História Make a Wish - Capítulo 34


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Drama, Jungkook, Momoeirin, Namjin, Romance, Taehyung, Yoongi
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Palavras 2.446
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello meus bolinhos!~
Trago mais um capítulo, e bom, estamos bem próximos do final
Sugiro que prestem muita atenção nessa capítulo, é algo decisivo para o final
Sem mais delongas; espero que gostem e perdão por qualquer erro!~

Capítulo 34 - Loser


As rosas da semana agora eram narcisos, ainda de pétalas molhadas da floricultura que acabava de ser aberta naquela manhã nublada.

– Não me lembro dele gostar tanto de flores, – Jungkook, seu companheiro de todos os finais de semana como aquele, comentava colocando as mãos dentro do bolso do casaco, dando de ombros, – pra mim ele era bem mais másculo.

– Homens também gostam de flores, – Sunhee sorria, levantando-se. Aos poucos havia aprendido a sorrir em finais de semana nublados como aquele, – e acho que uma hortênsia cairia bem em você, – brincava cerrando os olhos, dando uma boa olhada no rosto dele.

Dava de ombros novamente, afinal não conhecia nada de flores.

Sunhee olhava para trás, sobre os ombros, e Taehyung que os havia levado até ali parecia desatento, olhando para o chão, para os próprios sapatos.

– Então ele terminou com aquela...

Seu nome fugiu a memória.

– Hieri, – completava, – sim, ele terminou.

Voltava a olhar para frente, suspirando.

– Mas o que tem?

E Sunhee puxava a manga de seu casaco, começando a correr de repente, puxando Jungkook consigo, rápido o bastante a tempo de Taehyung não vê-los sumindo entre as árvores de uma pequena floresta ao lado do cemitério.

Jungkook não reclamou, já estava acostumado com o jeito quase que imprevisível de Sunhee, e na verdade sorria ao sentir que grande parte dela continuava intacta, com a mesma impetuosidade e sinceridade.

– Um beijo!? – sua voz soou alto demais por entre as árvores, assim que Sunhee terminava de contar o que tinha acontecido na noite passada.

– Mas ele não pediu uma resposta, – terminava, como se tivesse medo do que Jungkook pudesse fazer ou falar, – e ele não fez mais nada. Sequer me olhou durante toda a manhã.

– Ele jogou as cartas sobre a mesa, – suspirava, acompanhando os passos dela por entre as folhas secas, – foi isso?

– Como assim?

– Ele desistiu, mas Tae não gosta de sair como perdedor, então roubou um beijo seu.

Ela corou, e desviou os olhos.

– Não precisa falar dessa maneira.

Ele sorriu, olhando ao redor.

– E o que você sente? – perguntou e os pés dela pararam no mesmo instante, com um suspiro.

– Dói, – falou simplesmente, olhando-o, com os olhos brilhando, estaria prestes a chorar, – ele guardou o que sentia esse tempo todo?

E Jungkook assentia.

– Todo mundo sabia, – ele disse e Sunhee suspirou mais profundamente.

– Mas eu amo...

– O Yoongi, – dizia remendando suas palavras, – todo mundo sabe disso também, desde sempre. E todo mundo já estava cansado de esperar uma decisão.

Enquanto Jungkook desabafava o rosto dela corava gradativamente.

– E sabe, – subitamente seu tom mudava, e seus olhos possuíam não mais aquele brilho brincalhão, – se vocês não tivessem se decidido logo eu juro que...

Parava, com as palavras presas na boca.

– O que?

– Que espancaria cada um dos dois, – disse, voltando a andar, seguindo um caminho imaginário, por segundos sentia que estaria prestes a jogar o mesmo jogo de Taehyung.

Entre as árvores, a conversa dos dois poderia se estender por infindáveis minutos, horas, ou dias, sentiam, seria estranho para os dois tentarem explicar como o mundo poderia parar enquanto respiravam o mesmo ar, nas mesmas cores de anos atrás.

