História Maite Al Duzu? - Capítulo 12


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Personagens Originais
Tags Álvaro Morte, Amor, Itziar Ituno, La Casa De Papel, Professor, Raquel
Visualizações 78
Palavras 1.296
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Última de hoje!
Me declaro culpada! Porque nesse capítulo eu aliso e depois bato 😂😂 Mas será a última de hoje pra amanhã ser só felicidade 🤞🤞🤞

Capítulo 12 - Feliz aniversário


Fanfic / Fanfiction Maite Al Duzu? - Capítulo 12 - Feliz aniversário

PoV Itziar

A peça havia sido maravilhosa. Me despedia de algumas pessoas que estavam me comprimentando quando avistei Roberto conversando com alguém, e esse alguém era muito parecido com Álvaro.

“Eu só devo estar ficando louca, lógico que não é ele”

Não poderia acreditar, seria Impossível que fosse Álvaro, mas a curiosidade estava me dominando, então fui ao encontro deles, e antes que pudesse chegar, Álvaro se virou, olhou rapidamente pra mim e fugiu seus olhos.

-Álvaro?

Ele passou por mim, e não falou, nem olhou em meu rosto. Aquilo me despedaçou. Questionei Roberto mas ele me disse coisas não muito convincentes, e pude perceber que ele escondia um volume, mas eu acabei deixando pra lá, só de vê-lo meu coração já estava saltando de meu peito, eu não queria deixar aquele sentimento surgir novamente, então apenas ignorei e fui para casa, viver mais um dia só.


PoV Blanca

-Blanca

-Oi mãe

-Tem uma pessoa querendo te ver

A garota monstrinho apareceu na minha frente com um look horroroso que me fez querer arrancar os olhos.

-Ola patroa

-Ola Testuda, finalmente apareceu.

-Andei ocupada

-Nossaaaa, uau, estava ocupada amolando o facão da piãozada por aí?

-Lhe devo desculpas

-Por tentar me matar?

-Não queria te matar, só te machucar

-E porque? Garota ingrata, eu te dei apoio, e… te dei… é… enfim, te dei minha atenção que já é o suficiente

-A senhora só me humilhou em todo esse tempo, e depois das suas últimas palavras, não pensei direito e fiz o que fiz.

-E agora vem aqui com essa cara ridícula me contar isso, testa de nós todos, testa de sebo, zoio de bomba, zumbi, mortiça, volta pro inferno dragão e cospe teu fogo.

-Está satisfeita por todas essas ofensas?

-Aliviada eu diria.

-Amigas?

-Igual você foi com a Itziar? Não obrigado, quero distância de você, e só não te coloco na cadeia, porque eu também não sou das melhores pessoas na face dessa terra. Aliás até hoje não entendo porque é tão falsa com a sua “amiga” basca.

A demoniazinha sentou próxima a mim e me contou sua história.

-Eu fiz teste pra ser a Raquel na série, e consegui, mas fiquei no aguardo, então chamaram Itziar para um teste de casting e o diretor se apaixonou pela atuação dela, e chamou ela de primeira, ela fez doce dizendo que precisaria de alguns dias para pensar, e finalmente aceitou. Me chamaram e disseram que Itziar tinha ficado com o papel, ela roubou isso de mim, sabe por que?

-Por que você não tem talento nenhum criatura nefasta, só serve pra ser figurante mesmo, calada você atua melhor.

-Era a minha oportunidade dona Blanca.

-Mas nem tudo na vida é como queremos, aceita que dói menos.

-Ela tirou tudo de você e você ainda defende ela?

-Ela não pode tirar de mim, aquilo que não é meu garota. Álvaro não me pertence.

-Tem outra coisa também. Eu estava com ciúmes dela?

-Por causa de Álvaro?

-Por causa de Roberto

Fiquei um tempo olhando pra menina e depois gargalhei como se não houvesse amanhã.

-Você é louca garota, se apaixonou pelo índio tosco, isso vai entrar pra história.

-É, me apaixonei por ele, mas ele nunca quis saber de mim. Primeiro ela rouba meu emprego, depois o homem que amo

-Menina você é mais louca do que imaginei, pra que essa cabeça de balão? Uma cabeça desse tamanho e não tem nada dentro, que desperdício.

-Pode debochar, mas minha motivação para destruir Itziar, foi movida a justiça.

-Em Nárnia deve ser justiça, aqui na terra nós chamamos de Inveja.

-Mas agora não importa mais. Eu não consegui o índio, mas consegui o irmão dele.

-Que bom, vai viver na selva Jane, aproveita e deixa uma onça te comer por que o mundo não precisa de mais pessoas como você.

