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História Mais que uma madrugada. - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Não tenho muito que agradecer, mas estou contente por ter terminado de forma breve essa história que surgiu no momento em que eu me encontrava sem esperança de ainda amar a literatura.
Enfim, boa leitura.

Capítulo 7 - 7 - Uma madrugada a mais


Eu estava preparando as malas, eu voltaria depois para pegar meu diploma e certificado, mas evitaria a formatura. Meus pais concordaram e depois de uma ligação de quase três horas, eles finalmente aceitaram a minha decisão de finalmente me juntar com quem eu queria. Última mala fechada, fui até a porta de Chani e me despedi de minha amiga. Eram pouco mais que dez da noite, o último trem sairia logo em direção a Marselha.

- Quer uma carona? - me assustei, estava no ponto de táxi quando Nath se aproximou, tinha uma moto linda de cor preta e estava encostado numa posição sexy.

Ele desligou quando me aproximei, a mochila nas minhas costas e a pequena maleta denunciava minha fuga, a chave em meu bolso vibrava. Ele me encarou com um sorriso triste.

- Vou para a estação de trem, e de lá...

- Encontrar o Zaidi? - assenti. - Fico feliz pela decisão.

Estendi a mão com a chave de sua porta e ele a segurou, ligou a moto novamente e me estendeu o capacete. Montei em sua garupa e partimos para a estação, ele dirigia rápido e agradeci mentalmente pois já estava atrasada. Chegamos e me despedi dele com um abraço extremamente forte.

- O que vai fazer agora? - eu conversava com ele na janela do trem que partiria em pouco tempo.

- Viajar, aproveitar a moto e a insuportável da minha gêmea em casa e partir pelo mundo - ele sorriu estupidamente lindo. O trem resfolegou e começou a arrastar lentamente.

- Fique vivo - gritei e acenei pela janela, deixando a figura loira para trás lentamente. - Obrigada por tudo.

Ele permaneceu sorrindo e eu me encostei no banco até sentir o celular vibrar:

- Eu que agradeço - Nath escreveu e eu sorri com sua mensagem, relaxando na longa viagem.


[...]


Desci na estação e peguei um táxi, rumando para a cidade em poucos dez minutos, já passava de uma da madrugada e eu estava esgotada. A casa dele estava com as luzes acesas e se encontrava na cidade, que continha museus e galerias de arte, uma verdadeira cidade para um amante da arte.

A casa rosa permanecia quieta quando coloquei a chave no portão que separava as escadas da rua. A porta estava aberta e entrei, deixando minhas coisas junto a porta. Andei pela sala bem arejada e a cozinha tinha um jantar posto a mesa para dois. Meu coração se apertou na ideia de ter entrado em uma casa errada ou que ele tinha visitas, mas tudo se dissipou quando suas mãos rodearam minha cintura e ele me abraçou forte, provocando arrepios e um sorriso espontaneo de meus lábios.

- Tive medo que não viesse - sussurrou.

- Eu não vou te perder, Rayan - ele me virou na sua direção e beijou minha boca com tanta luxúria que minhas pernas amoleceram.

- Promete ser sempre minha? - disse entre beijos, me guiando a passos incertos.

- Prometo que sou eternamente sua - ele me puxou para a mesa, me colocando sobre ela. - O jantar...

- Vamos jantar, mas antes vamos saciar essa fome.

Ele espalhou de forma ajeitada os pratos, quase derrubando as taças e o cheiro da comida me fez lambuzar a boca, mas o seu volume entre as pernas que me deixava mais molhada. Suas mãos buscaram meu corpo sem pudor, apalpando cada centímetro que ele conhecia e meu vestido permitia. Retirei sua camiseta e abaixei as calças que ele usava, ajoelhando na sua frente para saborear toda a extensão que logo me arrancaria gemidos. Sua boca falou frases desconexas e eu pude ver meu homem quase ir a loucura comigo ali a seus pés, e era essa a visão que eu queria ter por todas os dias, sempre o agradando, me dando a ele.

- Esperei tanto por você - ele pronunciou, me encarando fundo nos olhos e me erguendo, seu pau pulsando a poucos centímetros de mim.

- Por que está esperando mais? - sussurrei, lambendo seu lábios e o homem me virou de repente, suas mãos brutas puxaram meu vestido para baixo e me vi sentada novamente na mesa, as pernas abertas para receber por ele, que veio de maneira lenta e torpe, me preenchendo e arrancando gemidos a cada espaço que comprimia em mim. Minha perna esquerda foi em direção a seu ombro e ele me segurou, me fodendo como eu queria, me encarando e me amando com os olhos, o contato visual era mais excitante e vibrei quando dedilhou meu clitóris, mordendo meus lábios com a pressão que seu corpo criava.

As taças caíram, os pratos se partiram no chão e eu me joguei na mesa de madeira que balançava, o movimento de seu quadris me deixavam tonta por não conseguir acompanhar, o orgasmo vindo a mesa de jantar.

