História Maldito Gray - Capítulo 9


Escrita por:

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Categorias Fairy Tail
Personagens Gray Fullbuster, Lucy Heartfilia
Tags Graylu
Visualizações 242
Palavras 3.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fairy Tail não me pertence e seus personagens também não.
O intuito dessa fanfic é totalmente interativo e sem fins lucrativos.
Por isso, não me processem, por favor. Não tenho como pagar uma fiança e da cadeia não dá pra postar.

Tanta coisa boa nesse cap...
De todas elas, a melhor, na minha humilde opinião, é o casal que apareceu.

Aviso: mensagens em negrito são as que a Lucy enviou. Mensagens em itálico são as que ela recebeu.


Boa leitura!

Capítulo 9 - Maldito Gray e sua capacidade de me fazer jogar!


Quando eu entrei em casa, Natsu estava do mesmíssimo jeito de quando eu saí. Sentado no sofá e jogando video-game. Se eu tinha alguma dúvida de que a história do relatório era mentira, acabou agora. Mas não vou nem me atrever a perguntar, porque eu também não estava fazendo o que disse que faria.

- Oi. - disse com toda a minha culpa e vi que meu celular estava morto. Adeus, bateria.

- Não comprou nada?

Eu demorei um bocadinho pra entender. Como o próprio Natsu diz, às vezes eu fico devagarzinho. Principalmente depois de amassos que eu não devia ter dado.

Mente, Lucy. Mente, que agora isso é recorrente na sua vida.

- Eu só vi um filme. - e tava saindo vazada pro quarto, quando ele finalmente se dignou a pausar a partida e me olhar.

- Tá tudo bem? - claro que não. Mas fiz que sim com a cabeça. - Foi bom?

AH, DEUS! Congelei.

- O-O q-quê? - que não seja o beijo! Que não seja o beijo!

- O filme, ué. - ufa.

E agora?

- Não sei. Eu dormi no começo e acordei só pra vir embora.

O bom é que o Natsu nem duvida. Cansei de fazer isso, principalmente quando ele escolhia aqueles filmes que não me interessam, de corridas de carro e tudo mais.

- Foi com quem?

Meu Deus! E esse interrogatório?

- Cana. - e já ia vazar mas não resisti a alfinetar. - Levy e Erza estavam com os namorados. - porque é isso que se faz num sábado, certo? Namora.

E deu certo, porque ele fez uma careta. Boa, Lucy!

- Hm. - e voltou pro vídeo-game. Adorei. Pelo menos não me sabatina mais. - Você quer sair pra comer ou…

Aí é muito. Sem planos, Natsu. Pelo menos por enquanto.

- Vou tomar um banho e a gente vê isso.

Finalmente eu escapei pro quarto e a primeira coisa que eu fiz foi colocar o celular pra carregar. Enquanto ele ligava, um aperto de ansiedade tomava conta do meu peito. Será que ele mandou mensagem?

Não. Claro que não.

A única que tem é do meu primo Sting. Vejo daqui a pouco. Primeiro, prioridades. Eu enfiei a Cana numa mentira e preciso que ela me cubra.

 

Caninha

preciso de um favor

eu disse pro Natsu que saímos juntas

vimos um filme e eu dormi ele todo

se ele perguntar

vc confirma

blz?

 

Quando eu mandei a primeira mensagem ela já ficou on-line. Por isso, quando a última foi recebida, a resposta veio. E, sendo ela, é lógico que entendeu até o que eu não disse.

 

adoro conspirações

mas me fala a vdd

tava onde?

 

Não posso falar. Não pra ela. Eu amo a Cana mas eu tenho certeza que se disser que tava com o Gray, em cinco segundos a Erza me liga, acabando com a minha raça.

 

Tava sozinha

Andei a toa

A gente brigou


 

Por partes Lucinha

Brigou pq?


 

Ah

Segunda eu te conto


 

Não quero revisitar isso agora. E, acima de tudo, nós temos que ser rápidas. Vai que o Natsu entra aqui e me vê falando com a garota que, pela lógica, eu estava junto até agora? Vai dar rebu.


