História Mais Uma Chance - Dramione - Capítulo 8


Escrita por: e Smel

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Draco, Draco Malfoy, Dramione, Harry Potter, Hermione, Hermione Granger
Visualizações 1.001
Palavras 2.016
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olaaaá!

Boa noite, lindezas. Aqui vai mais um capítulo.

Lembrando sempre que PLÁGIO É CRIME. Houve notícias de uma fanfic da Smel sendo plagiada e eu sinceramente fiquei e estou muito chateada com isso. Então, por favor amiga plagiadora, desfaça o que fez, ok? Agradecida.

Boa leitura!

Capítulo 8 - Sem sexo oral na Carolina do Norte


Hermione

Sem nem pensar muito, eu abri o aplicativo de mensagens e digitei o número de Draco, que embora eu tivesse excluído dos meus contatos e de todas as redes sociais, eu ainda sabia de cor. Uma janela com uma conversa em branco surgiu e alguns segundos depois uma foto dele abraçado com Lilah apareceu no canto superior esquerdo da tela do meu telefone.

Toquei na barra de texto e assim que o teclado foi exibido na tela, eu comecei a digitar a nossa primeira mensagem em anos. Eu estava mais nervosa do que poderia estar, embora aquela situação fosse remotamente familiar. Meus dedos trêmulos começaram a percorrer pelas letras, apagando algumas coisas que eu escrevia antes de apertar o “enviar”.

Hermione: Apreciando a minha foto?

   Draco ergueu a cabeça rapidamente, e vi pelo canto dos olhos quando ele me encarou com o cenho franzido em confusão. Quando percebeu que eu não o olharia de volta, ele voltou a observar o celular, me fazendo rir de lado.

Draco: Por que está me mandando mensagem se eu estou bem aqui do seu lado? E de que foto você está falando?

Eu odiava quando ele se fazia de sonso e ele sabia muito bem disso. Meu temperamento mudou imediatamente de melancólico para explosivo e eu mal precisei apagar uma palavra sequer da resposta que eu digitei.

Hermione: Daquele nude que eu te mandei na última semana do nosso namoro. A mesma que você espalhou para a escola inteira. Que tal?

   Ouvi a risada dura dele, mas ignorei a forma rude que ele me olhava.

Draco: Eu enviei? É sério que vai continuar com essa farsa? Achei que já estávamos sendo claros um com o outro… Mas ok, continue com o show.

Hermione: Claros, Draco? É sério isso? EU fui clara com você o tempo inteiro, mas e você? Como explica que a foto tenha se espalhado tão rapidamente sendo que eu a enviei apenas para você?

Draco: Sei lá, porque não pergunta para o seu amante? Ele pode ter mandado “sem querer” enquanto estava enrolando um baseado.

Hermione: Não tem amante algum, Draco. Eu já te disse isso, por que não pode simplesmente confiar em mim?

Draco: Não sei, Hermione, talvez porque, provavelmente, eu vi fotos das suas mensagens com ele. Próxima pergunta?

Hermione: E você preferiu acreditar em uma foto que recebeu de alguém aleatório que pode ter sido facilmente montada por qualquer idiota do primeiro ano a vir falar comigo, a pessoa que você dizia amar?

Draco: Não venha fazer a fingida, pelo amor de Deus!  Você acredita que eu espalhei a merda da foto, qual o seu problema? Quando eu dei a entender que seria escroto a ponto de espalhar uma foto que você confiou a mim?

Hermione: Eu só a mandei para você, amor. Quem mais poderia ter feito isso? E outra… Você ficou tão puto com a mensagem que recebeu de sei lá quem que pode muito bem ter tido a ideia de se vingar de algo que eu nem fiz.

Draco: Amor? Você está ficando louca ou só está tentando muito me deixar louco? Eu não mandei a porra da foto para ninguém! Seria de se esperar que você perguntasse o mesmo para o Theodore, apesar de eu achar difícil que ele lembre de algo.

Hermione: Desculpa, ato falho. Draco, eu nunca tive nada com o Theo.

Draco: Quantas vezes eu terei de ler/escutar isso? Meio que cansou…

Hermione: Eu também cansei de falar. Não adianta com você, eu já devia saber disso, já que você sempre foi um teimoso.

Draco: É satisfatório saber que lembra-se desse detalhe a meu respeito. Mais alguma reclamação?

Hermione: Ah, eu tenho sim. Muitas!

Draco: Por favor, pode listá-las. Aproveite e faça todas elas, porque depois disso eu pretendo esquecer da sua presença no quarto.

