Palavras 1.674
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tan-dã!

Capítulo 2 - Dois


Fanfic / Fanfiction Mais Ninguém - Capítulo 2 - Dois

Passei maior parte do dia no meu quarto, os irmãos Salvador foram se distrair pelo colégio e Jeremias foi fazer as suas coisas de padre. Arrumei as minhas coisas, reorganizei minha estante de livros adicionando os novos e separando os que iriam para casa, sem contar os novos da escola mesmo, quando terminei, fui tomar um banho e me joguei na cama para tirar um cochilo que seguiria até o outro dia, não fosse o meu novo colega de quarto ter entrado batendo a porta com tanta força que eu pensei erem estourado uma bomba ao meu lado. Sentei no pulo e antes que eu pudesse xingar ou gritar ou falar qualquer coisa, o meu quarto estava sendo invadido por um povo barulhento.

Passei a mão pelo rosto e aproveitei para tirar a remela, joguei o cabelo para trás e falei da forma mais delicada que eu poderia:

- Quem ousa me acordar? – Levantei e olhei para uns brutamontes conhecido e a sua equipe com cérebro defumado. O brutamonte, vulgo Kevin, olhou para mim de imediato e ficou pálido. Inspirei profundamente levantando, eles estava todos machucados de alguma forma e o rosto de Pedro estava uma tristeza. – Vocês têm três segundos para explicar por que invadiram o MEU quarto... – o Salvador jovem abriu a boca para dizer o quarto era dele também, mas eu apenas levantei a mão. – Novato, cala a boquinha vai? – Falei sem a menor paciência e ele me olhou surpreso. Pus a mão na cintura e inspirei profundamente. – Kevin – ele pulou ao ouvir o próprio nome e eu apontei para a porta. Saímos e ele foi na frente. Fechei a porta atrás de mim e soltei um bocejo alto. – Desde quando o meu quarto é a casa da mãe Joana, Kevin? – Falei autoritário e ele encolheu o ombro.

- Desculpa gatinho, eu nem vi onde eu estava – olhei ao meu redor e estava um pouco escuro, olhei o meu relógio de pulso e eram pouco mais de meia noite, fiquei ainda mais puto ao descobri isso e mostrei o relógio para ele.

- Isso lá é hora de caçar briga com alguém? – Ele ia de aproximar para tentar se defender, mas eu o empurrei com força. – Caralho, isso é hora de no mínimo estar dormindo ou fodendo. Não de ficar – comecei a bater no seu ombro enquanto falava – atrapalhando sono alheio.

- Mas eu estava de boa no ginásio quando esse pirralho apareceu. É sério, não foi por querer - falou e eu cruzei os braços me apoiando na porta, Kevin era grandão do tipo que sempre foi desse jeito e que quebraria um ao meio apenas com um piscar de olhos, mas virava uma criança quando eu estava no meio. – É sério – ele se aproximou com as mãos unidas – Eu teria arrastado ele para qualquer lugar se possível, mas o moleque corre parece o Bolt. Ele não estava machucado e nem nada do gênero, no máximo estava com um arranhão na sobrancelha, mas nem sangrar estava. – falou e eu ri com a comparação, ele sorriu de canto ficando bem perto. – Me perdoa? – Aqueles malditos olhos de chocolate, descruzei os braços.

- Se fizer isso de novo... – E ele me beijou antes de eu terminar a frase, retribui, mas o afastei. – Estou falando sério. – Falei e nós dois rimos.

- Senti sua falta nessas férias, sabia? – Falou e eu ri alto.

- É. Eu vi. A tua storia do Instagram dizia mesmo como você estava sentindo a minha falta – ele deu de ombros, analisei o seu rosto por um momento. – Immernoch hübsch – ele sorriu e eu também. Entrei e eles estavam sentados, Pedro isolado olhando meus livros e os rapazes olhando o celular. Eles me olharam.

- E aí?

- O Senhor Salvador ficará responsável por me compensar – Pedro me olhou imediatamente, os rapazes riram e Kevin ficou sério, olhei para ele sorrindo e pisquei. – Dá próxima, não poste nada – brinquei sorrindo travesso e ele me olhou irritado, os rapazes riram mais e Pedro me olhou confuso e desconfiadíssimo. – Podem sair do meu quarto, por favor – pedi e eles saíram apenas desejando boa sorte para Pedro. Assim que eles saíram, Pedro cruzou os braços como que esperando algo perigoso. – Vá se lavar, por favor – falei com o mesmo tom robótico dos médicos experientes, liguei as luzes e fui ao meu armário. – É pra hoje meu querido, ainda quero tentar dormir, apesar de ter quase certeza de que não vou conseguir. – Ele tomou um banho rápido e voltou com a toalha enrolada na cintura, será mania de família?

Fingindo não está interessado e com um ar entediado, pedi que se sentasse, pus o meu kit médico sobre a mesa, peguei meus óculos e analisei seu rosto por um momento, ele ia precisar de um bom curativo para o supercílio, um remédio e uma maquiagem para o olho roxo, para os lábios com os quais eu lutei, fervorosamente, para não brincar, e para o hematoma no queixo. Pedi que ele levantasse e analisei o tronco e as costas, ele tinha alguns hematomas na altura da cintura, mais um pouco e eles teriam quebrado as costelas do garoto.

