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História Maldição da Juventude - Capítulo 1


Escrita por: Kooulin

Capítulo 1 - Mulher sobre o império


— sério, o ministério deve ter ficado louco para me colocar para trabalhar com você!


Minha vida mudou muito depois da guerra e aconteceu várias coisas que eu nunca imaginei que aconteceria. Entrei para o ministério dos aurores, me casei com Gina e tive três filhos, me divorciei, comecei a morar com Ted — meu afilhado — na casa que herdei do meu padrinho já que meus filhos descidiram ficar com a mãe já que eu não ficava em casa e meu afilho veio morar comigo após a morte de sua avó.


Ted é um ano mais novo que James. Nós o tivemos cedo por opção, eu recebia muitas ameaças de morte na época e eu e Gina decidimos arriscar, dois anos depois nasceu Albus Severus Potter e depois, dois anos depois também, nasceu minha pequena Lilian Luna.


Esse ano é o primeiro dela na escola, na Grifinória como James. Já Albus foi para a sonserina e Ted para a lufa-lufa.


E o pior de tudo que aconteceu em todos esses anos, pior do que a minha última discussão com Gina. Me colocaram para trabalhar com Draco Malfoy.


— cale a boca, Potter — revirou os olhos quando entramos na casa onde avia acontecido.


A casa estava um caus.


No meio da casa estava o corpo, de acordo com os bruxos que já estavam investigando, ferido por sectumsempra e morto por Avada kedrava. Em seu braço estava a marca negra feita com uma faca que estava ao lado do corpo, feita depois da vítima estar morta.


— comensal — Draco assume enquanto nós dois seguimos para os fundos da casa enquanto seguimos um rastro de sangue.


— a esposa desapareceu — li o papel em minha mão andando ao lado de Draco — rastro de sangue acaba aqui, aparatação. Pode ser sequestro ou, ela é a assassina.


— por que ela faria isso? 


Ele pegou a varinha analisando o sangue no chão enquanto eu me afastava olhando o jardim da casa.


Eu odiava casas típicas bruxas, eram grandes, escuras e assustadoras. Ou, como Ted dizia "casas da Annabelle".


Sai do jardim assim que Draco me chamou e logo aparatamos da casa indo para o ministério e nos afastamos no meio do caminho, indo cada um para deu escritório e eu rir aí ver Ronald girando em minha cadeira comendo um de meus bombons trouxas.


— Como foi?


— só tive que aturar ele pouco tempo, ele vai me passar os resultados dos exames do corpo — me sentei em minha mesa — não reclamou, não foi estúpido, não foi uma fuinha.


— talvez esteja grato por você proteger ele e a mãe dele — apontou o bombom para mim — o que eu nunca entendi.


— como esta seus filhos? Hermione me disse que Rose se meteu em encrenca de novo — o tirei de minha cadeira começando a trabalhar.


— brigas, como sempre — respirou fundo — não sei o que fazer com ela.


— e só perguntar a sua mãe como ela lidava com você — comentei distraído sentido ele me dar um leve soco em minha cabeça — aí!


— estúpido.


— ela é como você — o olhei acariciando minha nuca — brigue a vontade e nada mais funcionar.


— aprendeu a lidar com o Albus?


— ele acha que eu o odeio por ser sonserino — respirei fundo — eu preciso trabalhar e você também, vaza daqui.


Ele deixou meu escritório reclamando sobre a minha sinceridade enquanto eu estudava o caso antes de dar o horário de eu ir embora. 


Eu mandei os documentos para Malfoy antes de deixar o ministério e fui para minha casa, sendo recebido por Banguela, o gato que eu avia adotado de presente para Ted mas não consegui ir até Hogwarts entregar ao meu afilhado. Ele era viciado no filme como treinar seu dragão.


E eu avia me apegado ao felino.


A reforma que eu avia feito na casa era clara, mas não tirei nenhuma estética da casa. Apenas restaurei as partes destruída e coloquei todos os quadros no sótão o trocando por outros com minha família, uma foto dos meus pais, dos pais de Ted e de meu padrinho.


Também coloquei mais luzes na casa.


