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História Malcriada - Capítulo 5


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Capítulo 5 - São parentes? Parecem namorados...


Fanfic / Fanfiction Malcriada - Capítulo 5 - São parentes? Parecem namorados...

Mansão Roronoa - Zoro POV'S ON

Eu ainda não consigo acreditar que essa coisa está sentada no sofá da minha casa!

Quando terminei de me arrumar, Robin conversava animada com minha mãe e minha irmã.

— Não liga pro Zoro, ele é sempre arrogante com as pessoas, mas ás vezes sabe ser um doce!

— Ah, não se preocupe, Roronoa-Sama, eu até consigo me entender com ele! -a maldita abanou as mãos enquanto minha mãe sorria toda alegre.

— Bom, o Zoro é muito gentil quando quer.

— Sim, eu sei... -Por que essa desgraçada corou?!

— Será que já podemos ir? -entrei na conversa quase que pulando no pescoço da retardada da Nico.

— Claro -Kuina levantou do sofá, pegando suas coisas e indo até o hall, onde nós deixamos os sapatos.

Robin despediu-se da minha mãe e ao me encarar, mordeu os lábios maliciosamente, fiquei constrangido... Droga!

Quando saímos da minha casa, durante todo o caminho, Kuina resmungava uma música que não saía da cabeça, mas Robin parecia conhecê-la.

— Essa música é muito bonita, Kuina-senpai... -a Irritante disse com um sorriso-

— Você conhece?

— Sim.

— Eu não sei a letra, eu ouvi ontem, mas não conheço nem o artista.

— Topmodel, Marvin Fequiere... -

— Você sabe canta-la?

— Mais ou menos, é muito difícil achar a letra. -[n/a: apesar desta música ter sido usada como tema para apresentar o Miss Universo, de fato, a letra é difícil de se achar]

— Pode cantar pra mim? -minha irmã disse mais animada.

— Ah não, eu não gosto da minha voz...

— Ah, só um pouco!

— Ah... Vou tentar lembrar o mais fácil...

— Na boa, vê se não estraga o ouvido das pessoas com sua voz irrit-

. . .

Quando ela começou a cantar, eu tive que me calar. Robin tem a voz bonita e muito doce, é melodiosa, num tom nem muito alto e nem muito baixo. Era perfeito...

Mas que porra eu tô pensando?!

Eu e Kuina parecíamos duas amebas encarando-a enquanto ela cantava, as pessoas que passavam pela rua nos encaravam, na verdade, a Robin... sorriam alegres cada vez que ela dizia uma frase de jeito doce.

— A-acho que já está bom... Kuina-senpai... -ela corou bastante, não via motivo nisso, mas sei lá, ela é toda estranha e afinal, esse alien estava na minha casa, querendo me abduzir!

— Whoah... A sua voz é tão bonita! -Kuina sorriu e quase fez um escândalo na rua.

— Não é para tanto! -a Presidente Irritante respondeu com um sorriso irritante também.

— Discordo totalmente! E o seu inglês é invejável!

— Blá, blá, blá, já sabemos de todas essas coisas desde que entramos nessa maldita escola! -falei bravo-Já podemos andar mais rápido?!

— Como você é chato, Zoro!

— Sim, obrigada pelo elogio!

 

*

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Quando chegamos na escola, logo no salão de entrada, um garoto esquisito nos parou e tentou me dar uma voadora (que foi muito mal calculada), mas acabou voando direto no enorme vaso de cacto silvestre.

Robin o encarou com tédio.

— Nico Robin, a mulher mais bela dentre todas... -ele levantou-se todo espetado e ainda sim, com uma cara medonha de “Príncipe Encantado”.

— Ah, não!... -ela revirou os olhos e bateu a mão na testa-

— Sabe que para você, o mundo inteiro é pouco...

— Que cantada barata ridícula! -falei direto.

— NÃO SE METE, MAROMBADO! -ele gritou- tsc... Enfim...

— Pandaman... -ela disse entediada- O que faz aqui?

— Eu agora sou aluno desta escola, claro que... Para ficar mais perto de você!

— Argh!... -ela bufou- Quantas vezes vou ter que repetir: Nós NÃO somos noivos?!

— Querida, o seu pai irá aceitar a proposta de casamento assim que visar as vantagens para ambas as empresas.

— Minha dignidade como ser humano é mais valiosa que dinheiro e casamento arranjado! -ela sorriu provocativa.

