História Mais um cadáver - Capítulo 33


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Cadáver, Romance, Suspense
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 33 - Alicard


Leonardo estranhava Hélio ter encontrado a arma, pois os policiais haviam revirado a escola de cabeça pra baixo. Ele sentia que o amigo estava escondendo alguma coisa dele, ele sente isso desde que o garoto recebeu a carta mesmo não fazendo parte do grupo.

*****

Daphne foi ao Ossos no palito comprar algumas coisas para o almoço antes do casamento. O mercado estava vazio.

-Alguém!? Chamava a garota por alguém.

-Me desculpe. Roz foi pra faculdade, Lisandra sumiu, então "tá" tudo uma bagunça. Explicava Olga, a dona do mercado.

-Não, tudo bem. Eu só vim comprar algumas coisas pro almoço. Você vai no casamento?

-Vou chegar pra festa. Não tem ninguém para ficar aqui.

-Eu queria poder chegar só na festa.

-Vejo você na festa. Tchau. Se despediu a dona do mercado.

*****

Lúcifer estava pensando na amizade que nascia entre Lilith e Manuel. Ele sabia que não seria bom para o rapaz e aproximar de alguém, como Lilith.

******

Suzi e Sidney estavam saindo de casa, mas quando a garota abriu a porta ela viu um homem bonito, com tatuagens até o pescoço.

-Posso ajudar? Perguntou a jovem.

-Pode. Eu sou Tahri, um velho amigo do Nathan. Disse o homem.

-Nathan? Suspeitou Sidney.

-Sim. Podemos conversar? Ele parecia ser amigável.

-Nós estamos indo para um casamento, então... Disse Sidney.

-Não vai fazer diferença se vocês chegarem uns minutos depois. Falou Tahri mostrando a arma na cintura.

-Tudo bem. Podemos conversar. Disse Suzi convidando-o para entrar.

******

Manuela, Vanya e Ava estavam a caminho do salão.

-O processo vai começar na Segunda-Feira. Falava Vanya muito animada.

-Eu espero que ele vá pra prisão. Disse Manuela.

-Ele não vai pra prisão. No máximo uma detenção, com psiquiatria ou um reformatório. Explicava a violinista.

-Pelo menos vai ficar longe de você. Completou a garotinha no banco de trás.

******

Paloma, Pedro e os mortos de ontem já haviam chegado no salão. A banda arrumava os instrumentos enquanto o casal conversava.

-Você ficou ótima nesse vestido. Disse Pedro para a garota.

-Você também ficou muito bem no terno. Que pena o Ycard não escolher você para me acompanhar. Falou a garota para o novo namorado.

-Envés disso escolheu o Denver.

-Não fique chateado. Não tem mais nada entre nós dois.

-É. Mas o seu pai prefere ele.

-Ele vai se acostumar.

Os mortos de ontem preparavam os instrumentos no palco do salão.

-Nós vamos ver o casamento? Ou ficamos aqui e esperamos eles chegar? Perguntava Don curioso.

-Claro que vamos ver o casamento, idiota. Respondeu Jennifer.

-Eu não entendo por quê sua amiga conversa com aquele cara! Disse Pete para Daphne enquanto olhava o casal sentado.

-Eu também não gostei da nova namorada do Michael. Falou Don.

-Michael? Estranhou Daphne.

-Pedro. Eu também não gostei deles. Corrigiu-se o rapaz.

-O Donne tem sérios problemas de demência, por isso confunde nomes toda hora. Disse a garota de cabelo roxo.

-Ontem ele me chamou de Paulo, o cara da imobiliária. Contou Pete.

-Tudo bem. Sem problemas. Falou Daphne.

******

Leonardo já estava pronto para ir ao casamento, mas antes ele precisava tirar suas dúvidas com Eleonor.

Quando o garoto estava saindo da casa esbarrou em Archie, que o esperava do lado de fora.

-Ía bater na porta? Ou ía ficar esperando eu sair? Indagou Leonardo.

-Eu... Eu estava me preparando. Disse Archie.

-Se preparando? Pra quê?

