História Mais um Clichê Romântico - Capítulo 13


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Categorias Originais
Tags Adolescente, Amor, Clichê, Colegial, Drama, Escola, Festa, Romance
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Palavras 1.938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu me segurei muito para não postar esse capítulo logo que postei o último. A história está indo super bem, quero agradecer à todos os leitores - mesmo os fantasminhas s2 -, vocês significam muito para mim! Boa leitura!

Capítulo 13 - Planos de uma sexta-feira à noite


Fanfic / Fanfiction Mais um Clichê Romântico - Capítulo 13 - Planos de uma sexta-feira à noite

Dias atuais...

- Nunca mais o viu? – Matheus perguntou um pouco perplexo depois de ouvir minha história.

- Nunca. – Respondi – Não que ele não tenha me procurado, ele até tentou durante os primeiros meses, mas acabou desistindo. Naquele mesmo dia quando cheguei em casa eu gritei e chorei com a minha mãe, fiquei brava com ela por não ter me contado, mas fiquei com mais raiva dele por ter nos trocado. Insisti que ela me contasse tudo, e que não deixasse nenhum detalhe de fora. Resumindo a história ele tinha essa amante a mais ou menos uns dois anos, e aquela criança no carro era dele, uma menina. Ela deve ter uns 4 anos hoje em dia. As viagens a trabalho do Fernando eram na verdade escapadas para ficar com a vagabunda. Por isso que ele e minha mãe discutiam tanto quando ele voltava. – Fiz uma pausa para suspirar pesado – Ela sabia esse tempo todo, Matheus. Ela sabia e ele continuou fazendo, e no fim nos deixou.

- Ele e sua mãe mantêm contato? Digo, para pagar a pensão e tudo mais.

- Naquele dia eu me autodeclarei sem pai. Pedi para minha mãe negar qualquer pensão ou ajuda e falei que não queria vê-lo nem aos finais de semana e nem nunca. Ela tentou me fazer mudar de ideia, dizia que uma menina precisa de uma figura paterna. Mas que tipo de pai abandona a família por puro egoísmo? Por isso trabalho meio período desde o começo do ensino médio, preciso de dinheiro para a faculdade e não quero deixar esse fardo para a minha mãe.

- Entendo. – Ele parecia procurar as palavras certas – Você não acredita no amor?

- Claro que acredito, mas isso não quer dizer que seja uma coisa 100% boa. O amor machuca, nos deixa vulneráveis. E sinceramente, Matheus, eu não sei se aguento a dor de um coração partido mais uma vez, demorei muito tempo para superar o que meu pai fez. Ele destruiu a minha mãe, destruiu nossa família. E começou outra antes mesmo de nos deixar. As pessoas são egoístas, prefiro ficar sozinha.

Ele sorriu e segurou minha mão que se encontrava em cima da mesa.

- Espero que um dia mude de ideia, o amor vale a pena, Maju.

[...]                                                                         

Logo a sexta-feira chegou e quando entrei em casa depois do colégio encontrei minha mãe na cozinha desembalando o almoço que havia comprado.

- Oi, minha florzinha! – Ela correu em minha direção e me encheu de beijos e abraços.

- Oi, mãe. – Dei risada e abracei de volta com força.

- Como você esteve? Não pulou nenhuma refeição, não é?  Precisou de alguma coisa?

- Foi tudo bem, mãe, não esquenta. Mas e a viagem?

- Ah, querida, eu tenho quase certeza de que dará tudo certo e logo serei promovida, quem sabe assim você não precise mais trabalhar.

- Já conversamos sobre isso, eu vou pagar minha faculdade, já tenho um bom dinheiro guardado.

- Isso não é certo! Eu que deveria pagar por tudo.

Revirei os olhos e me sentei colocando a comida em meu prato.

- Maria.

- Sim, mãe? – Respondi sem desviar os olhos da comida.

- Promete que não vai ficar brava?

A olhei sem entender nada.

- Brava com o quê?

Ela respirou fundo antes de me responder.

- No avião conheci alguém. Um homem super gentil, e ele me convidou para jantar hoje à noite. – Eu a olhava sem demonstrar absolutamente nada – E eu aceitei.

Direcionei meu olhar para meu prato e revirei um pouco da minha comida com o garfo antes de olhar novamente para ela.

- Acho bom você passar num salão antes, não quero que ele pense que minha mãe não se cuida. – Ela havia arregalado os olhos para mim – Talvez um corte de cabelo diferente, você está muito careta.

