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História Malanie Potter-Hogwartes lendo Percy Jackson o Ladrão de Rai - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa noite

Leiam e aproveitem vou postar apenas anoite ou no final da tarde.

Bjs

Capítulo 3 - Três velhas senhoras tricotam as meias da morte


Fanfic / Fanfiction Malanie Potter-Hogwartes lendo Percy Jackson o Ladrão de Rai - Capítulo 3 - Três velhas senhoras tricotam as meias da morte

Assim eu lenvantei e fui correndo o abraçar, oque?!, ele é meu melhor amigo.

- Então como vai as coisasa no acampamento?- Perguntei sendar muita importância a onde estavamos.

- Tá tudo normal na medida do possível. Está todo mundo com saudade de você bruxinha - fala enquato Minerva faz aparecer uma mesa no meio do salão.

-  Sinto-me lisonjeada Prince dos mares- falo com a voz carregada de sarcasmo.

- Claro que é Princesa das flores - fala no mesmo tom.

Mas tinham pessoas que não estavam gostando nem um pouco dessa interação. De longe Harry Potter não estava feliz com a interação de sua filha com o garoto misterioso.

- Por que ela estava agarada com ele? - fala com um certo desprezo na voz, e perguntas rondavam sua mente tipo, Por que ela o abraça e não a mim? Ok, essa está bem na cara, mas que intimidade toda é essa? Desde quando ela é assim com alguém.  Pois a posse que ela mostra em Hogwartes é totalmente diferente, ela age de forma fria, indiferente, arrogante. Claro qie ela tem seus motivos, ela não possui amigos em Hogwartes, nem seus irmãos falam com ela só quando é para irritar ou destrata-la.

Depois de um tempo em pensamentos,ela ia sair até ele lhe chamar.

- A onde você vai?- pergunta curioso.

- Sentar na minha mesa?- responda com uma pequena dúvida no final.

- Nana nina não, você vai sentar aqui!- fala convicto disso, puxa ela para mesa sem esperar a resposta, enquanto ela resmunga chato.

- Quem que ler?-pergunta a direto depois da ceninha que nos demos.

- Eu, por favor diretora- respondr Hermione Granger, que mesmo depois de "velha" continua a mesma sabitudo de sua época, que nem sua filha Rose Wesley que acha que sabe de tudo.

- Mas antes acho que deve se apresentar senho....- fala dando brecha par ele falar.

- Percy Jackson, diretora.- fala e se senta ao meu lado, mas só pude ver as meninas suspirando e os meninos com olhares de serta inveja. Deixa a Annie saber chegar aqui par eles verem, por dentro eu estava me rachando de rir.

- Certo ok, o titulo é,Três velhas senhoras tricotam as meias da morte.

- Oque?

- Como assim?

- Só vai ter título estranho é?

Depois dos murmúrinhos ela começou.

Eu estava acostumado a uma ou outra experiência esquisita, mas normalmente elas passavam depressa. Aquela alucinação 24 horas por dia e sete dias por semana era mais do que podia encarar. Durante o resto do ano escolar o campus inteiro parecia me pregando algum tipo de peça. Os alunos agiam como se estivessem completa e totalmente convencidos de que a Sra. Kerr – uma loira alegre que eu nunca tinha visto na vida até o momento em que ela entrou no nosso ônibus no fim da excursão – era nossa professora de iniciação à álgebra desde o Natal.

- Coitado.

De vez em quando eu soltava uma referência à Sra. Dodds para cima de alguém, só para ver se conseguia fazê-los titubear, mas eles me olhavam como se eu fosse louco.

Acabei quase acreditando neles: a Sra. Dodds nunca tinha existido.

- Sério Percy? - Sério que ele quase acredito naquilo?

- Oque, eu estava achava que estava ficando louco, e você mente muito bem diferente do Grover.

Quase.

- Viu - Falou ele com um ar de que estava certo.

Mas Grover não conseguiu me enganar. Quando eu mencionava o nome Dodds ele hesitava, depois alegava que ela não existia. Mas eu sabia que ele estava mentindo.

Alguma coisa estava acontecendo. Alguma coisa havia acontecido no museu.

- Não me diga-  Scorpius Malfoy falou ironicamente.

Eu não tinha muito tempo para pensar no assunto durante o dia, mas, à noite, visões da Sra. Dodds com garras e asas de couro me faziam acordar suando frio.

