História Makill This is pain - Capítulo 19


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Categorias Gravity Falls
Tags Mabill, Makill
Visualizações 115
Palavras 1.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Ajuda


Fomos para a sala de novo, fiquei brava pela forma que Kill agiu, ele fala tanto que eu sou infantil, mas essa ceninha de agora a pouco foi puro sinal de imaturidade.

Nos sentamos no sofá, Will ficou ao lado de Kill, e a Mabel irritante fez questão de se sentar ao meu lado, ela assim como Kill fez com Bill, estava a todo transito querendo encrencar comigo e me deixar irritada.

Respirei fundo e fechei meus olhos tentando encontrar meu lugar feliz, ou eu iria acabar tendo um ataque igual a aquele loiro, e iria sair jogando móveis e tentando socar essa Mabel.

-Ah, eu preciso ir ao toalete, Morgan, poderia me mostrar onde fica? -Disse a menina chamando minha atenção.

Pensei seriamente em manda-la se ferrar, porém a oportunidade de ficar longe do ruivo me era tentadora, além disso, seria algo breve.

-Ok, me siga -Falei me levantando e indo em direção ao banheiro.

Decidi leva-la ao banheiro do corredor, nessa casa tinham vários banheiros, chuto que em cada quarto tinha uma suite, esse lugar era tão grande, chegava a ser cansativo.

Chegamos ao banheiro, quando eu estava prestes a deixa-la a sós, ela me puxou pelo braço e nos trancou no banheiro, pensei que ela iria fazer algo ruim comigo e fiquei em posição de luta.

Vi que ela possuia uma pedra azulada no pescoço, que naquele segundo brilhou, e o banheiro ficou todo iluminado dessa mesma cor, aquilo.. era magia?

-Não se exalte, isso é apenas privacidade -Ela explicou me soltando.

-Ah.. o que.. você vai fazer comigo? -Questionei apavorada, não previa que ela tinha poderes.

Ela ergueu a sombrancelha, e esboçou um sorriso, indo até o espelho do banheiro, da sua bolsa, ela retirou um batom e tratou de passa-lo nos lábios, parecia bem despreocupada e ignorou completamente a minha pergunta.

-Me responde -Pedi nervosa.

-Ai ai, dá pra se acalmar? Eu só queria conversar a sós contigo, esse feitiço impede que qualquer um escute sobre o que conversamos, o que é conveniente -Ela explicou guardando o batom de volta na bolsa.

A encarei confusa, sobre o que ela queria conversar?

-Antes que comece com essas perguntas chatas de novo, eu falo, percebi a jóia que esta usando.. impede que demônios leiam sua mente, estou correta? -A menina disse apontando para o colar em meu pescoço.

-Esta.. mas como sabe disso? -Perguntei ficando cada vez mais confusa.

Ela gargalhou de forma esnobe.

-Eu posso não ligar muito para artefatos mágicos, mas sobre as jóias, nessas prestei uma atenção e tanto -Ela disse afagando minha bochecha.

Corei com seu toque e lhe afastei na hora, ainda não confio muito nessa menina.

-Resumindo, ele esta escondendo algo.. não? -Ela questionou, dessa vez sua expressão soava mais como de alguém preocupada, a primeira vez que a vi expressar algo do gênero.

-Não posso falar sobre isso -Falei tentando mudar de assunto.

Me sentia sobre uma corda bamba, eu poderia cruzar até o final, contar toda a verdade, e com uma pitada de esperança ser salva pela garota a minha frente, ou eu poderia cair, sendo pega no ato, e Kill iria matar meu irmão e me punir.

-Já falei, estamos seguras de seus ouvidos.. me diga a verdade -Ela pediu com seu tom mais suave e persuasivo.

-Olha.. digamos que não estou aqui por vontade própria, ele me sequestrou, e se eu deslizar agora, ele vai matar meu irmão -Falei bem baixinho, mesmo estando salva pelo feitiço, não estava muito segura disso.

A morena pareceu surpresa com minha declaração.

-Sequestro? Sabia que esse ai não prestava, mas diz ai, ele faz exatamente o que com você? -Ela perguntou calma.

-Ele diz que me ama, ele me sequestrou porque eu ia deixa-lo, afinal, ele matou um garoto.. e agora estou presa aqui, ele não tenta abusar de mim sexualmente se é o que pensa, apenas me obriga a viver nessa mentira -Falei amargamente.

Ela ficou quieta, avaliando tudo que lhe disse, me pergunto se ela iria me salvar agora, ou assim como eu, estavamos em uma fria, sem como sair dessa.

