História Make It Count - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Amor, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Fifth Harmony, Holocausto, Lauren Jauregui, Make It Count, Nazismo, Romance, Segunda Guerra, Segunda Guerra Mundial
Visualizações 126
Palavras 4.264
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Surprise!!!!

I”m back bitches (kkkk)

Hey Guys, feliz dias das crianças, até pra quem não é mais (kkkk).

Prometi esse capítulo pro dia 15 mas acho que não reclamaram de o terem agora neh (kkk).

O capítulo tem duas músicas, ouvir é opcional.

Divirtão-se.

Capítulo 18 - My Heart


Fanfic / Fanfiction Make It Count - Capítulo 18 - My Heart

Narrador POV

Berlim . Alemanha.

Fevereiro de 1945

- Residência dos Jauregui.

1:10 da tarde:

Lauren estava utilizando o vaso sanitário quando sentiu um grande aperto na bexiga, a bolsa havia estourado e ela nem sequer associou toda aquela água com o rompimento da mesma.

A alemã tornou-se deitar em sua cama. Estava com dores nas costas, na lombar, e dor abdominal o que achou ser semelhantes a cãibras menstruais, uma dor que irradiava por toda a sua zona abdominal, que lhe incomodava, fazendo com que sua face se contorcesse em dor vez ou outra.

3:20 da tarde:

Após horas de fracasso tentando dormir e pelejando para que as dores parassem, Lauren desistiu de tentar dormir.

Pegou o livro que repousava no criado mudo, continuando a leitura de onde havia parado.

4:50 da tarde:

Lauren tinha a sensação de que a dor abdominal estava aumentando.

Aquilo não poderia ser normal não é mesmo? Se questionou.

Camila bateu na porta, logo a abrindo entrando no cômodo carregando uma bandeja com chá e bolachas salgadas.

-Hey - cumprimentou baixo.

-Oi - respondeu Lauren que ao se mexer para se sentar mais confortavelmente fez um careta de dor ao sentir uma pontada no ventre.

-O que foi Lauren? Você está bem? - perguntou Camila visivelmente preocupada, caminhando até Lauren, largando a bandeja no criado mudo.

-Huum… não… eu estou com cólicas, ou serão gazes, eu nao sei, mas dói… tenho a sensação que estão aumentando - disse a mais velha, contorcendo a face novamente.

-Está bem… eu vou chamar sua mãe, ela saberá o que fazer - dizia Camila um tanto incerta, sentindo por Lauren estar com dores.

A judia se retirou do quarto. Logo retornando com Clara Jauregui.

-O que foi filha? Camila me disse que não se sente bem… - dizia em tom maternal preocupado.

-Eu não sei… estou com dor nas costas e na lombar, e sinto colicas ou sao gazes, eu nao sei… mas está doendo mãe, parece aumentar.. - lamentou a jovem com os olhos marejados. Clara engoliu em seco e sorriu um tanto temerosa tentando passar tranquilidade a filha.

-Camila por favor avise Margret para que chame Allyson, Lauren está em trabalho de parto - Lauren arregalou os olhos e Camila também, ficando nervosas agora. A judia entrou momentaneamente em colapso, mas logo saiu as presas atrás de Margret.

-M-mãe… - chamou em tom falho e temeroso.

-Preciso que se mantenha calma filha.. - suspirou -Está só no início... - Lauren engoliu em seco com medo.

5:10 da tarde:

Allyson já havia chegado à residência dos Jauregui, deixando a cadeira de parto feita de madeira forte, bem acolchoada, com o assento em formato de U, e apoiadores para as mãos, no quarto da mais nova futura mamãe, juntamente com todos seus pertences e objetos.

 

-Prazer Lauren, eu sou a Allyson - se apresentou a baixinha loira em tom calmo e gentil. Allyson lhe estendeu a mão em cordialidade, Lauren lhe devolveu o cumprimento.

-Prazer, Lauren Jauregui, como ja sabe.