Respirei fundo ao me jogar no sofá cansado ligando a TV e indo preparar um café antes de voltar a trabalhar no caso.


Ignorei meu celular que tocava em meu bolso com ligações de Hermione e sua coruja que bicava minha janela. Quando cansei, eu a atendi recebendo uma imensa bronca sobre a ignorar e dispensei sua coruja.


Não era seguro bruxos usarem celulares, mas eu e Hermione já tínhamos aquele costumes.


Hermione agora era medibruxa mas trabalhava no ministério, tentando melhorar a condição dos hospitais bruxos e da superlotação. Mas também me tinha como paciente pessoal sem minha autorização.


Após a guerra eu tive várias recaídas emocionais e passei a usar antidepressivos. Quando comecei meu trabalho de auror me enfiei no trabalho, só dando atenção para meus filhos e meu afilhado. O que causou minha separação com Gina.


Minha amiga se preocupou com o fato de eu estar sozinho depois da separação e não ter mais Gina para vigiar meu estado mental.


Quando não tem mais que se preocupar com sua vida em risco e dividindo a alma com um psicopata maluco, finalmente você percebe o caus que estava sua mente.


Todos acharam que minha pior recaída foi defender os Malfoy. Mas não considero ela uma recaída.


A pior foi o sectumsempra que eu joguei em Draco.


Essa é a vida atual do eleito, não a vida de "luxo" que o profeta diário sempre fazia questão de mostrar que eu tinha.


• • • •


Acordei com alguém batendo em minha porta e logo desci as escadas dando de cara com Draco Malfoy.


Como ele sabia onde eu morava?


— antes que diga algo, por que está com a porra de um pijama de coelho? — me olhou como se eu fosse idiota e eu dei espaço para ele entrar, colocando o capuz do meu pijama — tem até orelhas.


— Luna me deu — subi as escadas e me troquei rapidamente antes de descer as escadas, indo até minha cozinha — como sabe onde eu moro?


— saiu no profeta diário que você se mudou para a mansão Black após o divórcio com a Weasley fêmea — sentou na mesa da sala de jantar — minha mãe é um Black, foi fácil descobrir.


— por que veio tão cedo? — me sentei na mesa tomando meu café mexendo minha varinha trazendo uma jarra de café e uma xícara para a mesa servindo Draco.


— descobri uma pista do caso — respondeu enquanto eu tomei meu café, o olhando — de acordo com parentes, ela era uma animaga. Ela não aparatou ou coisa do tipo, ela ainda esta-


— no jardim de psicose! — ele me olhou confuso — é mais fácil para mim lembrar de detalhes do caso que me lembram algum filme ou livro.


— certo, vamos logo para a casa.


— Malfoy, precisamos de autorizaçã-


Fui puxado para fora de minha casa, ouvindo os miados manhosos de Banguela enquanto Draco me levava para um beco e logo aparatamos para frente da casa.


A casa já estava vazia agora. Draco me deu um tempo para chamar reforços com meu Patrono antes de entrarmos para o fundo da casa.


Eu fiquei ao lado de Draco puxando minha varinha vendo ele fazer o mesmo enquanto nós separamos no jardim procurando algum animal que poderia ser a mulher da vítima. Meu coração se apertou quando eu ouvi gritos com nomes de feitiços conhecidos por mim por Draco e uma voz desconhecida antes de tudo ficar silencioso novamente.


Corri rapidamente para onde o Malfoy avia ido o encontrando desmaiado no chão e encolhido. Arregalei os olhos quando virei seu rosto para mim vendo o mesmo se desfigurar antes de parar em sua versão jovem.


Draco Malfoy estava com a mesma aparência que estava no sétimo ano.


— mas o que caralh-


Conferi se ele estava machucado antes de sentir um arrepio na espinha e uma carinha ser pressionada em minhas costas. Eu me virei devagar para a mulher em minha frente.


Seus olhos estavam brancos, indicando que ela estava sobre o feitiço império. O sorriso sínico em seu rosto era apavorante e sua marca negra estava exposta.


— o herdeiro deve voltar a maldição — eu a olhei confuso enquanto ela ria assustadoramente — Iuventae Nolite.


E então tudo ficou escuro.


