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História Mais Que luxuria- imagine min yoongi - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Estou sentindo algo mais


Doze

 

yoongi inclinou-se e sussurrou para s/n:

– Eu vou tirar sua roupa, agora. E, depois, prenderei você a esta cruz. Eu gosto das correntes. Para mim, são melhores do que as cordas. Mais primitivas. Acho que você também vai gostar delas. Acho que, quanto mais intenso, melhor para você. Vai ajudála a chegar àquela parte mais primitiva e básica. Para se soltar.- Ela mal conseguia falar. Queria mesmo era gemer. Seu coração martelava no peito, o sexo doía.

 – Sim, yoongi...

 Ele a despiu, do vestido e da tanguinha, deixando-a só com os sapatos de saltos altos. Os mamilos de s/n imediatamente ficaram duros. Ela estava bastante consciente de sua nudez, na frente de todas as outras pessoas, ali no clube. Foi infernalmente emocionante. Nem sequer se importava com o fato de que alguém estivesse olhando para ela. Exceto yoongi, é claro.

 Sentiu uma estranha sensação de orgulho por ser capaz de fazer aquilo diante de tanta gente: ficar nua, deixar que ele a manipulasse. Mas todas essas noções estavam concentradas em alguma parte distante de seu cérebro. O restante dela estava ali, entregue ao momento. Ele beijou seus ombros quando a virou para olhar a cruz. s/n tremia toda, uma faísca de desejo cintilando sobre sua pele e aprofundando-se em seu corpo.

 – Deixe que eu cuido de tudo, s/n. Aqui... levante seu braço. Sim, isso mesmo.

 Antes que ela se desse conta do que estava acontecendo, ele havia colocado uma grossa tira de couro em volta de seu pulso e, depois, com uma das mãos sobre a parte mais baixa de suas costas, aproximou-a do X de madeira, até que seus seios roçassem a madeira lisa. Em seguida, pegou sua outra mão e atou-a, mais rápido ainda.

 Ela deu um ligeiro puxão, percebendo quanto estava esticada pelas curtas correntes que iam das algemas aos encaixes redondos embutidos na cruz. Seus braços estavam bem abertos. Ela se sentiu vulnerável. Mas, ao mesmo tempo, inteiramente segura com yoongi. E linda.

– Vou deixá-la com seus belos sapatos – ele lhe disse, inclinando-se para acariciar sua panturrilha, depois mais para baixo, onde os tornozelos estavam cobertos pelas tiras. – Essas pernas maravilhosas

Ele depositou um suave beijo na parte traseira dos joelhos dela, e a sensação disparou diretamente para seu sexo. Ela gemeu. Depois ele ficou em pé, seu grande corpo pressionado contra as costas de s/n, a ereção como uma verga de carne intumescida contra o topo das nádegas dela.

 – Vou abrir minha maleta de instrumentos agora. Mas estou bem aqui perto. Não quero que você se mova. Fique quieta, pratique a respiração que lhe ensinei. Você me entendeu, s/n?

 – Sim. Eu entendi.

 Ele se afastou e ela respirou fundo. Inspirou pelo nariz, segurando o ar nos pulmões durante alguns instantes, depois expirando, decidida a relaxar. Uma pequena parcela de sua mente ainda estava se remoendo, nervosa, com medo do desconhecido. Mas sua maior parte estava concentrada em seu corpo: os mamilos endurecidos, o sexo úmido, a tensão nos músculos, enquanto esperava que as coisas realmente começassem. yoongi estava, de novo, atrás dela, com as mãos em sua cintura.

Elas eram grandes e quentes no contato com sua pele. Toque em mim... Mas ela não ousou dizer isso em voz alta. Já sabia o suficiente para entender que ele definiria o ritmo e que ela o seguiria. Ele começou a acariciá-la, os dedos percorrendo suavemente sua pele, provocando arrepios. Continuou

aqueles movimentos, passando pelas costas, lados, nádegas, coxas e segurando seus cabelos na parte de trás de seu pescoço. O desejo ondulava sobre a superfície de sua pele, em todos os pontos onde ele tocava.

 – Ah... você gosta disso, s/n. Posso sentir. Ouço em sua respiração. Você está descendo? Diga...

– Sim... sim...

– Excelente. Boa menina.- Aquele fluxo de prazer agora familiar diante da aprovação dele. Boa menina. Adorável. – Você está pronta?

 – Sim. Estou.

 – E lembra suas palavras de segurança?

 – Amarelo para desacelerar... vermelho para parar.

– Muito bem. Agora, então...

