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História Mais Que luxuria- imagine min yoongi - Capítulo 11


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Notas do Autor


oi sou eu dnv, eu to aki no começo pra perguntar se vcs querem q eu faça uma fic sobre vampiros ou coma lei de ABO ai fica por critério de vocês escolherem os personagens!! byee
boa leitura <3

Capítulo 11 - Pleasure dome


yoongi a carregou para a cama. Romântico demais, mas ela deixou que ele fizesse a gentileza, estava muito fraca para protestar após tanto orgasmo e endorfinas liberadas pelo espancamento. Ele puxou a colcha, colocou s/n sobre os lençóis imaculadamente brancos e se estendeu a seu lado. Ela queria repousar a cabeça no travesseiro das altas e rígidas curvas do ombro dele, encostar o rosto em seu peito para ouvir as batidas daquele coração. Mas não ousou. Ridículo.

Nunca havia ansiado pela proximidade pós-sexo de que a maioria das mulheres parecia necessitar. Isso deveria ser o “fundo do poço” a respeito do qual eles haviam conversado, aquele baque depois do dilúvio de endorfinas e de outras substâncias químicas enviadas para o cérebro depois do jogo da dor. Ela se sentia aberta. Crua. Carente.

Então ele se virou para ela, como se pudesse ler sua mente. E beijou sua face delicadamente, puxou-a para seu lado, o braço deslizando sob o ombro dela. Ah… tão bom. Não se acostume demais com isso. Não, mas por ora que maravilha estar ali deitada com ele! Tão acolhedor, ouvindo o barulho da chuva batendo nas janelas, a luz suave filtrada da cozinha, como um pálido e distante sol.

– Oi... – O tom de voz dele era um baixo e rouco suspiro.

– Hum?

– Você está bem?

– Sim, estou bem.

– Apenas “bem”? -Ela riu.

– Muito melhor do que bem, se precisa saber.

– Ótimo. – Ele fez uma pausa, distraidamente passando os dedos sobre a clavícula de s/n. – Está pronta para me contar sobre sua mãe?- Ela sentiu um aperto no estômago, cerrou os dentes.

– yoongi. Não. Não estou.

– s/n, você tem de me contar algum dia.

– Tenho?

– Você não pode esperar que realmente se libere até se abrir comigo sobre tudo. Se houver qualquer parte de você que mantenha escondida, sempre ficará no caminho.

– Isso é absolutamente necessário? Realmente liberar-se?

– Não é? Não é o que estamos fazendo aqui?

– Comecei fazendo uma pesquisa para meu livro. Não estou mais bem certa do que estamos fazendo aqui. -Ele ficou quieto um instante.

– Nem eu.

De alguma forma ela se sentiu melhor ao ouvi-lo admitir sua insegurança. Ela, então, não estava sozinha naquela sensação. Isso fez com que ele parecesse mais humano a seus olhos. E ela, quem sabe, menos falha, menos fraca. Seus ombros se soltaram, a mandíbula relaxou. Ela aspirou, sentindo o cheiro da pele dele no ar frio.

– Tudo bem –, disse devagar, como se ainda não estivesse bem certa do que faria.

– Tudo bem o quê?

– Vou lhe contar.

– Ótimo. Estou ouvindo.

– Minha mãe é bipolar –, deixou escapar repentinamente, antes que pudesse editar o que diria. – Isso fez com que... eu tivesse uma infância bem difícil, realmente quase impossível. Tenho certeza de que meu pai foi embora por causa disso, embora a razão pela qual tenha abandonado duas criancinhas... Bem, essa é outra história, suponho.- A mão de yoongi deslizou nela, segurando-a.

– Conte-me essa.

Ela ficou em silêncio, respirou fundo uma vez, depois outra. Não estava acostumada a discutir sua família com ninguém mais, exceto silvia, e mesmo isso era novidade para ela, não algo com que já se habituara. Agora, porém, desejava contar a ele.