– Pegue leve com ele, – pedia, – cada um de nós possui nossos próprio fantasmas, e não temos quase nada que possamos nos orgulhar. Então pegue leve, – com os olhos fixos em seu rosto, e o sorriso era doce demais entre suas palavras, – foram tempos difíceis sem você por perto. Lembra de como tudo começou? Da noite em que cuidou de mim? Eu estava machucado, e todos me tratavam como um animal de rua, – suas palavras iam longe, por entre as folhas secas esmagadas, como uma trilha até o passado, – é esse o efeito que você traz para nós, Sun, você deixa a porta aberta para uma casa quente e aconchegante em uma noite de tempestades.

As pegadas entre as folhas eram apagadas, aos poucos com a brisa que uivava por entre os troncos.

– E mais do que todos, eu e Tae sempre fomos os mais necessitados, mas tivemos formas diferentes de lidar com nossas sombras.

Ela deixava que ele falasse, enquanto seus olhos vagavam por entre as folhagens.

Sentia seus dedos sobre seu cabelo, sobre o topo de sua cabeça, bagunçando seu cabelo.

– Uma certa noite, – abria sua boca, com coisas que a anos queriam ser ditas, – eu soube como tudo isso se encaixava...

Um sorriso dela, mas as lágrimas queriam se insinuar em seus olhos.

– Acha que nunca senti isso? O quanto vocês me amavam, – ela adiantava seus passos, para longe, para virar-se, para encarar Jungkook, – mas foi difícil engolir isso.

– Isso o que?

Já sabia o que viria, com coisas que ele sempre adivinhava com as entrelinhas de seus olhos e gestos.

– Me diga, Sun, – os dois paravam, no meio tempo.

– Eu posso mudar tudo, – jogava para fora as palavras, e Jungkook simplesmente já não se surpreendia.

 

 

“Foi a partir do momento que percebi que nunca poderia ser como vocês, que nunca poderia ser humana. Tudo pareceu se esclarecer aos poucos em minha cabeça.

Sempre foi assim, Ele nunca escutou as preces, Ele nunca se importou, e sempre fomos nós quem escutávamos tudo, do alto. Papai tentou esconder de todos nós, e esconde até hoje do que somos capazes de fazer quando escutamos uma prece humana, sempre foi uma verdade escondida entre suas milhares de meia-verdades.

A verdade que ele sempre escondeu, de que podemos realizar milagres com um simples pedido de um humano.

Somos como espelhos, alma gêmeas, a outra metade da laranja.

E para isso existimos.”

 

 

– Foi ele quem a trouxe aqui? – parecia ser tudo mais fácil com Jungkook, que sempre entendia para onde seus pensamentos eram guiados, – ele acreditou em tudo?

– Sim, – balançava a cabeça, sorrindo.

– Também acredito, se ele acreditou, – brincava, – mas, o que ele pediu? É isso que a assombra?

– Não, eu não lembro o que ele pediu, o que me fez vir aqui, – dizia com a voz desanimada.

– Mas ele fez um novo pedido, certo?

– Sim, mas, – o cenho franzia-se, – não sei se é isso...

Suspirava, com os olhos perdidos.

– Você pode realizar seu desejo?

– Não é isso, – ainda insistindo com um sorriso largo e reto.

– O que você tem que dar em troca?

Pegava-a de surpresa.

– Não esconda nada de mim Sunhee, – sua voz soava mais séria do que o normal, – não duvide do tanto que eu te conheço. Ele deve ter um bom motivo para mentir, um Pai sempre precisa de um bom motivo para mentir para seus filhos.

– Minha vida, – atirava as palavras junto com o ar dos seus pulmões, – um pedido grande precisa de algo grande em troca. Eu teria que dar minha vida em troca.

– O que ele pediu?

Seu rosto voltava a assumir as cores tipicamente rosadas, com um sorriso bobo.

– Você sabe, Kook...

– É o que eu imaginava, – suas mãos voltavam a alcançar o topo de sua cabeça, puxando-a para perto de si, com um cafuné, fazendo uma grande bagunça em sua cabeça.

– Ei! – reclamava tentando se livrar de suas mãos grosseiras.

– Não precisa realizar desejo nenhum, – comentava sorrindo, deliciando-se ao bagunçar seu cabelo completamente, aliviado consigo mesmo, – está tudo perfeito do jeito que está. Não precisa realizar desejo nenhum, – repetia, quase que cantarolando o que a fazia rir em uníssono, afastando o clima tenso que havia a pouco se instalado.