Ao ler isso, meus olhos se encheram de lágrimas e um soluço voltou a escapar, mas na minha tentativa de escondê-lo, eu tossi, antes de, fungando baixinho, voltar a digitar.

Hermione: Você é desconfiado, obsessivo, rancoroso, frio, cruel, ciumento, orgulhoso, traidor, egoísta, materialista, falso, mentiroso, cínico, ignorante, fofoqueiro e traiçoeiro! Você é um canalha! E eu estou decepcionada com você.

Apertei enviar e enxuguei o rosto ao mesmo tempo em que ele lia.

Hermione: Quando acabar de se masturbar com a foto que você espalhou para a escola inteira, por favor, apague a merda da luz. Boa noite.

Eu deixei o celular no mudo e puxei meu cobertor para cima de mim, ignorando a comida na lateral da minha cama. Eu precisava de um tempo para chorar em paz e, naquela noite, a forma que eu consegui para ter um pouco de privacidade foi me deitar com o cobertor sobre a minha cabeça e me encolher em posição fetal.


Draco


   Eu não conseguia parar de olhar a merda da última mensagem que ela havia me enviado antes de se encolher na cama e dormir. O pior de tudo era não saber se ela realmente pensava aquilo tudo de mim ou estava apenas chateada demais para pensar antes de falar. Depois de quase duas horas observando-a respirar fundo sob o cobertor, percebi que ela tinha dormido profundamente. Eu ainda não conseguia dormir, no entanto.

   Saí da cama, resolvendo deixar Lilah dormir em paz junto com Hermione, e me esgueirei para fora do quarto. Os corredores estavam vazios, talvez por ser madrugada em um dia de aulas. Caminhei por eles sem saber exatamente para onde ia, e nem me importar com isso. Não queria ficar sozinho de novo com Hermione quando sabia que não pararia de olhá-la dormir como um maníaco. Todas as suas explicações começaram a embaralhar a minha cabeça, e eu deveria parar aquela merda antes que piorasse a situação. Engoli em seco quando lembrei do sorriso condescendente da minha mãe quando cheguei em casa naquele maldito dia, e da forma como ela havia dado de ombros e falado “Eu disse, querido. Deveria ter procurado alguém do seu nível”. Eu não queria passar por toda aquela situação novamente, e nem dar o gostinho para os meus pais falarem o “eu te avisei” pela segunda vez. Minha saída de casa não foi tão tranquila, era mais uma tentativa desesperada de escapar de um destino que eles estavam traçando para mim. Se eu voltasse, e pior ainda, se eu voltasse com Hermione, eu perderia todo o respeito que havia conseguido naqueles poucos anos.

   Após minutos caminhando sem destino, voltei lentamente para o quarto e entrei, subindo de volta na minha cama. Chutei os sapatos para o chão e tirei a camisa, deixando-a cair. Olhei para Hermione, pensando se ela ficaria muito puta se eu dormisse como sempre dormia. Decidi que não me importava. Abri o jeans e o empurrei, jogando-o junto com  o sapato. Dalilah roncava na cama de baixo, completamente confortável com a nova cama. Bufei, escondendo um sorriso de pai orgulhoso. Como o bom masoquista que eu era, abri novamente o aplicativo de mensagens para olhar as palavras nada elogiosas que Hermione me enviara. Eu não era aquilo tudo, era? Quer dizer, existia no mundo alguém que conseguia ser todas aquelas coisas? Guardei a pergunta para fazê-la a Blás no dia seguinte. Soltei lentamente o ar, esperando que aquilo diminuísse um pouco o peso no meu peito, mas não foi uma surpresa quando isso não funcionou.

   — Eu não sou isso tudo. — Sussurrei, teimoso. Levei um susto quando ouvi a voz doce e sonolenta soando no quarto.

— É sim. E ainda por cima é burro.

   — Jesus, Hermione, que susto! Achei que fossem os desencarnados… — Balbuciei, meu coração lutando para manter-se no peito. Ela bufou contrariada, e não me respondeu. — Você é surtada. E não fala mais comigo.

— Quem não quer mais falar com você sou eu. Apaga a porra da luz!

   — Vá a merda. — Grunhi, me esticando para apagar a luz do quarto. Afundei de volta no travesseiro, fechando os olhos com força e me obrigando a dormir.

