História Mais Que Uma Aposta - Capítulo 23


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Amor, Comedia, Esporte, Família, Festa, Luta, Novela, Romance
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Palavras 2.760
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, LGBT, Luta, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oioioioioi olha quem voltou rapidinho para postar mais um cap para vcs... Espero que gostem e não esqueçam de comentar e favoritar... O cap tb ficou meio grande, mas espero que não incomode..

Capítulo 23 - Jantar


Fanfic / Fanfiction Mais Que Uma Aposta - Capítulo 23 - Jantar

Deitada na cama de solteiro de Scott enquanto uma velha vitrola marrom dele tocava o álbum do Tony Bennett que eu tinha dado como pedido de desculpas me encontrava olhando seu teto colorido salpicado de tintas de tons azuis, amarelo e verde sem uma forma exata e alinhada em seus braços podia me sentir em uma paz que nunca imaginei sentir.

-Por favor, me fale como você fez essa obra prima. – Falei apontando o teto.

-Não me julgue, eu tinha uns 10 anos e estava cansado do meu quarto todo branco e queria fazer algo artístico e colorido aqui, infelizmente minha vítima foi o teto e não ficou nem um pouco parecido com a noite estrelada como eu pretendia. – Com seu rosto afundado em meus cabelos podia sentir seu sorriso.

-Ai meu deus não me diga que isso era pra ser a noite estrelada de Van Gogh. – Aquilo parecia tudo menos essa grande obra.

-Eu tinha 10 e nenhuma experiência em pintura, na verdade até hoje não tenho.

-Definitivamente não nasceu para pintar.

-E é por isso que preferir manter o resto do quarto branco.

Mas apesar de todas as paredes serem brancas com exceção do teto em uma falha tentativa de obra de arte, Scott compensou o colorido em moveis, apesar da cama rústica em tom de madeira clara e da cômoda muda sem pés e quatro gavetas de tom preto ele tinha um grande guarda roupa retro com portas de cor azul turquesa acetinado na parede do fundo do quarto, ao lado esquerdo da porta ficava a cama que eu estava deitada com Scott junto com a cômoda e ao lado direito ficava a escrivaninha vermelha com o notebook fechado e a velha vitrola do lado, ele tinha também uma estante amarela dividida em álbuns e vinis na parte de cima e livros de todos os tipos na parte de baixo e tudo no quarto estava extremamente arrumado e limpo.

-Não sei se imaginei seu quarto assim, mas de certa forma é a sua cara. – Disse me dando conta que aquele ambiente era uma expressão do que Scott se mostrava ser. – E é um prazer conhecer o famoso Barney.

Apertei mais o velho boneco de pano roxo do dinossauro contra o peito.

-A maioria das coisas aqui são retro e rústica e é o que gosto.

-E com um belo teto.

-Você nunca vai esquecer esse teto não é?

-Não mesmo. – Sorri enquanto Scott suspirava e tirava o rosto do emaranhado dos meus cabelos para me beijar.

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Na noite de sábado minha cozinha parecia mais animada e cheia de vida desde muito tempo, muito da parte do meu pai que corria para lá e para cá com mil e uma panelas e espátulas com seu avental branco com um desenho de nós três feito por uma criança de 5 anos para o dia dos pais, ainda me espantava ele usar isso toda vez que cozinhava, era horrível.

-Não precisa ficar nervoso querido. – Minha mãe tinha um copo de vinho e sentava na bancada com seu vestido da mesma cor do vinho e sua louboutin preta. –Você cozinha extremamente bem.

-Quase um chef. – Concordei enquanto batia os dedos no mármore sentada do lado da minha mãe me controlando para não roer as unhas na sua frente.

-Mas tem certeza que ele gosta de lasanha Mia? Fiz de quatro queijos e talvez ele preferisse de carne. – Ele tirava a grande travessa do forno e o cheiro fazia meu estomago de revirar de felicidade. Amava quando meu pai cozinhava o que era frequente no fim de semana que é quando meus pais ficavam em casa, infelizmente não tinha herdado nada do talento dele, era igualzinha a minha mãe que não sabia nem ferver uma água sem queimar.

-Pai quem em sã consciência não gosta de lasanha? – Era um absurdo que houvesse pessoas assim, mas não vou julgar. Mas não confio em quem não gosta de lasanha.

-Bem espero que ele goste.

-Até quem não gosta de lasanha amaria a sua. – Minha mãe serviu outra taça de vinho e levou até meu pai.