O tempo maluco continuou, o que não ajudava meu humor. Certa noite, uma tempestade de raios arrebentou a janela do meu dormitório. Alguns dias depois, o maior tornado jamais visto no vale do Hudson tocou o chão a apenas trinta quilômetros da Academia Yancy. Um dos eventos correntes que aprendemos na aula de estudos sociais era o número inusitado de pequenos aviões que caíram em súbitos vendavais no Atlântico naquele ano.

Comecei a me sentir mal-humorado e irritado a maior parte do tempo. Minhas notas caíram de D para F.

- Oque?!- Gritaram os Corvinos e nerds de outras casas desacreditados.


 entrei em mais atritos com Nancy Bobofit e suas amigas. Era posto para fora da sala e tinha de ficar no corredor em quase todas as aulas.

Finalmente, quando nosso professor de inglês, o Sr. Nicoll, me perguntou pela milionésima vez por que eu tinha tanta preguiça de estudar para as provas de ortografia, eu explodi. Chamei-o de velho dipsomaníaco.

- Esse dis foi incrível- falei para ele enqunto os alunos riam e os professores estavam de boca aberta por causa da petulância do rapaz.

 Não sabia direito o que aquilo queria dizer, mas soou bem.

- E Como - falam alguns que acaba de se recuperar das risadas.

O diretor mandou uma carta para minha mãe na semana seguinte, tornando oficial: eu não seria convidado a voltar para a Academia Yancy no ano seguinte.

- Normal para você - falei brincando

- Ei - falou indignado com a com minha fala.

Ótimo, disse a mim mesmo. Simplesmente ótimo. Eu estava com saudades de casa. Queria ficar com minha mãe no nosso pequeno apartamento no Upper East Side, mesmo que tivesse de freqüentar uma escola pública e aturar meu padrasto detestável e seus jogos de pôquer estúpidos.

E no entanto... havia coisas em Yancy de que eu sentiria falta. A vista da minha janela para os bosques, o rio Hudson a distância, o cheiro dos pinheiros. Sentiria falta de Grover, que tinha sido bom amigo, mesmo com seu jeito meio estranho. Fiquei pensando como ele iria sobreviver ao próximo ano sem mim, pois Melanie também tinha sido expulsa, é parece que eu contaminei ela também.

Também sentiria falta da aula de latim – os dias malucos de torneio do Sr. Brunner e sua confiança em que eu poderia me sair bem.

E da Melanie, e de como ela me forçava a estudar para as provas ou de como ela quase batia nos meninos que insutavam o Grover, ela pode ser tudo mais indefesa essa menina não é e por um lado ela e o Grover foram meus únicos amigos e eu possivelmente nunca mais iria ver eles.

- Claro que você ia nos ver porquinho-da-india- falei enqunto lançava um sorriso solidário para ele, coisa que eu não fazia muito aqui em Hogwartes, enquanto ele devolvia o gesto.

Quando a semana de exames foi se aproximando, latim era a única prova para a qual eu estudava. Não tinha me esquecido que o Sr. Brunner falara, sobre essa matéria ser questão de vida ou morte para mim. Não sabia muito bem por que, mas acreditei nele.

Na noite anterior ao meu exame final, fiquei tão frustrado que joguei o Guia Cambridge de mitologia grega do outro lado do dormitório. As palavras tinham começado a flutuar para fora da página, dando voltas na minha cabeça, as letras fazendo manobras radicais como se estivessem andando de skate. Não havia jeito de eu me lembrar da diferença entre Quíron e Caronte, ou Polidectes e Polideuces. E conjugar aqueles verbos latinos?

- Quem é Caronte?- pergunta um sangue-puro da grifinoria.

- O barqueiro dos mortos na mitologia grega- parcy responde simplesmente.

-  E agora você não confunde mais Caronte com Quíron, não é mesmo Percy? - Pergunto sorrindo divertida ao lembrar do primeiro encontro dele com Caronte, enquanto ele gemia.

Nem pensar.

Fiquei indo de um lado para outro no quarto, com a sensação de que havia formigas andando por dentro da minha camisa.

Lembrei a expressão séria do Sr. Brunner, de seus olhos de mil anos. De você, aceitarei apenas o melhor, Percy Jackson.

Respirei fundo. Peguei o livro de mitologia.

Eu nunca havia pedido ajuda a um professor antes. Se falasse com o Sr. Brunner, quem sabe ele me daria algumas dicas. Poderia, pelo menos, pedir desculpas pelo grande F que ia tirar na prova. Não queria sair da Academia Yancy deixando-o pensar que eu não tinha me esforçado.