 

agora a segunda parte

tava sozinha mesmo?


 

tava


 

pq eu sinto que é mentira?

daqui eu sinto seu cheiro de mentirosa


 

A Cana tem um nariz de perdigueiro, principalmente pra pegar mentira no ar. Droga, ela vai me enquadrar.


 

para


 

não tava sozinha né?


 

não


 

sabia!!!

OMG

tava com quem?



 

Cana

 

Eu ia escrever que também contava na segunda, mas aquela lunática digita mais rápido do que eu consigo pensar.


 

tem a ver com um demonio

sem licious?


 

tem


 

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh

mentira!

sério Lucinha?


 

Okay, agora deu. Não vou admitir a traição por mensagem no celular.


 

te conto segunda

qq coisa

já sabe


 

amor

nós vimos filme a tarde toda

e vc dormiu

como o anjo safado q é

hahahahahhahahah


 

boba

te amo


 

tbm amo

bju


 

Ótimo. Um problema a menos. Quer dizer, por enquanto. Porque é certeza que segunda-feira eu tô tão perdida, que me faz querer faltar desde hoje.

Melhor nem pensar.

Deixa eu ver o que o Sting quer.


 

Oi gatinha

Tá viva?

Me dá um sinal de vez em qdo


 

Gracinha. Eu realmente tô em falta com o Sting.

Mas, quando eu li aquilo, me deu um calorzinho no coração. Aquela sensação de desamparo, de me ver presa pelas circunstâncias, parece que mudou. Porque, no Sting, eu sei que teria apoio. Ele me apoiaria do mesmo jeito que eu o apoiei, quando assumiu que era gay.

De repente, essa mensagem despretensiosa do meu primo, me deu uma força que eu nem lembrava que tinha.


 

Oi lindo

Posso te ligar?


 

Não esperei ele responder. Na verdade, não consegui esperar.

Disquei o número do Sting e entrei no banheiro com carregador e tudo. Não quero que a nossa conversa seja ouvida pelo Natsu.

- Hello, sunshine! - ah, que delícia.

- Oi, Rogue! - Rogue é o namorado estilista do meu primo. Eu gosto tanto daquele emo, que já disse pro Sting que se eles terminarem, quero o Rogue de espólio. - Como você tá?

- Nice, baby. - e sussurrou. - Sting está fazendo lasanha. Socorro, pretty Lucy!

Tem como não rir de uma gostosura dessas?

- Eu estou ouvindo! - escutei a voz do Sting no fundo, ralhando com o namorado. - Coloca no viva-voz pra eu falar com a Lucinda também.

Odeio esse apelido.

- Mandão. - essa é a resposta do Rogue. E eu tô aqui, morrendo de rir.

- Oi, gatinha! Esqueceu dos pobres? - como se fosse.

- Oi, amore. Claro que não. Só estou… enrolada.

Engraçado é que a minha relação com o Sting é quase visceral. Ele é cinco anos mais velho que eu mas, pela proximidade da família, crescemos praticamente juntos. Por isso, Sting nunca precisou de mais que um olhar ou um suspiro fundo pra entender o que se passava comigo. Nem eu com ele.

E agora, mais do que nunca, eu precisava de alguém que me desse colo e que, principalmente, não me julgasse.

- O que houve, Lucinda?

- Wait a moment! - a voz do Rogue saiu totalmente diferente da do Sting. A do meu primo saiu aveludada, como eu esperava que fosse. A do namorado dele foi mais ansiosa. - Esse é uma conversa que precisa de privacidade? Porque o telefone está no viva-voz. Se for, eu saio e o Sting atende, sem problemas.

Não sei se é.

- Não, acho que não. Pode ficar aí.

- Certeza, baby girl? Porque eu não me incomodo.

É. Acho que não.

- Bom, se você ficar incomodada, o Rogue sai. Certo, amor?

