História Maldição Doce - Capítulo 9


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Categorias Hora de Aventura
Personagens Bastão de Caramelo, Beemo "BMO", Cake, Canelinha, Conde de Limãograb, Dona Tromba, Dr. Sorvete, Esposa Princesa Monstro, Fionna, Marshall Lee, Principe Chiclete, Príncipe de Fogo, Rainha Gelada, TV, Viola
Tags Fiona, Gumlee, Hora De Aventura, Marshall Lee
Visualizações 214
Palavras 718
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Presas


-Eu sinto muito.

Marshall nunca havia se sentido culpado por beber tanto.

Fazia isso tantas vezes, matava diversas pessoas sem ao menos sentir remorso, lembrar o rosto delas, o que faziam antes de serem assassinadas por ele.

Mas com Chiclete...

Bom, tinha sido diferente.

Ele sentia um aperto no pescoço, um embargo na garganta. Havia ficado ao lado dele, o restante da noite até o começo da manhã.

Ele suspirou, ainda observando o peito dele subir e descer lentamente.

Sua sede por sangue era insaciável, perigosa, mortífera.

E pela primeira vez, ele tinha medo de finalizar sua vítima.

Poderia, sem sombra de dúvidas, matar Chiclete, pela sua fragilidade. E depois, cometer uma chacina no Reino. Eles estavam sob uma redoma e naquele mundo, não havia justiça. Não para os mais fortes.

Poderia fazer o que quisesse, porque ele podia, tinha poderes, era um vampiro.

Olhando além da janela, para a redoma, para o gelo, sabia que nem ele podia quebrá-la.

Chiclete se moveu para o lado.

O movimento brusco fez os músculos de Marshall retesarem.

O rosado abriu os olhos amarelados, lânguido, mais exausto do que antes. Ele encarou Marshall e por segundos não tinha lembrado o ocorrido que causou seu desmaio.

Seus olhos se esbugalharam.

Marshall mostrou as palmas.

-Chiclete, me perdoa. Eu sinto muito, não...

O príncipe doce fechou os olhos, mostrando a palma. Não queria ouvir desculpas, muito menos de Marshall.

-Eu sei.

-Mas...

-Você faz isso.

-Não, Chi...

-Eu já disse que não precisa se desculpar. Eu me voluntarei para isso.

-Mas eu não quis...

Chiclete se levantou, ainda tonto. Marshall o segurou pelo pulso.

-Eu juro que não quis... Me perdoa. Eu...

Chiclete se soltou do aperto, colocando a mão na testa latente. Respirou fundo, com os olhos ardendo.

-Acho melhor você ficar no quarto por algum tempo, até melhorar.

-Claro, claro, o que eu tenho de importante para fazer hoje, não é?

-Eu sinto muito.

-Marshall, eu já entendi que você se sente culpado.

Marshall se levantou pela dúvida dele.

-Eu estou. Não é mentira.

Chiclete se virou.

-Você está arrependido por ter se alimentado? Você está brincando comigo, não está?

-Não.

-Marshall.

Ele engoliu a seco, olhando para a janela.

-Eu estou falando a verdade.

Chiclete voltou a se sentar, querendo ouvir porque ele estava se sentindo daquela forma. Marshall, acima de tudo, era um vampiro e o único alimento que podia sustentá-lo era o sangue.

-Por que?

Marshall balançou a cabeça. Nem ele sabia.

Chiclete suspirou, ainda olhando para seus olhos vermelhos, as presas em sua boca.

-Você é um vampiro. Não deveria sentir remorso.

-Não deveria?

-É.

-Por que você acha que sou mal o tempo todo? Por que eu quero ser assim? Eu preferia morrer, Chiclete, mas infelizmente nasci com essa merda.

Chiclete ainda não acreditava nele. Ele tinha matado. Marshall era um assassino.

O vampiro se encolheu, abraçando as próprias pernas. Suspirou.

-Eu sei que me odeia. - engoliu a seco, olhando para ele. - Eu estou aqui há muito tempo. E adoraria se você achasse um veneno.

-Veneno?

-Sei lá, o que mata vampiros?

Chiclete não sabia responder.

Os únicos vampiros daquele mundo eram Marshall e sua mãe.

-Eu não sei, Marshall. Queria saber.

-Eu também.

Os dois ficaram em silêncio. Marshall encarando Chiclete e o rosado, o chão.

-Quando tudo isso acabar, prometo que não apareço mais nas suas terras.

-Por que você não apenas bebe das pessoas?

Marshall tristemente sorriu.

-Se você soubesse o quanto é difícil parar. O pior foi com você. Não sei como não te matei. O seu sangue é especial, muito mais gostoso do que qualquer um que já provei em mil anos, Chiclete.

O rosado respirou ofegante, ainda se lembrando do terror da noite anterior. E também da sensação boa misturada com a dor.

Ele engoliu a saliva, ainda pensando nas presas cravadas em seu pescoço.

-Eu queria não ter que fazer isso de novo com você, Chicletinho. Mas é impossível com o tesouro que tem aí. - apontou para o pescoço e Chiclete engoliu a seco mais uma vez.

-Acho que tenho algumas coisas para resolver. - mentiu, se levantando novamente. - Eu preciso ir.

-Chiclete. Você precisa descansar... Você...

O rosado caminhou rápido até a porta.

Marshall se levantou, se preparando para correr atrás dele.

-Chicle...

A porta bateu. 



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