- Pelomenos isso.

Desci a escada para os gabinetes dos professores. A maioria estava vazia e escura, mas a porta do Sr. Brunner estava entreaberta e a luz que vinha da sua janela se estendia ao longo do piso do corredor.

Eu estava a três passos da maçaneta da porta quando ouvi vozes dentro da sala.. O Sr. Brunner tinha feito uma pergunta. Uma voz que, sem sombra de dúvida, era a de Grover disse: "...preocupado, senhor."

Eu gelei.

Normalmente não sou bisbilhoteiro, 

- Nessa época né- falei rindo da cara de ofendido que ele fez.

- Sem comentários- murmurou baixinho.

- Já comentou- com isso ele se limita apenas a revirar os olhos.

mas desafio alguém a não tentar ouvir quando seu melhor amigo está falando sobre você com um adulto.

Cheguei um pouquinho mais perto.

– ...sozinho nesse verão — Grover estava dizendo. – Quer dizer, uma benevolente na escola! Agora que sabemos com certeza, e eles também sabem...

– Só vamos piorar as coisas se o apressarmos – disse o Sr. Brunner. – Precisamos que o menino amadureça mais.

- Se eles tivesem esperado o munto teria acabado - falei esperando ele responder.

- Eu sou muito mais maduro que você tabom - fala 1 fazendo biquinho enquanto eu ria.

– Mas ele pode não ter tempo. O prazo final do solstício de verão...

– Terá de ser resolvido sem ele, Grover. Deixe-o desfrutar sua ignorância enquanto ainda pode.

– Senhor, ele a viu...

– Imaginação dele – insistiu o Sr. Brunner. – A Névoa sobre os alunos e a equipe será suficiente para convencê-lo disso.

– Senhor, eu... eu não posso fracassar nas minhas tarefas de novo. – A voz de Grover estava embargada de emoção. – Sabe o que isso significaria.

– Você não fracassou, Grover – disse o Sr. Brunner gentilmente. – Eu deveria tê-la visto como ela era. Agora vamos apenas nos preocupar em manter Percy vivo até o próximo outono...

O livro de mitologia caiu da minha mão e bateu no chão com um ruído surdo.

- Não! - Gritaram os marotos de plantão, ou seja a maioria dos grifinorios e alguns de outras casas,juntamente com com alguns ex alunos presentes(lê-se Rony, Jorge e Harry).

O Sr. Brunner silenciou.

Com o coração disparado, peguei o livro e voltei pelo corredor.

Uma sombra deslizou pelo vidro iluminado da porta da porta de Brunner, a sombra de algo muito mais alto do que meu professor de cadeira de rodas, segurando alguma coisa suspeitamente parecida com o arco de um arqueiro.

Abri a porta mais próxima e me esgueirei para dentro.

Alguns segundos depois ouvi um lento clop-clop-clop, como blocos de madeira abafados, depois um som como o de um animal farejando bem na frente da minha porta.

Um grande vulto escuro parou diante do vidro e depois seguiu adiante.

Uma gota de suor escorreu por meu pescoço.

Em algum lugar no corredor, o Sr. Brunner falou.

– Nada – murmurou ele. – Meus nervos não andam tão bons desde o solstício de inverno.

– Nem os meus – disse Grover. – Mas eu podia ter jurado...

– Volte para o dormitório – disse-lhe o Sr. Brunner. – Tem um longo dia de provas amanhã.

– Nem me lembre.

As luzes se apagaram na sala do Sr. Brunner.

Aguardei no escuro pelo que pareceu uma eternidade. Por fim, me esgueirei para o corredor e subi de volta para o dormitório. Grover estava deitado na cama, estudando as anotações para a prova de latim como se tivesse estado lá a noite inteira.

– Ei! – disse ele, com olhar de sono. – Vai estar preparado para a prova?

Não respondi.

– Está com uma cara horrível. – Ele franziu a testa. – Tudo bem?

– Só estou cansado.

Virei-me para que ele não pudesse perceber minha expressão e comecei a me preparar para dormir.

Não entendi o que tinha ouvido lá embaixo. Queria acreditar que havia imaginado aquilo tudo.

Mas uma coisa estava clara: Grover e o Sr. Brunner estavam falando de mim pelas costas. Achavam que eu corria algum tipo de perigo.

