História Maldição - Capítulo 38


Escrita por: e MahSant

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Severo Snape
Tags Snarry, Vampiro
Visualizações 381
Palavras 3.948
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, sei q to demorando, é, e vcs tão de saco cheio de desculpas mas é sjsj, só atualizando aqui

Capítulo 38 - Paz e Guerra


Fanfic / Fanfiction Maldição - Capítulo 38 - Paz e Guerra

Era claro que ele não conseguiria seduzir Severus, o que ele tinha na cabeça?


Sempre foi péssimo nessas coisas — obviamente, porque nunca tinha feito nada assim antes —, especialmente em relação ao pocionista que parecia, um pensamento infantil e irrealista do menino, onisciente. Ele sabia o que o menino estava planejando no primeiro momento que Harry sugeriu fazer, sendo quase impossível enganá-lo. Ficou com certa raiva de suas habilidades notórias de dedução, ele era um homem indubitavelmente perspicaz enquanto Harry não passava de um mero adolescente hormonal sem jeito. Qual era sua chance? Era uma grande desvantagem.


E ainda para completar esse pacote de frustrações, aquela vozinha no fundo da sua cabeça continuava a se manifestar, não cansando de salientar que ele não tinha nenhuma chance de transar até o fim das férias de verão.


E foi exatamente desta maneira frustrante que ele passou a semana seguinte: estressado, cansado e de poucas palavras.


Estressado pelos fracassos da sua aula de oclumência, pressionando a si mesmo a tentar mais uma vez até o próprio professor ficar cansado e insistir que podiam continuar depois. Por padrão eram duas aulas por semana, mas Harry tinha quebrado esse padrão e até agora, numa única semana, já tinham tido quatro longas aulas.


Cansado porque as poucas aulas demandavam muito esforço mental que parecia se esgotar a cada aula, e os sucessos que tinha em repelir Severus diminuíam por causa do estresse anterior.


Resultando em um estresse agudo.


A esse ponto já tinha se esquecido do seu plano, fixado a aprender oclumência de uma vez por todas para calar a voz, que também dizia que ele não era capaz, e para orgulhar ao vampiro.


Mas parecia que até querer orgulhar o vampiro se tornava estressante. Tudo se tornava irritante. As pequenas desavenças de Sirius e ele o irritavam profundamente, e ele tinha que sair do cômodo de repente pra não começar a gritar com os dois  — comportamento que às vezes até resolvia as brigas, porque Harry saia muito furioso a ponto de atrair a atenção dos dois.


Certa vez Sirius tentou conversar com ele, mas ele mal conseguiu argumentar com o adolescente furioso, que no primeiro minuto de conversar foi se trancar no seu quarto.


Severus estava começando a achar isso muito suspeito, e se antes não supôs que era estranho o garoto se esforçar tanto nas aulas, não sabia dizer o que podia ser agora.


Estava irritado por causa do castigo e resolverá ser rebelde? Isso era uma opção, mas não conseguia validar a possibilidade de que o garoto só estava irritado por que não fazia sexo, isso parecia de longe algo que o menino faria, não…


Pelo menos ele achava.


E claro que ele não foi o único que achou isso estranho. Black também, e na primeira oportunidade, numa destas brigas quais Harry sai enfurecido do cômodo, o cão sarnento o encostou num canto e começou a jogar a culpa nele, como era esperado.


"Sei que isso tem alguma coisa haver com você, Snape, e eu vou descobrir o quê!" Dizia com raiva, segurando um punhado da camisa de Snape com força, a um passo de socá-lo ou algo pior.


"Você deveria se preocupar com o real problema ao invés de procurar a quem culpar, Black." Disse do modo menos violento que podia, sabendo que Harry era um assunto mais importante que travar guerra com o antigo rival, se não já teria posto sua varinha na garganta do ex-prisioneiro. "Potter está assim desde as aulas, e oclumência, como você deveria saber, demanda de uma grande força mental."


"E você se aproveita para torturar meu sobrinho, não é, morcego?" Insistia na idéia, espumando de raiva só de imaginar Snape usando qualquer desculpa para ameaçar e maltratar seu sobrinho quando ele não estava por perto, em Hogwarts.