– Seu idiota, – empurrava-o finalmente, tentando colocar os cabelos em ordem novamente.

– Ah, mas e se for um pedido pequeno? – seus olhos brilhavam, – então não teria que sacrificar algo grande...

O brilho nos seus olhos parecia interesseiro demais.

– Não adianta, – cortava seu entusiasmo, – só posso realizar o desejo de quem me chamou aqui.

– Sério? – respondia com um biquinho, – isso é tão chato.

 

 

“Então essa sempre foi sua missão?

Nos fazer felizes, o máximo possível, até o limite,

Nunca me enganei então,

Eu sempre soube, que estava aqui para absorver nossos sofrimentos.

Talvez por isso? Para tanto amor?

Por tanto amor que sinto?”

 

 

– Não ta com medo? – Jungkook perguntava, observando que de fato estavam caminhando no meio de uma floresta próxima a uma cemitério, – não acha que pode ter fantasmas vagando por ai? – forçava a voz, para parecer o mais próxima de um fantasma possível.

– Claro que não, – respondia com um sorriso astuto no rosto, – para que servem esse músculos, – cutucava seu braço, logo erguendo e flexionando seus braços, – para além de me protegerem?

Jungkook estourava em gargalhar na mesma hora, fazendo o rosto de Sunhee corar, ao perceber que deveria ter soado o mais ridículo possível.

– Tem razão, – e voltava a bagunçar seu cabelo, ajeitado a poucos segundos.

– De novo não, – resmungava, tentando acertar tapas em suas mãos.

 

 

E sem mesmo jogar,

Jungkook se dava por vencido.

Um perdedor.

 

 

E mesmo que dissesse, que o brilho que trouxesse ao seu redor fosse fruto somente de toda a maldição de ser uma vampira, um anjo caído, uma herege sem lar, que tudo fosse uma parte necessária para atrair comida e tão somente isso, como um predador que atraia suas presas pela beleza.

Jungkook poderia dizer com toda certeza que era muito mais do que isso, muito mais do que uma ilusão. Muito mais do que uma lanterna acesa para atrair mariposas no meio de uma noite escura.

 

×

 

– Tem certeza que não tem ninguém? – perguntava uma última vez para ter certeza, olhando para Jungkook que acenava para subir em seu ombro, logo após Yoongi rapidamente pular a cerca de metal.

– É claro, os donos largaram a casa faz duas semanas, – falava apressado para que Sunhee subisse logo para pular a cerca.

 Apoiando o pé em suas mãos, e o outro no seu ombro, não era tão difícil assim quanto pensava e logo colocava suas mãos no topo da cerca fria. Deveria ser meia noite, imaginava, pelo ar frio, e apoiava sua barriga no topo, parando para pensar no que faria agora.

– E agora? – perguntava, percebendo a queda logo a abaixo.

– Eu vou te segurar, – Yoongi dizia, mas o frio na sua barriga era maior.

– Só pula, – Jungkook falava, antes de erguer seus olhos, para cima e Sunhee podia sentir de repente o frio passando por baixo.

Rapidamente se arrependia por não ter escolhido o short no lugar na saia.

– Não olhe! Kook! – começava a espernear, acertando o rosto de Jungkook que em reflexo empurrou seus pés, deixando que caísse do outro lado, em cima de Yoongi que não estava muito preparado.

 

Era uma noite para relaxar e brincar o máximo possível. E pelo frio contra seu corpo encolhido, Sunhee poderia sentir os sentidos à flor da pele, em uma casa aparentemente abandonada, em uma piscina em que teoricamente não deveriam estar pulando e gritando.

Teoricamente, e nenhum deles ali pareciam entender muito bem de teorias.

De uma das pontas Taehyung empurrava Jimin para dentro da piscina, praticamente o atropelando, enquanto Hoseok e Jungkook somente gargalhavam ao observar a cena. Seokjin por sua vez estava entretido demais tentando virar-se com a churrasqueira que também haviam deixado para trás.

E logo a sua frente Yoongi acenava da piscina, para que entrasse com ele.

