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História Mal entendidos - Snowing (OUAT) - Capítulo 4


Escrita por: e Yuuriandy


Notas do Autor


E um milênio depois cá estou eu. 😓♥️

Espero que gostem ♥️

Capítulo 4 - 4 -"Estou bem"


Não passavam das nove da matina mas era uma surpresa para todos que ela não estivesse cantarolando por aí uma de suas músicas sobre como a vida é bela, ou sobre como se sentia nos últimos dias. Seus olhos pesavam, falhando no dever de mantê-la desperta e pela primeira vez agradeceu do fundo do seu coração que as crianças estivessem de férias pelo que não precisaria se apresentar constantemente na escola por volta de dois meses, ou algo do tipo. Entrou no escritório fechando as portas logo em seguida. Nem mesmo conseguiu falar com David e não poderia usar a desculpa de não tê-lo visto. Ela viu, sim. Não dormiu toda a noite e agora tampouco podia por mais cansada que estivesse. Quando encarou os papéis sob a mesa, uma vez mais sua cabeça doeu. O seu bebê ainda estava dormindo, oh, ela apreciava o sono gostoso daquela criança deixando-o sobre os cuidados dos serviçais. Sorriu,de um jeito torto. Não se surpreendeu com o barulho pouco abafado pelas paredes quando abriu as janelas. Era de se esperar que ao contrário de si mesma tudo lá fora estivesse a vapor. Os empregados andando pra lá e pra cá com as ordens impostas pelos outros moradores da casa, as vozes dos tais se mesclando enquanto pareciam conversar, divertidos, e o canto dos pássaros através da janela na enorme árvore que não muito diferente dos outros dias parecia lhe atrair. Coçou os olhos, inflando as bochechas para então sorrir, ao mesmo que bocejava demonstrando o quão fatigada estava. 

— Eu não estou afim de cantar hoje, amigos.– Foi sincera e ouviu os barulhos mais altos.— Meu ouvido dói, não façam isso. 

Levou as mãos ao lado do rosto, tampando as orelhas precisamente falando. Literalmente estava fora do seu normal hoje. Tragou outra vez o ar, disposta a cochilar pelos mínimos sete minutos que fossem quando então a porta do escritório se abriu revelando uma loira que lhe encarou confusa. 

— Achei que não estivesse em casa. 

— Onde mais eu estaria?

— Não sei, resolvendo algum assunto da escola?

—Estamos de férias. 

— Você tá bem?

— Porque a pergunta?

—Ninguém te ouviu cantar hoje. 

—Estou sem ânimo. 

— Percebi.– Suspirou, contraditória.— Espera, como assim?– franziu o cenho. 

— Estou sem ânimo. 

— Tá com febre?– se apressou em espalmar a mão pela testa da mãe. 

— HEY! Eu já disse que estou bem. 

— Não está não! 

— Emma Swan!

— Aconteceu algo com o David?

— Eu não sei.– deu de ombros, parecendo despreocupada.— Aconteceu?

—Vocês brigaram?

— Não?!

— Então porque está assim?

— Estou bem, é sério. 

— Cite um dia da sua vida no qual você acordou assim.

—Assim como?

— Cansada, desanimada, sem cantar e agradecer pela vida. 

— Ainda sou grata pela vida. 

— Mary Margareth… 

— Para tudo tem uma primeira vez.–bocejou. 

— Eu vou ver o Neal, não se preocupe com ele. Tenta dormir. 

— Não estou com sono. 

— Tá com cara de quem não dormiu toda a noite. 

— Tô tão mal assim?

— Tá, vai dormir. 

— Não consigo. 

— Tá na cara que você está morrendo de sono. 

— Ter sono não significa que você pode dormir.–Estalou os dedos das mãos. 

— Mas você pode, não tem nada com a escola e eu cuido do bebê. 

— Não se resume a isso, Emma. Eu não consigo dormir. 

— Quer um remédio?

— Não, eu...–suspirou.— Vou tentar tomar um banho e relaxar. 

— Ok.– beijou-lhe a testa antes de encarar o local e procurar um livro de direitos que procurava.— Se importa se eu levar isso, Mary?

— Fique a vontade, só me devolva inteiro. 

— Ótimo.– sorriu.—Fique bem. 

— Estou bem.–Se apressou em contrariar. 

— Ok!–revirou os olhos.— Fique melhor.–Implicou e branca riu. 


×


Os pequenos cabelos molhados respingavam gotas d'água por seu colo e pescoço. Isso lhe arrepiava todos os pelos, e seus poros liberavam um quente suor contraditório ao frio que sentia em todo o corpo molhado. Os bicos de seus seios entumesceram mas não foi de tesão. Tombou a cabeça para trás, até encostar na parede fria, com forma de punição a si mesma. E depois de um bom tempo naquela água fria seus dedos jaziam enrugados e os lábios roxos por isso pegou a toalha branca para se enrolar a fim de encontrar outra vez o calor que precisava para não mais tremer. 



Jazia pensativa no caminho até o guarda-roupas. Diante do tanto de vestidos não soube o que escolher. Talvez uma roupa menos exagerada, e pouco social. –que quase não possuía. 

Quando pronta caminhou com lentidão até a cozinha, onde pela primeira vez foi o centro das atenções. Ainda sentia espasmos musculares quando se assentou um pouco afastada dos demais e quando seus olhos encontraram os de Emma tentou sinalizar que tudo ia bem. O que era perceptível ser mentira, mas deu de ombros tentando enganar-se a si mesma. Só não obteve sucesso quando a prefeita entrou por aquelas portas junto do xerife. Tentou –miseravelmente– evitar olhá-los, mas quando a tarefa se tornou impossível de exercer tudo o que fez foi focar no alimento em seu prato e comer como se o mundo fosse acabar a qualquer instante. Ergueu o olhar para todos os que lhe fitavam somente quando já não havia o que remexer no prato, então bebeu compulsivamente da água em seu copo para evitar encará-los. 

— Está tudo bem?– Indagou Regina. 

— Sim.–Tentou dizer, firme. Falhou quando viu David e precisou desviar o olhar para outro lado. Emma arqueou uma sobrancelha em desdém. Suspirou pesado. 

— Me parece cansada.– implicou. 

— Verdade.–Graham insistiu.— E está com olheiras.

— Sim.–comentou Regina, baixinho. 

— Não dormiu bem essa noite?– O amigo insistiu. 

— Eu estou bem.– Sentenciou por fim, se levantando exausta. 

E não tardou em correr até o escritório a fim de se isolar.


× 


Mantinha os braços sobre a mesa, e o rosto apoiado sobre eles. Os dedos riscando traços invisíveis na madeira polida enquanto suspirava profundamente. A essa altura do campeonato já não sabia quantas lágrimas havia derramado e deixado secar em sua própria face sem se incomodar com a sensação agoniante. Mil pensamentos torpes invadindo a mente com relação a David e a prefeita. Sentia o coração comprimir dentro do peito e não sabia o que fazer para controlar essa sensação e a dor insuportável. Chorou amargamente, até se ver cantando baixinho uma música que lhe acalmava. Então fechou os olhos, com a escuridão da noite que se aproximava. 






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