História Maldição - Capítulo 34


Escrita por: e MahSant

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Severo Snape
Tags Snarry, Vampiro
Visualizações 278
Palavras 5.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então né, eu nao sou bom de matemática, como vocês podem ver mais ou menos 5k de palavras KKKKKK e eu falando q dividi em 2k cada, muito bem saiko, parabens, menino lindo
Sem mais enrolação pq sei que estão curiosos, tem uma surpresinha no final

Capítulo 34 - Traiçoeiro Visco Parte II


Fanfic / Fanfiction Maldição - Capítulo 34 - Traiçoeiro Visco Parte II

É quando acontece. O visco pousa sobre Snape e Harry.

De primeira não é algo a ser notado, até Gina entrar em choque e apontar para o azevinho. Harry olha confuso para ela, depois em direção o que ela apontou, e Snape vê a comoção dos dois e segue o olhar, ficando confuso pelos dois estarem tão chocados com um simples adorno em cima deles.

E logo toda a família se atenta ao que está acontecendo.

"Qual o motivo desse assombro?" Snape pergunta sério, olhando para eles.

Os gêmeos explicam temorosos, começando por George. "É um visco, professor."

"Ele pousa nas pessoas que tem muita afinidade, normalmente casais."

"E não sai até que eles deem um beijo."

Snape parece expressar desgosto, se levantando para se afastar de Harry, mas não consegue fazer isso com clareza, algo o impedindo, o fazendo se sentar outra vez. "O que significa isso?"

"É ele, não sairá até que vocês dois se beijem. Caso contrário, suas caras ficarão da cor de uma bengala doce." George disse bem rapidamente a última sentença, olhando para Molly, quem já estava com cara de poucos amigos.

"Vocês disseram que esse produto não era perigoso!"

"Não é, mãe! Só pensamos em fazer uma pequena brincadeira." Fred falou.

"E Harry obviamente não vai ser beijado pelo ranhoso!" Sirius vocifera, se levantando de sua poltrona.

"E eu muito menos gostaria de fazer isso com Potter." O homem retruca, olhando irritado para Sirius.

Harry está como quem vai morrer de vergonha, olhando para Hermione e Ron, inquietamente.

"Deve haver um jeito de desativar o brinquedo, não, meninos?" O sr. Weasley perguntou, apreensivo.

"Não sabemos como desativá-lo quando ele estiver sobre alguém, estávamos testando pela primeira vez hoje."

"Estavam testando em nós, Fred e George?" Sua mãe começou irritada, cruzando os braços e se levantando de onde estava.

"Não sabiamos que isso iria acontecer."

"Mesmo assim, mal saímos de St. Mungus e vocês dois querem levar o professor de vocês e a Harry para lá em pleno natal? Eu estou decepcionada com vocês dois!" Ambos gêmeos abaixaram a cabeça.

Enquanto isso, Harry sentia uma impulsão muito estranha que com certeza não vinha dele.

O visco estava quase estremecendo em cima de ambos, ao detectar uma afinidade além do comum, sua magia não conseguindo embolsar toda a ligação que tinham entre eles, por conta do destino. Sua aparência sugeria que estava sendo sobrecarregado, o que forçava ele a trabalhar com todo seu poder e isso foi de estranhamento para todos, especialmente os gêmeos. Era como o ramo gritasse "eles são um casal, e dos grandes!".

E Harry tomado pela preocupação e pânico, sob a influência desse ímpeto, chegou para mais perto de Severus, o segurou pela roupa e lhe beijou, quem foi pego de surpresa e segurou seu ombro. Para seu próprio assombro ele mesmo retribuiu o beijo por um curto período de tempo, sob a influência dessa sensação impulsiva que ele também sentiu. Toda a sala se encheu de horror, e Severus lhe afastou de prontidão recuperando o controle, limpando a boca com a manga da roupa tentando demonstrar nojo mesmo que inusual surpresa estivesse pintada em cada canto do seu rosto. O ramo de azevinho voltou a circular pela sala tranquilamente.

Snape se levantou, se afastando, vociferou. "O que significa isso, Potter?"

"Foi o visco! Não… não fui eu quem… " Harry tentou se explicar, chocado com suas próprias ações.

