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História Malcriada - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Aposto um beijo que cuido melhor que você!


Fanfic / Fanfiction Malcriada - Capítulo 9 - Aposto um beijo que cuido melhor que você!

Escola Federal Novo Mundo - Tia Ella POV'S ON

— Tá, enquanto ele dorme, o que vamos fazer? - Zoro indagava Robin, ambos estavam na enfermaria e Kureha apenas observava o neto dormindo tranquilamente no carrinho enquanto os jovens rivais conversavam.

— Bom, eu tenho que verificar o progresso que as salas estão fazendo hoje, vou precisar fazer um relatório para o diretor, depois. -a Nico olhou nos olhos do rapaz, ás vezes não sabia como defini-lo; Zoro agia de diferentes formas com ela, ora arrogante, ora gentil, ora compreensivo, ora irritante...

— Dá pra fazer isso antes dele acordar?

— Claro.

— Se ele acordar, eu os chamo. -Kureha riu- Ainda não acredito que fizeram uma aposta tão besta quanto essa.

— Bem, cuidar do Chopper é importante, não é? -Zoro encarou a médica- Não é algo idiota, afinal, essa russa metida disse que eu não serei capaz de ser um bom pai.

— Meu Deus, vocês estão no Ensino Médio, parem de pensar em filhos desse jeito!

— O QUÊ?! -os dois coraram de constrangimento-

— N-não é nada disso, Kureha! -Robin avermelhou tanto que podia ser comparada com um tomate-

— Olha, se eu fosse um homem, também acharia ofensivo duvidarem da minha capacidade de ser pai, mas ás vezes a melhor resposta, é o silêncio. -a mulher de cabelos grisalhos sorriu sincera e amena- Vão, precisam ajudar no Festival Cultural e Chopper vai demorar um bom tempo para acordar... A não ser que vocês gostem de gritar MUITO...

— Sim Senhora... -eles fizeram mesura e saíram da enfermaria.

. . .

Nos primeiros dois minutos, ficaram em total silêncio, até que...

— NICO-SAMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!... -alguém gritava pelo corredor enquanto tentava acertar uma voadora em Zoro.

Mais uma vez, errou, e mais uma vez, foi parar dentro de um vaso de planta.

— Pandaman, o que está fazendo aqui? -Robin encarou o jovem de madeixas bem pretas e espetadas nas pontas, aproximando-se do vaso de bonsais, olhou nos olhos escuros e puxados dele- Por que estava correndo e gritando pelos corredores?

— Estava te procurando, Majestade. -sorriu doce-

— Ahn... Achou? -ironizou a morena- É sério, não pode ficar correndo assim, vai acabar machucando alguém.

— Desculpe, Nico-Ojousama, é que eu realmente precisava te ver.

— Para...?

— Para pedi-la em casamento.

— Ah... -ela espatifou a mão na testa, não era a primeira vez que ouvia esse discurso dele.

Bufou e distanciou-se, voltando a ficar ao lado de Zoro.

— Já disse que não vou me casar com você, entenda isso.

— Esse cara tá quase merecendo o meu respeito. -o Roronoa finalmente se pronunciou, chamando a atenção do coitado Soi Chang.

— Agora que reparei, esse espinafre ambulante está sempre do seu lado, Ojou-Sama -o garoto saiu do vaso de bonsais, limpando seu uniforme e encarando o francês à frente com seriedade- Quem é este cara?

Mas era impossível responder, Robin estava tendo um ataque de risos.

Sua barriga já doía e ela mal aguentava ficar de pé.

— Do que você tá rindo, sua hiena? -Zoro olhou-a intrigado-

— Espinafre Ambulante! -ela ria mais ainda- Por que eu não pensei nisso antes?!

— Na boa -Zoro voltou a falar- esse cara realmente tem o meu respeito, haja coragem pra querer casar com uma retardada!

— Quem você tá chamando de retardada?! -Robin parou de rir e encarou o rival, toda brava-

— A única pessoa que se parece com uma... Você.

— Espinafre Ambulante... -provocou- não, até o espinafre é mais bonito que você.

— Então me acha bonito? -maliciou ele- Que interessante...