-Pra não correr o risco de ser recebido assim.

-Assim?

-É. Com todo esse mau humor.

-Eu não estou mau humorado. Estou nervoso, pois...

-Pois...?

-Nada. Vou passar na casa da Eleonor.

-Não vai esperar o noivo e os outros?

-Combinamos de nos encontrar lá. Como o pai da Alice morreu e ela só tem uma irmã, Luke vai leva-la ao altar. Ele vai depois, os outros já foram, e eu estou indo agora.

-Quer que eu vá junto?

-Se você for junto, vou ter que explicar o que vou fazer lá.

-E por que eu não posso saber? Não precisa esconder nada de mim.

-Hélio acha que é a Eleonor quem está mandando as mensagens.

-Que bizarro. Por que ela faria isso?

-É isso que vou tentar descobrir, se for verdade.

-Me deixa ir junto. Você não dirigi, eu te levo.

-"Tá" certo.

******

Harvey e Menova estavam sentados no banco do salão onde aconteceria o casamento ao lado do salão onde acontecerá a festa.

-Procurando alguém? Indagou Harvey percebendo a filha rondar o lugar com os olhos.

-Não! Claro que não. Por que?

-"Tá" procurando o garoto, né?

-Ele deve ser um babaca.

-Por que?

-Até agora não veio até mim.

-Por isso ele é um babaca?

-Sabe que falo tudo que vem à minha cabeça.

-Sim. A vezes até o que não é necessário.

-Isso foi uma crítica, pai?

-Não. Claro que não. Eu vou procurar o noivo. Vai ficar aí?

-Não. Eu vou circular por aí.

-Procurar meu cunhado?

-Pai!!

-Desculpa. Tchau, beijinhos.

******

Lúcifer, Manuela, Rebekah e Vanya estavam sentados na frente do salão, olhando todos os carros que paravam por alí.

-Onde estão os outros? Perguntou Rebekah para o grupo.

-Paloma e Daphne estão lá dentro. Já Dorothy, Leonardo, Eleonor, Suzi e o Denver não sei. Comentou Lúcifer.

-Você acha que tem chances de ganhar o processo? Indagou a garota com o laço lavanda combinado com o vestido.

-Eu acho que sim, mesmo já fazendo algum tempo. Disse a violinista.

-E quando isso aconteceu? Se não for ruim tocar no assunto. Disse o rapaz.

-Sem problema. Quando o Leonardo entrou para o Caça Vagalumes, eu fiquei um pouco sozinha, pois era ele quem nos conectava naquela época. Eu fui para uma festa, com o Hélio, daí eu passei mal, o "Dentão" tinha sumido, então eu subi, foi quando eu escorreguei e bati a cabeça, mas estava sã, ele entrou e aproveitou. Contou a garota.

-Ela é uma guerreira. Agora "tá" lutando pelos seus direitos. Falou Manuela.

-Só porque a Alice encontrou o Ycard. Se fosse pela Manu, já tínhamos acabado com o Rexie. Disse Vanya.

O celular de Lúcifer apita. -É o Léo. Ele disse que "tá" na casa da Eleonor, com o Archie, daqui a pouco chegam. E é pra falar pro Hélio cuidar do perfume. Lia o garoto.

-Perfume? O Hélio ainda nem chegou. Falou Manuela.

-Não posso dizer o mesmo. Dizia Vanya apontando para Hélio descendo do carro.

-Oi! O que foi? Não vai dizer que tem outro corpo? Falou o garoto de aparelho vendo o espanto no rosto de seus amigos.

-De que perfume o Leonardo está falando? Perguntou Lúcifer.

******

Leonardo e Archie chegaram à casa de Eleonor. Foram recebidos e convidados para entrar.

-Eu já estava indo. O que foi? Indagou Eleonor.

-Tenho uma pergunta pra te fazer. Falou Leonardo.

-E precisava traze-lo? Disse a garota se referindo a Archie.

-Eu sou o motorista. Só responde a pergunta que vamos embora. Archie explicou sua presença.