– Vivíamos em Portland. Sem ninguém mais da família. Então eu tive de assumir tudo, desde muito criança. Tínhamos de nos mudar de casa com frequência, porque Darcy esquecia de pagar o aluguel e as contas. Quando eu tinha mais ou menos 10 anos de idade, consegui entender o que se passava. Passei a preencher os cheques, assinando o nome dela. Quando havia dinheiro na conta, o que nem sempre acontecia.

– Você chamava sua mãe de Darcy?

– Ela não era, de fato, uma mãe para nós. Nunca me pareceu que deveria chamá-la de “mamãe”.

– Seu irmão era mais novo que você?

– Sim, uns três anos. Eu tomava conta de hoseok. Ou, de alguma forma, tentava.

– Isso é demais para uma criança.

– Sim. Mas simplesmente era... minha vida.

– Onde ela está agora, sua mãe?

– Minha tia Deirdre ficou com ela, finalmente. Levou Darcy para a casa dela em Ashland, no Oregon, não muito depois que eu fui para a faculdade. Bem, poucas semanas depois nós perdemos hoseok.- Ela parou, respirou entre cortadamente, com aquela costumeira sensação de estar levando um golpe no peito. – Darcy ficou arrasada depois que hoseok morreu. Eu também. Mas não iria abandonar a faculdade e voltar a morar em casa. Não havia motivo nenhum para isso. Francamente, era a vez de Deirdre. Não dou a mínima para Deirdre. Ela sabia que havia algo errado com minha mãe ao longo de todos aqueles anos, mas nunca quis fazer nada, até que não houve mais alternativa. Eu tinha de sair de lá, voltar para a escola. Só tinha conseguido iniciar o ensino superior quanto estava quase com vinte anos. Fiquei lá para ajudar minha mãe e cuidar de meu irmão. Aparentemente, não fiz um trabalho muito bom.

– Tenho certeza de que foi ótima. E você estava lá. Isso já conta.

– Talvez. Estava lá até… até quando eu saí. E foi quando hoseok morreu.

– Como é que poderia ter sido culpa sua?

O estômago de s/n deu um tremendo nó. Ela havia feito essa pergunta a si mesma um milhão de vezes, e nunca chegara a uma resposta razoável. A imagem do corpo ensanguentado e mutilado de hoseok, sua ainda pálida face sempre apagando tudo mais. O fato real de que ele havia ido embora eternamente era sempre o primeiro e mais poderoso pensamento em sua mente.

– Não sei. Mas sempre achei que era, sim, de alguma forma. Não consigo me livrar dessa ideia.

– s/n, não é possível que tenha sido sua culpa. Foi um acidente, pelo pouco que me contou. Não é lógico.

– Nem sempre a lógica está incluída nesse tipo de situação, não é?

– Não. Acho que não.- Ambos ficaram em silêncio, pensando. Talvez ele estivesse absorvendo o que ela contara. Ela não queria, realmente, saber o que ele pensava a respeito. Não queria que tivesse pena dela. – Mas há algo mais? – ele quis saber. Ela balançou a cabeça.

– Sim. Muito mais. Uma pessoa bipolar tem… crises. Acessos de fúria. Ela sumia, às vezes, e nós ficávamos sozinhos por dias e dias. Tratava de escapar da internação hospitalar, até que eu fui embora e Darcy ficou sob os cuidados de Deirdre. Eu não podia fazer esse tipo de coisa, mas minha tia sim, uma série de vezes. Se eu tivesse feito, provavelmente nós, hobi e eu, teríamos ido para um orfanato. E é bem possível que separados. Eu não conseguiria fazer uma coisa dessas. Eu era tudo que ele tinha. E ele era... tudo que eu tinha. Aquela velha dor torceu seu estômago. Mas ela já havia se acostumado a engolir aquela sensação.

– Você não tinha nenhum outro familiar?