— Ahn, quem é o resto de inocência? -perguntei intrigado.

— Soi Chang Fei, ou pode chama-lo apenas de Pandaman... O cara é viciado em pandas... -ela disse- apesar do nome chinês, ele é japonês, o pai dele é dono de uma fábrica têxtil em Hong Kong, a um tempo atrás tentou fechar acordos mais sérios com a minha família propondo um casamento entre nós dois... Meu pai recusou.

— Ah... Tá explicado...

— Tsc, e você, quem é? Um plebeu tentando conquistar a Rainha? -o idiota me encarou com desdém.

Cara... Eu não sei aonde você tá vendo uma Rainha aqui...

— E então, hoje tem aula de natação, espero que saiba nadar porque você vai perder feio na corrida de 100 metros! -mudei de assunto-

— Tsc... Tenta a sorte, babaca! -Robin me acompanhava no passo e o deixamos falando sozinho.

— HEY, NÃO ME IGNOREM! -Pandaman gritou ainda irritadinho. 

 

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Tia Ella POV'S ON

Durante a aula de natação, Hina pediu para que os primeiros e segundos anos fizessem um aquecimento e um pouco de alongamento, seria importante para desempenhar uma boa corrida.

Todas as meninas estavam de maiô azul, as jovens com cabelos mais longos, devem prende-los totalmente para que não aconteçam acidentes envolvendo o ralo da piscina e nem os dutos de água.

Já os meninos, estavam vestidos nas bermudas especiais para natação. Não havia um adolescente que não estivesse comendo o outro com os olhos.

Zoro não gostava muito de ficar sem camiseta, mas na aula de natação, era obrigatório. Ao encarar os garotos do segundo, viu um deles (da sala de Robin) com o peitoral todo tatuado, era difícil encontrar um aluno assim.

As meninas do Ensino Médio suspiravam por ele, Hina revirava os olhos com isso...

— O Law-san é tão... -algumas garotas do primeiro diziam derretidas, o Roronoa bufou.

— Qual é o problema dessas meninas? Parece que nunca viram um homem na vida!

— Pois é, cara -Luffy sorriu pro amigo e sentou ao lado dele na arquibancada- elas ficam gritando e ofegando por coisas tão fúteis. Eu não vejo nada demais em ver uma garota só de maiô ou biquíni, isso é normal.

— Garotas são problemáticas... Principalmente aquela maldita irritante!

— Quem? Robin? Shishishishishi, vocês realmente se gostam, não é?

— O QUÊ?! -ele quase caiu do banco- DE ONDE TIROU ISSO, LUFFY?!

— Bom, vocês vivem juntos, ainda que briguem, me parecem uma ótima dupla quando necessário.

— Tsc... para de usar Crack, moleque!

E logo, todos começaram uma super euforia ao avistarem a Presidente Robin apenas de maiô escolar, os cabelos amarrados em sua trança dedilhada e um sorriso simpático.

— Whoah... -Luffy encarava a jovem- ela é tão bonita...

— E aquele papo sobre "é normal garotas de biquíni"? -Zoro falou com tédio.

— É que... A Robin é realmente muito bonita em qualquer coisa que use.

— Hunf... Fanboy...

— Falou o perseguidor dela! -o moreninho começou a rir e tomou um cascudo na cabeça- Era brincadeira, poxa!

— Hey, Roronoa -a morena de belos olhos azuis chamara a atenção dos dois sentados no banco- Você não disse que iria perder pra mim na corrida de 100 metros?

— Russa dos Infernos! -Zoro levantou impaciente- Por que não me deixa em paz?!

— YA nichego ne ponyal, chto ty skazal, mudak.

— O que caralhos você tá falando? -bufou-

— Russo.

— Eu sei que é russo!

— Então por que me perguntou o que eu estou falando?

— Tsc... Sua...

— Ela disse que não entendeu nada do que você falou, e te chamou de babaca.  -o jovem tatuado aproximou-se, passando um braço envolta do ombro da garota- Você precisa parar de implicar com o primeiro ano, Nico-ya.

— É divertido ver a cara de ridículo do Roronoa, não, espera, pra isso nem preciso irrita-lo. -provocou-

— É sério, você devia ser mais amigável com ele.

— Law, eu juro que não entendo porque você gosta tanto de se meter no que eu faço.

— Já te disse antes...

— Tsc... Olha só, se quer ser um bom amigo, faça-me o favor de ir lá nadar.