Sirius, furioso como nunca visto antes, pega sua varinha rapidamente e pronuncia uma azaração em direção a Snape sem pensar duas vezes, quem, com a ajuda de seus melhorados sentidos vampiros, apanhou sua varinha e se defendeu do ataque lançado perfeitamente, que reboou e acertou em cheio a árvore de Natal a fazendo pegar fogo, que Molly rapidamente tratou de apagar, mas não sem deixar um chamuscado evidente no pinheiro. A varinha de Snape continuou em riste, concretizando a guerra entre os dois que pararam se medindo. Sirius furioso e Snape calculista, seus olhos correndo da ponta da varinha para o rosto do oponente.

Muito dos presentes se afastaram para a própria segurança.

"É a última vez que toca em meu afilhado, bastardo olesoso!" Brada, um olhar de ódio tão intenso que fazia a sugestão perigosa que um dos dois sairia pelo menos com alguma fratura dali.

"Eu não toquei no seu afilhado, vira-lata pulguento!" Responde com uma classe mais profunda de fria, obscura raiva. Mesmo que Snape estivesse fingindo muito que bem, Harry pôde ver um singelo nojo em seus onixes frios, qual o arrepiou dos pés a cabeça. Ele estava assim por conta do ódio que sentia por Sirius, ou pelo que Harry fez?

Snape estava com suas presas injetadas para fora, consequente da raiva, qual ele escondia como podia com os lábios, a ponta dos seus próprios caninos avantajados machucando a parte interna do lábio o fazendo sentir o gosto do próprio sangue. Parecia estar usando todas as suas forças para conter que a fisionomia vampira revelasse ainda mais sua raiva transbordante.

Ao ver que Sirius estava prestes a pronunciar mais uma azaração, Harry rapidamente se levantou e interpôs os dois, desesperado, e o homem parou. Não queria ver os únicos homens que amava brigando daquele jeito, mesmo que seu padrinho estivesse sendo imaturo e infantil agora.

"Sirius, não!" Harry tentou, olhando de Sirius para Severus, e de Severus para Sirius, quem não pareceu ouvi-lo.

O homem colocou a mão em seu ombro e tentou o tirar do caminho, sem desviar o olhar de Snape, mas o garoto não se mexeu. "Harry… saia… da… frente… "

Ver aquele cachorro pulguento tocando em seu Harry, desafiava seu lado irracional de modo enlouquecedor nesse momento de cólera, e ele teve que apertar com força a varinha em mão, e se concentrar para não perder o charme que mantinha seus olhos pretos. Se pudesse… se ele pudesse voaria para cima daquele cão nojento, lhe colocaria as mãos ao redor do pescoço pútrido, e apertaria lentamente, tendo o prazer de ver o rosto perdendo a cor para ficar roxo, veria o corpo se debater abaixo dele, implorando pelo ar que não teria, e então o corpo ficaria sem reações pouco a pouco devido à falta de ar no cérebro, e no fim teria aquele corpo sem vida em suas mãos, aquele corpo que tocou seu Harry tão indelicadamente. Isso fez Snape grunhir com raiva, suprimindo esse desejo primitivo bem fundo no seu ser.

Não podia se descontrolar assim.

"Vamos acalmar os ânimos, Sirius, Severus." O sr. Weasley se pronunciou na briga, se levantando devagar devido ainda estar em recuperação, e olhou para os dois. "Estamos em festividades, é um dia que devemos amar e agradecer, não vamos brigar em pleno Natal, vamos? Sirius?"

Ele tentou trazer ao menos Sirius a razão, se aproximando devagar dos dois imóveis, se encarando incessantemente. Com cuidado ele segurou a mão de Sirius e tentou tirar a varinha, não confiava tirar a varinha de Snape, sabendo que Sirius atacaria assim que o outro estivesse indefeso. A varinha estava sendo apertada com força, e o Sr. Weasley quase não conseguiu tirar.

"Não há razões para brigas, se foi um incidente. Vamos deixar que isso passe, sim?" Ele dizia amavelmente, tentando dar um sorriso e tranquilizar os dois inimigos. Snape continuava com a varinha erguida, imóvel, e Harry olhou para ele quase lhe implorando, que foi quando o homem lhe olhou e só por ele, e apenas ele, começou a abaixar a varinha pouco a pouco. Não iria apontar a varinha para um inimigo desarmado, ele se convenceu.