— Não te acho bonito, te acho rudemente estranho.

— Não tenta corrigir que vai piorar.

— Cala a boca, Roronoa!

— Cala a boca você, Nico Irritante!

— Você sabe ao menos escrever "Nico Irritante" num caderno de caligrafia?

— Na verdade, Vaca russa é mais a sua cara. -sorriu de canto-

— PAREM DE ME IGNORAR! -Pandaman gritou e muitos alunos observaram mais ao fundo- QUEM É VOCÊ? -ele apontou para Zoro.

— Roronoa Zoro.

— Hunf! Quem pensa que é para ficar seguindo a minha noiva?!

— Não somos noivos! -Robin o corrigiu-

— Cara, se ela é sua noiva ou não, foda-se, mas eu não estou perseguindo ela, para a minha infelicidade, eu serei escravo dessa Escrota até o resto do ano.

— Escrota? -ela encarou o rival com raiva- Quer tirar minha saia e ver se eu tenho um pênis?!

— Eu não! Vai que tem mesmo!...

— O... Ojou-Sama! -Pandaman estranhou o comportamento dela, mas ainda assim, não mudava o fato de que estava muito irritado com a presença de Zoro. - De qualquer forma! -chamou a atenção dos dois novamente- Eu não quero te ver perto dela, entendeu bem, Roronoa?

— Senão "o quê"? -provocou o esverdeado-

— Quer fazer uma aposta?! Eu te desafio a ficar mais um centímetro perto da Ojou-Sama e pode ter certeza que te parto em dois!

— Cara, foi mal, eu não quero ser preso por opressão aos mais fracos...

— Está me provocando?! -Pandaman deu chilique e Robin não sabia se ria ou se continuava fazendo cara de tédio.

— Tá vendo só? -Zoro olhou-o com desdém- Como é que eu posso te levar a sério se você fica dando esses ataques histéricos?! Assim não tem graça brigar com você! E depois, se quer mesmo conquistar alguém, seja firme invés de dar pitis.

— M-M-MAS... VOCÊ ESTÁ PERTO DEMAIS DA MINHA NOIVA!

— NÃO SOMOS NOIVOS, DROGA! -Robin respondeu irritada, cruzou os braços e fez bico.

— Viu só? -Zoro respondeu- Tá dando chilique que nem ela faz. É assim que pretende casar com alguém? Cara, só te dou meu respeito por ter coragem de aceita-la como esposa porque eu... Já teria morrido antes mesmo do noivado.

— Hey, casal briguento! -Dra. Kureha chamou a atenção dos três no corredor- O filho de vocês tá berrando aqui, dá pra darem um jeito?

— Filho?! -o Roronoa desdenhou-

— Casal?! -a Nico entortou o nariz-

— O QUÊ?! -Pandaman deu O chilique- VOCÊS DOIS JÁ TEM UM FILHO?! COMO É QUE PODE UMA COISA TÃO INDECENTE DESSAS?!

— E você, engomadinho! -a mais velha olhou-o de cima abaixo- Pare de gritar no corredor, vai atrapalhar as pessoas que estão concentradas fazendo seu trabalho!

Após o casal briguento entrar na enfermaria, a médica fechara a porta e o pobre Pandaman caiu de joelhos no chão, desolado com a notícia.

— N-não é verdade... -fez um bico enorme e começou a chorar- Por que, Deus?!

Enquanto fazia um escândalo no corredor, Luffy passava por ali com um grande pedaço de algodão doce na mão, olhou o coitado a chorar no piso e resolveu ajuda-lo.

 

*

*

 

Zoro POV'S ON

Como eu tinha apostado, tive que fazer o Chopper se acalmar antes de mais nada. Até que não foi difícil, assim que ele parou de chorar, dei-lhe leite, sorri cínico e Robin me encarou inconformada.

— Não acredito nisso... -ela sussurrou possessa.

— Ponto pra mim, Irritante... -sorri vitorioso.

— Nunca vi alguém acalmar o Chopper tão rápido. -Kureha nos encarou impressionada-  Vocês de fato levam jeito para cuidar dele.

