História Mais um Clichê Romântico - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Tags Adolescente, Amor, Clichê, Colegial, Drama, Escola, Festa, Romance
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Palavras 2.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorei alguns dias apenas, me desculpem! Eu viajo toda semana e as vezes não consigo adiantar muitos capítulos. Mas para compensar vocês escrevi esse assim que cheguei de viagem e - spoiler alert - vocês vão amar heheheheh. AGORA PODEM LER! BEIJOKAS!

Capítulo 14 - Breaking Free


Fanfic / Fanfiction Mais um Clichê Romântico - Capítulo 14 - Breaking Free

Me sentei no banco de trás junto de Lavínia e Isabella, os meninos na frente com Nicolas na direção. Colocamos nossos cintos de segurança e ele virou para nos olhar.

- Alguém precisa parar em algum lugar ou podemos ir direto lá para casa?

Ninguém falou nada, apenas concordamos com a cabeça e assim ele deu partida no carro. Fomos conversando o caminho todo sobre o que faríamos hoje a noite. Eles estavam animados demais para uma simples noite fora de casa.

- Tive uma ideia! – Gritou Theo, que olhava para nós sobre o ombro esquerdo – Quem perder na sinuca e no karaokê bebe um shot da tequila que estou levando!

Agora faz mais sentido.

- Negativo! – Franzi a testa em indignação – Vocês sabem que não bebo nada além de cerveja.

- Deixa de ser careta, garota.

Encolhi os ombros com a resposta de Lavínia.

- Vou ter que concordar com ela, amiga. – Isa colocou sua mão em meu braço.

- Relaxa, Maria – Ouvir a voz de Nicolas tão repentinamente meu deu um arrepio na nuca – Meus pais não ligam para bebidas, desde que seja dentro de casa. Se você não aguentar beber é só parar.

- Está bem. – Disse quase sussurrando.

Eles gritaram em comemoração, quase uivaram eu diria. Joguei a cabeça para trás enquanto ria dos meus amigos. É talvez eu devesse ser menos careta.

[...]

- Essa é a nossa sala de jogos. – Lavínia abriu uma porta dupla no segundo andar de sua enorme casa.

- Ai. Meu. Deus. – Isa falou pausadamente para no final deixar a boca em formato de O.

Acompanhei seu olhar e dei de cara com um cômodo quase do tamanho do meu apartamento inteiro. Haviam tantos vídeo-games ali que eu nem perdi meu tempo contando. Haviam também alguns jogos de fliperama, mesa de sinuca, pebolim e uma área apenas para karaokê. No canto esquerdo da sala continha alguns puffs e uma mesinha no centro de frente para uma enorme televisão. Nicolas e Theo apareceram atrás de nós trazendo consigo uma caixa florida e algumas sacolas com refrigerantes.

- O que acharam? Vamos ou não ter uma sexta-feira sensacional? – Nicolas perguntou sorrindo enquanto colocava as coisas na mesinha.

Isabella, que estava de costas para os meninos, se virou para eles.

- Me passa logo a tequila!

Ela e Theo fizeram um high Five super sincronizado e Lavínia deu uma risada que eu jurava que ela não era capaz de dar.

- Vou pegar os copinhos, já volto.

Observei a loira ir em direção à porta com um sorriso. Gosto de pensar que agora somos amigas. Retornei minha atenção aos meus amigos que abriam a tal caixa florida. Caminhei até eles e então pude ver o que era. Doces, muitos doces.

- Você comprou tudo isso? – Virei para Nicolas que estava ao meu lado esquerdo.

- Na verdade não. Comprei apenas os refrigerantes. Lavínia recebeu essa caixa hoje mais cedo.

- Não me diga que o Lorenzo... – Mordi o lábio inferior com medo de continuar a frase.

- Não, não. Nem pensar. – Ele fez uma pausa para olhar para Theo e Isa que brigavam por uma barra de chocolate branco – Na verdade, não sabemos quem está mandando essas coisas para ela. De qualquer forma, Laví não está tão entusiasmada com isso.

- Ah, entendo.

