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História Malamente (Yoonkook) - Capítulo 26


Escrita por: ThalyArmy

Notas do Autor


Olá! ^ ^

Se vc acabou de conhecer essa fic, por favor, de uma lidinha no primeiro "capítulo" postado com o título "Malamente". São os avisos sobre o conteúdo da obra, muito importantes para o seu entendimento e para evitar possíveis desagrados...

Se você já leu, é só continuar. Boa Leitura! ^ ~

Capítulo 26 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Malamente (Yoonkook) - Capítulo 26 - Capítulo 11

O relógio marcava 22:30 naquele exato momento. Em pé, na cozinha, estavam Rosa e Bianca, encostadas no mármore frio que cobria toda a bancada. Uma música suave tocava baixinho no rádio enquanto elas colocavam a conversa em dia e bebiam um pouco de vinho.  

Jimin estava sentado no sofá da sala, vendo alguns cantores famosos se apresentarem na TV, cantando canções natalinas em diferentes tipos de versões de acordo com seus estilos musicais. Nada que lhe interessasse assistir, mas não havia opção enquanto aguardava seus amigos chegarem. 

Ele estava muito bonito aquela noite. Havia cortado um pouco seu cabelo, de forma que os detalhes do corte, muito bem feito, ficasse amostra. As roupas que vestia também chamavam a atenção. Usava uma camisa social branca, com alguns botões abertos, junto de uma calça jeans escura e coturnos de cor marrom.  

Olhando a hora no relógio que acabara de ganhar de sua mãe de presente de natal, sentiu-se levemente preocupado com a demora de Taehyung a retornar e um pouco irritado com a demora de Yoongi a sair de seu quarto.  

Secretamente, também notara que Jungkook ainda não havia aparecido. Na verdade, não o viu desde que chegou na casa dele para ajudar Rosa e sua mãe com a comida, de manhã. 

Quando pensou em enviar uma mensagem a Taehyung na intenção de saber se ele já estaria a caminho, seu celular tocou anunciando uma ligação do mesmo.  

- Eu já estava preocupado com você! - Reclamou, assim que atendeu a chamada. - Porque está demorando tanto?  

- Por incrível que pareça, demorei porque estava conversando com meu pai.  

 Ao escutá-lo, Jimin ficou realmente surpreso e preocupado ao ponto de perder a fala por alguns segundos...  

- Mas... ele brigou com você ou algo assim?    

- Não... não. - Explicou. - Abre o portão aqui pra mim. Te conto o que aconteceu. 

- Tá bom. 

Assim fez. Levantando-se rapidamente do sofá e chamando a atenção das duas que ainda conversavam.  

- Onde vai, filho? - Bianca perguntou.  

- Vou abrir o portão para...  

- Jungkook? Ele chegou? - Rosa o interrompeu. Preocupada com a demora do filho.  

- Não, tia. É só o Taehyung mesmo. - Respondeu um pouco sem jeito, coçando a nuca por contrariar suas expectativas.  

- Ah. - Ela lamentou. - Verdade. Tinha me esquecido que ele voltaria. E, que idiotice a minha, Jungkook tem as chaves de casa, porque esperaria que abrissem o portão para ele? Acho que já estou ficando louca ou caduca...  

- Não, Rosa. Só está preocupada. Não diga bobagens. - Bianca a consolou enquanto Jimin apenas baixou os olhos e saiu porta a fora.  

No portão, cumprimentou o amigo, o elogiando por ver o quanto ele também estava muito bonito aquela noite.  

- Nunca te vi vestido assim. - Comentou ao nota-lo em uma bela calça preta e um cinto da mesma cor, junto de uma camiseta de mangas curtas que deixavam seus braços definidos a mostra.  

O moreno sorriu de canto, lisonjeado, mas logo toda sua feição mudou ao lembrar-se dos avisos de seu pai, minutos atrás, e dos pensamentos que suas palavras lhe fizeram ter...  

- Deixa eu te perguntar uma coisa, Jimin... - Iniciou olhando para um lado e outro, certificando-se de que não havia mais ninguém por perto. - Meu pai me pediu para ter cuidado. Disse que existia a possibilidade de um perigo à solta na cidade.  

O loiro se inclinou em sua direção um pouco preocupado. Juntando as sobrancelhas e buscando em sua mente alguma informação sobre o que acabara de ouvir.    