— Eu disse que cuido melhor que você Nico, aceita que dói menos. -falei realmente feliz em ver aquela cara de brava dela.

— Hunf... Imbecil... -foi o que ouvi de sua boca- Vou verificar as salas e é bom que o Chopper esteja dormindo quando eu voltar!

— Tsc, é só dizer: "eu estava errada, você cuida melhor que eu" e paramos com isso agora. -sentei numa cadeira ainda prestando atenção no que fazia com o pequeno.

— De jeito nenhum!

— Que teimosia, hein?! -Kureha riu- Chopper com certeza terá pais muito esquisitos.

— Pais?! -indagamos surpresos e confusos, além de claro, constrangidos.

— P-para de falar essas coisas, Kureha-sensei... -Robin avermelhou muito e saiu da enfermaria, mesmo que não participe do Festival Cultural hoje, ela ainda tem a função de verificar se está tudo funcionando como deve, porque afinal, como Presidente do Conselho Estudantil, precisará fazer um relatório para o Diretor.

Não tinha reparado antes, mas Chopper é um tanto pequeno demais para um bebê de quase 90 dias. Não dá para dizer com quem ele se parece, eu não conheço os pais dele... Mas os traços dos olhos lembram os da Dra. Kureha, isso eu posso afirmar.

Não sei quanto tempo passei na enfermaria, só sei que ele acabou dormindo de novo e para minha felicidade, muito antes da Robin voltar.

 

*

*

*

 

Mesmo com Chopper dormindo, acabei dando uma volta com ele pela escola e... Sério, esse Pandaman tem uma obsessão pela Robin, chegava a incomodar um pouco. 

Ela estava ocupada na quadra de futebol e o cara foi lá encher o saco dela. Eu nem imagino como é receber uma proposta de casamento para se desposar alguém como ele. 

Acabei indo pra Sala do Conselho Estudantil e sentei-me no sofá, encarei a bolinha de codinome Chopper, dormindo todo agarrado nas mantas dele; sorri de canto, acho que nem é tão ruim assim cuidar de um bebê... 

— Uh, Roronoa-san? -Baby 5 entrou na sala e chamou-me curiosa, acabou sentando na minha frente na área de descanso- Onwt, quem é essa coisa fofa? 

— Chopper. -respondi abafado-

— Parece um pouco com você. 

— Não é meu filho! -resmunguei- 

— Desculpe, não foi essa a minha intenção! -ela riu- É seu parente? 

— É o afilhado da Presidente Irritante. 

— Ah... -Baby sorriu alegre- E por que está cuidando dele? 

— Fizemos uma aposta. 

— Já imaginava. -a vi se levantar e num sorriso, ir até a mesa redonda, onde os membros do Conselho passam a maior parte do tempo. — Você com certeza é alguém muito especial pra Kaichou... 

— Eu? 

— Sim... -assentiu- conhecendo-a como conheço, sei que ela não confiaria em qualquer pessoa para cuidar de uma criança tão íntima em sua vida, não interessando se foi por causa de uma aposta. 

. . .

Fiquei em silêncio. Eu já nem sabia mais como definir a Robin. Ela é toda estranha comigo, uma hora tá toda irritada, outra hora me provoca, do nada fica triste e sei lá... Ás vezes penso que ela realmente deve ser uma pessoa muito depressiva. 

Será que eu devo me importar mais com os sentimentos dela? 

— Eu deveria ficar feliz com isso? -indaguei a vice-presidente, que ao olhar para trás, me sorriu abertamente e meneou com a cabeça-

— É muito difícil ganhar a confiança dela. Eu... de fato te invejo por isso. 

Acho que a Robin não confia em mim de jeito nenhum. 

 

*

*

*

 

Ainda passeando pela escola, dei de cara com o tio da Robin, nunca lembro o nome dele... 

— Chopper? -ele me encarou e encarou o baixinho- A Robin não está cuidando de você, hoje? 

— Ah, é uma história muito complicada... -respondi bufando- Ahn... Você é o tio dela, não é? 

— Sim. -ele me respondeu- Prazer, meu nome é Law. 

— Eu sou o Zoro. -cumprimentei. 

— Na verdade eu estou procurando a Robin, você a viu por aí? 