Ele deu um passo atrás, e rapidamente ela sentiu o suave roçar do couro em sua pele. Um pesado chicote de camurça, ela pressentiu. Mas ele estava sendo gentil com o instrumento. Ela se deixou levar no ritmo do movimento, enquanto ele foi dando batidas cruzadas sobre a parte superior de suas costas, aquecendo-a. Não havia dor, apenas um prazer profundo. Ela entrou em sintonia com a música, no ritmo da qual ele agia. E a música tornou-se parte daquilo, a batida compassada quase se integrando ao toque do pesado chicote.

Seus membros estavam se derretendo, se relaxando, o sangue fluindo em seus braços e pernas, em sua barriga. E seus seios e seu sexo doíam na mesma toada, mas não com urgência. Ainda não. Ela gritou quando o chicote desceu em um golpe forte, açoitando suas costas. Mas, antes que pudesse realmente absorver aquilo, o ritmo gentil foi retomado. E, de novo, ela se deixou mergulhar na sensação. Parecia que iria durar para sempre, como um efeito hipnótico, até que ela estava flutuando em algum lugar cheio de névoa, num lindo sonho. Ficou lá por um intervalo de tempo quase eterno, esperando, à deriva.

Outra forte batida pegou-a de surpresa, ligeiramente acordada, mas sua mente ainda estava flutuando. E, mesmo quando ele estava batendo mais e mais forte, o chicote provocando ardência, ferindo, sua mente estava suspensa naquele espaço adorável, seu corpo convertendo a dor em imediato prazer. A dor era prazer: desejo, necessidade, ardor e sofrimento. Ele parou e passou a mão sobre a pele ferida.

 – Linda, a maneira como você vai ficando rosada. Maravilhosa. Você ainda está comigo, s/n?

 – Hum....

 – s/n – sua voz ficou um pouco mais aguda naquela vez. – Responda. Ainda está comigo?

– Sim, yoongi. Estou.

 O calor de seu corpo desapareceu, e, subitamente, ele estava diante dela, levantando seu queixo com a mão, seu olhar perfurando o dela.

– Quero ver seus olhos – ele lhe disse.

– Ah... sim... você está meio ausente, não? Isso é bom. É exatamente onde eu quero que esteja. Mas alguma parte de você precisa estar presente em seu corpo. Você me entende?

– Eu... eu não sei...

 – Tudo bem. Vou ficar atento a você. Tem de me responder quando falo com você, s/n.

 – Sim. Vou responder.

Ele sorriu. Tinha um belo sorriso, dentes brancos e lábios exuberantes. O calor inundoua quando ele se inclinou para beijá-la. Sua boca tocou a dela com força, exigente, e ela abriu-se para ele. E, quando yoongi deslizou a mão entre suas coxas, resvalando para seu sexo molhado, ela gemeu, arqueando os quadris.

 – Ah... ainda não – ele provocou, dando um pequeno beliscão em seu clitóris.

 – Oh!

– Você vai gozar, minha menina. Mas não já.

Ele beijou-a de novo, dessa vez rapidamente, depois se moveu, ficando atrás dela. As chicotadas começaram de novo, mas dessa vez era diferente. Mais agudas, afiadas, e ela soube, de alguma forma distante, que ele estava usando um instrumento diferente. Bateu com ele em suas costas várias vezes, até que sua respiração ficou irregularmente ofegante. Ardência, ardência, seu sexo inchando, faminto, desejoso.

Parou; seu braço enroscou-se na cintura dela e ele apertou o corpo dela contra si. A boca de yoongi estava bem perto de seu ouvido; ela podia sentir o calor da respiração dele.

– Você é tão incrivelmente bela, s/n. Eu desejo você. E vou transar com você. Mais tarde. Quero que goze para mim agora. Na frente de toda essa gente, desses sensualistas que entendem o que estamos fazendo aqui.

Ela, então, ficou muito consciente das pessoas que estavam ao redor. Mesmo assim, não importava se algumas estavam, realmente, prestando atenção. Saber que estavam lá já era suficientemente bom. Melhor ainda. Seu sexo contraiu-se fortemente. A mão dele movimentou-se entre as coxas dela, os dedos escorregando em seus fluidos, entre os lábios de seu sexo.

 – Ah... yoongi...

 – Isso é bom, minha menina? Quer gozar?