- Não estou sabendo de nada...  

- Ele disse que a polícia está recebendo denúncias de animais que estão sendo encontrados brutalmente mortos.   

Os olhos de Jimin ficaram grandes enquanto um bico se formou em seus lábios. Era morador daquela cidade desde bebê e nunca nada parecido havia acontecido antes.  

- Teria algum animal selvagem a solta? - Fez a mesma pergunta que o moreno, mas apenas o viu levantar os ombros, também sem respostas. Tão leigo quanto ele sobre o que realmente poderia ser aquele “perigo”.  

- Fiquei pensando algumas coisas depois que meu pai me disse isso – comentou. Se aproximando um pouco mais dele. - Me lembrei do Holly...  

Imediatamente o Jimin se afastou, abanando as mãos no ar e juntando as sobrancelhas em uma careta meio zangada.  

- Não, não... - Resmungou. - Não diga bobagens. Na verdade, é melhor nem tocarmos nesse assunto. Sabe o quanto foi difícil fazer o Yoon ficar melhor...  

Taehyung respirou fundo.  

- Você está certo. - Concordou. - É melhor deixar isso pra lá. 

Jimin assentiu. Mas, ainda assim o encarou por alguns segundos antes de finalmente entrarem. Estava começando a se preocupar com seu grande interesse na busca por informações de coisas que já passaram e que não teriam mais volta ou solução.  

É claro que sabia o quanto ele apenas deseja ajudar. Mas, temia que se prejudicasse outra vez. Por isso, continuou calado e pensativo enquanto o assistia cumprimentar sua mãe e também a Rosa antes de caminharem juntos até a sala.  

Porém, ao notar Yoongi agora sentado no sofá, andou mais devagar enquanto Taehyung prosseguiu um pouco a frente, acomodando-se ao lado dele após também cumprimentá-lo.  

Com as mãos no bolso da calça e o olhar ainda preso apenas nele, Jimin permaneceu em pé, admirando o amigo em um suéter que o deixou tão fofo, junto de uma calça de moletom que lhe parecia confortável.  

Yoongi estava bonito. Seu perfume adocicado exalava por toda a casa junto do cheirinho bom de shampoo que vinha de seus cabelos negros ainda molhados.  

- Pensei que teria de te dar feliz natal apenas amanhã! - O loiro reclamou, sentando do outro lado livre no sofá ao seu lado.  

Yoongi apenas o encarou com tédio, não dizendo nada como resposta, mas também passado os olhos rapidamente por todo seu visual. Algo que despertou um sorriso bobo em seus lábios cheinhos.  

Taehyung fingia não ver nada...  

- Finalmente!  

Rosa gritou de repente, chamando a atenção de todos para Jungkook que havia acabado de atravessar a porta.  

Os olhos do moreno rapidamente se voltaram a ele, o observando carregar uma mochila grande nas costas, seus sapatos sujos de terra e a camisa escondida por uma jaqueta jeans, levemente suada. O deixando curioso... 

- Boa noite a todos. - Foi tudo o que Jeon disse antes de continuar caminhando em direção a escada rumo ao quarto.  

Taehyung também observou a feição de Yoongi mudar com a chegada do irmão e Jimin pareceu observar o mesmo. Por isso, encontrou seus olhos antes de ouvi-lo sugerir:  

- Que tal, jogarmos videogame? - Se levantou sem esperar por respostas, já ligando os aparelhos. - Vai demorar até comermos, então, vamos nos distrair enquanto isso.  

- É uma ótima ideia. - Taehyung concordou, sentando-se ao lado dele no tapete. Alguns minutos depois, Yoongi não teve outra saída ao não ser se juntar aos dois que já riam e se divertiam em algumas boas partidas.  

Jungkook retornou um pouco depois, indo direto na garrafa de vinho, sendo repreendido por sua mãe.  

- Quando foi que te autorizei a beber? - Deixou claro, tomando a garrafa de suas mãos enquanto ele apenas ria. - Você é uma criança!  

- Sou quase um adulto, mãe. Ano que vem faço 17 anos. - Rebateu, beijando uma de suas bochechas antes de apenas acenar com a cabeça para Bianca que o deu “boa noite” como resposta. - Um ano apenas para meus 18.   