"EU NÃO- eu não estou torturando seu sobrinho, Black…" Recuperou o que podia de calma, sentindo o estresse se arrastando por debaixo sua pele e a um segundo de alterar sua fisionomia, mas ele tinha que se acalmar, ou enfiaria suas garras no pescoço daquele homem detestável. Com uma olhada rápida para ver se Potter ainda permanecia escada acima, ele continuou. "Como eu ia dizendo… a mente de Potter está em processo de fortalecimento, mas nesse meio tempo está frágil. O seu sobrinho, Black, está assim por conta da mente frágil, e ele pode estar sendo manipulado pelo Lorde das Trevas neste momento." Explicou devagar para ver ser o animago teimoso absorvia, dando ênfase nas últimas palavras como quem se comunica para um estrangeiro que não tem o inglês como primeira língua. Finalmente tomou alguma iniciativa para fazê-lo soltar sua camisa e se afastar.


Sirius pareceu ter um conflito interno, e Snape percebia isso através do mar de expressões que se derramavam em seu rosto silenciosamente enquanto o olhava fixamente. Após segundos que pareciam eternos, algo pareceu se acalmar dentro do homem e guardar a espingarda que iniciava a guerra entre Snape e Black, e, devido seu orgulho, o moreno tentou se convencer que era pelo bem de seu sobrinho e que o outro hostil homem, infelizmente para sua apatia para com ele, tinha uma lógica aceitável.


"Então…" Limpou a garganta a fim de aclarar a voz, um modo de tomar coragem para dizer as palavras seguintes. "Então… o que nós devemos fazer?"


Snape ficou momentaneamente mudo. O "nós" deveria soar ofensivo, e ele, para o bem do seu disfarce e indiferença para com Potter, deveria dizer algo como que ele não se juntaria para ajudar seu mimado sobrinho que estava dando uma de rebelde, ou que Black estava achando que ele estava louco para achar que se importava com os sentimentos conflituosos de um adolescente, mas, ao invés de dar ofensivas respostas automáticas, ele sacrificou toda sua raiva e rancor por Black e disse baixo para ele:


"Iremos fazer as pazes."


E com um movimento hesitante, ambos juntaram as mãos para selar aquele acordo de paz por uma causa.



◇◇◇


Na semana seguinte, Largo Grimmauld


Harry percebeu uma onda impactante de calmaria nessa segunda de manhã, no café. Normalmente ele mal chegava a mesa e Sirius e Severus já estavam jogando ofensas para todo lado, de todo tipo, mas hoje estava uma paz incrível.


Sirius degustava de seu café em silêncio e Severus, surpreendentemente sentado na mesa com o inimigo, sorvia de um cheiroso chá enquanto lia um livro.


E ele achou uma razão para se acalmar, mas simplesmente tinha acordado com muita raiva hoje, e olhou para os dois durante todo o desejum esperando qualquer farpa que fosse, e foi confuso que sentiu ainda mais raiva quando não aconteceu. Alguma coisa iria dar errado hoje, e só de pensar ele já se irritava, fator que não deixou que degustasse das suas torradas com ovos direito, largando o prato com metade do café da manhã, seu café tomou só dois goles e saiu, voltando para o quarto para ler os livros sobre Defesa Contra Feitiços Avançados, que tinha sido enviado de Lupin no Natal e lhe era muito mais útil que o conteúdo que Umbridge passava aos alunos.


Black e Snape se entreolharam, decerto ainda tinham muitas desavenças entre si, mas até agora tinham empurrado todas para o fundo de seus peitos e continuavam seguindo para solucionar o problema em frente a eles. Sirius começou.


"Ele está mais irritado que sábado." O moreno olhou para a soleira da porta.


"Eu sei, Black, eu vi." E voltou a ler seu livro, indeciso de que passo tomar. E isso normalmente não deveria acontecer.


"O que devemos fazer? Já fizemos exatamente tudo que você disse, Snape, e eu não estou vendo sinal de melhora alguma!" Sirius estava pronto para culpar o homem de toda a situação, mas tamborilou os dedos na mesa, invés disso. "Suas soluções não estão dando frutos, quero dar sugestões."


"Potter não vai melhorar com Quadribol, se é o que está pensando." Disse simplesmente.


