História Mais que amigos - Capítulo 1


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Categorias Seventeen
Personagens Jeon Wonwoo, Kim Mingyu, Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Carat, Gyu, Jeon Wonwoo, Kim Mingyu, Meanie, Seventeen, Svt, Woonie
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Palavras 3.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Wonwoo


WONWOO

No segundo ano do ensino médio, fiquei amigo de um menino chamado Korie. Ele até que era legal. Exagerava no falatório, não parava de dizer “tipo”, mas fazíamos as mesmas aulas do primeiro semestre, então a amizade meio que veio por inércia. Enfim, Korie era gay e sempre dizia que seu melhor amigo no mundo todo era Stephen Daniels, um garoto que conhecera quatro semanas antes de promovê-lo a esse status. Era, tipo, AIMEUDEUS, a melhor coisa do mundo ter um cara com quem conversar sem as complicações que vêm com o envolvimento romântico, sei. É verdade que melhores amigos de verdade não conseguem passar mais de duas horas sem mencionar o nome um do outro, mas Korie arrumava um jeito de mencionar Stephen a cada duas frases.

Não era “só amizade” nada.

Acho que a relação deles foi mesmo platônica por um tempo. Stephen tinha uma namorada chamada Libby Tittles ou alguma coisa do tipo, ela era americana, e Korie vivia indo e voltando com o namorado do tempo do fundamental, mas qualquer um que já tenha visto um filme ou um programa de TV, ou que possua um conhecimento básico das formas de interação humana, sabia exatamente para onde Korie e Stephen estavam se encaminhando: para a terra da pegação, afinal Stephen era bissexual. Apesar de Korie jurar que não gostava dele “daquele jeito”, os dois já estavam solteiríssimos no feriado de Ação de Graças daquele ano.

No recesso de fim de ano, Korie não estava mais tão ocupado falando “tipo” o tempo todo. Por quê? Porque a língua de Stephen estava dentro da boca dele antes da aula, depois da aula e nos fins de semana, mas todo mundo sabe como isso acaba, certo? Alguns meses depois, Korie e Stephen não só não eram mais um casal como nem chegavam perto de ser “melhores amigos”. O rápido romance e o rompimento que se seguiu, quase não provocaram fofocas na escola, mas gosto de pensar que todos aprendemos uma boa lição: Dois caras gays não conseguem ser só amigos. Ou pelo menos não melhores amigos. As coisas acabam se complicando.

Agora vamos avançar alguns anos na história…

Aos vinte e quatro anos, tenho um anúncio de utilidade pública a fazer: Eu estava errado.

Dois homens gays podem, sim, ser melhores amigos. Dá para ter um relacionamento platônico com um cara gay (ou bissexual, porque segundo Gyu, ele é BISSEXUAL, mas fica mais com homens) sem qualquer desejo romântico, fantasia sexual e tentativas fúteis de esconder a dor do amor não correspondido com declarações ingênuas como “eu não gosto dele desse jeito”. Como é que eu sei disso? Como sei que dois homens podem ser melhores amigos sem qualquer envolvimento romântico? Porque sou o lado "feminino" dessa equação há seis anos.

SEIS ANOS!

História verídica:

Gyu e eu nos conhecemos nas férias de verão anteriores ao nosso primeiro ano na Universidade do Oregon, durante a recepção aos calouros. Fomos colocados no mesmo grupo em uma dessas atividades tenebrosas para quebrar o gelo, em que se gruda um papelzinho na testa e tenta adivinhar qual animal somos ou coisa do tipo. Então a coisa… Rolou ? Não sei, por que desde o começo foi algo meio “você é legal, mas não vai rolar nada entre nós”, talvez porque eu já estivesse de olho em outro cara do grupo, talvez porque meus ovários me avisaram que a beleza absurda de Gyu em algum momento partiria meu coração, ou talvez essa última questão não valha nada, até porque não tenho ovários. De qualquer maneira, fizemos o impossível.

Viramos melhores amigos.

E, sim, todas as minhas amigas me deram o mesmo aviso que eu dera a Korie antes: “Isso não vai dar certo”.

As meninas não tinham uma visão unânime de como as coisas iam mudar entre nós, mas estavam certas de que ia acontecer. Uma parte delas achava que Gyu e eu éramos almas gêmeas e só estávamos curtindo um pouco antes de casar e ter filhos, outra parte achava que íamos acabar bebendo demais em uma noite, dar uma trepada horrível e depois cortar relações de uma vez por todas. Gyu e eu provamos que todas estavam erradas quando o primeiro ano de faculdade acabou e nossa amizade continuou inabalável. No segundo ano, a história se repetiu. No terceiro, a coisa ficou séria de verdade. Estávamos mais próximos que nunca, passando inclusive a morar na mesma casa.