-Quando pediu para o Nathan mandar as cartas, mandou uma pro Hélio? O garoto de óculos estava nervoso.

-Não. Não mandei. Respondeu ela.

-Tem certeza? Diz que se enganou e que mandou uma pra ele, por favor. O garoto lacrimejava.

-Não. Eu não mandei. Afirmou a garota.

Do lado de fora, Archie estava confuso, pois não parecia ser isso que ele perguntaria para a garota.

-O que houve lá dentro? Perguntou o garoto moreno para o outro rapaz.

-Eu perguntei o que estava me incomodando.

-E o Hélio ter sido convidado te incomoda?

-Ele não fazia parte do grupo.

-E sobre a Eleonor estar mandando as mensagens?

-A teoria é dele. E se ele for quem está mentindo?

-Ele é seu amigo de infância. Não acredito que está duvidando dele.

-Ele, assim como você, Vanya ou o Lúcifer odeiam a Eleonor, por ela ter me convidado para o grupo.

-Então acha que estamos com raiva porque não fomos os escolhidos? Nem tudo se resumi à você. Ela faz bullying com o Hélio, por ele usar aparelho e falar diferente, ela não gosta da Vanya porque ela toca violino melhor que ela, odeia o Lúcifer porque ele a confronta e a mim, ela criou boatos sobre nós, coisas que não fizemos e você ainda fica do lado dessa aí. Acho que teria sido melhor eu ter ido direto para o salão.

-Eu também acho.

-Ótimo. Vai ter que encontrar alguém pra te levar. Pede pra Eleonor, quem sabe ela não te joga do carro em movimento.

Archie entrou no carro, bateu a porta e foi embora.

******

Suzi e Sidney estavam sentados em frente ao homem tatuado.

-O que você é do Nathan mesmo? Indagou Sidney.

-Antigo amigo. Respondeu ele.

-Sabe que ele morreu, né? Disse Suzi.

-Sim. Eu que matei. Falava ele sorrindo maliciosamente.

-Foi você? Seu monstro, ele estava de cama. Dizia a garota chorando.

-Sim. O detetive quase conseguiu mata-lo. Mas o cara era inteligente, trocou as pílulas, então quando o Eric entrou, pensou que ele estava morto, as vezes vidrano salva vidas. Sabia que tem essa substância no sangue de gato, o salgadinho?

-O que você quer de nós? Sidney estava assustado.

-Meu dinheiro.

-Dinheiro? Que dinheiro? Suzi não entendia, era a primeira vez que tinham se visto.

-Nathan me roubou, ele se negou a devolver meu dinheiro então eu o matei. Daí descobri que ele tinha engravidado uma mocinha, você no caso. Então vim cobrar.

-Quanto é? Nós pagamos. Falou o garoto loiro.

-365.500.000.

-É muito dinheiro. Não temos tudo isso. Dizia Suzi.

-Se não me pagar em dinheiro, pagam com o bebê.

-Jamais. Não tem outro jeito de pagar essa divida? Pedia o casal.

-Pensando bem. Vocês podem me ajudar.

-Como? Falava a grávida tremendo.

-Procuro vocês. Já ocupei bastante do seu tempo. Vocês tem um casamento pra ir. Até mais. Disse o homem saindo da casa.

-Mistério resolvido. Disse Sidney quando o homem saiu.

-Que mistério?

-Nathan, morto.

-Sidney não é hora de brincar. Tinha um cara com uma arma, tatuagens até o pescoço, traficante, que matou meu ex-namorado e que ameaçou nosso bebê.

-Desculpa. Casamento?

-Casamento.

******

Eleonor andava pelo salão quando viu Menova sentada e falando sozinha.

-Oi fofa. Falando com quem? Perguntou a morena para garota sentada.

-Eu estou falando com o retardado do seu namorado.

-Eu te fiz apenas uma pergunta.

-E eu te dei apenas uma resposta.

-Você não entende com quem está se metendo.

-Eu entendo sim. Com alguém que tenta por medo nos outros, que tenta rebaixar, diminuir e maltrata, mas por que? Me diz por que? Falou a garota de óculos se levantando.