- Está afim de perder no karaokê para mim, Menezes? – Ele desafiou arqueando uma de suas sobrancelhas ao mesmo tempo em que sorria abertamente.

- Já sei! – Isa apareceu de repente no nosso meio – Vamos em duplas.

- E o que vamos cantar? – Theo falando indo em direção aos microfones do karaokê.

Eu e Isa nos olhamos com um sorriso cúmplice nos lábios.

- High School Musical! – Dissemos ao mesmo tempo.

- Eu ouvi alguém falando em High School Musical? – Lavínia apareceu com cinco copos de shot empilhados em uma mão e uma garrafa de tequila na outra.

- Nem pensar! – Theo gritou.

- Para de ser um babaca, todo mundo já assistiu e gosta de HSM. – Falei cruzando os braços.

- Vai ser mais bonitinho se cantarmos em casais. – Lavínia apontou.

- Não acredito que Theo vai dar para trás. – Isa fez beicinho.

- Me ajuda aqui cara! – Theo olhou para Nicolas.

- Ah, o que tem demais? Lembra quando a Laví fazia a gente assistir o tempo inteiro quando éramos crianças? Você sabe as letras, até eu sei.

Theo resmungou enquanto Isa e Laví comemoravam.

- Quem vai com quem? – Isa perguntou.

- Eu vou primeiro e sozinha, todos nós sabemos que vou ganhar de todos vocês sem o mínimo de esforço. – Lavínia jogou os cabelos loiros para trás do ombro – Fabulous é minha!

Nicolas foi até o aparelho de karaokê e pegou um controle, procurando a música certa.

- Eu vou com a Isa! – Theo gritou – Quer dizer, tudo bem? Vamos juntos?

Isabella ficou levemente vermelha enquanto dava uma risadinha em concordância.

- Acho que somos uma dupla.

Olhei para Nicolas ao meu lado e concordei rapidamente antes de ir em direção à mesinha aonde estava a tequila. Puxei um copinho da pilha e o enchi. Ouvi gritos e aplausos vindo dos meus amigos.

- Isso aí, Maju! – Theo foi pegar sua própria dose.

- Sabia que você só se fazia de sonsa. – Lavínia deu uma batidinha com seu quadril no meu.

Fechei os olhos e franzi o nariz antes de levar o copo até minha boca e sentir a leve queimação em minha garganta.

[...]

- All I wanna do, is be with you, be with you. There's nothing we can do just wanna be with you. Only you!

Isa e Theo estavam cantando uma das músicas do último filme, Lavínia já havia cantado Fabulous da Sharpay. Sim, eu sei... típico. Aliás, ela foi ótima, ela realmente mandou ver. Aquela regra de quem beber perde ficou para trás logo que Lavínia começou a cantar. Nós viramos shots a cada jogada de cabelo que ela dava e agora que Theo e Isa estavam cantando bebíamos a cada vez que eles ficavam com as bochechas coradas.

- Já escolheu nossa música?

Nicolas havia se aproximado e eu nem percebi até que sussurrou em meu ouvido.

- Acho que alguma do primeiro filme.

Ele parecia pensar, até que me olhou com um sorriso travesso.

- Já sei.

- Qual?

- Você vai ver.

Resolvi ignorar isso até que finalmente chegou a nossa vez. Eu virei mais uma dose e balancei a cabeça, como se isso pudesse me livrar do gosto da bebida em minha boca. Andei até Nicolas que me estendia um dos microfones. O olhei desconfiada, mas esperei que a música começasse.

Um piano tocava ao fundo.

- We're soaring, flying. There's not a star in heaven that we can't reach.

Nicolas começou a cantar e eu imediatamente sorri para ele. Puta merda, uma das melhores.

- If we're trying. So, we're breaking free.­ – Continuei o dueto.

Eu não sei se foi a nostalgia pela música de 2006, ou se foi pela bebida, ou até mesmo por ser o Nicolas cantando a música comigo, o que tornava tudo isso ainda mais estranho. Mas eu estava animada demais para deixar de sorrir.

- You know the world can see us in a way that's different than who we are. – Ele não parava de me olhar.

- Creating space between us ‘till we're separate hearts.

- But your faith it gives me strength, strength to believe. – Cantamos juntos.