— Ok, ok... -ele soltou-se da amiga e foi para outro canto.

— Seu namorado é antipático, viu? -o Roronoa provocou-

— Namorado? Law não é meu namorado.

— Pois deveria ser, dois caras sem senso de humor se atraem mais rápido.

— Ahn... Vocês? -Luffy os apontou e ambos olharam o menor- Tá, desculpe.

— Eu jamais namoraria o Law. -Robin bufou-

— E por que não? Ele parece gostar bastante de você. -Zoro insinuou com as mãos-

— E gosta.

— Viu?

— Law não é meu namorado, ele é meu tio, seu babaca!

— HEIN?!

Parecia que uma placa havia caído na cabeça do moreno, ele ouviu certo?

— Tsc... Deixa de ser besta, Law tem namorada e eu gostaria que respeitasse isso.

Hina apitou para que o primeiro ano entrasse na água.

 

*

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*

 

— Como esperado, Roronoa Zoro e Nico Robin estão com as melhores marcações. -a professora com seus longos cabelos rosados apitou novamente- Os dois, pra água!

Os rivais se mantiveram em posição até que a mulher apitasse, e quando deu sinal verde, ambos já estavam praticamente do outro lado da piscina.

Fizeram o mesmo tempo e as salas gritavam eufóricas.

— Eles conseguiram? Ao mesmo tempo?! -Usopp encarou-os do piso ante derrapante-

— Vocês dois foram muito bem, mais cinco pontos para as duas salas. -Hina sorriu e o sinal tocou, a aula vaga...

— Até que você nada rápido, escravo. -provocou Robin-

— Digo o mesmo, russa irritante! -ele devolveu-

E só foi agora que ele percebeu, Robin de fato tem um sotaque carregado no russo. Mas demorou a semana toda para notar que ela consegue falar muito bem o japonês, porque na maior parte do tempo, estão ocupados brigando.

 

*

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Zoro POV'S ON

Quando eu saí da piscina reparei que ela estava me olhando demais. De início fingi não ligar, mas depois comecei a ficar incomodado.

— Tá me olhando, por quê? Quer me dar?! -provoquei-

— Talvez... -ela maliciou e eu corei.

Na verdade, muitas meninas começaram a me encarar da mesma forma, aquilo estava me deixando constrangido. Fui rápido para o vestiário trocar de roupa.

 

*

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Durante a aula vaga, me esbarrei na Vice-Presidente e lhe ajudei a carregar aquelas enormes pilhas de papéis.

— Você tem que tomar cuidado quando for carregar pilhas grandes! -adverti a moça.

— Claro, obrigada por me ajudar! -ela me sorriu- Pode colocar em cima da mesa.

A sala do Conselho Estudantil fica no andar de baixo, ao lado da sala dos professores e da coordenação. Em frente fica a sala do Comitê Disciplinar.

É uma sala enorme com uma grande mesa redonda e cadeiras giratórias de couro preto, na parede onde fica a cadeira do Presidente do Conselho, estava a foto do fundador da escola. Ao todo eram dez lugares naquele ambiente e mais alguns sofás dispostos aos fundos da sala, onde fica uma área de descanso para os alunos do Conselho Estudantil.

— Tem mais algum papel para tirar da outra sala? -indaguei a Baby 5.

— Sim, mas não precisa se dar ao trabalho.

— De boa, é aula vaga. -falei simplesmente-

— Devia usar este tempo para melhorar sua caligrafia, Roronoa. -aquela maldita Robin!... Estava sentada em sua grande cadeira, com as pernas cruzadas e de óculos, lendo um papel.

— Cuida da sua vida, sua Irritante!

— Você está atrapalhando a minha leitura, se eu assinar algo errado aqui, pode ter certeza de que você será punido! -ela me encarou séria e eu fiz o mesmo-

— Tsc, não enche, garota! -Saí da sala indo pegar mais papéis.

Quando voltei, percebi que de fato, o Conselho Estudantil tem um trabalho bem pesado para cumprir. Eram muitos papéis num dia inteiro. Eu não sei exatamente se são solicitações de clubes ou outras coisas, mas com certeza, é bastante gente pedindo ajuda.

— Le professeur a lu nos essais ... Il a dit qu'il va vous parler de votre note. –a Nico me disse enquanto assinava o tal papel.

— O quê?