-Se quer me botar medo ou se vingar de mim é melhor começar logo.

-E quem disse que não comecei ainda? Disse Menova esbarrando seu ombro no da outra garota.

******

Ycard estava em uma das salas privadas se arrumando quando Harvey entrou.

-Você sabia quem tem uma mulher aqui na porta? Falou o professor ao entrar.

-Sim. Susany. Ela está me perseguindo.

-É isso que da namorar e abandonar a namorada.

-Eu não abandonei ninguém. Fui pra faculdade.

-E como pretende se livrar dela?

-Eu não sei.

-Vai lá e fala que acabou, é seu casamento.

-Já tentei. Ela não entende.

-Já contou pra Alice?

-Ainda não.

-É melhor contar, se não seu casamento vai acabar antes desse morango. Falou o professor comendo os morangos que estavam sobre a mesa.

-Vô conta. Disse o noivo se olhando no espelho.

******

Depois da cerimônia, estavam todos no salão de festa, curtindo o show dos mortos de ontem.

Leonardo estava pegando alguns doces na mesa de lanches quando Hélio se aproximou.

-Descobriu alguma coisa? Perguntou o garoto com a dicção falha.

-Sim.

-O que?

-Mentiu pra mim.

-Não menti. Por que diz isso?

-Ninguém te mandou uma carta.

-Do que "tá" falando?

-Ninguém te convidou pra festa onde a Eleonor "morreu".

-Ah. Me convidaram sim, eu ganhei uma carta.

-Ela mesma disse que não te mandou carta. E se tivesse mandado, você não estaria tremendo assim.

-Você esta me acusando de algo que não fiz. Eu cheguei em casa e a carta estava na minha cômoda. Eu não menti. Precisa acreditar em mim. O garoto chorava.

-Não sei se posso.

-Então tenta. Somos amigos a tanto tempo.

-Gosto de você Hélio. Queria mesmo acreditar, mas suas últimas atitudes não ajudam.

-Não fiz nada demais.

-Você roubou e queimou a carta da Manuela...

-Estava confuso.

-Invadiu o quarto da Eleonor...

-A Dorothy me pediu.

-Sumiu no baile, onde a Adelaide apareceu morta...

-Eu...

-E me levou a arma, que nem a polícia encontrou. Os primeiros podem ter explicações, mas e os outros. Me desculpa, mas preciso de um tempo.

Leonardo foi em direção a mesa onde estava junto com os outros adolescentes, e Hélio ficou lá secando seus olhos.

-O que foi Hélio? Perguntou Lilith se aproximando do rapaz.

-Nada Lilith. Eu vou ao banheiro. O garoto foi em direção ao banheiro.

******

A banda deu um intervalo, para descansar. Jennifer percebeu Menova olhar Donne o show inteiro.

-"Tá" vendo? Perguntou aestáota de cabelo roxo para o irmão.

-O que?

-Não se faz de sonso, seu latino falso.

-Mas do que está falando?

-Da garota que "tá" te olhando desde o começo da festa.

-Quem a de óculos?

-Sabia que tinha visto. Vai falar com ela.

-Mas Pete pediu pra não nos envolvermos.

-Você tem demência, ele não vai se importar.

-Só "tá" falando isso porque está de olho no gostosão dos braços grandes.

-Ele me parece solteiro.

-É. Mas não para de olhar para a garota com o "Pedro".

-Quem sabe se eu for lá, ele não olha pra mim.

-E se o Pete nos pegar?

-Que se dane o Pete, somos como caminhões de carga, precisamos descarregar.

-Que nojo Jenny.

-Vai lá bebê. Você consegue. Falou ela empurrando o garoto.

Donne foi em direção a Menova.

-Oi. Eu sou o Donne, mas pode me chamar de Don. Falou ele se aproximando.

-Eu sei quem você é. Eu sou Menova. Não sei do que pode me chamar.

-Que tal de namorada?

-Rápido demais.

-Também acho. Só não poderia perder a oportunidade.

-Fez bem. Você toca muito bem.

-Assim como toco instrumentos, também sou DJ.