-Lauren eu preciso que mantenha a calma, não irei mentir para você, as dores estão apenas começando - dizia a parteira com pesar, Lauren era bem jovem ainda, ela poderia passar por tudo aquilo com um pouco mais de tranquilidade, isso era um ponto positivo, mas a jovem está assustada e com medo, dizer que aquilo ficaria ainda pior não era o melhor jeito de se tranquilizar alguém -Preciso que troque de roupa, vista uma camisola confortável, e então eu verificarei como está sua dilatação, está bem? - Lauren engoliu em seco, concordando titubeante, pegando a camisola nas mão da mãe se trocando ali mesmo na frente de todos, não tinha porque ter vergonha nessa situação.

-Certo, agora deitasse na cama e dobre os joelhos, abra o máximo que conseguir - a jovem engoliu em seco e seguiu o que Allyson havia dito um tanto desconfortável por fazer aquilo.

As duas eram assistidas por Clara, Margret e Camila, que se encontravam no cômodo, querendo dar apoio a Lauren e auxiliar Allyson. Sinu cuidava de Sofia e Taylor, que ficaram preocupadas com a Jauregui em trabalho de parto.

-3 dedos de dilatação, você está indo muito bem Lauren - falava enquanto tirava as luvas descartáveis.

6:30 da noite:

Lauren gemia de dor deitada de lado na cama, enquanto Allyson estava sentada atrás massageando suas costas e lombar, Clara estava sentada no chão ao lado de Lauren segurando uma de suas mãos e acariciando seus cabelos com a outra pedindo para que a jovem alemã se mantivesse calma e respirasse profundamente. Camila ainda assistia tudo em pé um tanto longe, mas sobre o alcance de visão de Lauren, a judia sabia que a jovem precisava dela, precisava ver que estava ali para ela. E por mais que seja difícil Camila assistir sua amada sofrendo, ela se manteve firme, sorrindo fracamente tentando passar tranquilidade a Lauren.

8:40 da noite:

Lauren estava nua, ajoelhada dentro da banheira enquanto a água quente caia em jatos nas suas costas, ela gemia em dor enquanto apertava as borda da banheira, mas não podia negar que esquilo aliviava um pouco suas dores. As contrações estavam se tornando mais fortes e ritmadas.

(paralelo: Baixa Saxónia, distrito urbano de Calle. Campo de concentração Belsen)

O jovem soldado alemão já estava pronto com sua farda, cabelos penteados e perfumado, estava alegre ao ir para uma festa produzida por outros soldados em um galpão abandonado, localizado no pequeno vilarejo onde antes moravam judeus, a 20 minutos do do campo de concentração.

Fazia uma bela noite, havia parado de nevar e não fazia tanto frio.

Rickon pegou o casaco e as luvas e então caminhou para fora do quarto indo encontrar seus amigos também soldados, no carro, onde já o aguardavam.

1:30 da madrugada:

Lauren urrava de dor sentada naquela cadeira, já estava com dez dedos de dilatação,o bebê estava a ponto de vir ao mundo a qualquer momento.

Clara segurava a mão da filha ao seu lado esquerdo, enquanto Camila fazia o mesmo do seu lado direito tendo a impressão de que ficaria sem a mão a cada contração de Lauren.

A jovem alemã tinha a sensação de estarem socando toda a sua barriga, sentia seu quadril se abrir e aquilo não era uma boa sensação. A barriga endurecia e nesses momentos eram pedido para que fizesse força e empurrar.

-E-eu não aguentoooo maisss… - gritou Lauren durante outra contração.

-Claro que aguenta filha, você é forte - incentivou Clara.

-Vamos Lauren, não falta muito, pensa quando ela sair e estiver em seus braços, toda a dor irá passar - disse Camila em tom reconfortante, dando a Lauren mais incentivo.

(paralelo: Baixa Saxónia, distrito urbano de Calle. Galpão a 20 minutos de Belsen)

(1 video)

Após tantos copos de cerveja e vodka, todos obviamente embriagados decidiram retornar para seus quartos no campo de concentração, alguns querendo dormir e outros querendo se divertir ainda mais, esse era o caso de Rickon, o jovem capaz retornava a Belsen junto de seus amigos e uma bela dama ao seu lado.