• • • •


— Ronald Weasley! Pare de rir — Ouvi o grito de Hermione, repreendendo meu amigo.


Minha cabeça doía e mexer meu corpo era difícil.


O que aquela mulher avia jogado em mim?


Eu me mexi lentamente abrindo os olhos ficando sentado devagar com a ajuda de Hermione. Eu estava no St-Mungus, em um quarto particular aparentemente.


— pegaram a esposa? Ela estava sobre império é-


— cara, você acabou de acordar — Ron repreende me olhando — ela fugiu, mas isso não é problema seu.


— como assim? Esse caso é meu! — tentei ficar meus olhos e olhei para os lados, procurando meu óculos — minha memória deve ter sido afetada. Eu me lembro de Malfoy ter ficado mais jovem.


Eu finalmente notei o quanto vermelho Ron estava de segurar a risada quando coloquei meus óculos. Hermione me olhava sorrindo forçadamente tentando me passar confiança enquanto ficava na frente do espelho.


Não é possível.


— deixa eu ver o espelho — me levantei me sentindo mais leve e fraco. Hermione saiu da frente do espelho e eu olhei para o mesmo assustado — o que caralhos aconteceu?!


Eu estava na minha forma mais jovem. Estava magro, sem músculos ou pelos em meu rosto que custei anos para ganhar.


Meus olhos estavam com profundas olheiras e meu cabelo estava grande e bagunçado. A cicatriz em minha testa estava mais marcante do que nunca e eu me sentia mais baixo.


Aquele era o Harry Potter que avia lutado na guerra. 


— MAS QUE PORRA! — ouvi o grito de Malfoy e logo uma gargalhada alta, sendo acompanhada pela de Ron.


— preciso saber o que aquela mulher fez com você — Hermione diz antes de tirar Ron do quarto.


— eu não conheço o feitiço mas me lembro dela dizendo... Iuventea, algo assim — coço minha nuca — é difícil lembrar.


— o nome é feitiço é Iuventae Nolite — uma voz conhecida se fez presente na sala e logo Minerva apareceu em minhas vistas junto com Draco Malfoy jovem e Pansy Parkinson, adulta obviamente — um feitiço antigo e esquecido. Ele foi proibido de todas as formas e é preciso que aquele que jogou o feitiço passe por um ritual antes, esse ritual foi completamente esquecido. O ataque de vocês dois foi planejado.


— se o Weasley e o Zanbini não pararem de rir eu corto aquilo que eles chamam de pau! — Draco diz irritado.


Tudo nele foi mudado assim como aconteceu comigo, até mesmo sua voz.


— o que fazemos para reverter? — fechei os olhos reparando o quão mais fina minha voz estava.


— precisamos estudar o feitiço a fundo — Hermione responde respirando fundo — enquanto isso...


— não sabemos como a magia de vocês dois podem ficar ao voltar o corpo de vocês jovens, ela pode perder o controle — Minerva diz com um sorrisinho em seu rosto — o que acha de completarem o ano escolar de vocês?


— ...


— ...


Eu e Draco encaramos a mais velha ao mesmo tempo antes de nós encarar.


De volta a Hogwarts?


— mas nem fodendo! — respondemos juntos.


Eu não queria voltar para Hogwarts e não queria ter que estudar com meus filhos! Mesmo que eles não estejam no mesmo ano que eu estaria, eu perderia todo o respeito que tenho, o que não é muito.


E além disso, eu não quero estudar!


— infelizmente, isso não é uma opção. Vocês agora são adolescentes e bruxos, devem estarem uma escola.


— não podemos ir para outra — eu pergunto.


— meu filho está em Hogwarts — Draco encara feito Pansy que segura a risada.


— como eu disse, não é uma opção — Minerva nós olhou com um sorriso sínico — vocês vão ir para Hogwarts assim que tiverem alta, seus amigos vão comprar seus matérias.


— eu disse para a gente não ir lá sozinhos — Malfoy me acusou enquanto eu o encarava.


— você? Eu chamei a porcaria dos reforços e você não quis esperar... — iniciei a discussão.


É, Hogwarts que se prepare.


Harry Potter e Draco Malfoy estão de volta. Infelizmente.



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