"Não foi um incidente… eu vi, ranhoso…" Sirius disse devagar sob sua respiração áspera, ainda encarando Snape com aquele olhar.

"Potter quem avançou contra mim, o que diabos você viu, pulguento?" Falava baixo e estressado. "Eu não posso acreditar, esse pirralho é tal como seu pai, fazendo o que bem quer em prol de me prejudicar. Qual foi o céu que queimei para merecer esse inferno?"

Harry sentiu um aperto incômodo no peito, mas forçou a afastá-lo. Era apenas atuação, não tinha porque ele ficar se sentindo daquele jeito, forçou a pensar.

Houve silêncio, George e Fred pegaram o ramo de azevinho e relutantemente entregaram a sua mãe assim que a mulher ergueu a mão exigindo o produto perigoso, tinha a ideia clara de queimar aquele objeto.

Gina estava profundamente decepcionada, não acreditando no que havia acontecido. Harry deveria ter beijado ela, e não aquele homem nojento e narigudo. Por que o amor não agia em favor dela pelo menos uma vez?

"Vamos se acalmar, foi um acidente de um dos brinquedos de Fred e George, nada a se preocupar. Harry já disse que foi o azevinho, então está esclarecido. Severus, por que não sobe um pouco? Para acalmar os ânimos." Arthur tentou, mas o olhar que ele dirigia a Severus era um pouco incomodo e desconfiado de certa forma.

"Eu não deixarei que esse homem se deite sob o mesmo teto que eu!" Sirius esbravejou, olhando sem nem piscar pra ele.

"Sirius, querido, veja o lado da razão. Já está tarde, seria uma indelicadeza colocar Severus para fora, nesse frio." Articulou Molly, sabendo que com ela seria impossível do moreno retrucar, e como ele queria. Todavia suspirou resignado, apesar de ainda exasperado, e desviou o olhar. "Severus?"

"Certamente." O mencionado respondeu desdenhoso, guardando a varinha e subindo as escadas, ligeiro, o assoalho rangindo sob seus pés furiosos. Ele teria ido embora, se não fosse Dumbledore que tivera o enviado ali.

Gina se aproximou e foi acolher o menino, tentando ter alguma ação proativa na situação. Em seu rosto possuia uma raiva mergulhada em inveja e nojo, mas principalmente pena por Harry ter passado por uma situação grotesca como aquela.

"Está tudo bem, Harry?"

"Está sim." Harry grunhiu, não gostava do modo como Gina olhava para ele como se ele tivesse pego tipo de infecção.

Depois que os gêmeos Weasleys tiveram que explicar porque Harry tinha agido daquele modo — porque Sirius insistia que não fora realmente um acidente e Snape tinha tendências pervertidas. Fora explicado que o culpado das ações impulsivas de Harry, na verdade se devia ao azevinho, que quando o casal recusava-se a beijar, ele influenciava os dois e os forçava, para quebrar o gelo — sendo que esse mais construiu um gelo do que quebrou. —, abaixo do olhar zangado de sua progenitora, quem não conseguia acreditar na imprudência de seus filhos e dava uma bronca sempre que era possível. A explicação pareceu amenizar, nem que fosse um pouco, os pensamentos de Sirius.

O resto da meia-noite se passou com um clima de tensão palpável, raramente alguém falou ou mencionou algo, não havia mais a mesma empolgação nas conversas de uma hora atrás, se houvesse conversa.

Os Weasleys e Hermione decidiram se retirar depois da meia-noite, já que tinha dado a entender que o clima não melhoraria e nem Sirius tiraria aquela carranca do rosto, voltando a ser o anfitrião carrancudo de verão, e ao invés de contagiar a todos com sua alegria, contagiava com o mau-humor evidente. Então ficaram só Harry e ele, após os Weasleys partirem em retirada, cada qual numa extremidade dos sofás dispostos pela sala, Sirius em silêncio olhando para o nada, batucando seus dedos no braço do sofá, e Harry olhando para a Firebolt em miniatura sem realmente vê-la.