-Você está linda. – Disse ao pegar a taça.

-Você sempre diz isso.

-Por que você está linda sempre. – Sorriu vendo minha mãe revirar os olhos.

-Por favor, não me façam querer arrancar meus ouvidos. – Falei, mas tinha um sorriso bobo estampado no rosto.

-Eu quero arrancar os meus toda vez que seu pai fica meloso assim.

-Minha pequena Lupita eu sou um velho romântico e nada pode me impedir. – Tirou o avental colocando perto do fogão, meu pai vestia uma calça jeans azul simples e uma blusa de botões preta, estilo de roupa que ele gostava de usar.

-Depois de alguns anos e eu achei que isso acabaria, mas enganada estava.

Meu pai sorriu enquanto depositava um leve selinho em seus lábios.

-E agora vou querer arrancar meus olhos. – Falei.

-Se continuar falando vou beijar sua mãe aqui e vai ser de língua.

-Por favor, eu imploro que não. – Levantei as mãos em sinal de rendição.

E a campainha tocou e me levantei rapidamente ajeitando meu vestido azul claro sem alças escolhido a dedo para ocasião enquanto ia abrir a porta.

-Boa noite. – Sorriu Scott com um buquê de rosas na mão e uma sacola na outra.

-Boa noite. Isso é para quem? – Apontei para as rosas.

-Para sua mãe, ela gosta não é? – Seu sorriso se transformou em uma careta nervosa.

-Para sua sorte ela é uma fera cativada por flores. – Ao contrário de mim que odiava qualquer tipo de flor.

-Que bom. – Ele pareceu mais relaxado.

-Entra.

-Scott. – Meu pai apareceu atrás e estendeu a mão para apertar a de Scott que mudou o buquê para outra mão para retribuir o aperto.

-Um prazer revê-lo novamente Senhor Mullivan. – Eu não sabia o que era mais engraçado. A cara nervosa e tão pálida que parecia uma parede branca de Scott, inclusive algo que eu não pensava que fosse possível com a pele bronzeada dele, ou o sorriso de vilão de quadrinho do meu pai.

-Já falei que pode me chamar de Alex.

-Claro Senh...Alex. – E ele continuava apertando sua mão e eu tinha certeza que meu pai estava colocando mais força que o necessário e os nós brancos dos dedos de Scott só confirmavam isso.

-Então. – Interrompi puxando a mão dele do aperto de urso. – Scott você já conhece meus pais então acho que não precisa de uma apresentação muito grande, podemos comer? Eu estou com tanta fome que poderia comer uma cadeira.

-Não duvido disso. – Meu pai riu.

-Olá Scott. – Minha mãe apareceu logo atrás analisando ele da cabeça aos pés exatamente igual a primeira vez que eles se encontraram.

-Boa noite Senhora Mullivan, isso é para senhora. – Ele ergueu o buquê na direção dela e vi um pouco de surpresa em seu olhar de pedra.

-Muito obrigada, são lindas. – E ali um pequeno sorriso de canto dela quando pegou as flores, seu sorriso era pequeno e quase invisível, mas estava ali. Ponto para Scott. Apertei sua mão sinalizando que ele tinha ido bem e ele apertou de volta.

-E isso é para o Senhor, na verdade é para os dois, mas... – Ele levantou a sacola bonita em tom bege para meu pai que pegou.

-Vinho? – Meu pai parecia surpreso também.

-Mia falou que vocês gostavam então...Não fui eu que comprei claro por que sou de menor, foi minha mãe, mas eu que procurei a marca.

-Casanova di Neri? Essa marca não é um pouco cara? – Sussurrei para ele lembrando que uma garrafa daquela podia custar até 1000 dólares.

-É uma safra de 2015, não foi muito cara. – Sussurrou de volta.

-Lupita gosta muito vinho, vamos tomar hoje mesmo no jantar. – Meu pai sorriu. – Vamos comer logo antes que Mia realmente coma uma cadeira.

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-Isso está incrível, acho que é a melhor lasanha que já comi. – Exclamou Scott.

-Muito obrigado foi algo que eu fiz assim de última hora. – Eu e minha mãe trocamos um olhar quase rindo sabendo bem que meu pai passou quase o dia todo planejando essa lasanha para sair “perfeito” de acordo com ele.

-Eu também arisco algumas coisas na cozinha, gosto de ajudar minha mãe quando ela cozinha ou as vezes eu mesmo faço quando ela está cansada.