 – Sim... sim, por favor…

 Ele pressionou fortemente o clitóris dela com a palma da mão, dobrando os dedos e introduzindo alguns dentro dela. Nossa... ela ia gozar. Cedo demais, rápido demais. Ele começou a fazer movimentos de vaivém, sua quente respiração nos cabelos dela, seu corpo sólido, seu pênis duro esfregando-se em suas costas. Ardente até mesmo através de seu jeans. Ela estava gemendo alto, não podia evitar. Ele penetrou mais fundo, a palma da mão amassando seu clitóris. E sua outra mão subiu, para beliscar um dos mamilos dela. Um beliscão forte e punitivo que a lançou para a borda e dentro do abismo. Prazer, sombrio e em redemoinho, gritante e ardente em suas veias, fluindo como lava. Abrasando-a. Marcando-a.

 Ela estava gozando terrivelmente forte, estava chorando, tremendo, desfazendo-se. Simplesmente desmoronando. E os braços de yoongi a seguraram. Segura. Pela primeira vez em sua vida. Tremia toda, e ele podia sentir sua pele arrepiada e seus músculos sob as mãos. Sua respiração era levemente ofegante. Ela cheirava a couro, gozo e mulher. Estava absolutamente inerte, segura apenas pelas correntes e os braços dele. Ele adorava vê-la assim: cheia de endorfinas. Esgotada. Sua. Mas já era o bastante. Ele tinha de tirá-la dali. Alterou a maneira como a segurava e sussurrou:

– Vou me afastar um pouco, mas apenas o tempo necessário para retirar as algemas, s/n.

 Usou os tirantes para sustentar o peso dela enquanto abria uma das algemas, depois a outra, e amparou-a quando ela deslizou em seus braços. yoongi ergueu-a, carregando-a para o pequeno sofá situado próximo à área de jogos e envolveu-a em um cobertor; sentou-se e recostou-a em seu colo. Inclinando-se, pegou uma garrafa de água que deixara ali, antes, e levou-a até a boca macia e vermelha dela.

 – Beba, s/n.

Ela obedeceu, abrindo os lábios enquanto yoongi segurava o recipiente. Quando ela terminou de beber, ele colocou a garrafa no chão. Os olhos dela estavam vidrados, brilhantes como cristal. Suas maçãs do rosto, coradas. Ele verificou seus pulsos para observar a circulação; ela parecia bem.

– Você está comigo, s/n?

 – Sim, bem aqui – ela disse, com um tom de voz quase infantil, como se imaginasse que ele não podia vê-la nem senti-la em seu colo. Ele riu suavemente.

– Ah... você está longe, lá no subespaço. Mas eu gosto de vê-la assim. Está pronta para transar comigo agora, minha garota? Porque não posso esperar. Estou aqui, completamente excitado por você.

– Sim. Por favor…

Ela estava alheia, profundamente mergulhada no subespaço. Mas ele podia sentir o desejo irradiando de sua pele, em ondas de puro calor. Derretido. E, quando introduziu a mão sob o cobertor macio, ele encontrou-a completamente molhada. Ainda. De novo.

– Ah, yoongi... por favor… agora – ela murmurou.

Ele levantou-se, com ela em seus braços e foi até uma das alcovas protegidas por cortinas, nas paredes externas do clube. Lá, deitou-a sobre a mesa alta e acolchoada, desenrolou o cobertor que a envolvia, colocando-o sob o corpo dela, e ficou ali, em pé, apenas olhando para a maravilha que era seu corpo nu. Desperto. Liberado. Bem tratado. Mas não o bastante. Ainda não.

 Ele tirou as botas, as calças jeans, a camiseta e manuseou seu pênis teso e dolorido. Subiu na mesa, ajoelhando-se entre as pernas abertas de s/n. O sexo dela estava rosado, brilhante. Ele inclinou-se para sentir o sabor da mulher. Era doce e salgado o gosto de seu gozo na língua dele. Alec lambeu aquela entrada, passando a língua por toda a fenda, que depois percorreu a parte externa daqueles lábios macios e seu interior.

 – Ah... nossa... yoongi.

 Seu pênis latejava, dolorido. Mesmo assim, ele não conseguia parar de provocar-se e de provocá-la. Aprofundou mais ainda a língua, e ela ofegava, gemia. Quando usou os dedos para abrir os lábios do sexo dela, massageando-os, ela contorceu-se, arqueando os quadris, em movimentos que extrapolavam a beirada da mesa. Ele afastou-se. Tinha de ver o rosto dela, o brilho das faces, seus maravilhosos lábios vermelhos levemente abertos, deixando entrever a ponta de sua língua rosada entre os dentes. Totalmente excitada, por razões que ele mal conseguia entender. Seu pênis deu um salto, a camisinha apertando aquela circunferência intumescida. Ele não podia mais aguentar. Olhou o rosto dela enquanto enfiava dois dedos em seu interior. Os longos cílios dela vibraram, as maçãs do rosto tensas.