-DJ? Legal. Sabe tocar muitos instrumentos?

-A bateria principalmente, mas também violão, guitarra, piano, saxofone, flauta, surdo e triângulo.

-Nossa. Eu sou boa em aritmética.

-Ariti... O quê?

-Aritmética. É matemática.

-Seu pai claro.

-Ele mesmo.

-É um bom professor. Infelizmente não "tô" na aula dele.

-Como assim?

-Tem muitos alunos, vou entra no ano que vem.

-É a super lotação. Esse é um dos pontos fracos de Ponte dos Mortos, apenas uma escola. Que esta prestes a cancelar todas as comemorações e atividades extracurriculares.

-Como a banda?

-Não essas. As atividades de campo, como os escoteiros. Após o acampamento.

-Acampamento?

-Depois das festas de fim de ano. Talvez na segunda semana do ano. Você iria.

-Eu iria, se você fosse.

-Mesmo se não quisesse eu teria que ir. Meu pai junto com o noivo organizaram tudo.

-Ele é professor?

-Não. Mas participa de um clube de campos para jovens, que faz esse tipo de coisa.

-Maneiro.

-Estão te chamando, é melhor voltar ao palco.

-Certo. Até mais, Nova.

******

Enquanto a banda tocava música para os casais dançarem coladinhos, Lúcifer observava Manuel e Lilith dançarem.

-"Tá" dançando comigo ou está olhando o novo namorado da sua ex. Falou Rebekah.

-Eles não namoram. Mas sinto que ele está entrando numa enrascada.

-Por que?

-Só conhecemos a pessoal realmente quando a única coisa que sentimos por ela é pena.

-Não acha que "tá" exagerando?

-Ela me prendeu, me deixou sangrando naquela floresta, exagero nunca será o bastante.

-O que pensa em fazer?

-Vou alerta-lo, e se ele quiser continuar nisso, o problema é dele.

******

Leonardo e Denver estavam sentados na mesa enquanto todos dançavam, pois não tinham um par.

-Quer dançar comigo? Perguntou Denver para o amigo.

-Você é muito bonito Denver, mas não vai rolar.

-Não sabe o que "tá" perdendo.

-Um cara que não sabe diferenciar garoto de garota.

-Eu sabia que era uma garota.

-Não até abaixar as calças.

-Cala a boca.

-"Tô" brincando. Achei que esse dia seria ótimo.

-E não foi?

-Com sérios altos e baixos.

-Estresse?

-Sempre.

-Quer que eu te acalme?

-Denver!? Qual é seu problema?

-Qual deles você quer que eu te explique?

-Você "tá" bêbado?

-Não.

-Está sim.

-Só pouquinho.

-Quer que eu te leve pra casa?

-Só se você ficar.

-Fica aí. Eu vou comer os doces de amendoim.

-O detetive pegou todos.

-Detetive?

-Sim. Ele foi lá pra trás.

Leonardo foi em direção aos banheiros, procurando o detetive e os doces de amendoim.

-Leonardo! Sabia que viria atrás de mim. Falou o detetive.

-Detetive Pazone. Que bom te ver.

-Não. Sabe Léo...

-Leonardo.

-Certo. Sabe LEONARDO, os irmãos Thompson?

-Quem? Adelaide e Teddley? Sim. O que tem eles?

-Eles morreram, lembra?

-Sim.

-Você sabe quem matou eles?

-Não.

-Pois eu suspeito de alguém.

-Tem alguma coisa para te fazer suspeitar de alguém?

-Sim. Você.

-Eu? Eu não fiz nada.

-Fez sim. Assim como todos os seus amiguinhos.

-Somos inocentes.

-Inocente é uma palavra tão vaga. Inocente. Inocente do que? Da morte? De ser inocente? De ajudar a pendurar o corpo? Ou a enterrar o corpo?

-Que corpo foi enterrado?

-Teddley.

-Achei que ele tinha sido encontrado no lago.

-É. Mas alguém te entregou.

-Mas não fiz nada.