Aconteceu meio que por acaso, quando uma das pessoas que iam dividir a casa com ele desistiu de última hora. Eu me dei conta de que não ia aguentar a comida do alojamento por mais um ano, então fui morar lá, e deu certo. De modo que, no ano seguinte, repetimos a dose e aqui estamos nós, dois anos depois da formatura, ainda morando sob o mesmo teto. Só não é mais a casa caindo aos pedaços perto do campus em Eugene, e sim em um imóvel de dois quartos em Northwest, Portland.

E sim, tudo continua platônico como antes, sem nenhum sinal de mudança no ar. Sou apaixonadíssimo por Junhui, com quem estou há cinco anos, e Gyu… Gyu está em uma impressionante missão de tentar seduzir toda a população masculina do oeste do Oregon.

- Vocês têm leite ? - ah, lá vamos nós… a bola da vez. Levanto os olhos e vejo um loiro alto e magro parado na porta da cozinha - leite ? - ele repete

Dou mais uma colherada no cereal, me segurando para não olhar ironicamente para a tigela com leite. Óbvio que temos.

- Na geladeira - digo com um sorriso simpático. Ele retribui, e covinhas profundas se formam em suas bochechas. Não dá para entender por que Gyu se interessou por ele.

O garoto passa pela mesa e vai até a geladeira. Faço uma careta quando vejo a expressão "CABEÇA-OCA" estampada em sua calça azul-clara. Sério? O cabeça-oca pelo jeito esqueceu que queria leite, porque pega uma das latas de café gelado da Starbucks que mantenho estocadas para as manhãs de segunda-feira em que preciso de uma energia extra, o que sempre acontece, porque, bom, existe dia pior que segunda? Sem pedir, ele abre a lata e dá um gole, o que é um pouco irritante, mas nunca fui de desperdiçar energia implicando com coisas bobas, então deixo quieto.

- Meu nome é Wonwoo - me apresento

- Mark - ele se apresenta - você namora a garota com quem Gyu divide este lugar ?

Considerando que sei que Mark é apenas mais um na longa lista de transas de uma noite só, “namorar” parece um termo bem animado. Como sabe que não sou só mais um, como ele mesmo ? Mas não faço nenhum comentário a respeito. Afinal, o que ele deveria perguntar ? Você também ficou bêbado e dormiu com um garoto que mal conhece ?

Além disso, vai ser divertido surpreendê-lo.

- Eu sou a garota com quem Gyu divide este lugar - respondo, mantendo o sorriso simpático no rosto.

- Conheci uma garota chamada Wonwoo, mas acho que é unissex esse nome

Estou com um pijama bem velho, com certeza não pareço uma ameaça. Mas posso estar enganado. Mark detém o passo, bebendo meu café gelado caríssimo. Sua expressão passa de curioso a cauteloso. Nem ligo. Meu nome é unissex como diz o garoto e Gyu evita mencionar que mora com um gay quando quer trazer alguém para casa. Ele passou a fazer isso depois de perder alguns garotos apegados demais à ideia de que dois homens gays não podem ser apenas amigos. Tolinhos.

Gyu aparece na cozinha, com uma calça de moletom parecida com a de Mark, só que verde-escura e com a estampa do mascote do time da universidade na bunda, em vez de uma expressão idiota. A gente se formou alguns anos atrás, então é um pouco patético, mas não posso dizer nada, porque alguns dos meus pijamas consistem em camisetas velhas daqueles tempos.

- Bom dia. Mark, Wonwoo. Wonwoo, Mark - ele sorri e boceja logo em seguida

Gyu não percebe que Mark olha feio para ele, ou nem liga, porque já conseguiu o que queria com ele. Esse é outro motivo por que não consigo nem pensar em Gyu desse jeito: ele é bem galinha. Como amigo, não me incomodo, mas como gay ? Jamais. De jeito nenhum. Nem com todos os exames de DST's do mundo.

- Ei, o que aconteceu com a regra de usar camiseta na cozinha ? - pergunto, enfiando outra colherada de cereal encharcado de leite na boca.

- Essa regra não existe! - ele rebate, com uma piscadinha para o cabeça-oca. A expressão dele se suaviza um pouco, e preciso me segurar para não mandar o garoto cair na real. Sinto vontade de dizer que as piscadinhas são distribuídas à centenas de garotos como ele, mas para quê? Está escrito na calça de Mark que ele é um cabeça-oca.