 – yoongi... preciso... gozar de novo.

– Sim. Mas desta vez meu pênis é que vai fazer você gozar... quando eu penetrar em você.

– Sim. Depressa, yoongi. Ah, sim...

ele seria rápido. Não podia esperar nem mais um segundo. Ainda ajoelhado e abrindo bem os lábios da vagina dela, introduziu o pênis em uma única e suave penetração.

 – Ah... – os olhos dela se abriram, como um par de cristais escuros, penetrando até o âmago dele. O prazer foi agudo, desesperador. Os joelhos dele tremeram. Respirando fundo, ele envolveu os delgados quadris de s/n, trazendo-a para mais perto, até que seu pequeno monte de vênus ficou pressionado contra o corpo dele.

 yoongi podia ver a pontinha de seu clitóris. Lembrou-se da textura dele em sua língua. Outro surto de prazer só de pensar no gosto dela, vendo seu corpo entregando-se ao gozo, curvando-se em suas mãos. Os cabelos dela pareciam chamas espalhadas por toda parte. E o tom de seus mamilos era de um vermelho-escuro, ambos tão duros e inchados como seu clitóris. Deliciosos.

Ele inclinou-se e envolveu um deles com a boca, e ela veio em sua direção, fazendo mais pressão contra seus lábios. Ele chupou e começou a fazer movimentos de vaivém, enterrando-se cada vez mais fundo nela para em seguida retirar, devagarinho, um angustiante centímetro por vez. O sexo dela era como uma luva úmida e sedosa envolvendo yoongi. O corpo dele, tenso, estava concentrado em possuí-la, em golpes lentos, tentando evitar o orgasmo rápido, como um adolescente.

Ele sentia-se assim, mergulhado em prazer. Perdido na sensação. No corpo dela. s/n era perfeita demais. Ele sentiu-se maravilhado: por sua beleza, desejo e confiança nele. Mais ainda porque tinha alguma noção de quanto aquilo fora difícil para ela. s/n fitava-o com aqueles dois pontos de cristal cinza, brilhando à luz esmaecida do ambiente.

 Ele sentiu que ela estava bem ali, com ele, de um jeito que nenhuma outra mulher estivera antes. E, quando o prazer aumentou, mais e mais, pulsando em suas veias como um raio, algo em seu peito disparou. As mãos dele envolveram seus cabelos, os dedos enroscando-se nos cachos selvagens. As pernas dela envolveram a cintura dele, as coxas tensas atraindo o corpo e yoongi.

 Ele percebeu que ela tremia toda, seu sexo cada vez mais estreito, apertando-o.

– yoongi.

 Ela gozou, tremendo, agarrando os ombros dele, enterrando as unhas em sua carne. E aquele raio fluindo nas veias dele para sua barriga, púbis, até o pênis. Ele explodiu em um orgasmo que o incendiou, deixando-o cego. yoongi sacudiu-se por uma eternidade. E, quando aquilo acabou, abraçou-a fortemente, seu rosto enterrado no pescoço dela. Ela estava agarrada a ele, os braços esbeltos enrolados em seu pescoço, os seios amassados contra seu peito. O perfume dela envolvia-o completamente, tomava conta de sua mente.

Aquela onda em seu peito não tinha ido embora. Ao contrário, havia crescido e se espalhado. Pare com isso. Você está bem. Muito bem. Mas seu pulso estava martelando de um jeito que não podia ser explicado apenas pelo imenso esforço. Era diferente. Mais quente. Uma suave fusão. Ele não sabia que diabos era aquilo. Nem tinha certeza de que gostava da sensação. Mas gostava.

 – yoongi.

– Você está bem, s/n?

 – Sim. Sim.

 – O que é, então?

– Eu... não sei. Nem eu.

Mas ele não disse em voz alta. Não podia admitir que havia algo errado. Para nenhuma outra pessoa. Sequer para si mesmo. Mas alguma coisa estava se passando com ele. E talvez com ela também. Não sabia o que aquilo significava. Toda aquela palpitação cardíaca, a sensação de estar explodindo, como se quisesse... o quê? Ele não sabia. Não tinha a menor ideia, porra!