 

-Olha.. eu não sou exatamente a melhor pessoa para falar sobre isso, sabe o Will? Aquele azulzinho, irmão do Kill, ele é meu escravo, e era o de meu irmão também, a gente o enganou com um acordo e roubou parte de seus poderes. Eu no começo o odiava tanto.. que o machucava as vezes só por diversão, o coitado já sofreu as piores punições possiveis em nossas mãos.. dai quando vi ele interagir com outras meninas, senti uma raiva fora do comum, senti vontade de feri-las, e assim o fiz, matei todas, e ainda feria o Will.. -Ela explicou.

Arregalei meus olhos com a história dela, ela e Kill não eram muito diferentes, para dizer a verdade, ela conseguiu ser pior que ele, depois dessa tenho menos medo do Kill e mais pena do Will.

-Caralho.. -Foi tudo que consegui dizer.

-Pois é, diria que você esta até no lucro, mas saiba, não é porque ele comete insanidades que ele não te ama, as vezes o amor nasce de formas estranhas.. e quer saber.. acho que você também o ama -Ela disse séria.

Dessa vez eu que gargalhei de forma esnobe, que loucura, eu não o amo, para dizer a verdade, eu diria até que o odeio, ele matou um inocente, me sequestrou, e me obriga a ser uma boneca.

-Você é mesmo louca.. eu odeio ele -Falei cruzando os braços.

-Sei, então.. 

Vi uma estranha energia azul surgir nas mãos da menina, parecia formar alguma coisa, e assim foi, surgiu uma adaga, seu cabo era dourado e um pouco vermelho.

-Se você o odeia, aqui esta a chave, isso é uma adaga que mata demônios, lamento, mas seria suicidio eu tentar enfrenta-lo agora -Ela explicou me entregando a adaga, eu meio temerosa a peguei.

-Isso é sério.. vai mesmo mata-lo? Sem pegadinhas?

-Sem pegadinhas! Só tenha cuidado, tente fazer isso quando ele estiver bem vulnerável, sabe o que quero dizer -Ela piscou maliciosa.

Corei um pouco com sua insinuação, não que fosse uma má ideia, e se isso pudesse mesmo mata-lo..

Seria perfeito.

-Obrigada -Agradeci.

-Mas eu não fiz nada, agora vamos voltar antes que eles desconfiem de nossa demora, ah.. e esconda bem isso -Ela disse removendo a barreira do banheiro.

Assenti, antes de irmos para a sala, fui esconder a adaga nas gavetas do meu quarto, a Mabel nada disse, somente ficou em silêncio, possivelmente para que Kill não escute nada.

Acho que a julguei mal, de certa forma, ela me ajudou.

Voltamos para a sala, Kill e Will pareciam bem distraídos com seu papo, o azulado parecia bem empolgado, e Kill também, porém um pouco inquieto sobre algo.

Tentei não pensar muito nisso.

-Acho que devemos ir passarinho, já esta tarde, e tenho que ir para a escola amanhã -Disse a morena bocejando ou forçando um.

-Verdade, bom.. acho que isso é um adeus -Disse Will se levantando.

Kill também se levantou e apertou a mão do irmão.

-Esta mais para um "até logo", maninho -Ele sorriu.

O azulado sorriu timido, mas assentiu.

Fomos até a porta e os dois sumiram em um portal.

Até que foi bom esse jantar.

Kill se virou para mim e segurou minha mão.

-Também esta cansadinha? -Ele perguntou sorrindo.

-Sim.. -Falei, o que não era mentira, meus olhos estavam quase se fechando.

Ele riu com meu comportamento.

-Então vai dormir, eu vou arrumar a bagunça da sala de jantar -Ele disse beijando minha bochecha de forma gentil.

Me senti ruborizar com seu toque.

-B..Boa noite -Falei me soltando de sua mão e indo com pressa até meu quarto.

Lavei meu rosto que estava com maquiagem, tirei a sapatilha dos pés, e o vestido, e coloquei a camisola branca, agora sim eu estava bem a vontade, por um momento até esqueci que eu tinha no meio das minhas roupas uma adaga que seria capaz de eliminar Kill..

Preciso planejar bem isso, um deslize, e minha família pode pagar o preço.

Me joguei na cama e me enrolei nos lençóis, ficando bem aquecida e confortável, minha família, espero que estejam bem, e não muito preocupados comigo.

A culpa foi minha, eu devia ter te ouvido, Dipper.

Promete não me odiar, por favor? Eu na próxima irei te ouvir, se tiver uma próxima vez.. e vai! Eu vou mata-lo e fugir daqui, nem sei como irei fugir, mas darei meu jeito.

Mas acho melhor eu fazer isso amanhã, hoje estou exausta.



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