- Ainda será uma criança. - Rosa resmungou, o observando dar de ombros enquanto atacava os salgadinhos postos a mesa. - Onde esteve o dia inteiro? Pensei que não voltaria para casa.  

Jungkook continuou em silencio por alguns segundos após os sussurros curiosos de sua mãe. Com a boca cheia, bebeu um pouco de refrigerante para ajudar a descer o bolo em sua garganta antes de respondê-la.  

- Eu nunca dormi fora de casa. Não seja exagerada. - Afirmou com tranquilidade.  

Na sala, Taehyung entregou a manete a Yoongi para que pudesse ouvir a conversa dos dois com mais clareza.  

- Já te avisei que estou ajudando um amigo na fazenda do pai dele. Estamos sendo pagos pelos trabalhos que estamos fazendo.  

- E desde quando você precisa de dinheiro? - Rosa o questionou em um tom irritado que o fez calar. Bianca baixou os olhos, incomodada com a discursão a sua frente, algo que despertou o olhar de Jungkook antes que voltasse a encarar apenas a mãe.  

- Poderíamos conversar sobre isso em um outro momento? - Ele pediu. Seco e levemente ignorante antes de lhe virar as costas e caminhar até a sala onde sentou na poltrona distante dos outros meninos que ainda jogavam.   

Decidiu ficar ali mesmo se distraindo em seu celular até que desse a hora em que pudesse ir para seu quarto sem que sua mãe ou seu irmão se chateassem depois alegando que “não estava presente no Natal”. 

Em seu celular, analisava as fotos que registrou dos experimentos que fez durante todo aquele dia. Quando durante a manhã, passou horas misturando dentro de um enorme barril azul que conseguiu em um terreno de obras abandonado, diversos tipos de ácidos que comprou em diversos lugares afim de não levantar suspeitas devido à grande quantidade.  

Ele o encheu por inteiro, e o deixou escondido atrás de algumas árvores não muito distante do chalé, tomando muito cuidado para não ser visto por ninguém, já que apensar de distante, ainda tinha alguns poucos vizinhos pelas redondezas. 

À tarde, após andar em sua moto pela propriedade e conseguir um animal indefeso e solitário, ele o matou a pauladas com alguns pedaços de madeira e o esquartejou para enfim, testar seu experimento.  

A situação é a seguinte: a fantasia de conseguir um humano para satisfazer seus desejos ainda era existente. Mas, se preocupava com o depois, em como faria para esconder seus “restos”. 

Quando viu o professor de química demonstrar através de uma simples aula pratica um objeto sendo completamente derretido por uma leve mistura de ácidos, ele ficou encantado. Sentia que ali, naquele exato momento, havia encontrado a solução para seus possíveis futuros problemas.  

Curioso e ansioso, pegou com cuidado parte por parte daquele animal e com a ajuda de uma barra de ferro os mergulhou naquela substância, assistindo-as se desmancharem até que não existisse nada além do grande sorriso em sua própria face.  

Após isso, recolheu o que sobrou daqueles restos derretidos e os espalhou pela floresta de modo que ninguém os encontrassem. E caso encontrassem, não reconhecessem o que poderia ser.  

Estava cansado de descartá-los de qualquer maneira, correndo grande risco de levantar suspeitas sobre suas ações. Principalmente depois de notar o aumento de viaturas circulando pela cidade e também por lugares próximos, justo em meio aos dias em que mais havia praticado suas maldades.  

Todo o processo foi tão fascinante para sua mente que apenas conseguiu ir para casa somente depois de fazer o mesmo com mais dois animais que havia conseguido, mesmo após anoitecer. Só então depois, seu interior se acalmou o suficiente para que pudesse colocar sua “máscara de bom moço” e seguir com sua vida “quase” toda falsa.  

Tirando as roupas que usara durante todo o processo, tomou banho no chalé mesmo antes de vesti-las novamente e voltar para casa. Desejava tomar um banho mais demorado quando chegasse e depois deitar em sua cama, ouvindo algumas músicas. Porém, nada pode fazer após passar pela porta e ver todos arrumados envolto a comidas e bebidas...  

Havia esquecido que aquela noite era noite de Natal. 

Sua mãe lhe fez tantas perguntas, mas nada o deixou tão irritado quando ver seu irmão tão lindo e cercado por quem menos queria ao lado, muito menos em sua casa. 