— Sua surdez é um problema... -bufou irônica- Eu disse que o Cavendish-sensei quer entregar as nossas redações, hoje.

— E quando é que vou poder falar com ele sobre a nota da redação de inglês?

— É só esperar...

Bufei, por mais que briguemos, eu sei que o trabalho dela como Presidente é muito importante e não quero desconcentra-la à toa.

Por isso, assim que terminei de ajudar a Baby 5, fiz mesura a ela e me retirei.

 

*

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*

 

Residencial Roronoa

Quando cheguei em casa, apenas peguei qualquer coisa na geladeira para comer e subi.

Chegando no meu quarto, tirei uma pasta de dentro da mochila e depois sentei na cama com tudo.

 

“ Antes de saber a sua nota, você primeiro irá ler a redação dela e quero que me diga o que pôde concluir disto..."

 

Foi o que o Cavendish-sensei disse.

Já que não tinha mais nada interessante pra fazer, resolvi ler o que ela escreveu...

. . .

"Eu não sei por onde deveria começar, afinal, para muita gente eu sou um erro. Talvez, no dia em que briguei com o papai, ele estivesse certo: eu não deveria ter nascido. Desse jeito, ele poderia aproveitar mais o tempo com a mamãe...

Meu pai é dono da maior empresa de bebidas alcoólicas do mundo, minha mãe é arqueóloga e viaja o mundo todo. Sou filha única, a maior parte do tempo estou sozinha em casa, na verdade, eu me sinto muito sozinha.

Não tenho ninguém para conversar... Meu afilhado, Chopper, só têm dois meses de vida e ainda assim, é solitário na minha casa. Nunca posso sair sozinha porque sou assediada por muitas pessoas, algumas porque amam a minha família, outras porque odeiam, mas as que odeiam, sempre tentam me machucar.

Não é a primeira vez que isso acontece. Eu tenho medo de imaginar o que elas são capazes de fazer apenas por dinheiro. Papai é um homem sério e sensato, jamais aprovou propostas de casamentos entre mim e herdeiros de outras empresas amigas, eu não quero isso pra minha vida, eu não quero ter que viver as custas dos outros e não quero ter que passar todos os dias trancada dentro de casa. É ruim e isso machuca muito!

Toda vez que converso com os alunos dessa escola, eu penso que a maioria deles são felizes por não terem que depender de decisões tão sérias, consigo ver em seus rostos, sorrisos alegres e espontâneos, não são forçados, como os meus, por isso, esse idiota do Roronoa me deixa... Feliz.

Ele é o único ser humano que me trata como igual. Sem delicadeza, sem simpatia, sem falsidade... Admiro ele por me tratar como qualquer pessoa, por não me dizer que eu devo me vestir como princesa e agir como uma.

Eu gosto quando a gente se provoca, são nesses momentos que eu posso me sentir livre do mundo, são nessas horas que posso ser eu mesma, eu não tenho que me esconder numa máscara pintada. Sou sincera quando digo que adoro quando ele me xinga de idiota, ou de irritante, até mesmo de "russa dos infernos", sei que ali, ele está me dizendo que eu sou como qualquer garota, e existir, não é um crime.

Quando papai me pediu desculpas pelo que disse, eu não esbocei reação porque eu não sabia se deveria acreditar. Já fui enganada por tantas pessoas que me dói lembrar que meu pai foi uma delas.

Eu o amo demais para sentir ódio, mas também não sei como devo agir perto dele.

Ás vezes, eu queria ser como a mamãe: viajar pelo mundo sem ter pressa de conhecer a história. Deve ser impressionante o trabalho dela!

Um dia, eu serei como ela, vou conhecer a verdadeira história da civilização humana e eu espero que consiga descobrir o porquê o ser humano mente para si mesmo... Por que ninguém pode ser tão sincero como aquele babaca do Roronoa."

 

. . .

Eu me impressionei... Ela realmente escreveu isso?

Eu estava julgando demais a Robin sem nem ter ideia do que andava acontecendo, eu senti uma pontada de culpa passar pelo meu peito: talvez eu seja mesmo um idiota.

Eu achava que toda mulher pensasse igual, tipo, como a minha mãe e a Kuina.

Mas... A Robin está sofrendo e eu só faço tudo piorar.

Eu nem quis dar a chance de leva-la a sério uma única vez... Suspirei e deitei na cama muito pensativo; Será que eu devo parar de trata-la desse jeito no momento?

 

 

 



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