Demos risada juntas.

- Não tem problema? Eu sei o quanto esses assuntos são delicados para você e eu não namoro desde... bom, você sabe.

Segurei as duas mãos dela e as beijei.

- Exatamente, são delicados para mim, não para você. Longe de mim ser empata foda e te impedir de ser feliz.

- Olhe a boca, Maria Júlia!

Dei risada e voltei a comer.

 

Nicolas POV

Eu estava na varanda de casa lendo um livro para a aula de literatura quando vi o carteiro chegar. Antes que ele apertasse a campainha fui até o portão recebê-lo. Ele me entregou algumas cartas, provavelmente contas e havia uma caixa de tamanho médio com um embrulho cor de rosa. Assinei uns papéis e entrei com a tal caixa e os envelopes. Coloquei tudo em cima da mesa da cozinha e então reparei num adesivo grudado no embrulho.

“De um admirador; Para Lavínia Lessa”.

Ergui uma sobrancelha, mas de qualquer forma gritei da base da escada, chamando minha irmã. Depois de uns minutos ela apareceu com uma toalha na cabeça.

- O que foi?

Apontei para a caixa e ela olhou tão confusa quanto eu. Rasgou o embrulho e abriu a caixa que tinha uma estampa florida. Dentro da mesma continha vários ursos de pelúcia e muito – é sério, muito mesmo – chocolate e doces de todos os tipos. Ela retirou um cartão branco e leu em voz alta.

- “Já que você adoça a minha vida resolvi fazer o mesmo, espero que tenha um ótimo dia!” – Ela lia com a maior expressão de tédio – Esse cara não desiste mesmo, que brega.

- Quem te mandou tudo isso? – Falei enquanto pegava uma barra para mim.

- Não faço a menor ideia, mas já tem um tempo que tenho recebido coisas de um “admirador” – Ela fez as aspas com as mãos, debochando do coitado.

- Arrasando corações, hein, irmãzinha! – Apertei uma de suas bochechas.

- Ah, vai ver se estou na esquina, Nicolas!

Ela saiu bufando enquanto eu dava risada. Olhei para aquele tanto de doce. Lavínia não iria comer aquilo, ela odiava ganhar 1kg se quer. Peguei meu celular no bolso da calça e mandei uma mensagem para Theo.

 

Isabella POV

Já havia anoitecido quando terminei meu dever de casa. Desci até a cozinha e abracei minha mãe por trás.

- Estou com fome.

- Pensei que ia dizer o quanto me ama. – Ela brincou.

- Você já sabe disso. – Mostrei a língua.

Ouvi a campainha tocar e corri para atender.

- Theo? O que faz aqui?

Instantaneamente comecei a ajeitar as poucas mechas curtas de cabelo que estavam em meu rosto por causa da trança quase desfeita. Ele deu um sorriso que quase me tirou o ar dos pulmões por completo.

- Vim te chamar para sair.

- Q-quê?!

Ele percebeu o que havia dito e ficou nervoso.

- Não to falando de um encontro, eu quero dizer em grupo, mais pessoas, sabe? Amigos, todo mundo, se divertir. – Ele dizia sem parar para respirar – Amigos?

Meu coração quase saiu pela boca, por um momento pensei que ele fosse realmente me chamar para sair com ele.

- Eu entendi, aonde vamos?

- Nicolas que teve a ideia, ele disse que tem uma tonelada de doces na casa dele e chamou todos para dormirem lá. Ou seja, você, eu e Maju.

- E ela aceitou?

- Por isso vim aqui antes, você tem que convencê-la. Nicolas leva a gente até o apartamento.

Ele apontou para trás onde Nicolas estava encostado no carro com Lavínia. Ele acenou para mim e eu retribuí o gesto.

- Eu não sei, Theo.

- Ah qual é, Isa, vamos! Vai ser ótimo, vamos ter karaokê, sinuca e filme de terror. – Ele disse chacoalhando meus ombros com entusiasmo.

- Você está mesmo animado com isso?

Ele corou um pouco e coçou os cabelos, desviando o olhar.

- Talvez tenha algo a ver com a garrafa de tequila que eu consegui para a gente.

Dei risada, eu e Theo nunca recusamos tequila.

- Tudo bem, vamos.

- Mesmo? – Ele perguntou arregalando os olhos.

- Sim.