Mas não havia o que ser feito. A não ser fingir mais uma vez não ligar para nada, mesmo completamente incomodado. Mantendo sua mente calma e em paz, acreditando que “coisas boas” estariam por vir. Podia sentir... 

Com isso, a noite prosseguiu tranquilamente e quando finalmente o relógio marcou meia noite, quase todos se cumprimentaram e desejaram um “Feliz Natal” uns aos outros. Após isso, já estavam cansados e com a barriga cheia. O sono chegou e decidiram irem para suas casas.  

Preocupado com a história dos animais mutilados, Jimin convenceu Taehyung a dormir em sua casa. Ele acabou aceitando pelo simples fato de não querer se sentir tão sozinho naquele dia que ainda era especial, mesmo após a meia noite.  

Todos ainda ajudaram a limpar algumas coisas antes de irem embora e então, Rosa ficou sozinha com seus filhos. Observando Yoongi desligar a Tv e o videogame enquanto Jungkook ainda continuava completamente inerte em seu celular.  

Eles foram um dos que não se abraçaram na virada da noite, apenas desejaram um “feliz natal” de longe um ao outro. O mesmo foi com ela e seu mais novo, ainda muito distante...  

Desejava tanto que tudo voltasse ao normal em sua casa. Às vezes se questionava em como pode permitir que tudo ficasse daquela forma.  

Ela não os impediu de subirem para seus quartos, os seguindo alguns bons minutos depois, quando já estavam adormecidos. Queria lhes entregar seus presentes, mas sem escutar algo que a chateasse.  

Entrando no quarto com todo cuidado para não fazer barulho algums, deixou próximo a cama de Jungkook uma caixa de tamanho médio. Dentro dela, estava um conjunto que escolheu para ele. Um casaco de couro preto, um boné, e um par de luvas para motoqueiros. Sorriu ao imaginar sua alegria ao ver os itens que ganhou.  

Acariciando seus cabelos, beijou levemente sua testa. Ele sempre seria seu menino. Seu primeiro presente. Seu tão esperado filho amado. Sentia em seu coração paz e alegria por vê-lo. Acreditando com orgulho no quanto ele foi forte em superar seus problemas e pesadelos e hoje ter se tornado um filho maravilhoso. O contrário do que muitos acreditavam que ele seria no futuro...  

Caminhando para o outro lado do quarto, ela sentou na beiradinha da cama de seu mais novo, colocando, com cuidado, no cantinho de seus pés, uma outra caixa de presente, essa um pouco maior.  

Elevando uma das mãos sobre a cabeça dele, desejou acariciar seus cabelos, mas seu temor que ele acordasse a reprimiu de fazer isso.  

Ao recolher seu braço, sentiu os olhos encherem de lágrimas. Nunca passou por algo do tipo antes. Nunca teve de se restringir a não tocar um de seus filhos e isso lhe doeu tanto... 

Pondo as mãos sobre os olhos já quase transbordando de lágrimas, ela se levantou decidida a voltar a seu quarto e chorar em sua particularidade. Faria isso, se não fosse parada por uma mão firme que segurou um de seus pulsos e a manteve no mesmo lugar.  

- Mãe - uma voz suave e bem baixinha soprou em seu ouvido enquanto ela ainda escondia a face entre as mãos. Rosa não precisava olhar em seu rosto para identificar qual dos filhos a chamava, seu coração materno reconheceu a voz de seu caçula e apenas isso a fez chorar com mais intensidade. - Mãe, pare de chorar. Porque está chorando tanto? 

Yoongi a puxou um pouco mais até que ela estivesse envolvida por seus braços. Ele estava confuso com suas lágrimas. Em silêncio, tentava buscar em sua mente algum momento daquele dia que pudesse a ter deixado naquele estado...     

- Me perdoa, filho... - Ela resmungou entre o choro baixinho, o surpreendendo ao perceber do que ela estaria falando. Já se passara tanto tempo que, sim, ainda se lembrava, nunca esqueceria da dor e da falta que sentia de seu querido Holly, mas, não a odiava, tão pouco a culpava pelo que aconteceu... 

Em sua mente inocente, não havia exatamente um culpado. Apenas um conjunto de situações que chegaram aquela fatalidade.  