- Existe, sim, uma regra sobre usar camiseta na cozinha - insisto - é a número catorze. Por falar nisso, onde estão as regras?

- Não faço ideia - ele diz, abrindo a geladeira quase vazia e examinando-a rapidamente antes de desistir e se servir de uma xícara de café - mas posso ter usado para limpar suco de laranja da mesa outro dia - ele estala os dedos - não, espera aí, lembrei. Eu joguei fora, simples assim.

- Vai se vestir, agora - aponto para a porta e ele lança um olhar para Mark

- Ele não consegue se controlar quando vê o tanquinho, quase desmaia

Mark dá uma risadinha, mas me lança um olhar interrogativo, como se estivesse tentando se certificar de que eu não ia mesmo desmaiar diante do corpo impressionante de Gyu. O cara parece uma máquina. Só cabula a academia quando a ressaca é brava.

- Quer sair para tomar café ? - Mark pergunta a ele. Ah, pobre cabeça-oca. Nem imagina onde se meteu.

- Adoraria, mas prometi que iria até o IKEA com Wonwoo comprar uma prateleira pra coleção de bonecas dele - ele faz cara de quem lamenta e me olha

Pego uma colherada enorme de cereal, o que me impede de falar, então me contento em olhar feio para ele. Gyu está quebrando outra regra da casa: "Não usar o nome Wonwoo para dispensar um garoto ou garota pela manhã", acho que inclusive acrescentei uma nota de rodapé à regra: Principalmente mencionando o IKEA. Odeio essa loja.

- A namorada dele não pode fazer isso ? - Mark pergunta. Ah, péssima jogada, cabeça-oca. Deixa na cara que está tentando descobrir se sou ou não um concorrente.

- Ele é um cara delicado - Gyu responde, animado - tem mãozinhas minúsculas.

- Ah, ele é gay ? - ele me encarou

Mais uma regra quebrada: "Não falar mal de Junhui para usar Wonwoo para dispensar um garoto ou garota pela manhã". Junhui não é delicado. Ele pode não ser fanático por academia como Gyu, mas não é um molenga, e suas mãos não têm nada de minúsculas. Por outro lado, interferir na conversa só manteria Mark na casa por mais tempo, e eu gostaria que o cabeça-oca voltasse logo para o alojamento. Dou a última colherada no cereal e levanto.

- Acho melhor a gente ir - digo, ainda mastigando - O IKEA fica uma loucura de sábado, e as prateleiras grandes podem acabar

- Quantas bonecas você tem ? - Mark pergunta, com uma expressão dividida entre desprezo e pena.

- Cinquenta e sete - digo na maior cara de pau - na verdade, Gyu, se você for demorar, acho que vou dar uma penteada nos cabelos delas, ontem à noite percebi que o da Polly está meio embaraçado.

- Isso é coisa de mulher - ele resmunga

- Desde quando um homem não pode ter cinquenta e sete bonecas ? - Gyu vira todo o café, se afasta do balcão e sacode a cabeça negativamente para mim.

- Coitado… Tão maluquinho… - então ele vira para Mark, põe as mãos em seus ombros ja que Mark é baixinho e o puxa com um sorriso de desculpas - que tal deixar o café da manhã para outro dia ?

Mal consigo segurar o riso. No dicionário de Gyu, “deixar para outro dia” é sinônimo de “vou apagar seu telefone assim que for embora”. Em menos de um minuto, Gyu está conduzindo Mark porta a fora, e para minha surpresa, ele nem fica irritado. Vou atrás dos dois, só para provocar, observando enquanto Gyu cochicha alguma coisa em seu ouvido, ele arregala os olhos e abre um sorriso de compaixão para mim, como quem diz que vai ficar tudo bem. Então se dirige para a calçada com um aceno.

- O que foi que você disse pra ele ? - pergunto, dando um gole no café enquanto observo a partida de Mark.

- Que você era um órfão e que a única coisa que sua mãe deixou foi uma boneca chamada Polly, porque comprou quando ficou gravida, achando que você era menina por isso a obsessão

- Você sabe que vou reescrever as regras da casa com item "nada de bonecas" a mais - digo balançando a cabeça negativamente

Mark dá um último aceno, Gyu e eu retribuímos, mas não consigo me segurar quando ela vira as costas para ir embora.

- Boa ressaca moral - grito, com a voz mais doce de que sou capaz.

Ele vira a cabeça de imediato, tentando determinar se me entendeu direito, mas Gyu põe a mão na minha cabeça e me empurra para dentro, fechando a porta. Ele esfrega o abdômen num gesto distraído enquanto me olha de cima a baixo.