-Isso é muito bom por que nossa Mia aqui não sabe fazer nem misto quente sem queimar. – Meu pai pegou no meu ombro e eu quase arranquei sua mão.

-Eu sei fazer misto quente!

-Da última vez você acionou o alarme de incêndio da casa de tão grande foi a fumaça que saiu do seu pão!

-Eu tinha esquecido o pão no forno. – Me encolhi na cadeira olhando Scott tentando controlar a risada na cadeira de frente a minha.

-Na verdade já tive o prazer de assistir Mia na cozinha e ela queimou o arroz. – Ele já nem escondia a risada.

-O perigo Jesus! –Pronto. Agora juntou os dois para falar da minha desgraça completa na cozinha.

-Minha mãe também não sabe cozinhar. – Falei na tentativa de tirarem o foco de mim.

-Nem me coloque no meio porque sei minhas técnicas e nem ligo o fogão para ariscar nada. – Ela parecia muito mais adepta do Scott ali principalmente depois de beber o vinho trago por ele. -Você bebe Scott? Se quiser posso colocar um pouco de vinho para você. – Não! Isso era uma pegadinha, eu sabia que minha mãe era contra adolescentes beberem.

-Não senhora, eu não bebo, mas muito obrigado. – E mais um ponto para Scott, apesar de já imaginar afinal na festa ele não bebeu uma gota de álcool.

-Nem socialmente? – Minha mãe não desiste não?

-Não, eu não gosto de álcool.

-Muito bem então. – Outro sorrisinho.

-Mia devia seguir seu exemplo. – Murmurou meu pai e quase entalei com um pedaço de lasanha na garganta.

Meus olhos quase soltando da orbita enquanto olhava para minha mãe para garantir que ela não ouviu meu pai, felizmente nada.

-Eu sou um exemplo de jovem. – Falei.

E foi a vez dos meus pais rirem e se tem uma coisa difícil é fazer Lupita Mullivan rir de verdade, geralmente apenas meu pai tinha essa proeza, mas agora ela ria tanto que parecia que ia sair vinho do seu nariz.

-Não entendi a piada. – Minha cara se transformando em puro descontentamento.

-Mia meu amor sua mãe e eu te amamos, mas a última coisa que você é é um exemplo de jovem.

-Não entendi, eu sou uma boa filha, não dou trabalho, não uso drogas... – Não ilícitas pelo menos, álcool não conta e foi uma vez só. – E não vou a festas... – Ta melhor parar por aqui.

-Mia você tira péssimas notas e odeia arrumar seu quarto. – Precisava falar isso com Scott aqui? Meu deus quem teve a brilhante ideia de trazer ele aqui? A desculpa foi a otária aqui. – Além de ter diversas advertências da escola por se meter em brigas. – Terminou minha mãe.

-Essa última não me arrependo. – Se entro em uma briga é por que tenho razão oras.

-Você não é adepto de lutas certo Scott? – Perguntou meu pai e dessa vez foi Scott que quase entalou com a lasanha.

-Lutas? Bem eu nunca entrei em uma na escola. – Ele é tão péssimo mentindo que dava pra ver o suor se formando em sua testa daqui, como ninguém nunca descobriu antes?

-Mas fora da escola já? – Pressionou.

-Bem... – Ele estava ficando cada vez mais nervoso. Dei um chute em sua perna por baixo da mesa.

-Ai! – Exclamou olhando para mim.

-Vocês sabiam que a média das notas de Scott é quase A em tudo? Mesmo sendo atleta ele estuda muito e ainda ajuda a mãe em casa. –Falei desviando do assunto, a última coisa que precisava era meus pais descobrindo o trabalho extracurricular de Scott.

-A? Devia ajudar Mia já que a última vez que ela tirou uma nota alta foi no ensino fundamental. – Disse minha mãe.

-Eu tiro notas altas em história.

-Só história não vai te colocar em uma faculdade. – Olhou para mim com aquelas orbitas negras que dariam medo em um leão.

-Posso ajudar sim se ela quiser. – Scott deu um sorriso ameno.

-Obrigada, mas eu sempre estudo com Lina.

-Ela estuda, enquanto você fica dormindo. – Minha mãe bebia seu vinho sentada na cadeira de anfitriã na ponta a minha direita.