– Minha avó Delilah. Mas naquela época ela vivia em West Virginia. Meu avô estava com Parkinson, portanto já estava muito ocupada. Ele ficou doente por muito tempo. Depois que morreu, ela se mudou para Ashland para ficar perto de minha mãe a ajudar Deirdre. Mas era tarde demais, para hoseok e para mim. Eu adoro minha avó. Quando éramos pequenos, ele e eu passávamos algumas férias de verão com ela. Mas, depois, nossa ausência deixava Darcy em tamanho estado de ansiedade que ficava impossível quando retornávamos. Então paramos de ir. E até hoje não sei se minha avó tinha alguma ideia de como minha mãe estava mal. Não até ela vir ao Oregon. Eu nunca lhe contei e tenho certeza de que hoseok jamais falou uma palavra a respeito. Era nosso segredo. Era como nós a protegíamos.

– Ela era a mãe de vocês. Ela é quem deveria protegê-los. É assim que a coisa funciona.

– Para a maioria das pessoas, talvez. Mas ela não era capaz, yoongi.

– Eu sei. Mas é terrível, de qualquer forma.

– Sim. Era.

Sentiu-se melhor do que poderia ter imaginado ao ouvi-lo dizer aquilo. Ser importante daquele jeito. Apertou sua mão. Não sabia de que outra forma poderia expressar a gratidão que experimentou.

– Então passou a vida inteira no comando das coisas –, ele comentou.

– Sim.

– E sozinha.- Por que, subitamente, aquilo fez com que ela quisesse chorar? Lutou contra as lágrimas que marejavam seus olhos.

– Maldição –, murmurou.

– Ei... está tudo bem.

– Está?

yoongi a abraçou mais forte, e ela teve de lutar para não se afastar. Aquilo a confortava. Ele a confortava. Mas ela não queria se permitir vivenciar aquilo. Havia permanecido muito tempo cuidando sozinha de sua vida. Se ela se acostumasse, o que faria quando ele fosse embora, como inevitavelmente aconteceria?

– Você não tem de me contar mais nada agora, s/n. Tenho um pressentimento de que foi muito para você.

– Foi. E...

– E o quê?

– Acho que estou esperando por perguntas. Sobre o fato de minha mãe ser bipolar. Como é que era viver com uma... pessoa louca. Sobre incidentes específicos. Os detalhes da perda de meu irmão.

– Você não tem de me contar essas coisas já. Ou talvez nunca. Mas eu tenho uma pergunta.- Ela suspirou.

– Qual é?

– Todas as mulheres de sua família têm nomes que começam com D?

Ela riu, e um pouco da tensão se esvaiu de seu corpo. Como é que ele conseguira fazer brotar tanta emoção nela e fazê-la sentir-se tão bem, tudo ao mesmo tempo?

– Sim. Esqueci que isso parece curioso para outras pessoas. Aparentemente, quem começou foi minha tataravó. É bobagem.

– Acho doce.- s/n inclinou a cabeça, olhando para ele.

– Você é um homem estranho min yoongi.

– Não é a primeira vez que escuto isso. E não será a última. Não me importo. Sou intrinsecamente um rebelde, você sabe.

Os olhos escuros dele brilhavam sob as pálpebras semicerradas, fazendo com que a respiração dela ficasse irregular. Ele era bonito demais.

– Soube disso desde o primeiro momento em que o vi –, ela falou.

– Também observei isso em você. Não é uma mulher comum.

– Nossa... obrigada!

– Não, eu gosto disso em você. Aprecio sua mente criativa. E seu ar de mistério.

– Não pretendo ser misteriosa. Sou apenas... reservada.

– Eu também. Há certas coisas que pessoas como nós, você e eu, temos de manter para nós mesmos.

– Não gosto de expor meus problemas. Não quero que ninguém tenha pena de mim.

– Porque isso faz com que fique vulnerável.

– Sim. Estar aqui falando com você sobre essas coisas me faz ficar mais vulnerável do que ser amarrada e espancada por você... mais vulnerável do que diante de qualquer outra coisa.

