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História Mais Que Vingança - Capítulo 41


Escrita por:


Notas do Autor


Olá olá olá, my girls.

Capítulo 41 - 4.1


Condominium Fresh Air, Fresno, CA - December 3, 2018. 08:45 PM.

— Dinah? - Normani bateu a porta do escritório, mas a loira não olhou para ela. - Dinah?

— Só mais dois minutos, Mani.

— Você já usou muito mais que dois minutos, Dinah.

— Mais dez então?!

— Não tem dois e nem dez minutos. - Dinah a olhou e ficou confusa, se perguntando porque Normani tinha trocado de roupa. - Eu mandei você ir dormir e você passou a noite acordada. Eu fui trabalhar e você continuou no mesmo lugar. Sabe quantas horas está acordada?

— Não sei, umas dez? - Ela sabia que não. - Quinze?

— Desde quando a Lauren te acordou antes de sumir, você só dorme uma hora e meia. Dessa vez você abusou e está sem dormir há dois dias.

— Não posso dormir, Mani.

— Dinah... - Normani suspirou antes de sentar sobre a mesa, entrelaçando suas mãos para não jogar aquele notebook pela janela. - Camila fez alguma coisa de errado?

— Por que acha que foi ela? - Dinah se virou totalmente para Normani, tirando, finalmente, toda a sua atenção da tela do notebook. - Por que acha isso?

— Você passa dia e noite na frente desse notebook e não me explica o que está acontecendo. A Lauren sumiu com ela e as meninas. Eu vi o tanto de câmeras que vocês mandaram colocar nas casas delas. Quer que eu pense o que?

— O única erro dela foi se apaixonar pelo cara errado, Mani. Esse erro veio seguido de um casamento precipitado e a única coisa que salva nessa merda toda são as meninas.

— E precisa de tudo isso por causa de um casamento precipitado?

— A questão não é o casamento, são as consequências. - Dinah se levantou sentindo o efeito de ter passado tantas horas na mesma posição e Normani teve que ser rápida para segura-la. - Obrigada. Tem alguém atrás da Camila por culpa desse infeliz, então sim, precisa de tudo isso e muito mais.

— Você e a Lauren são da polícia, podem colocar o distrito todo atrás de quem quer que seja. Não precisavam tirar ela e as meninas daquele jeito.

— Cinco anos atrás alguém começou uma busca pela Camila e somente esse ano parou...

— Para mim, isso é normal. Ela é uma Cabello. - Dinah passou cinco anos tentando acalmar Camila com aquelas palavras. - Até hoje as pessoas são curiosas para saber o motivo que levou uma das herdeiras dos Cabello a sumir depois dos dezessete anos.

— Não é a mesma coisa, Mani.

— Como não? As pessoas queriam conhecer mais das gêmeas Cabello, ainda mais porque elas não eram idênticas. Seus nomes só apareciam como K.C e S.I e isso foi o auge da curiosidade. Quando S.I se tornou a grande e melhor advogada de Fresno, Sofia Isabela Cabello, a curiosidade dobrou para saber o que tinha se tornado K. C. Se ela ia assumir o hospital que herdou ou não.

— Karla Camila. Ela sempre esteve por aqui mesmo morando no meio do mato porque o encosto queria assim. Camila ficava dias aqui em Fresno quando tinha alguma cirurgia, mas ela não deixava as pessoas saberem que ela era a dona, ela só usava o nome de casada.

— Isso é motivo de muita curiosidade, de muitas pesquisas.

— Você não está entendendo, Mani. A pessoa que procurava por Camila não ia no google atrás de fofocas, ela procurava em sistemas maiores do que temos e com os números do documento dela.

— Essa história está começando a ficar estranha, Dinah.

— Ela fica pior, pode acreditar. - Dinah puxou Normani até o sofá, onde sentaram juntas e aflitas. - Eu fiz coisas que não me arrependo e faria tudo outra vez se fosse preciso.

— Que coisas são essas?

— Se eu te contar, tenho certeza que vai me expulsar da sua casa, Mani. - Normani se apressou em negar e Dinah segurou seu rosto, beijando sua testa. - Sei que sim. Outro dia eu te conto tudo o que quiser saber.

— Se você prefere assim, tudo bem. Eu vou ir encher a banheira, quero você lá em cinco minutos e se esses cinco minutos forem ultrapassados, eu vou quebrar esse notebook na base da vassourada.

Talvez Normani tivesse ficado com raiva, mas Dinah se perguntava como poderia dizer para a mãe do seu bebê que ela mandou matar o ex marido de Camila depois dele ter a jogado no chão e consequentemente ter matado o bebê que Camila tanto esperava?

