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História Mais uma dessas histórias de amor {Romione - Drarry} - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Capítulo dezesseis


A criatura pequenina de grandes olhos castanhos esbugalhados e vestes esfarrapadas, seguiu saltitante diante da princesa como se aquilo fosse uma atividade comum. A princesa, confusa e sem saída, seguia a criatura enquanto procurava palavras. 

- Saiba que é uma honra, Majestade, Dobby mais uma vez estar em sua presença e mais do que isso, acompanhando vossa Majestade num feito tão importante.

- Do..  Dobby? Hermione perguntou. - Este é o seu nome? 

- Decerto que sim, Majestade. A criatura continuava a seguir saltitante.

- Perdão, Dobby, mas... o que exatamente você é?

- Ora, Majestade! Jamais deve pedir perdão a Dobby. A criatura parou repentinamente, virando-se para a princesa e consequentemente assustando-a também. - Dobby é um elfo! Um elfo livre! 

- Elfos podem ser escravizados?

- Elfos nasceram para serem escravizados e servirem a seus senhores. 

- A troco de que?

- A troco de nada, Majestade. Servir é a função que qualquer elfo nasceu para exercer. Servir e adorar a seus senhores.

- Mas ao menos são tratados com dignidade? Os elfos? Hermione se ajoelhou diante do elfo fitando-o nos olhos, nos seus grandes olhos.

- Majestade, por que criaturas tão pequenas e insignificantes como os elfos, deveriam ser tratados com dignidade? 

- E por que não deveriam, Dobby? 

Houve um silêncio entre eles. Hermione continuou.

- Dobby, quando você disse estar mais uma vez em minha presença... não me lembro de ter se encontrado com você antes.

- Decerto que não, Majestade! A senhorita era apenas um bebê recém-nascido e Dobby foi incumbido de alertar o rei e a rainha, os senhores seus pais, do que estava por vir.

- Lord Voldemort. Hermione suspirou. Dobby estremeceu.

- Majestade, como ousa dizer o nome dele com tamanha naturalidade?

- E por que não dizer? O medo de um nome só faz aumentar o medo da própria coisa. Dobby, toda essa história está caindo como uma tempestade em minha cabeça. Decerto não sei quem são meus pais, não sei se tenho amigos... não sei em que posso confiar.

- Ora, Majestade. Decerto que tem amigos, sim! Os três que te esperam não poderiam ser mais leais. Dobby irá levá-la até eles e ajudá-los com o que for preciso. 

Hermione assentiu e seguiu caminhando atrás de Dobby pela floresta. Andaram um bom pedaço de chão até avistarem a cabana. A fogueira havia sido apagada, o dia estava nascendo, Ronald encontrava-se sentado em uma pedra tão imóvel quanto a mesma. Notou a chegava da princesa mas agiu como se não notasse. Gine e Harry encontravam-se de pé, conversando, e ao notarem a chegada de Hermione, correram para abraçá-la. 

- Hermione!

- Gine! Hermione caiu no choro. - Sinto muito. Eu realmente... sinto muito... eu não sabia... eu não poderia...

- Está tudo bem, Hermione, eu sei que não foi culpa sua. Gine a abraçou forte.

- Perdão, mas o que faz na companhia de um elfo doméstico, Hermione? Harry questionou.

- Dobby, senhor. O elfo fez uma reverência. - Um elfo livre, se quer saber. Harry sorriu. 

- Dobby me encontrou na floresta e ajudou chegar até vocês. Ele é a tal criatura que esteve presente na cabana no dia do meu nascimento. Hermione disse. - Após toda aquela... conversa... corri desesperadamente até o castelo e confrontei meus pais. Sinto muito em descobrir que eles não são nada do pensei por todos esses anos. Hermione lançou um olhar a Ronald, que continuava imóvel. - Decerto que estou confusa com tudo isso, mas também estou disposta a lutar. Essa luta é minha, na verdade, desde o começo, e não vou aceitar mais ninguém morrer por mim ou... em meu lugar.

Essas últimas palavras soaram com um ar frio que cortou a espinha de quem as falara e de quem as ouvia. O silêncio ousou pairar sobre eles mais uma vez, mas Ronald o rompeu ao se levantar da pedra e caminhar até Hermione. O rapaz parou a poucos centímetros de seu rosto e a fitou firme. Hermione sentiu sua espinha cortar mais uma vez e seus lábios secaram. 

- Essa luta não é somente sua. Ronald finalmente falou. - O Lord vagueia propagando o mal pelos sete reinos bem antes de você nascer. Você é a maior esperança para o seu povo, decerto que sim. Mas essa luta é de todo aquele que não compactua com esse mal. Quem decide lutar, decide que está disposto a morrer se for preciso.

O rapaz passou pela princesa e se dirigiu a Dobby, agachando-se a sua altura.

- Diga-nos, Dobby. Como derrotar um Lord dotado de magia quando não se tem posse nem conhecimento disso? 

Os grandes olhos de Dobby brilharam e o que pareceu ser um sorriso perpassou por seus lábios. Era como se o elfo estivesse esperando aquela pergunta.

- Hogwarts é o reino certo para a magia, senhor. Não há lugar mais seguro e propício. O grande bruxo Alvo Dumbledore reside por dentre as montanhas do reino e estará disposto a ajudar todo aquele que for contra Você-Sabe-Quem nessa luta. Dobby, pode levá-los agora mesmo até lá, senhor.

Ronald sorriu. Virou-se para os outros e perguntou.

- Todos de acordo? 

Todos assentiram. 

Dobby estendeu a mão indicando aos quatro a fazerem o mesmo. Em um segundo, estavam reunidos, em outro, estavam rodopiando no vácuo até caírem sobre um pasto verde musgo com vista para um lago e uma montanha ao longe. 

Dobby se levantou animado e disse.

- Bem-vindos a Hogwarts, senhores!


Notas Finais




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