– Isso é bom. Quero que você se abra para mim. Quanto mais, melhor.

– Porque é seu trabalho como um bom dominante?

– Sim. Talvez. – Ele ficou quieto, passou a mão nos cabelos dela. – Talvez essa não seja a única razão.

– Isso deixa você vulnerável, yoongi? –, ela quis saber, falando baixinho. – Conta isso para mim? -Ele assentiu com um movimento de cabeça, retirou as mãos de seu peito e esfregou seus dedos sobre os dela.

– Sim. Não gosto de pensar nisso desse jeito, mas sim.

– Não sou a especialista, com certeza, mas li que esta experiência supostamente deve ser recíproca. O jogo do poder. É uma troca de poderes, não algo de mão única. Está certo?

– Sim, com certeza.

– Então talvez isso seja o que você vai aprender comigo. Porque não vejo como possa ser uma experiência recíproca se você não tiver algo a aprender também. Tem de ir além de apenas você mantendo o controle, detendo o poder. Tem de funcionar em ambos os lados, não é? A base, a pessoa submissa, tem certo poder nessa coisa toda. E não me refiro apenas ao poder de parar o movimento usando a palavra segura. Li a respeito, mas realmente não entendi senão agora.

Ele ficou em silêncio por um momento. Então disse:

– Posso lhe dizer que não fico feliz em admitir que sou, de alguma forma, vulnerável. Mas você está certa. Quanto a tudo. Talvez seja por isso que estou me mantendo na retaguarda. Como dominante. Na vida, de maneira geral. Não gosto de olhar para isso muito de perto. Faz com que me sinta tremendamente desconfortável.

– Não faz parte do ambiente de escravidão e sadomasoquismo desafiar seus limites? Tirar você de sua zona de conforto?

– Ah... estou muito além de minha zona de conforto no momento.

– Eu também.

– Mesmo assim, está aqui comigo. Está fazendo as coisas, falando comigo. Contando detalhes que não quer. -Ela assentiu com a cabeça.

– Sim. E sequer estou realmente segura do porquê. Talvez o jogo da escravidão e sadomasoquismo tenha... me libertado.

– Ele provoca isso.

– Mas não para você. -Ele sorriu, mas era apenas um ligeiro e cínico movimento dos cantos de sua boca. – Sou conhecido por meu absoluto controle.

– Eu também, yoongi.

Ele a fitou. Ela não podia saber o que estava se passando em sua mente. Os olhos dele estavam sombrios, pensativos. Havia uma ponta de perigo nele. Da mesma forma que havia uma lenta raiva fervendo pouco abaixo da superfície. Talvez fosse apenas seu desconforto ao perceber que tinha de se abrir também.

– Somos uma dupla estranha –, ele disse, usando um tom de voz gentil. – Mas bem combinada. Ambos temos algo que nos impede de realizar nosso pontencial.

– Deus do céu... você faz isso parecer tão...

– Blá-blá-blá psicológico?

– Elementar.

– Talvez seja. Quem sabe tudo seja mais simples do que ambos imaginamos.

– Costumo complicar as coisas. Não sei como fazer de maneira simples.

– Talvez possamos aprender isso juntos.

De repente, ela queria exatamente isso. Estar com ele aprender com ele. Crescer com ele. Nem sabia, de fato, o que isso significava exatamente. Mas, de qualquer forma, não queria admitir. Você está caída por ele. Não. Mas era verdade. Ela estava se encantando, muito e de modo rápido, e, quando finalmente chegasse ao fundo, iria ser uma tremenda confusão. Não faça isso. Mas estava acontecendo, gostasse ou não. Não podia se conter. Não havia outra saída senão seguir adiante, para onde quer que aquilo levasse.

yoongi sentou-se à imensa mesa de carvalho do escritório de sua casa, olhando para o monitor de seu computador e para fora da janela. Ele deveria estar procurando online por lugares onde ficar, em sua próxima viagem de moto com namjoon para a Baixa Califórnia, no México. Eles haviam conversado a respeito disso durante meses, e já era hora de fazer planos sólidos. Haveria, em breve, um lapso de tempo entre seus prazos de entrega de livros, e namjoon já acertava para tirar umas folgas do escritório naquele período.