- Me perdoa. Eu nunca quis que o Holly...  

Yoongi a afastou rapidamente e delicadamente tampou seus lábios com a ponta de seus dedos. Permanecendo os dois congelados, encarando um ao outro por alguns segundos.  

Rosa achou que escutaria toda sua ira guardada por todos aqueles dias desde o ocorrido. Mas ao olhar em seus olhos, pode ver outros sentimentos e isso a acalmou por inteiro.  

- O que está falando? Eu não tenho o que perdoar. - Ele afirmou, também mantendo sua voz baixa para preservar o sono do irmão ao lado, observando os olhos de sua mãe crescerem e se encherem novamente ao ouvir suas palavras. - Eu já nem quero saber o que aconteceu aquele dia, mas sei que não foi culpa sua.  

Ela baixou a cabeça e ele segurou seu rosto e o ergueu novamente até que encontrasse seus olhos.    

- Mãe, eu percebi que a senhora ficou triste com o que aconteceu, mas não imaginava que era por esses pensamentos. Da onde eu iria acreditar que você queria o mal do Holly? Você me ajudou a cuidar dele com todo amor e carinho quando eu nem sabia falar direito. 

As lágrimas tomaram os olhos de Yoongi naquele momento. Era sentimento demais naquele instante, transbordando por todo o seu corpo. Uma mistura de saudade, dor e lembranças...   

Lhe veio em mente o dia que o viu pela primeira vez, na sorveteria. Quando o levou para casa e deu seu primeiro banho junto do irmão e de quando dormiu com ele pela primeira vez em sua cama. 

Aquela memória lhe trouxe um sorriso lindo...  

- Foi com você que aprendi a dar a eles os melhores dias que pude. - Confessou, a surpreendendo com suas palavras antes de a abraçar forte.  

- Eu te amo tanto, filho.  

- Também te amo, mãe. 

 

Ω   

 

Assim que a luz do dia entrou pelas janelas do quarto, despertaram Jungkook que antes dormia profundamente, envolvido por seus sonhos. Ao esticar as pernas, sentiu algo estranho dentro de suas calças...  

Ainda com os olhos fechados, deslisou uma das mãos por seu peito, abdômen e virilha até enfim chegar onde queria, fazendo uma careta quando sentiu suas roupas de baixo todas meladas.  

O medo que seu irmão estivesse acordado testemunhando tudo aquilo o fez abrir os olhos bruscamente, elevando um pouco a cabeça e conferindo todo o quarto. Mas, ao observa-lo ainda dormindo tranquilamente, jogou a cabeça no travesseiro novamente, aborrecido por estar daquela forma.  

Yoongi estava tão lindo a noite passada que não saiu de sua mente a noite toda. Logo então, não seria surpresa ter sonhado com ele, tão pouco ter acordado daquela forma.  

Seu desejo era tão grande que doía. Sentia que precisava se aliviar urgentemente com um outro alguém. As masturbações já não surtiam tanto efeito em seu corpo sedento por ele. A loucura e a insanidade era sua única válvula de escape... 

Não querendo que ele o visse daquela forma, levantou da cama com cuidado, se embolando na caixa de presente que sua mãe havia deixado, se surpreendendo com ela. Mas, não podendo tocá-la com as mãos sujas, seguiu seu caminho até o banheiro onde tomou um banho não demorado e fez suas higienes antes de voltar.  

Sentou na beirada de sua cama e pegou novamente a caixa, a colocando em seu colo. Em seguida, a abriu, sorrindo grande ao ver o que havia dentro dela. Tirando peça por peça e admirando-as até sobrar apenas um pequeno cartão com a letra de quem bem conhecia. 

“Feliz natal meu filho amado. Mamãe te amo, muito!”  

Se levantando, deixou a caixa com tudo dentro sobre a cama e saiu porta a fora de seu quarto, entrando no dela e a surpreendendo ao pular em seu colchão.   

- O que aconteceu, meu filho? - Rosa perguntou, assustada. Forçando seus olhos pesados a abrirem, preocupada com a presença de seu mais velho repentinamente em seu quarto. Ainda mais sendo tão cedo.  

Como resposta, ele primeiro a encheu de beijos carinhosos, a arrancando sorrisos, mesmo ela ainda sem intender nada.  

- É meu aniversário e não me lembro? - Perguntou em meio as risadas.  