Não poderia, nem mesmo Camila sabia de tal coisa.

Como já conhecia Normani perfeitamente, Dinah mandou alguns emails para Dylan antes de subir sentindo o efeito de não ter dormido misturado com os aromas de um banho já pronto.

Se preocupando com quantos fios de cabelo branco nasceriam só naquele instante, Dylan não sabia o que fazer primeiro. Ele tinha uma mesa cheia de casos, tinha que ficar de olho nas câmeras que estavam na casa de Camila e Lauren e agora tinha mais gravações, fotos e informações da vida de Camila que Dinah havia mandado.

— Trabalhando dobrado, O'Brien? - Sem mostrar espanto com a chegada de Connor, Dylan fechou as abas principais do computador sem nenhum afobamento ou estaria ferrado. - Não cansa de ficar no lugar delas, cara?

— Ficar no lugar delas?!

— Foi o que eu disse. Primeiro era a Lauren que te fazia colar a bunda bem aí nessa cadeira, agora é a Dinah que faz o mesmo. Qual delas está levando para cama?

— Deixa de ser babaca, sabe que não levo nenhuma para cama e tenho uma namorada. O que você quer aqui?

— Só quero ajudar. - Sorrindo debochado, Connor levantou as mãos e abaixou em seguida. Provocar Dylan era um de seus jogos favoritos. - Nenhuma das duas deram as caras por aqui e você não desgrudou dessa cadeira o dia todo. Eu só quis oferecer uma mão amiga.

— Nunca fomos amigos, sei que quer alguma coisa. Fala ou caí fora. - Sua paciência estava zero e com Connor perturbando ficava um saldo negativo. - Falo logo.

— Eu realmente só quero te ajudar, cara. Sua mesa está abarrotada de casos e você está aqui enquanto a Dinah dorme até tarde e a Lauren come a vizinha gostosa dela.

— Estou aqui... - Dylan encarou Connor com atenção, tinha alguma coisa errada ali. - Que história é essa de vizinha gostosa, Paolo? Desde quando você é do departamento pessoal da Jauregui ou da Hansen? Como sabe que uma está dormindo e a outra tem ou não uma vizinha gostosa?

— Só chutei. Vai querer a minha ajuda ou não?

— Tudo bem, vou querer sua ajuda. - O sorriso de Connor cresceu e quando Dylan chamou por sua secretária, o sorriso se foi. - Adelaide, o Connor me ofereceu ajuda e eu preciso que você o ajude a separar aqueles casos que estávamos separando antes.

— Sim, senhor.

—  Não era...

— Obrigado por assumir meus casos parados. Vai ser de grande ajuda.

~ Não confie em ninguém, nem em seus pais. - A voz de Lauren gritava em sua cabeça desde o instante que Connor entrou.

~ Se alguém souber de uma vírgula do que te mandei, você sabe o seu destino. - A voz de Dinah gritou mais alto ainda.

— Se eu correr, eu me fodo. Se eu pedir ajuda, elas me fodem. Tudo me fode nessa merda.

Dylan correu até a porta para tranca-la antes de abrir as abas do computador de novo, tinha tantas coisas para fazer e só uma pergunta em mente. Como?

Como ela conseguiu ficar com a vizinha que ela tanto odiava? Como a mesma vizinha linda que havia recebido os arquivos do Thomas tinha dado mole para Lauren depois de tudo o que aconteceu entre elas?

Seus desvendeios se foram quando ouviu o toque irritante do celular tocar e na tela aparecer restrito. Ignorando a ligação, Dylan olhou rapidamente para o monitor com várias câmeras na casa de Camila, mudando para o outro e vendo a casa de Lauren. Tudo parado. O jeito era dar atenção para o pedido de Dinah.

Nas primeiras informações deixava claro que Camila e suas filhas corriam risco sim, tinha alguém muito perturbador atrás delas sim. Por conta do medo, Camila não passava mais de um ano no mesmo lugar, tais lugares que Dylan não sabia quais eram porque Dinah não falou.

— Eu não acredito nisso. - Dylan respirou fundo quando seu celular começou a tocar mais uma vez, só Deus sabia como ele odiava números restritos. - O que foi, porra?

— Nossa, a Lauren fez uma pessoa igual ela. - Tinha que ser, pensou Dylan.

— Não sabe tirar a porra do restrito antes de ligar? Que inferno, Perrie.

— Isso é falta de sexo. Já tem quantos meses que não transa?

— Qual foi a última vez que gozou?