Na tarde seguinte, quando estava saindo da prova de latim de três horas'

- TRÊS HORAS? - Gritaram a maioria dos alunos, menos os Corvinos, eles e os professores gostaram, e falaram até de anotar esse horário na hora das provas.

 atordoado com todos os nomes gregos e romanos que tinha escrito errado, o Sr. Brunner me chamou de volta.

Por um momento, fiquei preocupado achando que ele descobrira minha bisbilhotice na noite anterior, mas não parecia ser esse o problema.

– Percy – disse ele. – Não fique desanimado por deixar Yancy. É... é para o seu bem.

Seu tom era gentil, mas ainda assim as palavras me deixaram sem graça. Embora ele estivesse falando baixo, os que terminavam a prova podiam ouvir. Nancy Bobofit me lançou um sorriso falso e, fez pequenos movimentos de beijo com os lábios.

- Eca.....

 - Ewww......

Eu murmurei:

– Está bem, senhor.

– Quer dizer... – O Sr. Brunner andou com a cadeira para trás e para frente, como se não tivesse certeza do que falar. – Este não é o lugar certo para você. Era apenas uma questão de tempo.

- Ele nunca foi bom com as palavras- falei distraidamente.

- Devíamos contratar alguém para fazer isso - fala segundo a linha do meu raciocínio.

- Concordo, mas?quem? - faço a pergunta não me importando se estão ouvindo ou não e ele apenas da de ombros.

Meus olhos ardiam.

Ali estava meu professor favorito, na frente da classe, me dizendo que eu não era capaz.

Depois de falar o ano todo que acreditava em mim, agora me dizia que eu estava destinado a ser expulso.

– Certo – disse eu, tremendo.

– Não, não – disse o Sr. Brunner. – Ah, que droga. O que eu estava tentando dizer... é que você não é normal, Percy. Não é nada ser...

– Obrigado – soltei. – Muito obrigado, senhor, por me lembrar.

– Percy...

Mas eu já tinha ido.

No último dia de aulas, enfiei minhas roupas na mala.

Os outros garotos estavam fazendo piadas, falando sobre os planos para as férias. Um deles ia fazer trilha na Suíça. Outro faria um cruzeiro de um mês pelo Caribe. Eram delinquentes juvenis como eu, mas delinquentes juvenis ricos. Os papais eram executivos, embaixadores ou celebridades. Eu era um joão-ninguém, de uma família de joões-ninguém.

- Ei- falei ofendida e pelo visto não foi só eu já que um trovão soou pelo céu.

- Descupa eu não sabia - é ele realmente não sabia.

- Ok - falo encerrando esse assunto.

Eles me perguntaram o que ia fazer no verão, e eu disse que voltaria para a cidade.

O que não lhes contei foi que ia arranjar um trabalho de verão passeando com cachorros ou vendendo assinaturas de revistas, e passar o tempo livre pensando em onde iria estudar no outono.

– Ah – disse um dos garotos. – Legal.

Eles voltaram à conversa como se eu não existisse. As únicas pessoas de quem tinha medo de me despedir era Grover e Melanie, mas do jeito como as coisas aconteceram, eu nem precisei. Ele havia comprado uma passagem para Manhattan no mesmo ônibus Greyhound que eu, então lá estávamos nós, juntos outra vez, indo para a cidade. Mais Melanie me preocupava ela era minha melhor amiga, como eu iria falar para ela que possivelmente nós não iriamos mais nos ver?! Isso era preocupante, então tomei coragem e falei.

- Hey Mel, ehh, eu vim me despedir, já que eu vou mudar de escola e você também e possivelmente nunca mais vamos nos ver.- falei meio sem graça e nervoso, porque,como você fala para sua melhor amiga que nunca vão mais se ver? Isso era realmente difícil de se fazer. Mais oque me intrigou foi sua resposta.

- Relaxa Percy, nos ainda vamos nos ver, qualquer dia marcamos eu, você e o Grover para fazer alguma coisa, isso não é o fim do mundo e algo me diz que nós ainda vamos nos ver muito- fala e depois sai de vista e como assim algo me diz? Tipo a primeira parte é normal mais a segunda é estranha.

Durante toda a viagem de ônibus, Grover olhava nervoso para o corredor, observando os outros passageiros. Ocorreu-me que ele sempre agia de modo nervoso e inquieto quando saíamos de Yancy, como se esperasse que algo ruim fosse acontecer. Antes, eu achava que ele tinha medo de que o provocassem. Mas não havia ninguém para fazer isso no ônibus.

