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História "Mais que parceiros" - Capítulo 1


Escrita por: Sweettiee

Notas do Autor


E aí, gente? Turu bom com vcs:3?

Quis fazer uma one-shot de Club 57 dessa vez, espero que gostem :)

(Tá bem mais ou menos, mas blz ksks)

Capítulo 1 - Capítulo único


O relógio de parede da van marcava dez horas da noite, o horário em que Cecília e Nero costumavam dormir para acordarem o mais cedo possível no dia seguinte. A guardiã protestava sobre isso, mas Nero afirmava que os dois não podiam dormir muito para que ambos ficassem atentos a visitas indesejadas. "Uma grande perda de tempo, a gente já esconde a van pra evitar esse tipo de coisa" — Cecília pensou e falou um monte de vezes, mas seu parceiro era teimoso como uma porta.
Porém, naquele dia em especial, os guardiões não estavam com muita vontade de cair no sono e o motivo disso era nada mais nada menos do que a pequena Eva, que estava tirando os dois do sério com suas mudanças temporais.

— Argh! Eu não sei mais o que podemos fazer com essa garota! — Nero levantou-se rapidamente da cadeira, empurrando-a para trás com a ação.

— Você sabe que ficar nervoso não vai mudar em nada a questão da Eva. — Cecília desviou o olhar de sua tela em que Rubén dormia feito um bebê para fitar seu parceiro.

— E você quer que eu fique como?! Feliz e sorridente porque vamos acabar na sarjeta por causa das ações da Eva? — o guardião segurou forte o encosto da cadeira até seus nós dos dedos ficarem brancos.

Em dias normais, Cecília apenas deixaria Nero sozinho lidando com sua raiva e começaria a assistir uma série ou fazer alguma outra coisa qualquer, mas ela achou melhor tentar acalmá-lo dessa vez. Começou a aproximar-se dele a passos curtos e parou a alguns centímetros de distância. Nero notou sua aproximação e desviou os olhos envergonhado.

— Desculpa.

— Tá tudo bem. A Eva também tem me causado dores de cabeça, mas eu tento não pensar muito nela para o bem da minha sanidade. — ela caminhou até ficar ao lado do parceiro na frente de um dos painéis de controle da van.

— Não sei como você consegue...

— É, nem eu sei. Mas a série "Aventuras Espaciais de Galactica" ajuda bastante.

Os dois viraram a cabeça para se encararem, um sorriso fraco em ambos os rostos.

— Tenta não pensar muito nisso, sei que vamos dar um jeito de evitar que você seja condenado pelo tribunal do tempo.

O jovem demorou um pouco para responder. Ser condenado pelo tribunal do tempo era uma coisa que o assombrava desde a mudança causada pelas cartas da Eva. Ele não sabia o que faziam com os rebeldes nesse lugar e não estava nem um pouco afim de descobrir.

— Espero que esteja certa.

— Eu sempre tô certa, Nero. Quem comete os erros aqui é você. — Cecília disse em tom de provocação, cruzando os braços.

— Bem, eu não posso discordar disso.

A guardiã esperava uma outra provocação ou brincadeira, mas não aquilo. Seu parceiro parecia mesmo derrotado e ela se arrependeu na mesma hora do que tinha dito. A expressão brincalhona se desvanecendo.

— Nero. Para. — Cecília agarrou o rosto do parceiro com as duas mãos, forçando-o a olhar para ela. — Sim, você cometeu alguns erros, mas não seja tão duro consigo mesmo.

— Alguns?! — o rapaz desvencilhou-se da parceira e começou a andar pela van. — O resgate da Sofia não serviu pra quase nada, confiei na Verô e ela desligou o mundo de mentira sem a Eva dentro dele e o Miguel, ha, nem preciso dizer nada!

— Nero...

— Eu não sirvo pra liderar e nem pra ser um guardião do caos decente! Você que deveria ser a líder do grupo.

Foi a primeira vez que Cecília viu o guardião chorar, isso a deixou assustada e ao mesmo tempo fez uma estranha tristeza surgir em seu peito.

Não deveria ter começado aquela conversa, deveria simplesmente ter deixado Nero sozinho lidando com sua raiva.

Mas agora era tarde demais para se arrepender. Só ela poderia dar um jeito no estrago causado. Engoliu o choro e fez a sua melhor cara de uma guardiã pronta para a missão.

Nero estava sentado na escadinha da van, tentando esconder os olhos vermelhos. A garota se juntou a ele.

— Quem criou os Guardiões do Caos? — soltou em voz firme.

No início o guardião não entendeu o porquê daquela pergunta e decidiu ficar em silêncio. Também não queria que Cecília o visse chorar (mas ele duvidava que ela já não tivesse visto).

— Hein, Nero? Quem criou os Guardiões do Caos? — ela insistiu.

— E-eu. — ele respondeu relutante, ainda sem encará-la.

— E quem recrutou todos os membros, organizou as primeiras missões, conseguiu os equipamentos?

— Fui eu.

— Hmm. Interessante. Parece que você não é um guardião do caos muito ruim no final das contas.

— Mas isso já faz muito tempo. Não faz diferença mais.

— Não faz diferença? Nero, você foi o responsável pela criação do grupo e acha que não faz diferença?!

O guardião permaneceu em silêncio.

— Você não é o único que erra. Acha que eu nunca cometi erros sendo uma guardiã do caos, mas eu já cometi vários. E como guardiã do tempo também. Sabe, teve uma vez que eu quase esgotei a energia da van escutando um cd com a Sofi.

— Não acredito que você fez isso. — ele enfim olhou para a garota ao seu lado.

— Ah, eu fiz. E outras coisinhas também, mas é melhor deixar de lado essa parte.

— Cecília, Cecília...

— Não foi nada demais, eu juro! — a garota levantou os braços em defesa.

— Tá legal, vou te dar um voto de confiança.

Os dois começaram a se encarar seriamente e depois de um tempo não aguentaram mais e se desmancharam em risos. A guardiã foi a primeira a se pronunciar, o semblante sério.

— Você é um ótimo guardião, Nero. E também um ótimo líder. Pare de pensar que não é.

— Acha mesmo? Ou tá falando isso só pra eu me sentir melhor?

— É claro que eu acho. — ela sorriu. — E você me conhece o suficiente pra saber que eu não minto.

Ele sabia. Inclusive havia vezes em que a parceira era sincera até demais.

— Mas agora para de chorar, eu não sou preparada psicologicamente pra lidar com você nesse estado. — Cecília deu tapinhas em seu ombro.

— Pode deixar. — ele riu fraco.

— Ótimo, agora vamos dormir. Amanhã temos que pensar em algum plano contra a Eva. — a garota levantou-se da escadinha da van e foi atrás do seu saco de dormir.

— Certo. E... Cecília...

— Hum?

— Obrigado por estar ao meu lado, você é uma grande amiga.

Cecília virou-se para ele com um sorriso terno nos lábios.

— E obrigada por estar ao meu, você também é um grande amigo.

Após isso, ambos foram dormir, com mais confiança do que nunca que iriam conseguir deter a Eva.



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