Outros dois carros os acompanhavam logo atrás.

O radio ligado tocando Ooh Shucks em alto som.

Grande ironia.

Wolfgang freia parando o carro aos poucos, ao avistar um corpo em cima da neve no meio da estrada. Ao descer e caminhar mais próximo ao corpo descobriu ser um soldado alemão, a neve antes branca tinha tom avermelhado pelo sangue do corpo. Repentinamente Wolfgang é atingido por uma bala, morrendo na hora, nem sequer teve chance de pegar a arma em sua cintura. Logo depois se foi mais um soldado. Homens de roupas simples e cabelos escuros despontaram de trás das arvores e arbustos da estrada, claramente não eram alemães, eles tinham ódio nos olhos, pistolas simples, facas e machados nas mãos.

Rickon sacou a arma acertando um daqueles homens, saindo do carro rapidamente, com o coração batendo a mil por hora.

O tiroteio começou de ambos os lados, a mulheres que acompanhavam alguns dos soldados gritavam, e não sabia o que fazer, sendo mortas rapidamente.

-SEUS MALDITOS ALEMÃES… TODOS VOCÊS IRIAM MORRER - gritou um deles.

Eram homens judeus e poloneses, alguns ex moradores do vilarejo, revoltado com a crueldade dos atos alemães, muitos perderam mulher, filhos, pais ou toda a família, perderam a liberdade e suas casas. Já não tinha mais a nada a perder,se agarravam apenas á aquela pequena sensação de vingança matando alguns soldados alemães.

Um deles atingiu Rickon na perna, que caiu e gemendo de dor se arrastou mais próximo ao carro o usando como escudo, enquanto o som dos tiros e berros raivosos eram ouvidos.

Rickon foi puxado por um dos homens judeus. Ele tinha um odor horrível, suas vestes sujas e rasgadas, os ossos da face saltados, deixando aparente a falta de alimentação.

-Onde você pensa que vai soldadinho de merda?! Você vai pagar caro por tudo o que já fez, todos que matou, todos que torturou, todos que machucou - cuspiu as palavras na cara de Rickon. O soldado levantou rapidamente a arma em sua mão apontando para o judeu e apertando o gatilho que apenas fez um estalo indicando que não havia mais balas ali. Rickon tremeu, a não ser que um dos outros o salvem, ele estava morto.

-Vocês todos serão mortos, seus porcos imundos…. Seus judeus de merda … - o homem sorriu ladino e friamente, então socou o nariz do alemão.

-Isso é por meus amigos …

-isso… - atirou em em seu ombro -Por minha mulher e meus filhos torturados…- ele estava sorrindo ao ver a dor de Rickon a satisfação brilhando em seus olhos -E isso… - desembainhou a faca da cintura -É por todos do meu povo - se agachou calmamente a frente de Rickon, que nada podia fazer, sua perna e seu ombro sangranvam sem parar, qualquer movimento lhe provocaria dor. Era o seu fim e ele sabia disso.

Sem conter o filme de imagens passou em sua mente, os rosto nítidos de todos aqueles que fez mal, todos aqueles que matou e todos aquele que torturou. O último a ser visto foi Lauren Jauregui abaixo de si gritando socorro, após, os seus penetrantes olhos verdes onde caiam lágrimas.

-Heil Hitler! - tentou levantar a mão, mas seu corpo já não mais o obedecia, o sangue manchando sua roupa e a neve branca no chão.

-Hitler não irá impedir que seja morto por mãos judias - Então cortou-lhe a garganta, fazendo com que Rickon engasgasse com seu próprio sangue sujo, que escorreu do corte até a última tentativa de respirar.

Rickon havia sido morto por aquele que julgava ser o inimigo.

Quando Rickon deu seu último suspiro... sua filha dava o primeiro em vida.