"E desde quando você conhece o que meu sobrinho gosta ou deixa de gostar?" Indagou, pegando o professor no flagra.


Com hesitação, completou, surdo a declaração de Black. "Será mais provável Potter quebrar a vassoura na sua fuça do que se acalmar."


Sirius não se deu por vencido, tamborilando insistentemente na madeira com os dedos, mas por agora ficou quieto enquanto pensava no que mais dizer.


"E as aulas."


"Que tem as aulas, Black?"


"Acho que não vai ser uma boa ideia continuar as aulas agora, não com ele nesse estado." Olhou para o restante de açúcar no fundo da caneca de café, a conversa entre os dois só se resumia a situação atual, e mesmo assim Sirius não se sentia confortável em trocar palavras com ele, naturalmente.


"Acredite em mim quando digo que não irá adiantar cancelar, o mínimo que posso fazer é pegar leve com ele e suavizar toda a situação das aulas." Esclareceu.


Houve um breve silêncio, o tamboril parou.


"Por quê?" Sirius questionou.


Snape desviou o olhar do seu livro para o ex-presidiário, que lhe encarava profundamente com olhos castanhos escuros numa expressão enigmática. "Porque ele não pode ser posto em-"


"Não isso, Snape. Por que está ajudando ele? Poderia só continuar indiferente, porque eu sei que odeia Harry, mas está ajudando, e eu quero saber o porquê." O homem falou com uma voz estranhamente suave, mas, ao mesmo tempo, dominante. Isso incomodou Snape de algum modo.


"Porque sigo ordens do diretor de impedir o Lord das trevas-"


"Não é isso."


Snape levantou uma inconfundível sobrancelha, não compreendendo onde o cão sarnento estava querendo chegar, mas isso estava o deixando inquieto.


"Então se não é isso, o que poderia ser? Porque, sinceramente, se não fosse por tal motivo eu deixaria mesmo Potter ser manipulado e torturado pelo Lord das Trevas e aproveitaria a vista enquanto o vejo definhando." Usou da habitual defensiva ácida para desviar o assunto, recebendo um olhar mortal de Black, que ele jamais teve medo, e a inquietação foi embora.


"Seu…" O lembrete de que seu sobrinho não estava bem foi a única coisa que impediu uma discussão.


Mas Snape pagaria. A ideia de que aquele homem asqueroso tinha feito algo com Harry dificilmente saía da sua mente.


◇◇◇


Mais tarde Harry estava de pé e pronto, varinha no bolso e em caminho ao escritório. Em sua cicatriz estalava uma pequena dor, mas ele ignorou pensando em vencer essa aula, esvaziando de pensamentos e emoções o quanto podia. O papo de esvaziar antes de dormir não parecia dar muito certo, e às vezes lhe dava dor de cabeça, mas ele continuava fazendo, continuava insistindo. Tudo para dar certo, talvez conquistar o perdão de Severus, talvez.


A Penseira já detinha os pensamentos de Snape, Harry já erguia sua varinha e Snape se preparava para algumas horas de dor de cabeça com o menino.


"Legilimens." Pronunciou o feitiço, iniciando a mesma rotina de sempre.


Como sempre navegou entre as memórias, pensamentos e sonhos do adolescente sem nenhum problema, apesar de o grito que ecoava afora, no escritório. Tinha descoberto muita coisa durante quatro aulas, e uma delas era o modo um tanto quanto negligente do tratamento que os tios de Harry o davam, lembrando um pouco da sua própria infância. Ele não quis tocar nesse assunto, pelo menos não agora, então pulou as lembranças repetidas sobre isso e foi para seus sonhos, procurando qualquer coisa estranha qual o menino possa ter sonhado recentemente, mas nada de novo, ele só tinha o mesmo sonho toda a noite e Snape tinha identificado o lugar como o Departamento de Mistérios.


"NÃOOOO!!"


Com certa curiosidade, ele suspendeu o feitiço antes mesmo que Harry tivesse tentado repelir. Lhe encarava de volta ao escritório soturno, a varinha levantada e o olhar atento.


"O que aconteceu, menino?" Lhe perguntou quieto, abaixando a varinha.