- Diga que me ama, Eve - ele segurou meu rosto, me fazendo o olhar. -Diga enquanto goza pra mim.

- Ah - eu diria, diria com força e vontade, diria todas as vezes que ele me fizesse a mulher mais feliz e se os vizinhos quisessem ouvir, eu gritaria. Minhas pernas bambearam e meu corpo se arrepiou: - Eu te amo... Rayan!

Ele me beijou, abafando o gozo total que queria gritar aos ventos, me deixando o corpo mole quando o jato quente me preencheu por completo, quando o suor de sua testa se misturou a minha e quase desabamos sobre a mesa.

- Acho melhor eu pedir uma pizza - ele riu, os cacos de vidro sobre nossos pés.

- Será que dá tempo de um banho?

Não teve pizza, nem banho direito. Lembro de ter me molhado o corpo e recebido um oral maravilhoso, ser arrastada pra cama e feito amor de novo, acordar ainda na madrugada e ver que ele me observava com um sorriso lindo de canto. Eu o tinha pra mim, e isso me bastava.

Seus verdes olhos denunciavam a libido acentuada em seu corpo e eu saboreei daquele resto de noite com fervor, e assim seria por todas as madrugadas.


Fim com Nathaniel


Depois da formatura, recebi a carta de Rayan. Ele lamentava minha decisão e agradeceu que eu lhe entreguei a chave da porta no envelope, minhas desculpas e o amor que eu tinha lhe oferecido. Mesmo o amando, eu não me sentiria bem, me sentia mal pela forma que tinha estragado seus planos, seus desejos, e não conseguiria viver sabendo que atrapalhei a vida dele por capricho.

Eu não o merecia.

Desejei que ele fosse feliz e retirei minhas coisas do café, agradecendo por não topar com Hyun, ele é o que menos queria perto agora. Saindo do café, passei em frente ao apê de Nath, eu não tinha dito nada a ele, queria que fosse surpresa.

Ele estava na academia aquela hora, então peguei minhas roupas e coisas, decorei a sala com um porta-retrato da minha formatura. Deixei minhas malas no quarto e fiz um café, esperando ele voltar. Passava das seis da noite quando ouvi a fechadura girando, eu estava sentada no sofá.

- Puxa! Ja era hora.

O corpo dele estava totalmente suado, o cheiro de másculo me inebriava e os músculos brilhavam.

- Eve?

- Escute aqui - me aproximei. - Se quer que eu more com você, ao menos me diga onde vai estar. Fiquei muito tempo sozinha.

Ele me olhava de olhos arregalados e eu tive que segurar o riso.

- Diga que não está brincando - ele sussurrou, um sorriso surgindo aos poucos.

- Achou mesmo que eu ia te abandonar?

Ele me abraçou me tirando do chão, e enlacei minhas pernas nele, rindo alto.

- Obrigado por me dar uma chance - ele me pôs no chão, e beijou minhas mãos.

- Faça valer a pena, Nathaniel.

Seus olhos se tornaram felinos, e nossas bocas se encontraram em um beijo afoito e quente. Já tinhamos feito aquilo várias vezes, mas agora era diferente, éramos um só.

Ele me ergueu e me encontrei no box do seu banheiro, a água quente caído e molhando minhas roupas que grudavam junto a meu cabelo, tirando as peças grudadas ao corpo sem se soltar.

- Vou te fazer minha mulher - ele me beijou, seu pau encaixando a mim lentamente.

Minhas coxas escorregavam de suas mãos, então ele me soltou e me prensou contra o vidro do box, sem desgrudarmos de nós e sem quebrar o contato labial, sua língua ora em minha boca, ora em meu pescoço. Ele me amava lentamente, arrebitando minha bunda na sua direção, apertando a carne que seria toda sua, gemi o chamando quando desceu a mão entre minhas pernas, massageando o local que era estocado com força.

- Diga que é minha, agora - ele sussurrou.

- Eu sou sua. Ai - ele estapeia minha bunda.

- Diga de novo - outro tapa e suas estocadas ficam mais fortes, eu iria gozar ali mesmo.

- Sou sua Nath, toda sua.

- Diga mais alto - ele me segurou no pescoço, me forçando a olhar seu rosto contorcido em prazer e os olhos mel com as pupilas dilatadas.

- Eternamente sua Nath, ah - ele me beijou quando se desmanchou dentro de mim, nossas línguas descansando sobre a outra, esperando o calor do chuveiro diminuir e nossas pernas responderem ao comando.

Ele teve forças pra me levar para cama e nos cobriu molhados e nus, e eu aproveitei daquela noite que ele me acordou com beijos pela coluna, morrendo de fome de mim. Eu saboreei seu sabor e sua forma de me amar, e o tempo me daria a certeza de que fiz a escolha certa, pois era aquele loiro que eu queria desde o começo. Encarei suas orbes de mel e suspirei, já estava cansada e teríamos mais madrugadas como ela para saborear.


Notas Finais


é isto...
Até breve.


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