Finalmente, não pude mais aguentar.

– Procurando Benevolentes?

- E aqui está,como matar seu melhor amigo por Percy Jackson-Fala Alvo fazendo graça(agora está na mesa da grifinoria com os pais). 

Grover quase pulou do assento.

– O que... o que você quer dizer?

Confessei ter ouvido a conversa dele com o Sr. Brunner na noite anterior ao dia da prova.

O olho de Grover estremeceu.

– Quanto você ouviu?

– Ah... não muito. O que é o prazo final do solstício de verão?

Ele se esquivou.

– Olhe Percy... Eu só estava preocupado com você, entende? Quer dizer, tendo alucinações com professoras de matemática demoníacas...

– Grover...

– E eu estava dizendo ao Sr. Brunner que talvez você estivesse muito estressado, ou

coisa assim, porque não havia uma pessoa chamada Sra. Dodds e...

– Grover, você mente muito mal mesmo.

As orelhas dele ficaram cor-de-rosa.

Do bolso da camisa, ele pescou um cartão de visitas encardido.

– Pegue isto, certo? Para o caso de você precisar de mim este verão.

O cartão tinha uma escrita floreada, que era um terror para os meus olhos disléxicos, mas por fim consegui identificar coisa como:

Grover Underwood

Guardião

Colina meio Sangue

Long Island, Nova York

(800) 009 -0009

– O que é Colina Meio...

– Não fale alto! – ganiu. – É meu, ah... endereço de verão.

Meu coração desabou. Grover tinha uma casa de veraneio. Eu nunca imaginara que a família dele poderia ser tão rica quanto as dos outros em Yancy.

– Certo – falei, mal-humorado. – Tá, se eu quiser uma visita à sua mansão.

- Percy!- Falo o repreendendo.

Enquanto outras pesdoas falam rude ou sem tato. E ele abaixa a cabeça.

Ele assentiu.

– Ou... ou se você precisar de mim.

– Por que iria precisar de você?

- Rude - fala uma lufana e muitas pessoas concordam.

Saiu mais rude do que eu pretendia.

Grover ficou com a cara toda vermelha.

– Olhe, Percy, a verdade é que eu... eu tenho, de certo modo, que proteger você.

Olhei fixamente para ele.

Durante o ano inteiro me meti em brigas para manter os valentões longe dele. Perdi o sono temendo que, sem mim, ele fosse apanhar no ano que vem. E ali estava Grover agindo como se fosse ele a me defender.

– Grover – disse eu –, do que exatamente você está me protegendo?

Houve um tremendo barulho de algo sendo triturado embaixo dos nossos pés. Uma fumaça preta saiu do painel e o ônibus inteiro foi tomado por um cheiro de ovo podre. O motorista praguejou e levou o ônibus com dificuldade até o acostamento.

Depois de alguns minutos fazendo alguns sons metálicos no compartimento do motor, o motorista anunciou que teríamos de descer. Grover e eu saímos em fila com todos os outros.

Estávamos em um trecho de estrada rural – um lugar que a gente nem notaria se não tivesse enguiçado lá. Do nosso lado da estrada não havia nada além de bordos e lixo jogado pelos carros que passavam. Do outro lado, depois de atravessar quatro pistas de asfalto que refletiam uma claridade trêmula com o calor da tarde, havia uma banca de frutas como as de antigamente.

As coisas à venda pareciam realmente boas: caixas transbordando de cerejas e maçãs vermelhas como sangue, nozes e damascos, jarros de sidra dentro de uma tina com pés em forma de patas, cheias de gelo. Não havia fregueses, só três velhas senhoras sentadas em cadeiras de balanço à sombra de um bordo, tricotando o maior par de meias que eu já tinha visto.

Quer dizer, aquelas meias eram do tamanho de suéteres, mas eram obviamente meias. A senhora da direita tricotava uma delas. A da esquerda a outra. A do meio segurava uma enorme cesta de lã azul brilhante.

As três mulheres pareciam muito velhas, com o rosto pálido e enrugado como fruta seca, cabelo prateado preso atrás com lenço branco, braços ossudos espetados para fora de vestidos de algodão pálido.

- Você nunca falou que tinha encontrado com elas antes - Falo apreensiva, mesmo sabendo que ele está aqui do meu lado.