Ele me ergueu num abraço para comemorar minha decisão e eu paralisei ao sentir o cheiro do seu perfume tão de perto. Quando ele me colocou novamente no chão eu queria enfiar minha maldita cara vermelha na terra, como um avestruz.

- E-eu vou me arrumar.

Bati a porta na cara dele e fui correndo para o meu quarto.

 

Maria Júlia POV

- Esse vestido não, é muito tiazona!

- Maria Júlia, olha o respeito!

Eu e minha mãe estávamos discutindo sobre qual roupa ela deveria usar, daqui uma hora o tal paquera dela viria buscá-la. Ouvi a campainha e olhei para ela com os olhos arregalados.

- Será que entendi errado o horário que marcamos?

- Fica aqui e coloca o vestido que te falei, vou atender a porta.

- Mas...

- Coloca logo, mulher!

Fechei a porta do quarto dela e fui atender quem quer que fosse. Dei de cara com Isa, Theo, Nicolas e Lavínia amontoados no pequeno corredor.

- O que diabos?

- Oi, melhor amiga de todos os tempos desse magnífico universo que sem você não faria sentido! – Isabella sorria demais.

- Como é?

- Seguinte – Ela foi entrando, consequentemente fazendo todos entrarem – Você vai dormir fora hoje, porque vamos nos di-ver-tir! – Ela disse a última palavra pausadamente, parecendo uma idosa no bingo.

- Espere um minuto. – Levantei o dedo indicador.

Fui até a porta do quarto da minha mãe e sem abrir gritei para ela:

- Alarme falso! Não é ele!

- Graças ao bom Deus! – Minha mãe gritou de volta.

Voltei até meus amigos que já se encontravam sentados na sala.

- Me expliquem isso direito, detesto quando vocês fazem rodeios para me dizer algo.

- Vamos todos dormir na casa deles – Theo falou apontando para Nicolas e Lavínia que se sentavam lado a lado.

- Vamos, vai ser divertido, prometo. – Isa pegou na minha mão.

- Você sabe que não resisto aos seus encantos. – Resmunguei me jogando em seu colo.

- Isso é um sim? – Lavínia perguntou?

- Sim. Mas só porque minha mãe tem um encontro hoje e eu ia ficar assistindo as reprises de Friends sozinha. E isso é extremamente depressivo para uma sexta-feira à noite.

- É sério, ela tem um encontro? – Theo perguntou animado.

- Seríssimo.

- Vocês duas devem ter feito alguma simpatia juntas, arrumaram namorado tão de repente. Me ensina aí, po! – Isa fingiu indignação.

Dei uma risada fraca devido ao nervosismo pelo assunto do namoro. Droga, preciso aprender a mentir melhor. Nesse mesmo instante minha mãe surge na sala usando o vestido que eu havia recomendado, um tubinho preto com as costas abertas. Ela estava deslumbrante e eu sorri ao vê-la.

- Como estou? – Só então ela reparou que tínhamos visita – Nossa Senhora, quanta gente.

Todos acenaram e sorriram para ela.

- Eles me chamaram para sair, tudo bem?

- Claro, querida.

- E vamos todos dormir na casa do Nicolas e da Lavínia.

Ela pareceu procurar o nome na memória e então olhou para ele, se lembrando do jantar.

- Oh, claro. Como vai, rapazinho? Vejo que você e minha filha se entenderam.

- Tudo ótimo. Maria só se faz de difícil – O encarei de boquiaberta – mas agora somos bons amigos. A propósito, dona Andreia, a senhora está muito linda.

Ela deu uma risadinha que me deixou irritada, Nicolas é mesmo um aproveitador. Tentando ganhar a simpatia da minha mãe com elogios.

- Obrigada, querido! Que exagero.

- Eu vou pegar minhas coisas e vamos logo, antes que eu vomite. – Falei me levantando do colo da Isabella.

Eles deram risada e eu, ainda de costas para eles indo em direção ao meu quarto, mostrei o dedo do meio.

Desaforados...

 


Notas Finais


Uma coisa que esqueci de falar: mudei a capa da fic porque uma amiga minha me disse que o rapaz que me inspirou para criar o Nicolas era de uma novela que acabou recentemente na globo, e eu - atualizadíssima - não fazia a menor ideia, porque não assisto TV. Enfim, troquei a pessoa, porque pesquisei sobre o tal rapaz e ele é meio velho ein, hahaha, porém não deixa de ser lindo hehe. Obrigada por lerem! Não esqueçam de comentar, amo vocês s2 Até o próximo, meus amores!


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