yoongi ansiava por isso: algumas semanas na estrada com sua moto favorita. Aquela sensação de liberdade absoluta. Iam mergulhar ali. Praticar parapente. Ficar na praia. Por que não estava concentrado naquilo hoje? Por que sua mente estava vagando? Lá fora o céu estava com o cinza habitual de Seattle, a débil luz do sol filtrada entre as nuvens, clareando-as em tons de prata e branco. Ele amava o céu de Seul, melancólico. Mas hoje aquilo o atormentava. Não, não era isso. Era s/n.

Ele não tinha sido capaz de pensar direito desde que a deixara naquela manhã de terça-feira. Há quatro dias estava assim. Era demais para sua cabeça. Ficava mal-humorado. Exceto quando ligava para ela, à noite. Toda noite. Ficavam falando durante uma hora. Ele jamais falara tanto ao telefone em sua vida. Nem sequer ousara vê-la ainda. Estava muito vulnerável desde aquele momento com ela. Talvez devesse ir ao clube aquela noite. namjoon iria estar lá, bem como outros conhecidos. Mas a verdade é que ele não queria ir sem s/n. Não podia suportar jogar com ninguém mais. s/n... Não pense nisso. Apenas faça. Passou os dedos pelo queixo, Depois, pegou o telefone e, enquanto discava, ficou batendo com a caneta no tampo da mesa.

– Alô?

– s/n. Vou levá-la ao Pleasure Dome esta noite. Não diga não.

– yoongi. Eu… está bem. Não direi.

Ele se levantou, começou a andar de um lado para outro sobre o tapete persa que cobria o piso de madeira escuro. O toque era áspero sob seus pés descalços.

– Ótimo. Vou pegá-la às nove.

– Estarei pronta.

– Use algo que seja fácil de tirar.

Seu pênis ficou duro só de pensar: a pele tão pálida de s/n sendo revelada centímetro por centímetro enquanto ele escorregava o tecido de suas vestes a partir dos ombros delicados. Aqueles incríveis cabelos espalhados por todo canto, como fogo e seda em suas mãos...

– Algo mais, yoongi?

– O quê?

– Há algo mais que você queira que eu faça? -Ah, ele amava quando a voz dela ficava assim tão suave. Quando ela começava a deslizar para o subespaço. Ele gostava que isso acontecesse apenas por lhe dar simples instruções sobre o que usar.

– Não. É só isso. – Ele ficou quieto, o olhar vagando pelo horizonte enevoado, mais uma vez. Trate de se compor. – s/n?

– Sim?

– Mal posso esperar para ver você.- Uma pequena pausa do outro lado da linha. Depois ele praticamente pôde ouvir o sorriso em sua voz, o desejo em sua respiração entrecortada.

– Eu também. -Ele desligou, sentou-se e ficou olhando fixamente seu monitor de novo.

Jamais dissera uma coisa dessas para uma mulher. Talvez fosse algum tipo de falha de caráter – ele estava praticamente certo de que era –, mas por que, agora, ele estava se desligando de seu comportamento usual? Era tudo diferente, com s/n. Ele nunca conversara com uma mulher do jeito que fazia com s/n. Tentou contar a namjoon sobre a última vez que a vira, mas não disse tudo que tinha acontecido. Não tinha sequer admitido isso para si mesmo.

O principal era que ele não gostava de ficar longe dela. Loucura. Ele era a pessoa mais independente que conhecia, quase um tipo de ermitão às vezes, especialmente quando estava em meio à criação de um livro. Não fosse pelo fascínio do Pleasure Dome, seu amor pelas viagens, ele provavelmente se refugiaria para escrever. Passaria a vida sozinho, como seu pai, que tinha sido bem feliz. Talvez. Ele começara a questionar isso recentemente.