Nicolas virou para nossos amigos antes de começar o refrão de uma forma extremamente contagiante.

- We're breaking free!

Ouvi aplausos e berros e me contive para não dar uma risada. Durante toda a música ele trocava olhares comigo, mas dessa vez não liguei, estava tudo muito divertido para me incomodar com isso. Não é todo dia que cantamos um dueto de Troy Bolton e Gabriella Montez com algum garoto. Ele me puxava para dançar com ele nas partes mais animadas da música e eu o acompanhei em tudo. Nos abraçamos de lado e também nos seguramos como se estivéssemos dançando uma música lenta enquanto um olhava para o outro sem desviar o olhar.

É, eu definitivamente já estava começando a ficar bêbada.

[...]

Lavínia POV

- Precisamos de mais tequila! – Theo se manifestou após ter perdido para mim mais uma vez na sinuca.

Fui até a garrafa em cima da mesinha e, de fato, estava vazia. Procurei pelo resto do pessoal com os olhos e encontrei Nick, Isabella e Maria Júlia num jogo de dança. Gargalhei alto com aquela visão de Nicolas tentando dançar. Me aproximei deles e fiquei na frente da tela para impedi-los de ver os movimento que deveriam imitar.

- Que diabos? – Maria perguntou.

- Laví, qual é!

- Qual é, maninho, é que a bebida acabou. – Falei impaciente.

Chacoalhei a garrafa vazia na sua frente. Estávamos bem animados, mas ninguém de fato bêbado. Eu acho.

- Ninguém aqui tem dezoito anos ainda. – Isa disse desanimada.

- Como você conseguiu essa garrafa, Theo? – Perguntei enquanto deixava a garrafa no chão.

- Achei perdida na casa do meu velho esses dias.

- Eu consigo comprar.

Todos nós nos viramos para Nicolas com rostos animados. Theo pulou em seu amigo e os dois começaram uma lutinha ridícula.

- Chega dessa merda e vamos para o carro, crianças! – Exclamei.

[...]

Nick estacionou numa distribuidora um pouco longe de onde moramos.

- Fiquem aqui e não saiam do carro.

Concordamos com a cabeça e não falamos nada enquanto esperávamos pela volta de meu irmão. Menos de cinco minutos e ele volta com duas garrafas da mesma tequila que Theo havia levado para nossa casa. Isa pegou a sacola com as bebidas e abraçou com todo o cuidado, como se fosse um recém nascido. Eu definitivamente subestimei essa garota, ele bebeu mais que todos nós, perdendo apenas para Theo.

- Pare em um supermercado, Nick. – Pedi.

- Ok.

Ele tirou o carro do estacionamento da distribuidora e logo estávamos novamente em movimento. Theo, que estava no banco da frente, ligou a rádio em alguma estação e começou a tocar uma música do Bon Jovi. Sem que precisássemos trocar um olhar se quer, cantamos em sincronia a música inteira.

Poucos minutos depois paramos num supermercado 24 horas. Abri a porta, mas antes de sair olhei para todos.

- Alguém vai querer ir? Vou comprar comida para nós.

- Comida? To indo! – Theo abriu a porta e foi indo na frente.

- Eu vou também!

Isa e eu caminhamos normalmente em direção à entrada do local e sem que percebêssemos Theo saltou de sabe-se lá onde nos assuntando com um grito.

- Ahhhhh!

Isa quase pulou no meu colo.

- O que pensa que está fazendo, imbecil? – Olhei furiosa para Theo.

Ele gargalhava enquanto eu o fuzilava com o olhar.

- Por que sempre faz isso? Que sem graça!

Isa batia com a força de uma criança de dois anos nos braços dele.

- Relaxa, baixinha.

Ele a pegou pelo ombro e fomos logo comprar o que queríamos. Antes de perder totalmente a visão do estacionamento, olhei para trás a tempo de ver Nick e Maria sentando juntos em cima do capô do carro.