A preocupação tomava conta do seu ser, e nem mesmo Ron e Hermione conseguiram lhe acalmar. Com certeza Severus estava muito bravo com ele, e não sabia como isso recairia depois. E se ele quisesse terminar tudo, reclamando que Harry não sabia ser discreto e aquilo quase estragou tudo, e então voltasse para seu plano inicial de cortar o vínculo dos dois? Só aquela mera menção lhe causava arrepios da cabeça aos pés.

"Harry." Sirius lhe chamou pela primeira vez desde que estavam sozinhos, ele parecia mais calmo que antes. "O azevinho estava errado, não estava? Você não tem nada com o Snape." Aquilo lhe pegou de surpresa.

"Quê? Claro que não tenho, padrinho!" Harry respondeu urgente, se ajeitando no sofá.

"Me diga a verdade... filho... Snape já tentou abusar de você, em Hogwarts?" O homem olhou para ele, sério e impassível, algo que incomodou o menino muito além do que ele esperava.

"Não, Sirius, e se tivesse você já estaria sabendo."

"Sabe que pode contar comigo para o que for, não sabe? Não precisa esconder nada de mim."

Harry se entristeceu um pouco. O que Sirius faria se ele descobrisse que amava a Severus? Com certeza mataria ao pobre homem, baixo a acusação de Severus ser um pedófilo estuprador e até mesmo titulos piores. E se Harry tentasse lhe mostrar o amor que sentia pelo homem, e quiçá Sirius acreditasse, sentiria nojo dele. Porque o amor era tão complicado?

"Sei sim. Não tem porque eu esconder algo de você."

Quando já deveria ser madrugada, ambos padrinho e afilhado se retiraram para seus leitos, Sirius lhe deu boa noite e pediu que trancasse bem sua porta, Harry sabia que aquela paranoia do homem não iria dissipar tão cedo, então resolveu não contestar, lhe dando boa noite.

Todavia, fazia minutos que estava deitado na cama e o sono não dava o prazer de aparecer, o menino estava prestes a contar carneirinhos, mas nem isso parecia que iria funcionar. Ainda estava bem acesso na sua mente o que havia acontecido, e a raiva que Severus deveria sentir agora.

Resolvido, calçou suas pantufas e vestido já em seu pijama, colocou seus óculos na cara. Alçou com cuidado a porta e a abriu com cautela, indo até o quarto em que Severus estava hospedado, que ao passar pelo quarto de Sirius teve o cuidado de quase andar na pontinha do pé. Sentia muito pelo sono de beleza do seu parceiro, mas queria resolver isso enquanto tinham tempo.

Devagar ele abriu a porta, qual não fechava bem, e tratou de entrar para o quarto escuro. Apertou os olhos, tentando enxergar alguma coisa, enquanto fechava bem lentamente a porta atrás de si.

Assim que o quarto foi mergulhado em escuridão novamente, Harry teve um susto com a voz de Severus surgindo da penumbra do cômodo. "O que pensa que está fazendo?" Ele perguntou de sua cama, aparentando que não era só o garoto quem estava com insônia naquela noite.

"Estava sem sono, então resolvi vir até aqui conversar… sobre o que aconteceu."

"E achou ético perturbar o meu sono para tratar desse assunto agora?"

"Bom, não parecia estar dormindo." Harry sorriu no escuro e caminhou meio cego até a cama, um toco de vela ao lado da cabeceira se acendeu para iluminar a silhueta de Severus deitado na cama.

"Tenho um sono leve, Harry." O vampiro respondeu, se sentando na cama. Suas feições iluminadas pela minúscula vela sugeriam um estresse adormecido, e uma seriedade que beirava a irritação pouco a pouco. "Se veio aqui para discutir sobre o que houve, então deve imaginar os sermões que lhe darei."

"Imagino, sim." O menino parou ao lado da cama, olhando para Severus, um pouco preocupado, e ele começou baixo.

"Sabe bem que sua ação imprudente poderia ter posto em risco meu cargo, minha posição como espião e o nosso relacionamento? E como seu padrinho é problemático, um de nós sairia morto dessa situação." O menino olhou para o chão, assentindo.

"E o quanto isso pode ser mal visto aos olhos dos que estavam presentes, garoto. Você é um bruxo em sua menoridade e eu seria visto como um pedófilo. Entende a gravidade das suas ações?"