-Eu vou estudar dessa vez. – E pela primeira vez eu sentia que era verdade, por algum motivo que não fazia ideia eu realmente queria estudar para tirar boas notas. – E ainda dá tempo de entrar em uma boa faculdade. – Pelo menos uma mediana, talvez sem bolsa, mas meus pais podiam pagar.

-Uau, se eu soubesse que você ia tomar responsabilidade assim tinha procurado Scott antes. – Alex ria enquanto se servia de outro pedaço de lasanha.

Dei de ombros comendo e sobre os cílios pude ver o sorriso e olhos do Scott sobre mim.

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Dessa vez foi meu momento de apresentar meu quarto a Scott com a exigência da minha mãe de deixar a porta aberta enquanto meu pai falava para nos deixar se divertir.

-Foi nesse divertir que fiquei grávida. – Recusou minha mãe a pelo menos deixar minha porta encostada.

-Mas foi divertido não? – Apontou meu pai e sentir meu rosto pegar fogo.

-Deixamos a porta aberta, tchau. – Agarrei o pulso de Scott querendo correr para o mais longe dali. Quase cair de cara na escada.

Parada no meio do meu quarto não fazia ideia do que fazer em seguida, me sentia pequena e exposta, meu quarto era um portal escancarado do meu ser. Pelo menos tive a ideia de limpar ele antes.

-Seu quarto é todo em tons de roxo. – Scott andava de um lado para o outro observando os detalhes do papel de parede listrado em branco e roxo. – Imaginei que seria mais azul já que é sua cor favorita.

-Meus pais pintaram quando eu era pequena e eu gostava de roxo, mas pretendo mudar tudo para azul. – Fiquei um pouco surpresa em perceber que Scott lembrava de detalhes tão pequenos como minha cor favorita.

-É muito bonito. – Disse por fim sentando na cama de casal.

-Eu gosto. – Fui me sentar do seu lado. – Não vai demorar muito para minha mãe vim olhar o que estamos fazendo.

Ele riu me empurrando de leve contra o colchão junto ao seu peito me apertando em um abraço carinhoso.

-Acho que gostei bastante da cama.

-É minha parte favorita.

Puxei sua nuca até alcançar seus lábios, minha intenção era apenas um selinho, mas aquela boca era como uma doce droga para o meu sistema e passei minha língua pelos seus lábios o sentindo abrir de bom grado para afundar o beijo. Suas mãos antes pousado confortavelmente em minhas costas agora descia até meu quadril me puxando para ficar em cima dele sentando em seu colo com minhas pernas dos dois lados do seu corpo. Poderia ficar assim por horas.

-Pensei que tinha dito que sua mãe não ia demorar a subir aqui. – Falou descolando um pouco nossos lábios.

-Talvez meu pai segure um pouco ela. – Respondi mordendo de leve seu lábio inferior.

-Mia... – Gemeu baixo e pude sentir meu núcleo esquentar. Nunca achei que seria tão sexy e erótico alguém gemendo meu nome assim.

Passei minha mão por baixo da sua camisa tocando de leve com as pontas dos meus dedos seu abdômen o sentir contraindo e arrepiando com o mínimo contado. Meus dedos travaram um pouco quando senti uma linha grossa e irregular logo abaixo do seu esterno e imaginei ser uma das cicatrizes causada pelo pai do Scott.

-Sem dúvidas não devíamos está fazendo isso com seus pais lá embaixo. – Falou com a voz totalmente rouca e sem perceber minha hesitação.

-Tem razão. – Sair do seu colo sentando na cama e ele me acompanhou.

-Algum problema? Você parece meio nervosa.

-Não é nada. – Apesar do ódio do seu pai fervilhando em minha cabeça por machucar você de forma tão cruel.

-Tem certeza? – Apertou sua mão levemente no meu ombro.

-Sim.

-Está ficando um pouco tarde e o tempo que estamos aqui seus pais já devem estar mais que desconfiados.

-Não precisa ir embora. – Disse sem querer deixar ele ir.

-Eu meio que preciso, não gosto de deixar minha mãe muito tempo sozinha. – Beijou minha testa antes de levantar e sentir meu coração derreter.

-Tudo bem. Scott? – Me levantei. – O pai da Lina vai casar e estava pensando se você sabe...Quer ir comigo como meu par.

-Eu adoraria. – Abriu meu sorriso deixando a mostra suas duas covinhas um em cada lado de sua bochecha.


Notas Finais


Pfv não esqueçam de comentar e favoritar, isso ajuda bastante...Muito obrigada e ate o proximo cap..


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