- Of course, my love. Ouviu, Lucy? No momento em que você quiser, eu me retiro, como a diva que eu sou. - eu quase esqueço que tô na merda. Quase. - Mas agora fala, porque eu sou uma diva, mas sou uma diva que não aguenta um babado forte.

- Rogue!

- Que foi, Sting? Eu, hein… Não me reprima, que você é uma bicha mais fofoqueira que eu!

- Acho melhor você sair.

- Não! - eu tive que interferir. Agora até eu queria os pitacos do Rogue nessa história. - Fica.

- Ouviu, cara de bunda velha? A pretty Lucy me quer aqui. - consigo até ver ele com aquela franjona, fazendo fita.

- Vai, Lucy. Fala de uma vez, senão eu vou ter que bater no Rogue com a colher.

- Cruuuuuuzes! - eles riram e eu também. - Fala, baby girl. Estamos aqui, como dois bons ouvintes de rádios da madrugada, prontos pra te aconselhar.

Tomara mesmo.

- Meninos… - não sei nem por onde começar. - Vocês acham que… que… Que é possível não querer mais um coisa que quis a vida toda? - é, acho que tá bom assim.

- Lésbica. - esse é a primeira dedução do Rogue. Vê se eu posso com isso. - Mudou de time, baby?

- Não, claro que não. - definitivamente não. Depois do beijo do Gray, tenho mais certeza que nunca.

- Rogue, será que você poderia pensar um pouquinho antes de falar? - o Sting tá até espumando. - Como assim, Lucy? Se refere à que? - e vem o suspiro que fala mais que palavras. Nomes, no caso. - Natsu?

- Pois é.

- Natsu é o boy padrãozinho dela, né? - nunca concordei tanto com o Rogue. O Natsu é a definição de “padrãozinho”. No dicionário de gírias, a palavra “padrãozinho” tinha que vir com uma foto dele do lado. - O que houve, baby girl? O boy é dos nossos?

- Chega, Rogue! Se você não parar, eu vou tirar do viva-voz! - uau, bronca. Ouvi um muxoxo, que deve ser o Rogue concordando em ficar quieto. - Fala de uma vez, Lucy. O que tá acontecendo entre você e o Natsu?

O ruim é que ele ficou bravo comigo também. A culpa é minha se o Rogue acha que todo mundo é homo?

Enfim, respirei fundo e falei. Falei, falei, falei. Em certo ponto, eu achei até que a ligação tinha caído, porque nem o Rogue dava seus pitacos geniais. Mas não era isso. Era só os dois me ouvindo com máxima atenção.

Concordo que, quando eu fui colocando em voz alta tudo o que eu tava sentindo e que tinha acontecido com o Natsu, parecia que estava falando de outra pessoa. Quem sabe um enredo de filme, que eu pudesse estar contando ao meu primo predileto. Mas não. Era só a história de terror que tinha se tornado a minha vida.

Preferi omitir a parte do Gray, não pelo medo do julgamento. Mas vai que o Natsu entra aqui e me pega falando que eu beijei o maldito? Achei melhor não arriscar.

No fim, quando tinha vomitado tudo, eles ficaram em silêncio por um instante. Até o Rogue se manifestar.

- Holy shit! - pois é.

- Lucy, eu acho que você tá precisando dar uma arejada. Quem sabe se afastando um pouco, vocês não conseguem se reencontrar?

Era exatamente o que eu queria ouvir. Eu só queria alguém que me dissesse que era exatamente isso que eu devia fazer.

- Você acha?

- Acho, gatinha. Vem passar uns dias aqui em casa, nada definitivo. Conversa com o Natsu sobre isso, mas acho que ele também vai achar uma boa ideia.

O duro é que eu tenho praticamente certeza disso.

- Não vou atrapalhar vocês?

- Oh, baby girl… Se você prometer que vai deixar eu te maquiar, você pode ficar aqui forever!

- Rogue, menos. A Lucy não é sua boneca.

- É sim! My little doll!