"Não consigo… Não dá mais…" Harry se levantou do chão de pedra em que tinha caído em algum momento, ofegava e parecia um tanto delirado quando veio ao encontro de Snape.


"Harry?" O professor perguntou por ele, se encostando na mesa atrás dele quando a aproximação do grifinório passava do aceitável.


"Eu não consigo mais aguentar toda essa raiva, Severus, não consigo mais." Com mãos vacilantes ele foi tentando abrir os botões da roupa do mais velho, quem afastou suas mãos. "Eu me sinto tão irritado, todo o tempo."


"Se acalme, vamos conversar sobre isso." Tentou argumentar, mas os braços escorregadios que segurava deslizaram insistentes para os botões da sua calça, que ele prontamente também afastou. "Não é hora pra isso."


"Eu não quero conversar! Sei que me pôs de castigo, mas só isso vai me acalmar, Sev, só isso vai calá-lo, por favor, me ajude." O garoto lhe olhava com suplicantes olhos esmeraldas impossíveis de recusar, o brilho neles sugeria um eminente choro que de fato Severus não encontrou forças para proferir negação.


Antes que a boca pendente do mais velho tomasse iniciativa para dizer algo, foi tomada pela outra boca em sua frente em um beijo desesperado e quase agressivo, e Severus, sem muita escolha, resolveu retribuir ao mesmo tempo que tomava o garoto pela bunda, fazendo com que suas pernas prendam-se a sua cintura. Um giro foi suficiente para depositar o menino em cima da mesa atrás dele, com uma mão livre foi jogando tudo que tinha em cima do móvel para limpar caminho enquanto a outra segurava firme a coxa do adolescente.


O beijo foi se tornando mais urgente e intenso, línguas brigando por um comando com um vencedor já predestinado, e esse era Severus, controlando toda a situação como o dominante que era e precisava ser agora para um Harry inquieto e estressado.


O beijo cessou, infelizmente, quando o ar queimou, mas Harry não tomou tempo para descansar e voltou a desabotoar o que conseguia do robe negro do vampiro, quase quebrando alguns botões por sua pressa, seu ombro recebia mordidas e chupões do dono do robe, sua pele toda ardia numa necessidade indescritível de ser tocado, era luxúria no estado mais puro e lapidado. Não queria parar.


Mas Snape retardou o passo, desviando dos lábios que voltavam a querer proclamá-los quando afastou um pouco o rosto.


"Calma…" O menino começou a beijar seu pescoço, tentando se livrar da peça de roupa desabotoada, mas ele impediu. "Tenha calma, garoto, eu não vou fugir!"


"Uhm…" grunhiu insatisfeito, indo desfazer o cravat do mais velho com só um pouquinho mais de calma. "Quero que seja severo, que coloque as mãos no meu pescoço como antes, que me bata…" Tinha determinação em sua voz.


Snape se preocupou. Harry querer fugir do estresse com algo mórbido como masoquismo com certeza não era a solução. Não a longo prazo.


Mas sabia o que tinha que fazer, afinal, ele quem viciou o garoto nisso.


Com calma ele passou os dedos em seus cabelos morenos e bagunçados, segurando um punhado com firmeza o bastante para machucar um pouco. Sua outra mão desceu até o cós das calças do menino e rapidamente liberou o membro ereto e ansioso por prazer.


Pegou o cravat das mãos do menino (Para quem não sabe é um tipo de gravata que usavam no século XVII, na era vitoriana) e amarrou em volta da base do seu pênis como um tipo de anel, impedindo o garoto de gozar. O pequeno aperto fez o menino gemer pelo anseio, mas Severus deixou o seu membro, agora parecendo apetitoso com o lenço amarrado, intocado.


Quando o garoto tentou beijá-lo, o mais velho segurou firme seu cabelo no lugar, impedindo-o, Harry sorriu com isso, com a indelicadeza, exatamente o que queria.


Severus ignorou o sorriso.


"Não me beije até que eu permita, ouviu?" Avisou com uma perigosa voz, que o menino só fez assentir freneticamente.


Severus soltou seu cabelo e tratou de se livrar da calça do grifinorio e sua camisa, quem deu um jeito de finalmente arrancar aquele robe inútil do mais velho durante isso.