— Ela estava na quadra de futebol, mas já faz um tempo. 

— Ah, ela não comeu nada ainda -ele revirou os olhos- E como a criatura é teimosa, diz que só vai comer depois de fazer o relatório para o Diretor. 

— Ela vai passar mal se não comer. -fiquei pensativo, afinal, não seria a primeira vez que ela desmaia na escola por não se alimentar direito. 

— Se a vir por aí, diga que eu estou procurando. -Law voltou a andar pelo pátio principal enquanto eu apenas assentia e refletia sobre o que aconteceu ontem naquela maldita cozinha.

 

*

*

*

 

Chopper acordou do nada, mas estava bem calmo, me encarava com sorriso bobinho, acabei retribuindo (Desculpa, eu não sou de ferro e não tenho coração de gelo, falou?).

Estava sentado no banco do jardim da biblioteca da escola, é uma área bem vazia e quieta, olhei melhor para a minha única companhia no momento. Resolvi ajeita-lo no meu colo e o mantive sentado, assim era mais fácil de observar seu rosto. 

— Hey, Chopper, com quem você se parece? -eu realmente fiquei curioso, seus olhos não tem uma cor definida ainda, mas para um bebê de três meses ele tem bastante cabelo. Eram de um fio meio fininho, um castanho bem claro e que vive espetado de um lado pro outro. Eu ri ao notar isso, é como se o próprio cabelo definisse aonde quer ficar... Apesar de pequeno, era um bebê gordo, com uma pele muito branca. Creio que ele seja o tipo de criança que é simpática e sorridente, desde a hora em que acordou até o momento, não parou de sorrir. — Robin me disse que a sua mãe não sai do hospital... Você se parece com ela? 

Mesmo sabendo que eu não teria uma resposta, achei divertido "tentar puxar assunto" com ele, dizem que os bebês se desenvolvem mais rápido se você interage com eles mais cedo. 

— Acho que você parece um pouco com a sua avó, mas... -suspirei- Você tem sorte por ter a Robin... -sorri ameno- Ela se importa muito com você, sabia? -ele sorriu mais- Ela está se sentindo sozinha, então, seja um bom companheiro para ela quando crescer, ok? 

— Eu tenho certeza de que ele será. -alguém me respondeu e eu me virei para encarar. Era a Irritante, com um sorriso simples e delicado- No final das contas, ele está acordado. 

— Ele acordou porque quis, não pode me culpar. -respondi indiferente, observei Chopper se remexer rindo sozinho. 

— Talvez... Você sirva para ser um bom pai quando "seus filhos que ainda não existem", nascerem. -a morena riu de canto- Chopper nunca sorriu desse jeito, antes. 

— Estávamos apenas conversando coisas de homem. 

— Claro, claro. -ironizou- bom, pode ir almoçar se quiser, eu cuido dele enquanto isso. 

— Falando em almoçar: Law está te procurando. 

— Sim, irei falar com ele. -ela pegou o afilhado e eu levantei, enquanto segui na direção do refeitório, Robin seguiu na direção da enfermaria. 

 

*

*

*

*

 

— Cara, aonde você se meteu? -Kuina me perguntava enquanto sentávamos à mesa do fundão, no refeitório, havia muita gente por lá, de visitantes à alunos.

— Perdi numa aposta com a Robin e agora sou o Escravo dela. -bufei, eu ainda tô meio bolado com isso...

— Sério?

— Sim... Mas... -comi um pedaço do meu pão- fiz outra aposta com ela, porque ela disse que eu não serei um bom pai...

— Não entendi...

— Roronoa... -ouvi a voz daquela irritante, olhei para trás e a vi com Chopper em seu colo, ele estava enrolado sob as mantas, larguei minha comida para dar atenção a ele- Eu não me importaria em ficar com ele agora, mas parece que houve um problema no auditório.

— Vai demorar?

— Não sei, eu acabei de ser informada. -ela me entregou-o e sorriu em seguida- Chopper vai dormir por um bom tempo, acho que não terá problemas pra comer agora.

— E você? Não vai comer?