 Ele apenas a apertou mais, aspirou fundo, sentindo aquele cheiro sombrio de baunilha da terra misturado com o sal de sua pele. Os braços dela estavam enrolados em seu pescoço, a face ainda pressionada no seu peito. Sua respiração era quente e entrecortada. Ele esperou que a calma chegasse

para ambos: seu pulso rápido, as batidas do coração de s/n irradiando-se nos lábios dele pelo pescoço dela. Mas ele parecia não se aquietar. Aquele trovejar no peito não queria parar. A pulsação de s/n também não diminuía, e logo sentiu lágrimas em sua pele.

 – s/n, o que é isso? Pode me dizer?

 Havia real preocupação em sua voz. Não apenas aquela inerente a um bom dominador. Ele ouviu a própria voz como se viesse de outra pessoa, parecia tão estranha. Essencialmente pessoal.

– Não é nada – ela sussurrou.

 – É sim. Você está entrando em pânico?

– Não. Não é pânico.

 – O que é, então?- Ele tinha de saber. E isso ia muito além de seu trabalho, de sentir-se responsável.

 – Alec, eu... eu apenas estou sentindo demais. Não estou acostumada a isso.

– Nem eu – ele sussurrou.

– O quê?

 – Nada. Nada. O que você quer de mim?

 – Só... isso. Ficar aqui sentada, envolvida em seus braços. Ou que você me deixe ir embora e me mande para casa agora mesmo

 – Você sabe que isso não vai acontecer, s/n.

– Sim.

 Ele enlaçou-a mais forte ainda, quase esmagando-a em seus braços. Mas pareceu que era aquilo mesmo de que ela precisava. Do que ele necessitava, maldição!

– yoongi?

– O quê?

– Estou feliz que você não vai me mandar para casa.

A respiração dele ficou suspensa, como se tivesse recebido um soco no estômago. Ele estava feliz também. Não conseguia, porém, dizer isso. Jamais havia ficado sem palavras em sua vida. Até agora. Até s/n. Simplesmente respire. Ele inspirou profunda e longamente, depois expirou e voltou a fazer esse movimento. E, como as lágrimas dela haviam secado, ele podia respirar normalmente outra vez, sem aquela estranha dor no estômago, no peito. s/n tinha relaxado um pouco. Ele levantou as mãos e desenroscou os braços dela de seu pescoço.

– yoongi?

– Não se preocupe.Vou levá-la para minha casa. Agora mesmo.- Ela assentiu com a cabeça. yoongi ajudou-a a descer da mesa, vestiu-se e caminhou com ela de volta à área de jogos que haviam usado.

Auxiliou-a a colocar a roupa, e era como lidar com uma boneca, de tão quieta e totalmente indefesa que ela estava. Ele desejou abraçá-la de novo. Basta levá-la para casa, colocá-la na cama. Deitar-se com ela. Ele guardou seus instrumentos e eles voltaram ao veículo, onde ele ligou o motor e os aquecedores de assentos. Ela estava lânguida, quieta. yoongi colocou um CD de música clássica, alguma peça suave de Chopin, mantendo o volume baixo.

A essa hora tardia da noite, não levaria muito tempo para ir do centro da cidade às cercanias de Beacon Hill. Ele desceu diante de sua casa e ajudou s/n a sair do carro. Ela ainda estava meio mole, quieta, o rosto com uma expressão perdida, atordoada. Ele também se sentia um pouco zonzo. Entraram, subiram as escadas até o quarto dele, onde yoongi desnudou-a cuidadosamente e colocou-a em sua cama. Ela parecia frágil deitada ali; o rosto pálido contra os lençóis brancos, os travesseiros de plumas.

– yoongi, estou com frio.

– Já estou indo.

Ele tirou as roupas e deslizou para a cama, ao lado dela. s/n enroscou-se nele de um jeito que jamais fizera antes. Como uma criança, procurando o calor do corpo dele. O dela estava quente e suave, e ele sentia-se melhor do que nunca na vida. Nem mesmo conduzindo sua motocicleta. Ou jogando escravidão e sadomasoquismo. Fazendo sexo. Estava ficando excitado de novo, mas não era aquela faísca com o desejo que ele sempre sentia por ela. Era uma inevitável reação ao corpo, à presença dela. s/n sentia-se incrivelmente bem nos braços, na cama dele.

yoongi não queria se questionar a respeito. Não iria gostar de nenhuma das respostas. E gostava demais disso. Demais. Podia lutar contra essa sensação, mas não naquela noite. Estava ali com ela. E isso bastava. Era mais do que suficiente. Era exatamente o que ele queria.


Notas Finais


espero que tenham gostado amores


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