Pior que eu sou mesmo.

- Tudo bem. Vou conversar com o Natsu, conforme for eu ligo de novo.

- Please, Lucy! Vem me ajudar a comer essa lasanha!

E eu, que deveria estar chorando pelo possível tempo que vou dar no meu namoro de anos, estou rindo de perder o ar e desejando, com todas as minhas forças, comer essa lasanha medonha que o Sting faz.

Porque é medonha mesmo. Cruzes.

Entrei no banho totalmente decidida. Sim, é o que eu vou fazer. Chega disso, dessa insanidade, dessa incerteza. Sting tem razão, eu preciso arejar. Preciso entender, nem que seja por um mísero dia, o que viver sem o Natsu significa. Nós nunca passamos um único dia afastados um do outro e eu tô começando a achar que intimidade não se refere à duas pessoas.

Eu preciso da minha.

A cada gota de água que cai sobre os meus cabelos, minha pele, meus olhos, eu sinto que o Gray está saindo de mim. Literalmente saindo. Já não tem mais os toques dele no meu corpo, a saliva dele pelo meu pescoço, o cheiro inconfundível cravado em meu cabelo. E é estranho isso, porque quanto mais ele sai, mais eu acho que me afastar do Natsu não é uma boa ideia.

Não definitivamente.

Pode ser só o medo falando, o comodismo, o hábito, entendam como quiser. Mas aquela certeza toda, foi embora. Talvez ainda seja uma boa ideia ir passar a noite no Sting e me render aos seus conselhos amorosos e aos ácidos de Rogue. Mas só isso. Só uma noite.

Sem contar que dizer ao Natsu que eu dormirei no meu primo essa noite é bem mais fácil que terminar um namoro.

Quando estava me trocando, ele enfiou a cabeça pela porta.

- E aí, decidiu o que quer comer? Tô com fome, quero pedir logo.

Ótimo. Eu poderia oferecer a lasanha terrível do Sting mas é crueldade demais com outro ser humano.

- Natsu, na verdade… - ele não entra. Ainda tá parado lá na porta, com meio corpo pra dentro, meio pra fora, me olhando com cara de “fala logo”. Engraçado. E eu preocupada que ele fosse achar ruim se eu dissesse que ia me afastar por uma noite. Se ele nem consegue estar no mesmo lugar que eu! - Você se incomoda se eu dormir no Sting?

Já não gostei do jeito que eu falei. Eu preciso decidir que jeito eu vou agir. Porque, ou eu rompo tudo de uma vez e assumo o controle da minha vida, ou eu continuo nessa de pedir permissão até pra respirar.

Escolha um lado, Heartfilia. E assuma as consequências da sua escolha.

Mas eu gostei menos ainda quando o Natsu só chacoalhou os ombros, num “tanto faz” deprimente pra mim. Porque ele nem arregalou o olho, pra dizer que estava chocado com o que ouviu.

Pelo visto sou só eu que continuo nessa de não querer desagradar.

- Só hoje ou vai ficar lá um tempo?

E essa foi a pergunta que ele me fez.

Não perguntou o porquê de eu querer ir. Não perguntou se eu tinha certeza. Não perguntou nem se tinha um motivo, além do óbvio, pra eu estar tomando essa decisão.

É, Lucy… tá na hora de encarar a realidade.

- Hoje e amanhã. - saiu no impulso. Hoje é sábado, amanhã é domingo, até segunda, com a ajuda de Deus, tudo vai estar no lugar. E ele, de novo, só balançou os ombros. - Você não se incomoda?

- Não, de boa. Quer que eu te leve, o Sting te busca, você vai de táxi, como vai ser?

Maravilha. Tá se livrando de mim de novo.

- Eu vou de táxi, pode deixar.

- Quer que eu peça um? Já tô com o aplicativo aqui.

Tá, Lucy.

Você já entendeu, né?

Chega de ser sonsa, pelo amor de Deus?

- Me faz esse favor enquanto eu pego umas roupas.