Mas agora queria ficar escondido com s/n, sem permitir que ela o deixasse. Haveria algum problema em dizer a si mesmo que poderia lidar com isso? Talvez a viagem para o litoral fosse boa para ele. Haveria de lhe proporcionar algum distanciamento dela, da situação toda. Encher a cabeça com outra coisa além de s/n, do cheiro de sua pele, da textura de seus cabelos, da expressão de seus olhos quando ela estava descendo ao subespaço. Seu corpo delicado sob o dele quando introduzia seu pênis dentro dela...

Estava em ereção de novo. Ou ainda. Ele nem sequer sabia. Ficava fora do ar provavelmente quatro ou cinco vezes por dia, como qualquer adolescente cheio de hormônios, desde a última vez que a vira. Diabos... praticamente a partir do momento em que a conheceu. Ela era irresistível. Aqueles seios perfeitos, os mamilos ficando escuros à medida que endureciam sob os dedos dele... e... Cristo!, quando ele deslizava dentro dela, s/n estava encharcada. Como seda ardente, apertada e macia.

Seu pênis pulsou, e ele abaixou a mão, pressionando-a contra a parte da frente de suas calças jeans. Não ajudou. Nada ajudaria. Não até que a encontrasse de novo. E a tivesse nua, amarrada. E que estivesse dentro do corpo dela, outra vez. Merda! Ele se afastou da mesa, abaixou o zíper do jeans e tirou o pênis para fora, passando a mão sobre aquela vara rígida. Imaginou s/n. Toda longilínea, pernas compridas, barriga esticada, pele lisa, acetinada. E embaixo ela estava toda depilada, sua vagina como uma espécie de flor, abrindo-se para ele.

Podia ver os lábios rosados inchados de ansiedade, brilhando de desejo. Ele gemeu, começando a se acariciar. Seu pênis estava duro como aço latejante. Ele correu os dedos pela ponta, imaginando que era a boca de s/n fazendo aquilo, seus lábios deliciosos, aqueles lábios vermelhos, lascivos, envolvendo seu pênis, engolindo sua carne. Seus quadris se arquearam em direção ao punho, e ele se masturbava com força suficiente para machucar um pouco. Fazendo-o pensar nela, no jeito que ela gostava de ter os mamilos agarrados e beliscados por ele. Sempre ficava enlouquecida quando a beliscava, espancava. Ela adorava. Ele gostava.

Apertou muitas e muitas vezes o pênis na palma da mão. s/n. Aqueles enormes olhos cinza, sua ardente boca pequena. Sua vagina apertando-o bem forte quando chegava ao orgasmo. Mais dois toques e ele estava gozando. s/n! Tudo escorrendo sobre seu jeans, mas ele não se importou. Estava ofegante, seu pênis ainda pulsava em pequenas ondas de prazer. Podia vê-la, se fechasse os olhos. Aquele rosto lindo... Ele não ligava para nada naquele instante, exceto para ela... Pensaria mais tarde no que diabos aquilo significava.

 

 

Ela estava quase fora de si quando a danada da campainha finalmente tocou. Havia esperado por ele o dia inteiro, a tensão e o desejo crescendo até que não podia mais aguentar. sn bebeu o copo de água Perrier. Ela poderia ter recorrido a uma taça de vinho para acalmar os nervos, mas yoongi insistira que nenhum dos dois deveria se intoxicar para uma sessão de jogo de poder. E aquela noite seria mais séria, ela estava segura. Senão ele não a levaria para o Pleasure Dome.

Ela queria. Ir ao clube, ficar naquele ambiente de tanta intensidade com ele. Para estar com ele. Foi até o grande espelho ao lado da porta de entrada, provavelmente pela décima vez nos últimos vinte minutos. Seus olhos pareciam imensos, marcados pelo delineador preto, as pupilas aumentadas e escuras. Seus lábios pareciam cheios, quase como se ela estivesse esperando ser beijada, pintados de vermelho vivo. Seus cabelos ruivos espalhavam-se ao redor de seus ombros nus, porque ela estava usando o vestido preto sem alças que saíra correndo para comprar naquela tarde, depois da ligação de yoongi.