Os outros que sabiam  oque era aquelas velhas e acreditavam,se perguntavam,como ele ainda estava vivo.

A coisa mais esquisita era que elas pareciam olhar diretamente para mim. Encarei Grover para comentar isso e vi que seu rosto tinha ficado branco. O nariz tremia.

– Grover? – disse eu. – Ei, cara...

– Diga que elas não estão olhando para você. Estão, não é?

– Estão. Esquisito, não? Você acha que aquelas meias serviriam em mim?

– Não tem graça, Percy. Não tem graça nenhuma.

- Não tem mesmo.

A velha do meio pegou uma tesoura imensa — dourada e prateada, de lâminas longas, como uma tosquiadeira. Ouvi Grover tomar fôlego.

– Vamos entrar no ônibus – ele me disse. – Venha.

– O quê? – disse eu. – Lá dentro está fazendo quinhentos graus.

- Vai logo- Falou um corvino que tinha sacado oque era aquelas velhas senhoras.

– Venha! – Ele forçou a porta e subiu, mas eu fiquei embaixo.

Do outro lado da estrada, as velhas ainda olhavam para mim. A do meio cortou o fio de lã, e posso jurar que ouvi aquele ruído cruzar as quatro pistas de trânsito.

- Como você está vivo? - Pergunta um grifano de olhos arregalados assim como muitos.

- Não era o meu - respondeu simples.

 As duas amigas dela enrolaram as meias azuis e me fizeram imaginar para quem seria aquilo – o Pé Grande ou o Godzilla. 

Mesmo com o clima tenso alguns conseguiram soltar bastante risadas.

Na traseira do ônibus, o motorista arrancou um grande pedaço de metal fumegante do compartimento do motor. O ônibus estremeceu e o motor voltou à vida, roncando.

Os passageiros aplaudiram.

– Tudo em ordem! – gritou o motorista. Ele bateu no ônibus com o chapéu. – Todo mundo para dentro!

- Agora arruma né? - fala uma sonserina indignada e muitos concordam com ela.

Quando já estávamos a caminho, comecei a me sentir como se tivesse pego uma gripe.

Grover não parecia muito melhor. Estava tremendo e batendo os dentes.

– Grover?

– Sim?

– O que me diz?

Ele enxugou a manga da camisa.

– Percy, o que você viu lá atrás, na banca de frutas?

– Você quer dizer, aquelas velhas? O que há com elas, cara? Elas não são como... a Sra. Dodds, são?

A expressão dele era difícil de interpretar, mas tive a sensação de que as velhas da banca de frutas eram algo muito, muito pior do que a Sra. Dodds. Grover disse:

–Só me diga o que você viu.

– A do meio pegou uma tesoura e cortou o fio.

Ele fechou os olhos e fez um gesto com os dedos parecido com o sinal-da-cruz, mas não era isso. Era outra coisa, algo um tanto... mais antigo.

Ele disse:

– Você a viu cortar o fio?

– Sim. E daí? – Mas mesmo enquanto dizia isso, já sabia que era algo importante.

– Isso não está acontecendo – murmurou Grover. Ele começou a morder o dedão. – Não quero que seja como na última vez.

– Que última vez?

– Sempre na sexta série. Eles nunca passam da sexta.

– Grover – disse eu, porque ele estava realmente começando a me assustar –, do que você está falando?

– Deixe que eu vá com você da estação do ônibus até sua casa. Prometa.

Aquele me pareceu um pedido estranho, mas prometi.

– É uma superstição ou coisa assim? – perguntei.

Nenhuma resposta.

– Grover... aquele corte no fio. Significa que alguém vai morrer?

Ele olhou para mim com tristeza, como se já estivesse escolhendo o tipo de flores que eu gostaria de ter em meu caixão.

- Eu colocaria alguma azul eu acho- falei descontraíndo um pouco o clima tenso que se instalou.

- É assim que você se preocupa com a minha vida- pergunta ele com falsa indignação.

- Você brinca com a morte Percy, eu acho que já deveriamos ter comprado seu caixão a muito tempo - ele me olha como se não estivesse acreditando no que eu falei e eu como uma boa amiga dou de ombros com um sorriso no canto da boca.boca.

- Então alguém quer ler?- pergunta a diretora e por incrível que pareça meu querido papai, fiquem avontade para sentirem a ironia, levantou a mão.

- Ok, o próximo capítulo é.......


Notas Finais


Boa noite

Bjs


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