"Entendo sim." Ele continuava encarando o chão como se fosse a coisa mais interessante do mundo. "Mas não foi culpa minha, Fred e George disseram que o azevinho influenciou minhas ações."

"Olhe para mim quando estiver falando comigo." Ele se levantou da cama, tomando vantagem de altura e se tornando mais intimidador, e Harry se sentiu suficiente tímido para fazer isso, então não o obedeceu. "Eu disse… para olhar para mim." Falava manso, mas já apontava indícios de irritação.

Harry engoliu saliva, e Severus segurou seu queixo, o forçando levantar a cabeça e mirar em seus olhos de uma vez por todas, fazendo o menino tremer com o vermelho rubi que o homem possuía, quais viam no fundo da sua alma e quase pareciam brilhar no escuro. Lhe deixou sem fôlego e o fez esquecer toda a preocupação que tinha trago com ele.

'Ele está irritado…' Teve a certeza pelo modo como ele agia.

"Mesmo que seja verdade, você não pode se deixar manipular por um simples logro enfeitiçado por dois adolescentes. O que seria de você, se lhe jogassem um feitiço de persuasão, ou algo pior, como uma maldição imperdoável? Tem que disciplinar sua mente, menino, ter autocontrole!"

'Ele está muito irritado…'

Sentia aquela sensação debaixo do ventre deliciosa, e não soube direito porque estava ficando animado com Severus tão irritado com ele. O menino desviou o olhar para o toco de vela, tentando pensar em outra coisa que não fosse o quanto o vampiro ficava sexy com aquele olhar tão irritado, e como sua voz de barítono baixava o tom mais ainda, falando devagar para que o grifinório entendesse.

Definitivamente tinha esquecido tudo que estava planejando tratar com Severus naquele ponto, todo o medo que ele possuía do homem lhe deixar e a preocupação. Sentiu ganas de estalar seu pescoço para aliviar uma sensação estranha dentro dele. Antes não queria que o homem ficasse raivoso com ele, mas agora… era um dos seus maiores desejos.

"… Garoto. Garoto! Você está me ouvindo?"

"Uhum."

Grunhiu. "Não, você não está. Eu preciso que leve isso a sério, Potter, muita coisa estará em jogo se você continuar com esse comportamento imprudente, não me faça te dar uma lição para que aprenda."

Quando ficava irritado, o chamava de Potter com certo desdém e jogava gasolina no fogo que iniciava dentro dele. Lição? Pode apostar que ele queria uma lição agora.

"Ah sim, professor, eu tenho sido bem imprudente ultimamente…" O aluno voltou a olhar em seus olhos, vendo o lampejo de surpresa passar pelo rubi, ele levantou a sobrancelha. Oh, céus.

"Não brinque, pirralho… eu estou falando sério." Sua voz ficava cada vez mais baixa e sibilante, fazendo o adolescente morder os lábios.

"Está irritado."

"Eu estou avisando, Potter…" E ele se arrependeria tanto depois.

"Gosto quando fica irritado. Lembra quando você… me tratou naquele dia? Usou a minha boca, sem delicadeza, foi rude…" Severus continuou inalterado com suas palavras, apertando minimamente o queixo do menino com a mão. "Eu quero que seja rude comigo de novo."

Houve um pequeno silêncio, o mestre de poções parecia reavaliar as palavras de Harry com cuidado.

"É a sua última palavra?" O vampiro indagou, os rubis se estreitando até formarem duas fendas.

"Se você não contar os gemidos, vai ser minha última palavra sim."

Foi um movimento bastante rápido, esse que se seguiu, e Harry se encontrava com a bochecha contra parede gelada de madeira, enquanto Severus prendia suas mãos para trás, ato esse que quase fez o jovem gemer.

Severus tirou sua varinha do bolso do pijama, que tinha pego quando ouviu alguém entrar no quarto, e lançou algum feitiço sobre o cômodo que o menino não chegou a entender muito bem, tamanho era seu fogo. Depois ele sussurrou outro que Harry não se deu ao trabalho de ouvir dessa vez, mas sentiu cordas atarem seu pulso para trás, seu corpo se arrepiou inteiro.