— Depois... -Robin beijou a testa do afilhado e saiu, me deixando com ele, Kuina e os outros me encararam com os olhos do tamanho de pratos.

— Z-Zoro... -minha irmã estava pálida- D-de quem é esse bebê?

— Temporariamente, meu. -bufei-

— O QUÊ?!

— Não grita!

Chopper se remexeu um tanto inquieto, mas ainda dormia.

— Ele é tão lindo! -Nami e Vivi começaram a encara-lo quase colando em mim, isso é constrangedor.

— É o afilhado da Robin. -expliquei antes que a Kuina tivesse um infarto ou tentasse me matar- Ela me desafiou a cuidar dele por um dia inteiro.

— Sério? -Kuina franziu o cenho- Por quê?

— Porque ela disse que eu não tenho capacidade para ser um bom pai. Fiquei ofendido e fizemos a aposta.

— Aff... -ela revirou os olhos-

— Hey, eu estou indo muito bem até agora. -resmunguei-

— Onwt, até que ele parece mesmo filho de vocês...

— "Vocês" quem?!

— Seu e da Robin. -Kuina riu- Sério, tomei um susto agora quando a vi com esse bebê, mas sabe, vocês parecem se preocupar bastante com ele.

— É uma história muito complicada, acho melhor a Robin te explicar depois. -entristeci um pouco ao lembrar do que a irritante me disse ontem, de fato não era justo que o Chopper não pudesse conhecer os pais. Vivi se derreteu quando ele apertou seu dedo com sua mão tão gordinha e pequena...

Eu ainda não acredito que estou parecendo a Nefertari agora: estou me derretendo por uma criança. Cara, isso é possível?

— Então, esse é seu filho? -aquele almofadinha apareceu na mesa e me encarou de forma sombria, ao lado dele vinha Luffy que sem pensar duas vezes sentou-se à mesa pra comer.

— Tsc, não é meu filho e nem filho da Robin. -respondi meio sem paciência pra ele- O que você quer?

— Qual é o nome dele?

— Chopper...

— Belo nome... -ele disse- E belo filho também.

— Já disse que não é meu filho!

— Hunf, é imperdoável que você tenha tocado na Nico-Ojousama a esse ponto. Eu não posso aceitar este trágico ocorrido!

— Esse cara é bom para fazer teatro, não acham? -Usopp disse com tédio enquanto encarava o cidadão em pé.

— Olha, eu realmente não sei o que você tá pensando, mas eu já te falei que ele não é m-

— Só me faça um favor: Cuide direito desse bebê, ele não tem culpa pelos erros dos pais. -esse cara tem um sério problema de surdez- Além do mais, vocês dois são as únicas pessoas que ele vai poder confiar na vida quando crescer, é melhor que não me decepcione, Roronoa.

— Hein? -todos nós encaramos o Panda sei lá o quê e logo atrás dele, estava Robin.

— Pela última vez... -ela suspirou- Some!

 

*

*

*

*

 

Mansão Nico

— Onwt, ele é tão fofo! -Nami estava entretida com Chopper em seu colo, até que é legal cuidar de um bebê, só que cansa!

— Legal isso gente, mas... -Robin nos observou- Por que tá todo mundo na minha casa?

Agora que reparamos, depois que o Festival Cultural acabou, viemos todos pelo mesmo caminho e acabamos por estar na casa da Irritante.

— Ah, sei lá! -Luffy falou também todo entretido com Chopper- A gente acabou não prestando atenção.

— Vocês... -ela bufou com riso, meneou a cabeça.

— Hey, Irritante, pelo menos hoje, não vai precisar ficar sozinha. -sorri ameno, já estava na hora da Robin aprender a sentir um pouco de companheirismo.

 

*

*

 

Robin POV'S ON

Admito que fiquei feliz quando vi tanta gente na minha casa. Kureha me disse para ficar com o Chopper hoje, já que ela passaria a noite ajudando o marido no hospital onde trabalham.

Todos pareciam encantados com ele, e de fato, quem não se encantaria?

Sorri minimamente e levantei do sofá.

— Bom, é sexta-feira, podemos fazer gordices. -sugeri e todos aceitaram com um sorriso.