– Eu não sei nadar, – confessava dramática, – não quero me afogar, – com vergonha demais de tirar suas roupas para mostrar o biquíni que havia comprado a dias atrás, infelizmente Sooyun não estaria lá, e se sentia enganada na última hora.

Yoongi a encarava, com um sorriso de lado, erguendo as sobrancelhas, Sunhee sabia o que significava.

– Confie em mim, não vou deixar se afogar.

Ela puxava então a blusa, livrando-se também, tão rápido quanto, de sua saia.

E mesmo que ele já tivesse visto cada centímetro de seu corpo, não poderia deixar de se sentir como um adolescente de coração acelerado, recebendo facadas em seu peito, a cada centímetro pelos quais seus olhos percorriam. A face dela corada, envergonhada, e isso era definitivamente seu maior ponto fraco.

– Está linda, – sussurrava, com uma piscadela. Mordendo os lábios, ela sorria sem graça, ele sempre sabia o que falar, o que fazer.

No entanto, não era somente seu namorado que a observava, com os olhos atentos.

Seu próximo alvo seria Sunhee, e Taehyung parecia não se importar muito no que fazia, ao correr até ela, pegando-a nos braços, para correr direto para piscina, com um mergulho enorme incitando as gargalhadas dos outros.

Assim como Yoongi, Jungkook não ria, ao observar bem o que poderia estar implícito, quando Sunhee por medo agarrava-se ao pescoço de Taehyung, e este por sua vez ria, despreocupado, com os olhos que subjetivamente o alfinetavam.

Rapidamente ele atirava a boia mais próxima, com o máximo de força atingindo o rosto de Taehyung, lançando sua cabeça para trás. Bufando de raiva, pegando Sunhee de seus braços, para arrasta-la para o mais longe possível.

– Está com ciúmes? – ela perguntava quando as coisas voltavam a se acalmar, com os braços bem presos ao redor de seu pescoço.

O rosto dele era iluminado pelo brilho azulado da piscina.

– Não estou, – negava com a cara fechada, o mal humor dele dizia o contrário.

Dando um beijo sutil na lateral de sua boca, quase próximo ao maxilar, por não conseguir alcançar direito sua boca. Sunhee abraçava-o com força. Ele havia a levado até a outra borda da piscina do outro lado, e era óbvio que estava se mordendo de ciúmes.

– Já disse o quanto você é fofo? – provocava, com o rosto encostado em seu pescoço, contendo o sorriso, deixando que ele pressionasse seu corpo contra as bordas. E dessa vez ela não precisou alcançar seus lábios, quando Yoongi já a beijava.

 

– O que aconteceu? – perguntava, pegando Jungkook desprevenido, Yoongi havia o atraído para longe dos demais.

Mas ainda mantinha os olhos sobre Sunhee, que ajudava Seokjin com o jantar das duas horas da madrugada. Queria que fosse paranoia sua somente, a sensação de que Taehyung não desgrudava os olhos de sua namorada.

– O que, o que? – atropelava as palavras, assustado.

– Não enrole, – dava para sentir a irritação em sua voz, – sei que Sunhee conta tudo para você.

– O que ela me contaria? – ria nervoso, tentava voltar para mais perto da piscina, mas Yoongi entrava em seu caminho, e dali ele teria certeza que seria impossível que alguém escutasse caso gritasse por ajuda.

– Desembucha.

– Ela vai me matar se eu contar, – pedia, fazendo sua melhor expressão de cãozinho abandonado, o que não adiantava de nada e Yoongi continuava ali completamente alheio a qualquer sentimento de pena, – vai ser pior se eu não contar, né? – constava, dando uma última olhada em seu rosto.

Yoongi estava cada vez mais irritado, e Jungkook não via uma boa alternativa além de contar tudo de uma vez. Sentindo o nervosismo subir em sua cabeça, ao imaginar o que aconteceria, as milhares de formas diferentes que Sunhee poderia executar sua morte.

– Taehyung beijou Sunhee.


Notas Finais


Omg, pobre Jungkook :x
Bom, o próximo capítulo sairá dia 13/11 ~ fiquem atentos <3


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