Os lábios desceram para o peitoral ainda juvenil, trilhando marcas de mordidas pela pele morena e macia, provocando gemidos do menino. Usou a língua para brincar com o mamilo, prendendo entre os dentes e soltando, alternando movimentos entre os dois mamilos, deixando a região vermelha. Harry estava inquieto sobre a mesa, arfando a cada mordida, lambida e chupão que recebia em seu corpo fervente. Muita tortura, muita demora.


"Mais rápido." Pediu baixinho, manhoso, arrepiado. Severus grunhiu baixo, esperando por algo a mais. "Por favor."


E foi atendido. Trago para mais perto da borda da escrivaninha, sua perna foi levantada e posta em cima de um dos ombros do homem, dois dedos foram em direção a sua boca e ele automaticamente chupou com movimentos sugestivos, indicando como podia fazer em outro lugar, e recebeu um olhar nublado por um desejo obscuro e um lamber lento de lábios.


Quando o vampiro julgou ser suficiente, levou os dedos para sua entrada pulsante, empurrando os dois de vez para dentro do anel de músculos, causando um pouco de ardência e o incômodo, mas o menino não pediu pra parar, apesar de o tímido gemido de dor, não importava, ele sentia uma tentação por dor ali, agora, que o excitava mais.


Ele se inclinou próximo a sua orelha. "Sabe que pode dizer a palavra segura, Harry." Avisou, mas Harry não disse nada, apenas se moveu em direção aos seus dedos.


Como uma confirmação para continuar, bombeou o garoto com os dedos, procurando sempre atingir a sua próstata e não demorou muito para achá-la, ainda mais com o gemido molhado que veio junto com o acerto. Harry fechou os punhos buscando no que segurar quando recebeu o segundo golpe, o terceiro e o que vinha a seguir, gemendo a medida que era mais firme, mais impiedoso, mas nunca o suficiente.


"Diga o que quer." A voz profunda de barítono se fez presente, o arrepiando.


Que pegue tudo, o que é seu, o que te pertence, você é o dono para fazer tudo o que quiser


"Q-que me foda, forte e… fir-firme, sem dó…" conseguiu dizer entre lamurias, fechando com força os olhos e mordendo o lábio, apenas tentando acalmar um terço do fogo que sentia.


Os dedos foram retirados e logo um cinto sendo desfeito e um zíper sendo aberto foi ouvido, seriam substituídos por algo maior, o suficiente. Uma mão fez pressão sobre seu peitoral nu para deitá-lo na mesa e ele fez, os olhos ainda cerrados, e então uma mão fria passou em volta do seu pescoço quente, e o membro de Severus foi introduzido dentro dele, abrindo o caminho devagar por seu interior molhado.


Soltou um longo gemido a medida que entrava cada vez mais e que se estendeu até não sobrar nenhum centímetro fora dele. Uma pequena pausa foi feita para se acostumar com o tamanho, como sempre, mas inquietude fazia parte dele.


"Já estou pronto…" sussurrou, e o aperto em sua garganta aumentou aos poucos.


"Eu digo quando está pronto." Disse asperamente.


Harry tremeu sob a mesa com o modo que o mais velho falava com ele e usou a outra perna, que não estava sendo segurada por Severus, para abraçar a cintura do homem e puxa-lo em sua direção, fazendo com que seu pênis se chocasse justamente na sua próstata, ele suspirou com o ar limitado.


O claro sinal de desobediência, no entanto não foi tolerado, num ágil movimento se encontrava de barriga para baixo, na madeira fria, ainda profundamente enrabado. Ele até tentou se levantar de algum jeito, claramente procurando punições, mas Severus o deitou de volta com uma mão firme em seu cabelo, forçando seu rosto contra a mesa, e um forte tapa foi transferido no seu traseiro.


Todo seu corpo tremeu de prazer e aquelas conhecidas constelações imaginárias cintilaram diante dos seus olhos. Se Harry tinha algum problema antes de estar sendo usado pelo vampiro, certamente não lembrava.


"Você está se comportando como uma puta, Potter…" Disse Severus, ameaçador. "Fez tudo isso só para receber algumas palmadas, deplorável."