Ele se aproximou da sua orelha e ciciou. "Vamos usar uma pequena regrinha trouxa, Potter. Tenho convicção que não vai precisar, mas ainda sim, quero que me diga uma palavra segura antes de continuarmos."

O menino se contorceu um pouco em suas amarras, indagando com a voz falha. "P-palavra segura?"

"A palavra que me fará parar caso não lhe agrade." Respondeu, lhe pressionando mais contra a parede com o próprio corpo.

O grofinório fechou os olhos e se esforçou para pensar em uma palavra, que ele não tinha certeza se lembraria depois, e gemeu baixo outra vez quando Severus mergulhou a mão por dentro da sua camisa. "Se apresse."

Não conseguia pensar muito bem em algo que não fosse quadribol ou pomo de ouro, mas poderia ser um pouco aborrecedor ele usar aquilo como uma palavra segura.

"H-hum…" Ofegou com a mão gelada navegando pelo seu abdômen, indo segurar o seu pequeno botão sensível, dizendo a primeira palavra que vinha na sua cabeça, aquela que lembrava toda vez que olhava nos olhos do vampiro. "Rubi!"

"Peculiar…" E seguiu, provocando o que tinha entre os dedos, mordendo a pele amostra de sua nuca e ombros, por causa da camisa grande do seu pijama. "Sabe, eu sempre soube que era um adolescente cheio de hormônios, mas vir até mim e pedir para ser rude com você, debaixo do teto do seu padrinho, ultrapassou minhas expectativas."

A esse nível, seu pênis atiçado implorava para ser tocado, e ele se contorceu um pouco mais para conseguir ao menos fricção com a própria cueca. A voz sensual do homem em seu ouvido não lhe ajudava nada, e ele percebeu a inquietação, segurando sua cintura firme.

"Não, Potter, eu não vou tocar você. Você vai ter que merecer isso." Suas mãos desceram o pijama do menino, abaixando junto sua cueca para revelar as nádegas alvas e redondas, que o vampiro não demorou a acariciar sua pele macia e apertar a carne. Ele então se afastou um pouco e deu uma palmada cheia sem se preocupar em deixar uma réplica perfeita da sua mão, que Harry se encolheu fugindo em resposta, com um inesperado pequeno grito assustado, se amaldiçoando por isso, esperava que não tivesse sido ouvido por Sirius. Sentia o ar frio mergulhar na marca fumegante, amenizando a dor. Severus segurou com mais firmeza sua cintura.

Estava prestes a dizer a palavra segura, então veio outra tapa, e Harry quase não conseguiu se calar dessa vez, e depois outra com uma duração menor de pausa, nem o ar frio do ambiente dava conta de atender o calor que emanava da sua bunda.

"A partir de agora quero que conte cada palmada." Ordenou suave, enquanto o menino arfava.

Não era bem isso que ele estava pensando, com certeza não era isso que estava esperando.

Mais uma palmada. "Um…" Contou quase sem fôlego.

E outra, tinha certeza que o homem fez mão pesada nessa. "Dois!"

Mais uma. "T-três."

Seguidamente. "Quatro."

Começava a sentir uma pulsação insistente em seu pênis à partir da décima, chamas ondulavam sob seu traseiro, qual já estava se acostumando com as surras, seu corpo se sentia estranho. Como assim apanhar deixava ele duro?

"Não estou ouvindo você contar." Devia ser em torno da décima oitava ou nona palmada.

"Isso é tão bom…" Ofegou ao vento, seu pré gozo, que fazia um caminho por toda extensão do seu membro, acumulava e pingava no chão.

"Eu não disse para contar?"

"Mais…"

"Hum… então esta lição está começando a se tornar ineficiente, vamos ter que partir para outra." Comentou breve, serpenteando a mão ao redor do pescoço do menino enquanto a outra ia até seu membro rejeitado e carente, para o alívio de Harry, mas apenas lambuzou os dedos sobre o líquido gotejando e voltou a larga-lo, levando de volta para sua parte posterior.

"Ouça bem; Se gozar, vai ficar sem transar pelo resto das férias, você entendeu?" Claramente ameaçou, com um ar quente em sua orelha enquanto sussurrava.