2:10 da madrugada

(2 video)   

O choro baixo, manhoso, calmo e fino preencheu o quarto, quando Lauren com toda a força que lhe restava fez força, empurrando Sarah. A bebê nasceu limpinha, parando de chorar alguns minutos depois ao estar nas mãos sensíveis de Allyson, que a embrulhava em um pano limpo.

Lauren sentiu um alívio instantâneo em seu corpo, relaxou os músculos e suspirou.

Todos olhavam o pequeno bebê nos braços de Allyson, os olhos brilhavam, Clara, Margret e Camila choravam.

-Parabéns Lauren, você fez um ótimo trabalho, é uma linda menininha, forte e saudável.

Assim que Lauren olhou para a filha pela primeira vez… Não havia sensação melhor que aquela. A jovem não acreditava que ela finalmente tinha saído, que estava ali nos braços de Allyson, e era tão perfeita.

Como é difícil escrever sobre sentimentos verdadeiros, como é difícil explicar o que Lauren sentiu quando o primeiro choro invadiu seus ouvidos e tocou diretamente o seu coração. Difícil demais, talvez impossível, definir em palavras qual é o significado de um filho em sua vida.

A alemã foi inundada por tantas sensações, não havia formas de explicar o que sentia , era grandioso demais, não cabia a sua compreensão, ultrapassa todos os limites, lhe transbordava de todos os lugares, não cabia mais em si. Nada, absolutamente nada entre o céu e a terra, poderia explicar aquilo, ela se sentia em êxtase, um misto de alegria, amor e dor que ainda que permanecia em seu corpo.

Lauren já não mais pertencia a si própria, agora era interinamente daquele pequeno ser, e sem ela não mais viveria. Morreria e mataria para proteger sua vida, que agora habitava em outro corpo, um pequenino corpo, frágil e dependente.

Então ela se permitiu chorar. Chorou bastante, exorcizando todo a felicidade dentro de si. Quando saiu do transe e viu todos a sua volta emocionados, com olhos marejados.

Ela viu Allyson corta o cordão umbilical e amarrar.

-Quer segurá-la Lauren - perguntou amorosamente. Lauren concordou rapidamente se ajeitando como pode na cadeira e estendeu os braços para que Allyson a colocasse ali.

Quando Lauren ajeitou aquele pequeno copinho quente em seus braços as lágrimas votaram com força. Ela é tão, tão perfeita e não se cansaria de dizer isso. Seus olhos brilhavam tão intensamente, ele analisa cada milímetro da filha, passando as pontas dos dedos suavemente pelos cabelos ralos castanhos escuros, a pele de procela e tão suave de sua face angelical, acariciando carinhosamente seu bracinhos seguido de sua pequenina mãozinha que agarrou seu indicador fortemente. Sarah abriu os olhos piscando seguidas vezes devagar, olhando para a mãe pela primeira vez, Lauren pode distinguir os olhos azuis da pequenina. Chorou silenciosamente.

-Bem vinda Sarah Luna, seja bem vinda ao mundo meu amor. Eu nunca pensei que poderia ter tantos sentimentos assim, ainda mais por uma coisinha tão pequenina, acabei de descobrir o amor incondicional. Você não imagina a felicidade que trouxe para a minha vida agora. Mal chegou a este mundo e já mudou toda a minha vida, me tem em sua pequena e delicada palma. Eu te amo tanto filha - era a primeira vez que dizia essa palavra, seu estômago se revirou em felicidade, ela era mãe oficialmente. Não pode impedir grande e largo sorriso em seu rosto -

-Parabéns senhorita Jauregui, ela é realmente linda - Lauren olhou para Camila -que estava deslumbrada pela pequena Sarah- ao seu lado e lhe sorriu suavemente, agradecendo a ela através do olhar por estar ao seu lado e tê-la acompanhado por todo o processo. Camila lhe devolveu o sorriso entendendo o recado.

-Você foi muito bem filha, estou orgulhosa de você - disse Clara orgulhosamente, e beijou a testa da filha. Clara não concordou com o nome que Lauren escolhera para filha, mas falaria sobre isso depois -Ela é tão linda filha - disse fracamente enquanto acariciava a testa de Sarah.