Ele assentava como uma luva, nada mais que uma tira de cetim na altura do meio das coxas. Era mais curto do que qualquer outra coisa que usara em qualquer lugar, exceto no clube. Ela deu um passo para trás para olhar seus elegantes sapatos de saltos altíssimos, presos por grossas tiras nos tornozelos, o que acentuava suas pernas delgadas. Ela sentiu-se bem. Atraente. Por dentro, nervosa de desejo. Sua minúscula tanga preta já estava úmida apenas pela antecipação do que iria acontecer em seguida. yoongi.

Ela ainda estava admirada com sua reação a ele. À dor, à maneira como esta se transformava em um intenso prazer, que ela jamais sentira antes em sua vida. Nunca fora capaz de admitir para si mesma que, há anos, vinha fantasiando a respeito desse tipo de coisa. Fantasias que ela reprimira porque estava muito acostumada a ser forte, sempre a postos, no controle. Talvez ele estivesse certo, e era exatamente por isso que ela precisava desesperadamente abrir mão desse controle ao menos por um tempo. Era o que faria essa noite. Já vinha deixando rolar.

Podia continuar com isso enquanto dissesse a si mesma que só se tratava de sexo. De pura relação sexual, em vez de algo que a definisse. Ou uma coisa mais profunda. Mas essa parte estava ficando cada vez mais difícil negar. Os anos que viveu com aquela mãe incontrolável haviam na treinado muito bem; ela parecia ser terrivelmente boa em negar o que se opunha a seu costumeiro jeito lógico de ser. Ou talvez não.

Quem sabe quando estava pensando ser lógica, razoável durante todos esses anos, não esteve fazendo nada mais do escondendo seu passado, fingindo ter uma força que verdadeiramente não possuía? Pensamento assustador. yoongi estava trazendo um monte de ideias aterrorizantes. Fazendo com que ela questionasse tudo o que pensava saber sobre si mesmo. O que a levava de volta à negação. Ela suspirou. Sua mente andava em círculos. Precisava se acalmar e desfrutar a noite que tinha pela frente. A campainha tocou e ela se aprontou para atender,respirou fundo e colocou o copo no aparador sobre o espelho antes de apertar o botão do interfone.

– yoongi?

– Sim, sou eu.

– Quer subir ou devo descer?

– É melhor que desça.

– Já vou.

Ela colocou o casaco de couro, assegurando-se de que a pequena carteira e as chaves estavam no bolso, depois fechou a porta e entrou no elevador. yoongi estava esperando fora da portaria do prédio.

– Olá.

– Você está... incrível, s/n.

– Obrigada. -Será mesmo que ela estava corando?

Ele se inclinou e roçou um beijo em seus lábios; ela sentiu o sexo pulsar, o corpo derreter. Ele deu um passo atrás, seus olhos castanhos procurando os dela por um instante, depois fez um movimento e a atraiu para si, colando a boca na dela. Os lábios de s/n se abriram, dando espaço para que ele introduzisse a língua. Ele estava doce. A língua tinha sabor de hortelã, úmida e... adorável. Os joelhos dela estavam prestes a dobrar. Mas ele a segurou com força, os braços ao redor do seu corpo. s/n podia sentir cada um dos músculos fortes do corpão dele através do casaco de lã. Ele suspirou em sua boca. Ele se afastou.

– Cristo, s/n! – mantendo a distância, passou a mão sobre o queixo. – Lamento não ter subido. Achei que nunca sairíamos de sua casa se eu fosse lá.