O menino grunhiu, como se fosse uma confirmação. Então outro forte tapa veio, já marcando a pele com uma cor vermelho vivo, Harry lamentou baixo, Severus continuava imóvel dentro dele, só aumentando seu intenso desejo negado.


Não tinha mais estresse, raiva, ódio, só a única e verdadeira necessidade de ser subjugado pelo homem até não aguentar mais. O quarto tapa veio, e Harry choramingou algumas palavras sem sentido, empinando a bunda para receber um maldito estímulo que fosse, mas exatamente nesse movimento ele recebeu outro, mas voltou a posição sem se importar que suas pernas pareciam geleias.


"Você é tão teimoso, vou ter que te bater de cinto?"


O adolescente não conseguia responder, por isso gemeu, mas se pudesse falaria que sim, ele teria que apanhar de cinto pra ver se aprendia. Oh, por Merlim, o que estava acontecendo com a sua cabeça?


"Certo." Severus respirou fundo, ele definitivamente não devia ter sugerido isso na situação em que se encontrava, mas aquele garoto estava mexendo com seus nervos agora.


Tudo bem, nada a se preocupar, seria cuidadoso. Foi por isso que retirou o cinto da calça devagar e o dobrou, olhou bem para a tentadora bunda vermelha do garoto antes de acertar um moderado golpe com o couro, tentando não machucá-lo demais.


Ouviu um grito estrangulado e o corpo de Harry estremeceu debaixo dele, significando que ele teria gozado se não fosse o anel improvisado impedindo. Ele teria gozado com uma maldita surra de cinto.


Com o baque o cinto caiu no chão, ele segurou firme a cintura do garoto abaixo dele e começou a finalmente investir contra Harry, forte, rápido, necessitado de satisfazer um desejo próprio, porque tinha sido levado para borda. Não tinha planejado isso. Ele só realizaria o desejo do menino, acalmaria ele um pouco, não isso! Que inferno, não era o momento para algo assim, mas Harry, ele era…


"Assim! Ah, por favor, sim… sim!"


Ele era o pequeno diabo.


"M-me deixa gozar, p-por favor! sev."


Do seu pequeno inferno pessoal.


Não foi necessário muito para que o mais velho atingisse o clímax e preenche-se o menor com a sua generosa e quente semente. O adolescente ficou imóvel em agonia, querendo também gozar. Um Severus ofegante finalmente atendeu seu pedido, o levantou da mesa com mais delicadeza que antes e o apoiou em seu corpo, porque o menino só não conseguia ficar em pé sozinho, então desfez o cravat, vindo a masturbá-lo devagar, dedicando seu tempo a ser gentil depois de tanta indelicadeza, distribuindo alguns selinhos em seu rosto, um gesto inesperadamente afável da parte do mestre de poções.


Com um gemido molhado e cheio de alívio Harry arqueou a cabeça para trás, no ombro dele, seu rosto corando pelo pequeno momento de realização, e então ele não demorou muito para vir sobre toda a mesa, sujando boa parte dela. Todo seu corpo amoleceu pelo cansaço do orgasmo recente, foi preciso ser segurado com mais firmeza.


"Sev." Chamou por ele baixinho.


"Não diga nada, apenas descanse." O outro respondeu, pegando sua varinha que se encontrava bem na borda da escrivaninha e fez um feitiço para limpar toda essa bagunça e vestir os dois. Todos os objetos que antes Severus tinha jogado no chão voltavam ao lugar de origem, impecáveis, o tinteiro que antes tinha caído e se despedaçado agora estava intacto.


"Demoramos demais. Preciso que você vá diretamente para o banheiro e depois ao seu quarto, entendeu?"


"Uhum" Divagava.


"Então fique em pé." Aos poucos ele o soltou, e Harry se esforçou para ficar em pé por si só, estando mais dormindo do que desperto.


O vampiro sorriu de canto, achando graça. "Vá logo, garoto teimoso."


"Uhum."


E Harry saiu com um sorriso bobo, e no momento em que saiu do escritório o sorriso de Severus desapareceu.


Notas Finais


Quem ta preocupado com o Harry??? Euuu
A paz estabelecida entre sério e severo foi um pouco mal feita (entre eles), mas fazer o que, não vai adiantar nada :^DD
Bejos de batata


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