-Meus parabéns Mädchen Lauren.

-Obrigado, a todas vocês - agradeceu sorrindo.

-Quer tentar alimentá-la antes da retirada da placenta Lauren? - perguntou Ally gentil. Lauren assentiu. Abriu os botões da camisola com a mão livre, afastou o pano expondo o seio cheio de leite -Certo…passe o bracinho dela para baixo do seu, deixa a cabeça na altura do seu mamilo, encoste a barriga dela na sua - e assim Lauren fez, calma e delicadamente, ouvindo Sarah resmungar, abrindo a boquinha rosada movendo a cabeça a procura do seio da mãe. Lauren sorriu amavelmente -Ela tem que abocanhar a maior parte da aréola, não só o bico, suas bochechas não podem estas encovadas, se o bebê pegar certinho você não irá sentir dor - ela assentiu e levou o bico do seio a boca aberta da filha. Lauren sentiu a pequena boca quente cobrir sua auréola iniciando um processo de sucção afobada.

A alemã admirou a filha sentindo uma conexão instantânea pres estabelecida ali, ela só queria amá-la e protegê-la, a ter sempre em seus braços.

-Isso, ela pegou corretamente - disse Ally.

-Acho que nunca vou me cansar de admirá-la - disse Lauren bobamente. Todos riram levemente.

-Acredite você vai querer parar de admirá-la para admirar seu sono - respondeu Ally, fazendo todos rirem.

Após a retirada da placenta e dos cuidados para com Lauren e Sarah, a jovem alemã se deitou na cama, Ally aconselhou que descansasse enquanto todas elas cuidavam de da mais nova membro da família.

Seu pai finalmente conseguiu entrar no quarto para ver a filha, ele tinha os olhos brilhando e um sorriso brincando nos lábio, Lauren sorriu cansada de volta.

-Olá filha - Mike se sentou na beira da cama ao lado de Lauren -Temos mais uma preciosa esmeraldo hum… - Lauren riu e concordou -Ela é magnífica filha, você fez um ótimo trabalho.

-Obrigado papai - Michael beijou-le a testa.

-Descanse minha menina, nós vamos cuidar muito bem dela - Lauren sentiu se acomodando na cama e fechando os olhos.

obs:A placenta é geralmente expulsa dentro de 30 minutos após a expulsão do bebé.

*

Lauren’s Pov.


-... e eu vou te mimar muito... eu irei te comprar presentes e te dar doces escondidos de sua mãe... e te ensinar a mentir e usa esses belos olhos azuis ao seu favor.

Despertei aquela manhã, ouvindo a voz de Dinah, meu corpo ainda estava todo dolorido, mas já havia melhorado depois de algumas horas de sono.

-Não pode Dinah Jane. Você será um mulher morta se fizer isso… - murmurei me esticando e fazendo uma careta por sentir meus músculos doerem. Cocei os olhos, logo depois analisando Dinah sentada no banco acolchoado da penteadeira segurando minha pequena em seus braços.

-Olá dorminhoca... estávamos esperando você acordar para colocar esse peitões cheios de leite para fora… - gargalhei.

-Você não presta Dinah Jane… - ela dá de ombros.

-A quanto tempo ela esta acordada? - bocejei.

-A uns 15 minutos, estava tão cansada quanto você. Ela é muito calma, puxou isso de você. Ela é incrivelmente bonita Lauren. A coisa mais fofa que já vi - disse admirando minha filha.

-É claro que é, afinal de contas eu sou a mãe… - disse convencida. Dinah bufa.

Ele se levanta e caminha para próximo de mim.

-Parabéns mamãe - beija minha testa.

-Obrigado Di - sorri.

-Vá para o banheiro logo, Sarah não vai esperar por mais tempo, aposto que está morrendo de fome - concordei me levantando aos poucos, logo me encaminhando para o banheiro. Lavei o rosto, escovei os dentes, e troquei meus panos sujos de sangue para limpos.