- É enfermeiro? – Perguntou e eu sorri com o título.

- Clandestinamente, sim. – Respondi e ele pensou por um momento.

- De graça? – Parecia descrente e eu ri de verdade o olhando em seguida.

- Claro que não, meu querido. Minhas consultas são... Razoáveis – respondi pegando meu material para limpar os ferimentos. – Mas não vou cobrar... 75% do que estou fazendo – ele ficou um pouco tenso e riu com o percentual.

- Quanto seria cem por cento? – Parecia muito mais curioso que debochado, também parecia querer se distrair do remédio que eu estava lhe aplicando.

- Levando em consideração que eu, numa mesma noite, salvei a sua pele duas vezes – parei pensativo – em torno de cinco ou dez mil dólares...

- Duas vezes? – Perguntou pálido e eu voltei a minha atenção para o curativo que passei a fazer.

- Talvez três, dependendo da relação com os seus pais – ele parecia mais confuso do que antes. – Você realmente não presta atenção em nada não é? O Saraiva detesta baderneiros, ele tem a regra das três chamadas, na primeira seus pais são chamados, na segunda, você é suspenso pelo tempo que achar correto e na terceira, você estará a um tris de ser expulso – contei e ele ficou tão chocado que a expressão congelou por alguns minutos. – É por isso que a maioria não vai à enfermaria a não ser que seja se extrema necessidade, tipo quebrar um osso ou pior. De resto, todos vêm com o papai aqui. Levanta o rosto, por favor – pedi logo após pegar a pomada para aqueles hematomas sumirem rápido. – Fecha os olhos. Isso pode arder um pouco. – Avisei.

- Nossa... E eu achando que o colégio militar era ruim – falou e eu balancei a cabeça.

- Estão pareados – falei e ele assentiu sem se pronunciar por um momento.

- Espera. Quanto você vai me cobrar? – Perguntou rápido e eu ri com volta do tema.

- Vamos deixar em aberto. Quando eu precisar, eu te aviso – falei e ele me olhou desconfiado. – Ainda não ti conheço, não sei quais as suas habilidades – falei e ri com o pensamento que me veio em seguida, ele apenas ficou confuso. – Mas, de colega para colega e considerando que eu estou aqui há mais tempo, faça um favor a si mesmo. Não arranja mais confusão com o Kevin, ok? – Falei e ele ficou em silêncio.

- Por que se importar?                                                                         

- Por que eu não quero ter de desgostar de você – falei guardando a minha pomada. – E por que os pais do Kevin são amigos íntimos do Saraiva, e isso significa muita coisa – ele assentiu sem falar nada. – Espera secar um pouco e depois você deita – falei e ele voltou a sentar na cadeira, eu estava guardando minhas coisas quando ele perguntou:

- Há quanto tempo você está aqui? Você não parece ser maconheiros também, então... – ri alto da expressão. – Pra você conhecê-los... O que foi? – Perguntou rindo sem entender, ele era no mínimo inocente de mais ou meio burrinho, ou só estava no ambiente errado.

- Você não me conhece, garoto – falei fechando o armário e me voltei para ele. – Além de que, eu tenho coisas muito mais interessantes para fazer com eles do que fumar maconha. Pelo amor, use a sua imaginação – falei indo para o banheiro lavar as minhas mãos. Voltei um pouco depois e vi uma expressão que não conseguia ler. – Respondendo a sua pergunta – ele pulou ao ouvir a minha voz – estudo/moro aqui têm três anos e conheço todo mundo, inclusive o Saraiva – falei e ele pareceu impressionado, estava já sem sono e, ao me deitar, peguei o livro que estava lendo no momento, para continuar a leitura.

- Você... É gay? – Perguntou e eu levantei os olhos para ele, compreendi a expressão no seu rosto e fiquei profundamente decepcionado, mas demonstrei bem pouco.

- Sim – falei muito claramente e ele piscou um pouco.

- E você e o... Kevin? – Olhei para ele novamente.

- Às vezes.

- Mas vocês...

- É policial querido? – Perguntei impaciente. – Por que diabos está me interrogando? – Ele balançou a cabeça e eu fechei o livro pondo as mãos sobre as minhas pernas cruzadas. – Tens direito a apenas uma e última questão, se não eu esqueço que não iria te cobrar...

- Você namora o Kevin? – Falou rápido e eu estreitei os olhos para ele.

- De jeito nenhum. Meu amor, eu não tenho tempo, disposição e nem paciência para namorar escondido. E suas perguntas se esgotaram e não atrapalhe a minha leitura. – Falei voltando a minha atenção para o livro, até me lembrar de algo importante. – Ah. Amanhã, antes de sair para a aula, me chama. Preciso disfarçar esse olho, meu remédio é bom, mas não faz milagre – falei e ele assentiu indo trocar de roupa, virei na cama ficando de costas para ele, por que eu sou controlado, mas não meu pau não sabe disso.


Notas Finais


Rochele me representa hoje, por que eu tentei por um gif do Alec e o Social não deixou, triste


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...