-Eles tem uma herança sabia?

-HERANÇA?? Quem diria que o índio tosco, tem herança??

-Sim, o testamento será aberto no nosso casamento, e eu vim aqui te convidar

-Que audácia a sua, não? Mas pra ver você virar uma índia Tainá, eu não perderia essa oportunidade.


PoV Itziar

Acordei comemorando mais uma primavera. Comemorar… sinceramente era a última coisa que eu queria fazer nesse dia. Depois de ver Álvaro após a peça devo confessar que fiquei um pouco mexida, mas o pior não foi vê-lo e sim não poder falar com ele, aliás não ter a oportunidade, porque nem isso ele teve coragem de me dar. Mas prometi a mim mesma que não iria pensar nele, ele era a última pessoa em quem eu queria pensar. Durante o dia recebi muitas mensagens pelo Instagram, pelo whatsapp, amigos me ligavam, mas a uma certa altura do dia, eu quis me distanciar daquele barulho todo. Desliguei meu celular pra não falar com mais ninguém, liguei a Tv em algum filme que eu nem estava prestando atenção, e fiquei lá, perdida nos meus pensamentos. Até que a campainha tocou.

-Itziar você está bem?

-Estou ótima

-Por Deus, estou tentando falar com você a horas, fiquei preocupado

-Está aqui, pode falar.

-Feliz aniversário. Vim te convidar para sair

-Não quero, se for só isso pode ir, quero ficar sozinha.

-Vai permanecer trancada no seu aniversário?

-Roberto qual a parte do "quero ficar sozinha" você não entendeu?

-Desculpa Princesa, eu só queria te alegrar, mas pelo jeito nada vai te fazer ficar alegre hoje.

Suspirei fundo e fiz uma cara de quem estava pronta pra chutar ele dali.

-Tudo bem eu vou embora, mas antes tenho algo pra ti, que não sei se te fará ficar feliz, mas eu seria um grande filha da puta se não te desse isso. Pra falar a verdade eu nem queria te dar e escondi de você.

Roberto tirou do bolso uma caixinha fina, bem trabalhada, e me parecia ser cara.

-Roberto? Eu já te disse que...

-Não é meu, se é o que está pensando. Álvaro me pediu pra te entregar ontem, mas eu não tive coragem. Espero que fique bem. Promete pra mim que vai ficar?

Eu respirei fundo.

-Eu estou ótima.

Roberto foi embora, e ao fechar a porta eu encostei nela e fiquei alguns segundos com os olhos fechados e aquela caixinha nas mãos, respirando fundo e tomando coragem para abrir ela. Abri os olhos e caminhei até o sofá, e finalmente abri a caixinha. Tinham duas jóias lindas, uma pulseira e um par de brincos de cores esverdeadas.

-Minha cor preferida

Respirei mais uma vez e fiquei alguns segundos olhando aquelas jóias. Quando ia fechar a caixinha, no cantinho dela pude ver que havia um papel, peguei ele é quando li me segurei pra engolir o choro, nele estava escrito:

“Maite Zaitut” (Eu te Amo), aquelas palavras com certeza foram as primeiras coisas que Alvaro escreveu, mas o que realmente me tocou no ápice do meu limite, no ápice daquilo que eu dizia para mim mesma que não me importava mais, foram as seguintes palavras escritas com outra cor de caneta.


“Maite Zaitut!

Maite Al Duzu?”


(Eu te amo, Você ainda me ama?)


Fechei os olhos, respirei mais uma vez, e em um ataque de fúria e lágrimas bati na caixinha e derrubei as jóias no chão, levei as mãos a cabeça, e passei a chorar de soluçar.

Dizia pra mim mesma que não me importava , mas eu me importava. Dizia que não queria vê-lo, mas nas últimas semanas era o que eu mais queria fazer. Eu sentia uma mistura de raiva e saudades. Porque ele estava fazendo aquilo comigo? Me enviando presentes como se ainda se importasse conosco,mas me deixou ir embora.

Fiquei um tempo com as mãos no rosto, me fazendo essas perguntas.

Resolvi tomar um banho e sair, aceitar o convite de Roberto, sei lá, mas não queria me afundar naqueles pensamentos.

Entrei no chuveiro e deixei a água correr sobre meu corpo. Todos os sentimentos que eu vinha fingindo não sentir durante aquele mês, foram derrubados um por um, segundo por segundo com aquele gesto, quando percebi estava sentada no chão do banheiro e mais uma vez chorando de soluçar, estava doendo demais, estava doendo de uma forma que achei que não iria aguentar.


Notas Finais


Amanhã sai a reconciliação, juro 🤞! Chega de fazer eles sofrerem


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