   Não funcionou nem um pouco. Duas horas mais tarde eu estava mais acordado do que antes, olhando fixamente para o teto e pedindo para alguma divindade que me ajudasse a dormir. O silêncio estava começando a me dar calafrios, e culpei Luna por isso. Por que aquela garota havia falado sobre desencarnados, porra? Bufei, reclamando mentalmente sobre pessoas simpatizantes de espíritos.

— Na França é contra a lei batizar um porco com o nome de Napoleão. – Hermione murmurou durante o sono, se virando de frente para mim. Encarei seu rosto com atenção, esperando que ela risse da minha cara ou me jogasse o travesseiro no rosto. Mas ela só suspirou baixinho, completando a frase absurda: — No Texas, quando dois trens chegarem juntos num cruzamento de vias, ambos devem parar completamente, e nenhum deve seguir adiante até que o outro tenha ido.

   — Hermione? — Chamei, preocupado. Ela deu uma risada sussurrada, voltando a se encolher. — Eu estava brincando sobre você ser surtada, não me deixe nervoso, caralho.

— Na Carolina do Norte, a única posição permitida é o papai-e-mamãe e com as cortinas fechadas.

   — Que Deus me salve da Carolina do Norte. — Sussurrei, assustado com as palavras bizarras.

— Preciso  me lembrar de nunca ir para a Carolina do Norte. Preciso avisar o Draco também… – Ela  resmungou, virando de bruços e pressionando o rosto contra o travesseiro. – Lá o sexo oral é considerado um crime contra a natureza.

   Dei uma risada, colocando a mão sobre a boca antes que a acordasse. Aquilo estava começando a ficar divertido.

   — Você pretende  visitar a Carolina do Norte, Hermione?

— Nah… — Ela riu baixinho, como se eu tivesse falado algo muito engraçado.

   — Você não gosta muito de papai-e-mamãe, não é?

— Nah… — Ela disse no mesmo tom. Era impossível ignorar a oportunidade, então me sentei na cama e olhei seu rosto.

   — E qual posição você prefere?

— Meia-nove.

  Sufoquei a risada, impressionado com a facilidade da resposta. Essa é a minha garota… Ou era. Foda-se. Pensei, rolando os olhos para meu erro estúpido. Olhei sua expressão descansada por mais tempo, pensando que tipo de sonho ela estaria experimentando naquele instante. Era a minha chance de fazer perguntas que eu não faria em outra situação, então não me julguei quando sussurrei, sem conseguir me conter:

   — Eu sou mesmo tudo aquilo que você falou na mensagem? — Demorou alguns segundos para que ela respondesse, o bastante para que eu pensasse que ela não tinha me escutado. Mas então eu ouvi, doce e clara:

— Só um pouquinho, mas eu amo você mesmo assim.

   Era a última resposta que eu esperava em toda a minha vida. Não consegui desviar os olhos dela por um bom tempo, pensando na confusão que habitava minha cabeça. Estava começando a relembrar não apenas situações, mas sentimentos que não eram bem-vindos. Eu não queria. Eu nem sequer podia. Desistindo de perguntar mais coisas, me virei e afundei meu  rosto no travesseiro, fechando os olhos e decidindo em silêncio; se eu quisesse mesmo manter minha mente sã, minha melhor escolha seria ficar longe de Hermione. E também dos seus sonhos bizarros.

— E você? – A voz dela soou curiosa. – Não vai dizer?

   — Dizer o quê? — Desconversei, me impedindo de virar para olhá-la novamente.

— “Eu também te amo, minha garota”. – Ela disse entoando uma voz grave, claramente tentando me imitar. – Fala, Draco...

   Mordi o interior da boca quando escutei ela falar da mesma forma que eu dizia antes. O  que ela estava fazendo?

   — Vá dormir, Granger. — Murmurei, e nunca foi tão difícil não olhar para ela quanto naquele momento. — Amanhã tenho aula cedo. Pare de falar, pelo amor dos deuses.

— Sem graça. – Ela resmungou, sua voz morrendo no fim da frase quando ela se enrolou mais do cobertor.

   Engoli em seco, forçando na minha cabeça minha nova meta: ficar longe de Hermione. Não importava o quanto fosse difícil, nem o quanto ela estava voltando a mexer comigo, eu ficaria longe dela. E talvez, se eu tivesse muita sorte, ela me ajudasse nessa missão. Eu duvidava, no entanto.


Notas Finais


Todos concordamos em evitar a Carolina do Norte? HAHAHAHA

Nos digam o que estão achando!
Até a próxima segunda, bbs!

😘😘


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