-Infelizmente no bilhete que encontrei não tinha seu nome, mas sei que fez alguma coisa. Toma. O detetive entregou um doce para o garoto. -É melhor comer, por quê lá na prisão não tem desses.

******

Manuel estava sentado em um dos bancos onde aconteceu a cerimônia, quando Lúcifer se aproximou.

-Olá Lúcifer. Faz tempo que não o vejo. Falou o garoto loiro.

-É. Precisamos conversar. Falou o TI.

-Sobre o que?

-Lilith.

-Ela é legal, né.

-Não. Ela não é. Você sabe que foi ela quem me prendeu na floresta, estava lá quando contei.

-Sim. Mas não acredito mais nisso.

-Ela pode parecer legal no começo, mas logo vai te apunhalar pelas costas.

-Ela vai me ajudar a escutar.

-O que?

-Vai conseguir os aparelhos, então eu não vou mais precisar ficar olhando os lábios de ninguém se mexer.

-Tudo bem. Agora uma coisa sobre você.

-Sobre mim?

-É. Quando namorava ela, o assunto sempre era as pessoas menos "normais".

-Você falava mal das pessoas nunca te imaginei assim, e muito menos a Lilith.

-Uma delas era você. Ela falava com te achava estranho, como era nojento conversar com aleguem que fica a conversa inteira olhando sua boca.

-"Tá" inventando.

-Bem que eu queria. Minha parte eu já fiz, agora vai de você se afastar. Lúcifer se levantou e saiu do salão.

******

Leonardo foi para casa, porque não conseguia esquecer as coisas que o detetive tinha lhe falado.

Quando o garoto entrou na sala, a primeira coisa que viu foi Archie sentado no sofá.

-Nossa!! Você tem que parar de entrar na minha casa assim. Leonardo se assustou com a presença do rapaz.

-Desculpa. Mas eu vi como saiu do casamento.

-Estava certo. Nem tudo é sobre mim. Então pode voltar pra festa, porque eu queria poder.

-Você pode.

-Não dá. Fiz uma coisa horrível, por medo. Eu tentei esquecer, guardar pra mim, mas eu não consigo.

Archie se aproximando falava. -Confia em mim. Me conta.

-Eu matei o Teddley.

-O que? Mentira. Você não matou.

-Eu matei, por medo. Ele já tinha atirado no Hélio, ele ía matar todo mundo, foi a solução.

-Fez o que precisava, pelo que eu entendi.

-Ele estava chateado, triste, se sentindo trocado e humilhado. Já me senti assim tantas vezes.

-Principalmente...

-Quando a Eleonor espalhou os boatos sobre nós. Leonardo chorava muito.

-Não precisa ser como uma pedra, que só se sente úmida nos dias de chuva. Você é humano, comete erros, é assim que eles vão te qualificar, pela quantidade de erros. Mas não é por isso que tem que parar de errar.

-"Tá" me dizendo que tenho que matar mais pessoas?

-Não. Não é isso. O que quis dizer é que não deve se culpar e sim se sentir normal, ele ía acabar com você, tomou a decisão certa ao escolher acabar com ele primeiro.

-Ele vai me pegar. Então vou ser acusado por todo corpo em Ponte dos Mortos.

******

Cosme andava pelo salão no meio da multidão, quando viu Eddie brincar com Ava. Ele se sentiu excluído como na noite de halloween, e ele não iria deixar.

-Oi amigos. Falou ele se aproximando.

-Oi Cosme. Quer brincar? Perguntou a garota.

-E por que eu brincaria com você? Disse o garoto com a voz rouca e agressiva.

-Por que "tá" falando assim? Eddie não havia entendido.

-Cala a boca, seu merdinha. Acham que por serem mais claros que eu tem mais direitos.

-Mas o que nós fizemos? Ava não entendia.

-Eu vou furar você, eu vou furar você por inteiro. E agora, vamos brincar?

******

Luke entrou em casa e encontrou Leonardo chorando nos braços do amigo.

-O que "tá" acontecendo? Perguntou o garoto mais velho.

-Eu matei ele! Eu matei! Exclamava Leonardo em voz alta.



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