Harry se assustou com a ameaça inédita, tentando virar o rosto para olhar Severus, mas apenas recebeu um aperto leve em seu pescoço que o obrigou a continuar a encarar a parede de madeira. "Não pode fazer isso! Sev, por favor." Ele sussurrou a última sentença, temendo ser ouvido.

Severus sorriu de canto.

"Você pediu para eu ser rude…" Um dedo lubrificado deslizou para a entrada apertada de Harry. "…, queria que usasse seu corpo, estou certo? Eu posso fazer o que eu quiser." Outro dedo deslizou para dentro dele e Harry gemeu, o aperto ao redor do seu pescoço aumentando ao poucos "Além do mais, eu ainda estou irritado com você."

O ar faltou ao menino por causa do aperto, e antes já era difícil respirar com todas as suas emoções rolando e as habilidades excepcionais de um Severus irritado. A capacidade diminuída de respirar aumentava o tesão de formas inimagináveis, seria uma tarefa impossível não gozar, mas rapidamente o aperto diminuiu antes de tornar sua visão escura. Ele não podia controlar as reações do seu corpo com os maltratos do pocionista, estava sendo levado a loucura.

'Oh deus… eu sou um masoquista?'

"Você deveria pedir desculpas pelo problema que causou, vadia."

Harry tentou, e como tentou, mas saiu da sua boca um gemido lamentável quando o vampiro começou a movimentar os dedos, lento dentro dele, curvando-os para atingir sua próstata com perfeição. Ele apertou os punhos e fechou os olhos, os lábios entreabertos na menção suja de gemer outra vez, e foi isso que fez quando lhe foi atingida a próstata múltiplas vezes, lhe fodendo com os dedos daquele jeito torturante.

"Eu imagino como seu padrinho reagiria se encontrasse seu querido afilhado sendo enrabado por seu professor de poções. O que você diria, Potter?"

Mal conseguia pensar direito numa resposta pra isso, tentava com toda sua força de vontade não gozar, se não estaria entregue a punheta pelo resto das suas férias, e isso se Severus lhe permitisse se tocar. Estava se derretendo em seus dedos, gemendo a cada investida, que aumentava a velocidade fazendo com que desejasse mais. No que aquele homem estava transformando aquele adolescente hormonal? Como Harry se transformara de fato naquela vadia, que implorava por ele?

"Não para!" Ele gemeu aos sôfregos, sentindo outra vez o ar rarear nas mãos peritas dele.

""Não para"? É isso que você diria? Imploraria para mim na frente do seu padrinho?" Tinha um tom malévolo na sua voz agora, ele retirou os dedos de dentro de Harry, quem ganiu com o vazio insuportável. "Me responda."

"Sim, sim, por favor. O seu pau agora, eu suplico." Implorava afobado e insatisfeito, a mão em seu pescoço folgou outra vez.

Uma palmada foi desferida em sua bunda, e esse doeu mais, sobrepondo as outras marcas vermelhas que adornavam sua pele, lhe fez estremecer de dor e prazer ao mesmo tempo, seu pênis torturado convulsionando levemente por estar contendo sua libertação como podia. Severus segurava uma banda de sua bunda com firmeza, marcando seus dedos, e deixando o caminho livre para seu buraco quase virginal qual ansiava ser preenchido. Era humilhante ter que admitir isso, mas ele tinha certeza que chegaria apenas com as pancadas que o homem lhe dava.

"Eu decido quando e como, e você terá que me pedir desculpas se quiser algum alívio." Severus usando tanta autoridade assim era surreal, fazia o menino ver não só estrelas, mas constelações. Gostava de ser submisso a suas vontades, de ser mandado e desmandado por aquele homem.

O adorno em volta do seu pescoço partiu, assim o menino pode usar sua voz mais efetivamente. "Eu sinto muito…"

"Pelo quê?"

"Por ser um… g-garoto imprudente e impulsivo…"

"E o que mais?" Harry ouvia o som leve de roupa escorregando pelo corpo, e quase esqueceu o que ia falar.

"Que… que… só causa problemas pro senhor." Severus grunhiu satisfeito, e com isso sentia o membro já molhado encostar em sua entrada, e se esforçou para não se animar quando toda a estrutura entrou de uma só vez para dentro dele. A sensação de estar sendo dividido em dois, mas finalmente o dando a necessidade de preenchimento que ele tanto precisava.