— Não é da sua conta.

— Pois bem, Pezz, aí está sua resposta. - Dylan voltou sua atenção no caso de Camila, esperando para ver o que Perrie queria. - Perdeu a língua ou só quer me irritar?

— Você precisa transar urgentemente. - Dylan não se importou. - Eu acabei de descobrir uma coisa que nem estava procurando e achei.

— Sabia que estou trabalhando?

— Sabia que eu não ligo?

— Você tem dois minutos. Caso seja sobre nossas mães ainda não estarem de acordo com o natal...

— Relaxa, não é sobre isso. Eu não estou nem aí para esse natal.

— Os dois minutos já estão valendo, Edwards.

— Idiota. Lembra quando a Kristine caiu fora e eu assumi o lugar dela para trabalhar com a Lauren?

— Menos de um minuto e meio.

— Elas já tinham anos de parceria...

— Mais ou menos. A Lauren sempre ficava irritada porque desconfiava que Kristine não passava as informações completas, isso foi motivo de várias brigas entre elas.

— Sempre desconfiei do mesmo.

— Lauren não tem sorte com hackers, você e Kristine são péssimas em seus trabalhos.

— Cala boca.

— Eu sei muito bem que foi o Cole que pediu para você esconder as informações da Lauren. Quero muito saber o que ela vai fazer com vocês caso descubra que a mandaram para o meio do mato de propósito.

— Cala boca, O'Brien.

— Me diga, o Cole tem um pau grande ou fode melhor que todos os seus namorados e namoradas?

— Sabe muito bem que não é por causa de sexo que mentimos para Lauren, Dylan. Você mais que ninguém quis tirar aquela família do caminho dela.

— O que eu sei é que você parou de fazer o seu trabalho depois que começou a transar com o Cole. E seus dois minutos já acabaram.

— Só experimenta desligar na minha cara, Dylan. Eu ligo agora mesmo para sua mãe e digo que você tem uma namorada nova e não quer apresentar ela para ninguém da família.

— Não ouse fazer isso novamente, Perrie Louise. - Ela riu do outro lado da linha. - Filha da sua mãe.

— Presta atenção, mané.

— Fala logo.

— Quando a Lauren colocou na cabeça que queria vingança e Hailee e Hilary entraram na dela, a Kristine apareceu com um documento. Lembra dele?

— Claro que lembro. Ainda tenho o número e o nome guardados.

— Isso mesmo, era da Karla Von Uckermann.

— A mulher fantasma do Christopher. - Completou.

— Achei outra coisa com o mesmo número de documento. Tudo está apagado com esse número, é como se essa Karla estivesse morta.

— Para de enrolar, loira de farmácia.

— Sabemos o que são K.U.V, basta saber quem era Karla Von Uckermann antes de se casar. K.C.C.E. deve ser o verdadeiro nome dela e como eu não trabalho mais para a sua chefe, decidi te contar. Faça o que quiser com essa informação. E só mais uma coisa.

— O que?

— O Cole tem um pau maior que o seu e fode muito melhor que você.

— A minha mulher discorda de você. - Perrie gargalhou do outro lado da linha e Dylan finalizou a ligação irritado com ela, era sempre assim. - Te odeio, loira falsificada.

Dylan deixou seu celular sobre a mesa, voltando sua atenção nas câmeras ao invés do caso de Camila, notando que alguns dos alarmes soavam silenciosamente.

— Merda. - Dylan desligou tudo o que estava fazendo, correu para fora da sala e a trancou. Não poderia arriscar nada. - Damon, McGrath e Flombaum, venham comigo.

— Aonde estão indo? - Connor se levantou apressado, vendo Dylan passar por ele enquanto colocava seu colete e os outros o imitavam. - O'Brien?

— Não é da sua conta, continua com o que estava fazendo, Paolo.

Irritado com o jeito de falar do colega de trabalho, Connor socou a mesa e os outros saíram. Ele não poderia sair sem ninguém ver, a única coisa que ele poderia fazer era mandar uma única mensagem e foi o que ele fez.

Já na rua, Dylan dirigia o mais rápido que seu carro ia, agradecendo pelas ruas vazias naquele horário. Logo atrás dele e de Katie, vinha Daniela e Grey na mesma velocidade, fazendo o trajeto na metade do tempo que levaria.

— Flombaum, chame a Dinah na casa da Normani. Avise que estamos aqui e seja rápida. - Daniela correu ao sair do carro, acatando as ordens de Dylan. - McGrath verifica todas as janelas da casa, principalmente a do escritório. Damon, se posiciona na porta dos fundos agora mesmo.