 

Nicolas POV

Saí do carro e me sentei em cima do capô, olhei para dentro do carro e Maria Júlia me olhava um pouco sem jeito. Dei uma risada fraca e a chamei com a mão para que se juntasse a mim. Ela desceu dos bancos traseiros e fechou a porta do carro se sentando ao meu lado. Ficamos um tempo quietos olhando para frente enquanto o vento bagunçava nossos cabelos.

Minha mente tem estado uma bagunça nesses últimos dias. Após a decepção que foi meu primeiro namoro eu meio que não dei muita bola para relacionamentos. Eu tinha certeza de que seria como antes, que nenhuma garota atrairia minha atenção. Até que conheci Maria Júlia. Mas o destino provavelmente não quer que eu namore, porque na primeira vez que acho que me apaixonei por alguém, esse alguém tem um namorado. Só de lembrar da porcaria do meu primeiro namoro uma raiva toma conta de mim.

Tentei não me alterar, afinal Melissa estava bem longe agora. E eu terminei com ela, ninguém poderia fazer mais nada. Aquele “namoro” finalmente havia chegado ao fim e aqui estou eu: milhares de quilômetros de distância de toda aquela insanidade e ao lado de uma garota sensacional. Mas que tem um namorado. Que droga!

- Eu nunca pedi desculpas por ter sido super rude com você quando nos conhecemos.

Ela falou me tirando de meus pensamentos. A olhei tentando ler suas expressões. Ela parecia apenas tímida com o assunto. Suas bochechas levemente coradas devido ao vento forte e frio que fazia naquela noite de agosto. Sorri para ela.

- Eu nem me lembrava disso. – Fui sincero – Não esquenta, Maria Júlia.

A empurrei de leve com meu próprio ombro e voltei a fitar a minha frente, mas percebi que ela não deixou de me olhar.

- Por que sempre me chama de Maria ou Maria Júlia? Me sinto um pouco intimidada, já basta a sua irmã me chamando apenas assim. Maju é melhor.

A encarei sério, mas logo comecei a rir.

- Qual a graça?

- Você mesma me disse naquele jantar na casa do Theo que eu não deveria usar esse apelido para te chamar.

Ela fez uma expressão de surpresa e então escondeu o rosto com as mãos.

- Eu sou muito grosseira. Me desculpe.

Ela parecia realmente incomodada com o jeito que havia me tratado quando nos conhecemos, apesar de eu não ter me ofendido em momento algum.

- Ei, não se preocupe, de verdade.

- Como é que você ainda é gentil comigo mesmo depois daquilo?

Ela continuava a esconder o rosto.

- Não minto quando falo que não tem com o que se preocupar. Eu não me senti mal em momento algum. – Respirei fundo antes de continuar – Acho que isso faz parte do charme em você que me chamou atenção. Você fica linda quando está brava.

Ela levantou a cabeça rapidamente mostrando suas bochechas mais avermelhadas do que antes. Aquele contraste da pele pálida com as bochechas coradas a deixava muito atraente.

- C-como?

Eu não estava bêbado, mas queria usar isso como desculpa pelo que eu fiz no momento em que olhei para a boca de Maju. Apoiei meu peso em um braço e inclinei meu corpo para deixar meu rosto próximo do seu, tirando meu olhar de sua boca apenas para fitar seus lindos olhos castanhos. Ela não recuou. Merda, deveria ter recuado, Maria. Com a outra mão puxei ela pela nuca, finalmente colando nossos lábios.


Notas Finais


FINALMENTE ESSES DOIS CUZÕES FIZERAM ALGUMA COISA EIN HAHAHAHAHH Será que a Maju vai se dar conta de que esse medo de se machucar não vale a pena? E será que o Nick vai se arrepender por ter beijado uma garota 'comprometida'? heheheheheh Eu estava numa nostalgia muito foda esses dias, me lembrando do meu fundamental 1, quando assistia HSM e etc. E esses dois cantando Breaking Free............. QUERIA!
Duas coisas: 1- me desculpem qualquer erro, fiquei horas tentando escrever esse capítulo e nem revisei (até achei ele meio 4/10). 2- recomendem a fic para os seus amigos, vou ficar muito feliz de ter leitores novos! Obrigada por lerem mais um cap. Mil beijos e até o próximo. Amo todos vocês s2


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