Severus colocou a mão sobre sua boca para abafar os sons que o menino fazia, não precisava por conta do Abaffiato que tinha feito ao lugar, que Harry estava desavisado, mas o fez com o desejo de submetê-lo mais e mais em seus caprichos depravados, aqueles guardados a sete chaves que só estavam esperando para serem descobertos e quais o menor se arrependeria mais tarde de ter aberto. Se moveu dentro dele devagar, buscando aquela região em específico, e Harry empinou a bunda com o desejo de tê-lo ainda mais fundo dentro de si.

A velocidade aumentou gradativamente para a meia infelicidade do garoto. Quanto mais rápido e rigoroso se tornava as investidas, mais dificuldades ele encontrava em não chegar ao clímax sem nada físico para impedir, imaginava se o vínculo agisse como da última vez, então, estaria perdido. Estava estimulado e excitado, sensível e envolto em chamas perigosas que passavam e se acendiam em formas de arrepios, como pequenos choques, ao longo de todo seu corpo hormonal e carente. Estavam fazendo algo tão… proibido dentro da casa do seu padrinho, e ele dormindo no quarto ao lado, como Severus dissera, e aquela possibilidade de ser flagrado então, devia ser um fetiche latente de tempos atrás, mas que agora se tornava ainda mais evidente. Não importava se Sirius abrisse aquela porta agora, desde que o vampiro continuasse golpeando outra vez, ininterruptamente.

"Eu não posso mais…" Lamentou abafado em sua mão, seus óculos imprecisos na ponta do nariz já estavam em tempo de cair. Estava dando o melhor de si, mas já não suportava mais se conter.

O som que Severus fez quando ele disse isso quase se assemelhou a uma risada, sua mão voltou a enlaçar seu pescoço, usando-o como auxílio para ser mais bruto. "Eu não estou te impedindo, desde que saiba a consequência."

O jovem fechou os olhos com força, suas pernas fracas tremiam e ele estava quase nas pontas dos pés como se isso impedisse ele de chegar ao êxtase de alguma forma. Queria gozar mais que tudo naquele momento, mas não se isso significava ficar todas as férias sem. Todavia não conseguia controlar essa parte do seu corpo, não mais. Quando o maior voltou a limitar seu ar, sua visão pecou e o prazer subiu a níveis intoleráveis, ele veio por toda parede e chão, gemendo abafado na mão esguia que cobria sua boca.

"Lamentável." E o pior disso era ele manter sua velocidade, com um inabalável autocontrole. Apesar de ter chegado ao seu ápice, Harry continuava gemendo e lamentando, até o momento de Severus sair de dentro dele, o deixando confuso. "De joelhos, e abra bem a boca."

Não tardou obedecer, virando e se ajoelhando no líquido pegajoso debaixo dele, que de certa forma era humilhante, mas merecido. Harry abriu a boca e observou o homem se masturbar perto dela, possuía uma expressão poderosa, soberana sob o adolescente.

Severus percebeu o olhar fixo de Harry, e um projeto de sorriso pintou a beirada de seu lábio, seus caninos salientes a mostra. O grofinório arfou.

Em seguida ele despejou tudo na boca do submisso, quem teve o cuidado para não derramar nada e fechou a boca.

"Não." Avisou, batendo o dedo em seus lábios. "Me mostre."

Harry cuidadosamente o mostrou, o líquido perolado deslizando delicadamente pela sua língua. Severus apreciou seu trabalho antes de ordenar:

"Agora engula." E ele o fez, sentindo o gosto salgado descer por sua garganta.

"Feliz Natal, Harry."

Harry era uma perfeita bagunça de natal.

◇◇◇


Notas Finais


*sips tea* então né, meu deus, que reviravolta nem faço idéia de como isso aconteceu rs
Então... esse pequeno hmmm, como posso dizer? bdsm, eu acho? Alguns de vocês acharam que era muito a cara do Snape, e eu admito, é mesmo. Então porque não né? :^)
é tipo o meu PRIMEIRO hot com coisas assim, então sinto mt se não ficou tao bom quanto esperavam q-q podem deixar sugestões cof
Sim gente harry ta com fogo no culo e vai ser assim pelos proximos capítulos, jesus me salva


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