- Eu adorei os presentes, mãe! - Quase gritou, se afastando um pouco dela para explicar. - Eu tenho medo de comprar roupas pela internet e já tinha procurado aquelas peças por toda a cidade e não tinha achado nada parecido! 

Ela sorriu, satisfeita por adivinhar o que o filho queria. 

De repente, a porta do quarto foi novamente aberta, agora com Yoongi que passou por ela completamente eufórico, pulando e correndo envolta da cama da mãe, vestindo com a camisa oficial de um dos maiores times da NBA, junto de sapatos originais do mesmo.  

Os presentes que ela havia o dado na noite anterior.  

- Uou... - Jungkook elogiou.  

- Um passarinho loiro me contou que você voltou a ficar animado com time de basquete. - Rosa confessou. Em seus lábios um sorriso brilhava de alegria. - Então, eu quis te animar um pouco mais para o grande dia da partida.  

- EU TE AMO! - Yoongi gritou, dando um salto na cama e se embolando junto do irmão para também a encher com mais beijos.  

As risadas preenchiam toda a casa. Um som familiar que a muito tempo ninguém desfrutava... 

Para Rosa, era como nos velhos tempos, quando seus filhos eram pequenos e a acordavam pela manhã com tanto carinho e inocência. Em secreto, sentiu-se imensamente grata por ainda ter o amor de cada um deles.  

Com esse acontecimento, a manhã foi de paz e alegria para todos. Tomaram café juntos, os três na mesa, como não faziam a anos. Rosa chegou até avisar que chegaria mais tarde na empresa, só para curtir um pouco mais daquele momento tão maravilhoso.  

- Não precisava, mãe - Yoongi contestou. - Não vamos demorar em casa.  

- Porque? As aulas desse ano já encerraram.  

Jeon também o olhou curioso...  

- Jimin e Taehyung me fizeram prometer que ajudaria na arrumação da escola para a festa da virada, semana que vem. Depois, vou treinar com eles. - Explicou. - Jungkook também vai sair daqui a pouco para seus... compromissos. Então, não vamos demorar.  

- Você ainda está ajudando aquele seu amigo? - Rosa perguntou ao mais velho. - Porque não se junta a seu irmão e aos seus colegas de escola na arrumação para a festa?  

Ele fez uma careta como resposta. Yoongi o encarou por alguns segundos...  

- Se não quiser ajudar a arrumar, pode ser voluntário na coleta de dados dos novos alunos que serão transferidos para nossa escola. Ouvi dizer que são muitos e a secretaria não está dando conta.   

- Alunos transferidos? Porquê?- Rosa perguntou, curiosa.  

- É, e porque tantos? - Foi a vez de Jungkook perguntar. Estava passando tantos dias no chalé que nem sabia o que estava acontecendo na cidade nesses últimos dias.  

- Parece que nossa escola foi nomeada uma das melhores do estado. Com isso, os alunos que passarem com boas notas ganharão bolsas para qualquer faculdade.  

- Então, todos estão vindo para cá? - Rosa perguntou, não percebendo o sorriso que nasceu no rosto do mais velho, tão pouco seus olhos que congelaram no nada. - Mas, e os pontos dos que entrarem nos times oficiais das universidades?  

- Continuam valendo. - Yoongi afirmou. - Vou fazer o possível para ter os dois pontos, assim não corro risco de perder minha vaga para alguém de fora. 

- Está certíssimo! - Rosa o incentivou, apertando as bochechas de Jungkook que finalmente despertou com isso. - E você?  

- Eu o que?  

- Como o que? Estamos conversando, onde você estava esse tempo todo. Hum? - Ela brincou, o fazendo sorrir junto do irmão.  

- Fiquei pensativo. - Iniciou, respirando fundo e jogando os cabelos para trás. - Tanta gente nova pode ser ruim para nós, não?  

- Claro que não. - Rosa o corrigiu. - Faça o seu melhor. É justo que o melhor ganhe. Independentemente de onde ele é.  

- Verdade. - Yoongi concordou.  

- Então eu vou ajudar coma a coleta de dados! - Jeon afirmou de repente, colocando-se de pé. - Quero conhecer de perto meus... “adversários”.  


Notas Finais


Oi, te de volta!

Até o próximo!

Bjx mores ::)


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