Quando retornei ao quarto encontre o não só Dinah com Sarah, mas Camila com uma bandeja de café da manhã, Ally e minha mãe.

-Bom dia querida - minha mãe me abraçou e beijou minha testa.

-Bom dia mamãe.

-Bom dia Lauren, como se sente? - perguntou Allyson.

-Bom dia Allyson, estou bem, ainda com algumas dores no corpo, mas bem - ela sorriu e retribui.

Caminhei até minha cama, ajeitando os travesseiros na cabeceira logo me sentando na mesma.

-Bom dia senhorita Jauregui - disse Camila agora ao meu lado sorrindo amavelmente, ver aquilo aqueceu meu coração.

-Bom dia Camila - lhe retribui o sorriso enquanto ela colocava a bandeja em meu colo. Tomei um gole do leite quente pegando uma torrada logo em seguida.

-Passei algumas instruções para Margret sobre sua nova alimentação, será mais concentrada em alimentos saudáveis, assim aumenta a qualidade e produtividade do leite - concordei com que Ally falava, enquanto comia -Certo… procure dar banhos de sol no bebê, de preferência às oito da manhã, tira toda a roupa dela, deixe uns 10 minutos, aproveite e tome também nos seios, isso vai ajudar a não racharem. Eu vou lhe ensinar alguns movimentos para massagear os seios para o leite não empedrar… e hoje vou lhe ensinar a dar banho e limpar o umbigo.

-Esta bem. Hunm… quanto tempo dura o sangramento?

-Esse sangramento recebe o nome de lóquios, é apenas seu corpo eliminando o material que revestia o útero durante a gestação, pode durar até seis semanas, varia de mulher pra mulher - concordei.

Ouvi um resmungo de Sarah ainda nos braços de Dinah, e seus pequenos braços se agitarem, parei de comer na hora já em alerta. Dinah tentou acalmá-la balançando, o que ela pareceu não gostar quando resmungou mais alto.

-Bem… eu já terminei, pode retirar Camila? - ela apenas concordou e retirou a bandeja de meu colo.

Dinah se aproximou colocando uma Sarah embrulhada em uma manta amarela e agoniada em meu braços.

Me derreti assim que pude vê-la completamente.

-Olha só pra você meu amor, está tão linda com essa roupa - Sarah vestia um macacão amarelo feito em tricô com flores perfeitamente bordadas e golas rendadas da roupa de baixo sobre a do macacão, uma touca e luvas brancas que aqueciam sua cabeça e mãos.

Sarah virou a cabeça em direção ao meu seio já abrindo a boca afobada.

Desci a alça de minha camisola me desfazendo do botão do sutiã encaixando meu bico a boca dela, que sugou forte e apressadamente me causando um pouco de dor.

-Ei… vai com clamar amor… o leite continuara aí - falei amavelmente enquanto acariciava sua pequena mãozinha em meu colo.

-Essa é a coisa mais linda que eu já vi na minha vida - disse Dinah com os olhos brilhando -Tia Clara acho que quero ser mãe - ri. Ela fez bico e abraçou minha mãe de lado.

-Chegará sua vez querida, mas espero que esteja casada com um bom homem.

-Então não demorará tanto assim - Dinah sorriu ladina. Minha mãe a olhou surpresa.

-Quero realmente saber desse historia Dinah Jane - ela riu.

-Depois conversamos tia.

*

-Eu quero segurar o bebê Lauren. Posso? - pediu Taylor sentadinha ao meu lado enquanto balançava as pernas e olhava para Sarah dormindo em meus braços.

-Está bem Taylor, mas é necessário muito cuidado, ela é muito frágil - ela concordou repetidamente.

-Eu irei tomar cuidado Lolo, eu prometo - lhe sorri e ajeitei seus pequenos braços para acomodar minha pequena embrulhada em seus braços.

-Ela parece uma boneca - comentou com os olhos fixos na face angelical e adormecida de Sarah. Ri com a comparação de Taylor.

Sarah podia ser uma perfeita boneca, se não respirasse, chorasse ou sujasse as fraldas.
-Agora você é titia Tay. Tia da Sarah.