- É melhor você se trocar, não dá pra ir ao IKEA com esse short velho e essa camiseta horrível

- Em primeiro lugar, dá para usar o short mais velho e a camiseta mais horrível do mundo pra ir ao IKEA, é praticamente regra para entrar na loja. Em segundo lugar, a gente não vai lá, você está tão viciado nas suas mentiras que agora acredita nelas, é ?

- A gente vai, sim - ele diz, passando as mãos pelos cabelos alaranjados e começando a subir a escada

- Fazer o quê ? - pergunto

- Preciso de uma cômoda nova

- O que aconteceu com a sua ?

- Quebrou - ele afirmou

- Como você conseguiu quebrar uma cômoda ? - perguntei encarando suas costas, ele me olha por cima do ombro e levanta as sobrancelhas. Demoro alguns instantes para entender - o cabeça-oca? - aponto com o polegar para a porta - em cima da cômoda ? Sério ?

- Ei, ele não é tão baixo assim. Isso me deu um bom ângulo para… - coloco as mãos nos ouvidos e começo a cantar “Piano Man”, de Billy Joel, como costumo fazer quando Gyu começa a dar detalhes demais de suas proezas sexuais.

Mais uma regra da casa: Wonwoo não quer saber o que acontece no quarto de Gyu.

- Ei, você tem alguma coisa marcada com Junhui hoje ? - ele pergunta.

- Talvez fosse melhor perguntar isso antes de programar a ida ao IKEA, mas não. Ele vai passar o dia todo estudando - Junhui está fazendo MBA na Universidade de Portland.

- Legal. Vamos almoçar juntos - ele sobe para o quarto sem me olhar, almoçar?

Estreito os olhos e subo a escada correndo, impedindo que ele feche a porta na minha cara. De fato, a cômoda está inclinada de uma forma nada promissora. Vejo duas, ou melhor, três embalagens de camisinha vazias. Ele pega uma polo no pequeno closet no canto do quarto e procura a calça jeans em meio à bagunça no chão. Fico à espera.

- Que foi ? - ele pergunta.

- Almoço ? - levanto as sobrancelhas e aguardo a explicação.

Gyu coça o queixo com a barba por fazer. Como dividimos o mesmo banheiro, sei que ele se barbeia todos os dias, mas aquele visual permanece.

- Bom, sabe aquele garoto com quem saí umas semanas atrás? Joey ? - ele começa - ele queria que eu fosse com ele em um almoço de noivado, mas eu disse que já tinha compromisso, só que ele é louco o suficiente para passar aqui pra ver se saí mesmo, então acho melhor não ficar em casa…

- Tudo bem, vou ser seu álibi. Mas eu escolho o restaurante e você paga a conta, ah - levanto uma das mãos - e vai ter que abaixar a tampa da privada por uma semana - ele ergue a mão como se estivesse pedindo permissão para falar

- Eu gostaria de propor uma regra da casa: Wonwoo não pode dizer como Mingyu deve mijar, sem contar que você também levanta a tampa para usar o banheiro

- Mas eu não deixo o banheiro todo mijado e não é você que faz as regras da casa, sem contar que eu não disse nada sobre como "mijar" - respondo irritado enquanto ele abre uma gaveta com dificuldade e pega uma cueca boxer - eu estou fazendo um favor para o seu futuro marido, ensinando você a deixar de ser porco - ele passa por mim e sai para o corredor

- Mais uma regra da casa: Wonwoo não pode dizer coisas absurdas como "futuro marido" para um solteirão convicto

- Você não é um solteirão convicto. É só o típico mulherengo de homens de vinte e quatro anos. E, repetindo, não é você que faz as regras da casa… ei - ele fecha a porta do banheiro na minha cara, percebo tarde demais que deixei passar os sinais clássicos de uma de suas manobras de distração, ele só queria usar o banheiro antes de mim - vê se não acaba com a água quente - grito, batendo com a mão espalmada na porta, a porta se abre apenas o suficiente para que eu veja um olho azul piscando para mim

- Você não disse que a Polly estava com o cabelo embaraçado? É melhor dar um jeito nisso - ele fecha a porta de novo, e eu bato mais uma vez

- Não esquece que a toalha verde é minha. A sua é a branca - fico à espera de uma confirmação, mas só escuto o silêncio - sei que você está ouvindo Mingyu, nada de usar a minha "sem querer", só porque a sua está sempre fedida

Mais silêncio.

Droga, ele vai usar a minha. Pois é, meu melhor amigo é um homem também, mas não significa que isso sempre funcione bem.



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