— Você quer ajuda, Robin? - Vivi se levantou do outro sofá e Usopp lhe acompanhou no passo.

– Claro, toda ajuda é bem-vinda!

Fomos até a cozinha, eles encaravam-na como se fosse... Sei lá...

— Whoah, essa cozinha é enorme! Deve ser maior que a minha sala e cozinha juntas! -vi Usopp dizer bem impressionado.

Bom, ele tinha razão, a minha cozinha é grande, acho que isso é normal em cozinhas com design europeu, elas são feitas para darem espaço para muita gente trabalhar ao mesmo tempo.

— Cara... Se a minha mãe visse essa cozinha, iria ter um enfarto. -Vivi disse olhando desde o chão até o teto- Dois fornos?!

— Sim, o pessoal cozinha bastante por aqui. -sorri leve e olhei o Roronoa, ele me observava com atenção, o que me deixou um pouco constrangida.

— O que vamos cozinhar?

— Bom, no armário ao lado do fogão tem bastante gordice... -sorri-

— Que tipo de gordice? -eles me olharam feito crianças-

— Vamos, abram!

Abriram a porta do armário branco e ficaram em euforia... Naquele armário não falta nada, pode chamar de Paraíso dos Lanches!

— Caramba, aquilo é o que eu estou pensando?! -Usopp pôs as mãos nas bochechas e apertou-as com força, seus olhos brilhavam intensamente- São SEIS sacos de Doritos em tamanho econômico?!

— Sim! Mas se acharem que não é o suficiente, têm mais no armário de cima. - respondi apontando-o.

— WHOAH! -Luffy apareceu do nada na cozinha- Tem leite condensado, aí?

— Vou ver... -olhei o outro armário, um bem maior e encontrei prateleiras lotadas com latas de várias coisas. - Temos leite condensado, doce de leite, creme de leite, chocolate em pó, chocolate em barra, gelatina, mel e... ah! -vasculhei mais um pouco- Também tem farinha láctea, alguém come?

— WHOAH, É O PARAÍSO DA COMIDA, AQUI! -Luffy fez um escândalo e sorriu demais.

— Oe, Robin-chwan, quer ajuda para cozinhar? -vi o Presidente do Comitê Disciplinar, Sanji, entrar na cozinha também e sorrir.

— Ah, pode ser. -sorri-

— Hey, Robin, parece que o Chopper não gostou muito de mim... -Nami fez bico e me entregou-o aos prantos, eu dei risada.

— Não é isso, Nami-san... -olhei bem para ele- Chopper está com fome.

— Ah...

— Deixa que eu cuido disso. -Zoro o pegou do meu colo e foi até a sala de novo.

Eu acho que bater essa aposta não foi tão ruim assim.

 

*

*

 

Fizemos muitas gordices mesmo, a cozinha ficou um tanto suja e eu precisava limpar. Não quis que ninguém me ajudasse porque seria ruim deixar as visitas limparem.

Estava lavando a louça, pela primeira vez senti meu rosto doendo de tanto sorrir, eu não sabia que podia ficar tão alegre com simples visitas...

— Quer ajuda? -ouvi a voz do arrogante Roronoa ao meu lado, ele estava recostado no balcão, seus braços estavam cruzados.

— Não precisa, você já ajudou bastante cuidando do Chopper, hoje. -sorri leve- Obrigada.

— Sabe, você está mais bonita assim.

— Assim como? -eu me encarei-

Ele não me respondeu, apenas puxou meu queixo de leve e me beijou. De início me assustei, mas acabei relaxando.

Foi um roçar leve, nada a mais e nem a menos, os lábios dele são quentes... Quando ele rompeu o toque, apenas olhei em seus olhos.

— Você de fato fica muito mais bonita quando sorri...

 . . .

Tá, eu admito: Ele sabe cuidar melhor que eu! — Mas... Ele mira longe... E muito bem... -Zoro bufou e apontou pra camiseta branca com uma enorme mancha amarelada. 

— Não acredito que você deixou o Chopper mijar nas suas roupas... -sorri sádica. 

— Pois é, ninguém é perfeito, nem mesmo você... 

Eu sei disso, Querido!

 

 



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