-Legal! Mas porque? - franziu o cenho confusa.

Ri.

-É como a tia Carmen. Ela é irmã da mamãe e nossa tia, eu sou sua irmã e Sarah é minha filha, portanto você é tia dela - ela concordou por mais que talvez não tenha entendido de fato.
-Eu quero mostrar ela pra Sofia. Posso?

-Porque não vá chamar a Sofia - disse lhe enquanto retirava a bebê de seus braços, vendo Tay concordar e ir apressadamente para fora do quarto.

Logo Taylor retorna acompanhada de Sofia e Camila, para qual eu sorri, tendo reciprocidade.

-Olá Sofi.

-Oi senhorita Jauregui - ri. Sua mãe a havia lhe ensinado me chamar assim, o que não achava necessário, além de ser muito formal para mim.

-Nada de senhorita Jauregui, Sofia, por favor - concordou sem graça.

-Quer conhecer a Sarah? - concorda -Sofia essa é a Sarah - me inclinei e abri um pouco mais a manta para que Sofia a olhasse -Quer segurar?

-Quero.

-Sente-se aqui do lado - assim que fez o que lhe pedi, Camila prontamente ajeitou seus braços para receber a pequena.

-Ela saiu da sua barriga não é Lauren.

-Sim.

-Como ela saiu?

-Ela saiu depois de muito esforço, acredite - disse sorrindo, vendo Camila sorrir e trocar um olhar cúmplice.

-Sofia você sabia que sou tia agora? - perguntou minha irmã se sentando ao lado de Sofia. 

-Sim eu sabia Taylor. Se Sarah é filha da Lauren, então você é tia dela né.

-É.

-Ela é muito pequena e mole - diz Sofia.

-Ela recem nasceu Sofi, por isso é pequenininha e frágil, mas ela ira crescer não se preocupe, assim vocês poderão brincar com ela.

-Lauren?

-Sim?

-Ela não tem pai? - aquela pergunta realmente me pegou de surpresa, gastei uns minutos pensando em como respondê-la, acho que já nem esperava que respondesse mais.

-Eu não o vejo a muito tempo Sofia, ele não sabe que ela existe - respondi simples.

-Ela ela não tem pai assim como eu.

-Nosso pai está lá fora em algum lugar Sofia, ainda temos um pai, ele só não está conosco - Sofia não respondeu apenas se virou para Taylor.

-Vamos brincar no seu quarto Taylor?

-Vamos!

-Toma Lauren - retirei minha filha de seus braços, vendo-a juntamente de Taylor irem para o quarto da mesma brincarem.

-O que acontece com Sofia, Camz? - ela suspira.

-Sofia não acredita que nosso pai esteja vivo ainda.

Engoli em seco, sem saber o que dizer a ela.

-Não… não tem sabermos não é mesmo.

-Eu sei, mas temos que ter esperança.

-Eu realmente espero que ele está na vivo e que você o encontre, você depois de tudo o que passou, merece ter sua família completa novamente - ela sorriu carinhosamente.

-Obrigado Laur - lhe sorri.

-Quer segurá-la Camz? - Camila concorda. Lhe estendo a bebê sendo aconchegada agora nos braços da judia.

-Ela é tão perfeita - sussurrou admirada, enquanto acariciava suavemente uma das bochechas de Sarah.

-Ainda não acredito que uma coisinha tão linda saiu de mim. Estou tão feliz Camz.
-Eu também estou - sorrimos. 

Camila beijou a testa de Sarah que suspirou.

Ambas de nós rimos.

-Tão parecida com sua mãe Sarah. 

-Duas mulheres que ficam bobas com seus beijos, tal mãe tal filha - sussurrei. Vendo-a sorrir enquanto suas bochechas ganhavam um certa coloração avermelhada -Eu estou muito feliz em ter você conosco Camila. Em ter você pra mim.

-O meu melhor lugar, é estar ao lado de vocês, é estar ao seu lado.


Notas Finais




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