Dylan tinha pressa, não sabia se o invasor ainda estava na casa, mas se  estivesse, ele não o deixaria fugir.

— O'Brien? - Dinah apareceu vestindo seu colete por cima do pijama, fazendo sinal para Normani não se aproximar. - O que está havendo?

— Tem alguém na casa da Lauren, cinco alarmes estão tocando.

— Cole?!

— Ele nem está em Fresno.

— Então não vamos mais esperar. Quais alarmes foram disparados?

— A janela do escritório, por onde ele ou ela entrou, sala, escada, corredor e a suíte da Lauren. - Dinah assentiu pensando se poderia ser alguma coisa relacionada com Camila, desejando que estivesse errada. - Damon está cobrindo a porta dos fundos e a McGrath está averiguando todas as janelas.

— O'Brien, manda o Damon permanecer nos fundos e mande a McGrath cobrir a rua de trás. As ordens são para atirar nas pernas caso alguém saía correndo. Flombaum, sobe com o O'Brien e eu vou cobrir a porta da frente.

— Entendido, Tenente.

— Vão.

Dinah se posicionou atrás do carro ouvindo Dylan ditar suas ordens de segundos atrás enquanto derrubava a porta da casa de Lauren, ela puxou o rádio do carro, o prendendo na porta.

Sala e escritório limpo. - Dylan informou

Cozinha e dispensa limpo. - Foi a vez de Daniela informar.

— Sobem de uma vez e deixem o rádio ligado.

— Entendido, Tenente. - Disseram em uníssono.

Ouvindo tudo o que Daniela e Dylan falavam sobre os outros cômodos, Dinah apontava sua arma para a porta estourada. Uma correria começou e uma terceira voz surgiu nos rádios de seus policiais, confirmando o que Dylan havia dito.

Fique quieto ou eu te meto a porrada, imbecil. - Era Dylan e seu jeito meigo de lidar com bandidos. - Suspeito capturado, Tenente.

O tragam para mim. McGrath e Damon, venham para frente também.

Entendido, Tenente.

Permanecendo do mesmo jeito, Dinah fez sinais com as mãos quando Grey e Katie apareceram no seu campo de visão, segurando suas armas na lateral do corpo.

— Desconhecido capturado com sucesso, Tenente. - Dylan surgiu empurrando seu novo suspeito até a parte de trás do carro, com Daniela logo atrás deles. - Ele não quer mais abrir a boca.

— McGrath, você vai avisar a central que está levando um invasor, vai esperar alguns minutos e vai avisar que ele fugiu.

— Me desculpe, Tenente, mas ninguém vai acreditar que um suspeito fugiu com o O'Brien no caso.

— Damon e Flombaum vão confirmar sua versão e depois eu dou o caso por encerrado. Não precisa prolongar a conversa com ninguém sobre isso.

— Posso fazer uma pergunta, Tenente? - Daniela se sentia intimidada perto de Dinah, mas queria mostrar serviço. - Posso?

— Quantas quiser, Flombaum.

— Isso tudo é para ajudar a Jauregui?

— Se eu falar que não, vai contar para alguém?

— Não, Tenente. O'Brien deixou claro que tudo isso é importante para todas vocês, mesmo que não envolva a Jauregui, eu não quebraria a confiança que estão depositando em mim.

— Ótima resposta. - Dinah se virou para Grey e Katie, que também já tinham deixado sua lealdade ao seu favor. - Vocês dois pensam o mesmo?

— Sim, Tenente. - Dinah sabia como escolher seus aliados e não tinha ninguém melhor que aqueles quatro. 

— Outra pergunta, Tenente.

— Sim, McGrath?!

— Paolo...

— Ele quer alguma coisa, Hansen. - Dylan disse quando parou ao lado de Dinah, guardando sua arma. - Até me ofereceu ajuda, ele quer alguma coisa e eu não sei o que é.

— Faça ele trabalhar o dobro com papéis, mantenham ele ocupado o bastante para não se intrometer nesse caso.

— Não podemos adiantar as férias dele? - Grey pensou que seria uma boa ideia. - Ou dar as férias vencidas?

— Seria ótimo, mas não. Precisamos manter ele perto, assim saberemos onde aquele imbecil fica pelo menos treze horas no dia. Podem dar três dias de folga para ele. Vamos descobrir quem é o cara que invadiu a casa da Lauren. 


Notas Finais


Girls, eu estava viajando e agora voltei pra casa, quando eu voltar com o capítulo 42, ele vem seguido do restante... Sem falta ❤


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