Ele estava sorrindo para ela, aquele seu maravilhoso e malvado sorriso. Mas ela podia ver que ele estava bem sério. Adorava poder afetá-lo dessa maneira. Que o desejo dele parecia ser tão avassalador quanto o dela. Sempre sentira certo poder feminino em ser capaz de deixar um homem de joelhos – figurativamente, de qualquer forma. Mas com yoongi era algo ainda mais intenso. Tudo era.

– Podemos ir antes que eu violente você na portaria do seu prédio?

Ele estava sorrindo, mas ela viu a faísca de desejo em seus olhos, nas linhas de sua boca. Não parecia tão ruim que yoongi a violentasse ali mesmo. Sorriu para si mesma, assentindo com a cabeça. Ele pegou sua mão e a levou a seu grande veículo preto, que lembrava um lustroso monolito. Era puro yoongi: enorme, poderoso. Ele abriu a porta para ela, ajudou-a a subir antes de assumir seu lugar, no lado do motorista. Depois, foram embora com um ruído surdo do motor.

– Como é que você está se sentindo quanto a ir ao Pleasure Dome? – ele lhe perguntou.

– Excitada. Um pouco nervosa. É como se eu tivesse de me apresentar em público; a menos que você me leve, de novo, a algum canto escuro. Mas tenho um pressentimento de que não é o que me espera esta noite. E não me importo com a possibilidade de estar diante de outras pessoas. A ideia parece emocionante. Um pouco assustadora. Mas não sei, de fato, o que você tem em mente.- Ele se virou, sorriu para ela. – E não pretende me contar – s/n continuou.

– Com certeza, não. -Ela sorriu, balançando a cabeça. – Faz parte da mente dominante.

– Sim. Obviamente. E a insegurança é a sua parte. Você apenas tem de confiar em mim.

– Eu confio.

– Bom. Muito bom. Porque esta noite vou explorar um novo terreno com você. Acho que está pronta.

– Hum...

Ele deu uma olhada para s/n, depois voltou a se concentrar na estrada. O estômago dela deu um pequeno nó; tratava-se de medo e requintada antecipação na mesma medida. Logo chegaram ao clube. yoongi estacionou e deu a volta para ajudá-la a descer. A mão dele em seu braço era tranquilizadora, mas mesmo assim ela estava com o pulso acelerado.

Atravessaram a imensa porta vermelha e entraram no clube. Alec ajudou-a a tirar o casaco, depois a levou até a grande sala principal. s/n piscou, esperando que seus olhos se ajustassem às luzes coloridas e esmaecidas. O ambiente estava muito mais cheio do que na outra vez que ali estiveram. Parecia haver gente por toda parte: vestida de couro escuro ou nua. Ou talvez ela simplesmente estivesse mais atenta a tudo nessa noite. Extremamente consciente

 A música era como uma forte pulsação na boca de seu estômago; algo entre o transe e o sonho, com o som predominante do baixo. Ao lado dela, o corpo de yoongi parecia enorme, desmesurado, como lhe pareceu na primeira vez que o viu, no Museu de Arte Asiática. Aquilo parecia ter acontecido há centenas de anos. Tinha sido mesmo há duas semanas? Como era possível? Ele puxou-a para perto enquanto a conduzia pelo salão. Ela não conseguia perceber tudo, a atividade ao redor deles.

Estava apenas ligeiramente consciente dos corpos seminus ou pelados presos às cruzes, aos quadros de submissão ao lado dos colos dos homens e mulheres dominantes nos sofás de couro vermelho ou ajoelhados. Havia corseletes, coleiras e algemas. Cordas, arreios e longas e brilhantes correntes. Tudo aquilo lhe parecia adorável, excitante. O desejo, como uma onda quente em suas veias. Ela queria ser uma daquelas pessoas. Para ser presa, torturada, estimulada. Admirada. Seu cérebro estava se desligando, simplesmente esvaziado. E, quando yoongi parou diante de um enorme X de madeira, a Cruz de Santo André, seu coração disparou no peito. Aquilo estava prestes a acontecer.


Notas Finais


eai povo que acharam? deixem aki nos comentários hehe


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