Tô fritando de ódio mas não vou mais gastar uma sílaba do meu latim. Se é assim que o Natsu quer, é assim que vai ser.

Juntei umas trocas de roupa e fiz questão de colocar uma melhorzinha. Se o Rogue animar, caímos nós três na balada hoje ainda!

O duro foi pensar em sair e a figura demoníaca do Gray aparecer na minha mente.

Nem sonha, Lucy. Aquele lá tá com tanta vontade de te ver quanto o Natsu. Não. Acho que o Natsu tá com menos ainda.

Peguei o necessário, mochila, bolsa, carregador do celular. Tô pronta. Não só pra ir pro Sting, como pra entender o que tá acontecendo comigo.

Cheguei na sala e quase trombo com o Natsu, que vinha vindo de encontro comigo, olhando no celular.

- Seu táxi tá lá embaixo. Vai levar só isso? - é impressão minha ou ele quer que eu me mude de uma vez.

- Só.

- Eu te ajudo.

Ah, que solícito.

- Precisa não, eu levo.

E aí pesou.

Pesou algumas toneladas.

Nós nunca nos despedimos assim, com essa sensação de que pode ser eterna. Sempre que o Natsu ia embora da minha casa, ou eu ia embora da casa dele, era questão de minutos até estarmos nos falando de novo, dessa vez por telefone. Nunca viajamos sozinhos, um sem o outro.

O pior de tudo, é que nós parecemos dois estranhos, um tanto sem graça, sem saber se dá um beijo no rosto, nos lábios ou se damos só as mãos. Isso porque, pela lógica, ainda somos namorados. Pensa quando não formos.

Porque, tão óbvio quanto o meu início de namoro, é óbvio que estamos com os minutos contados.

E pensar que eu levantei hoje totalmente disposta a arrumar tudo.

- Qualquer coisa me liga. - é o hábito de cuidar.

- Beleza. Você também. Se cuida, tá?

Me deu vontade de chorar. Porque é ele que tá colocando as coisas como definitivo e isso tá me doendo demais. Por que o Natsu desistiu da gente tão fácil assim?

Só concordei com a cabeça e desci, num silêncio dolorido. Ainda no elevador, a primeira lágrima rolou. Doi. Deus, como doi me afastar do Natsu. Entrei no táxi, disse o endereço e, no fundo, o que eu queria mesmo é que meu telefone tocasse, com “Amor” escrito na tela e a foto do Natsu se mostrando pra mim. E que ele me pedisse pra voltar.

Mas não tocou.

Cheguei no Sting e, só lá, me dei conta que não tinha avisado que ia. Tomara que não interrompa nada.

- Oh, little Lucy… - Rogue não me pareceu tão animado. Aliás, nem bem de saúde. Estava mais pálido que o normal. - Please, diz que tem um antiácido na sua mochila.

Ah, a lasanha.

- Sinto muito, Ro. Não tenho. Mas posso ir comprar, se quiser.

Eis que surge um Sting mortalmente ofendido atrás do namorado.

- Ah, tenha a dó, Rogue! Parece até que eu te envenenei! - com direito à pano de prato na mão e tudo. - E vê se dá licença pra Lucy entrar, fazendo favor.

O Rogue se apoiou na porta e deixou o próprio corpo abrir. Eu acho o máximo esse drama dele. De algum modo, ele combina demais com esse jeito.

- Eu falei sério. Se quiser, eu posso ir comprar um antiácido.

- Não liga, gatinha. Ele está passando mal porque comeu como um porco. - desmascarado. Quando eu olhei pro Rogue, ele não teve nem como discutir.

- Dessa vez estava boa, baby girl. - com aquela carinha de travesso.

- Aliás, sobrou. Quer? - Sting ofereceu.

Comida.

Não, não quero. Tô só com aquele pão que o… Okay, melhor não pensar nele.

- Agora não, querido. Mais tarde eu esquento um pedaço, não precisa se preocupar. Aliás, mais tarde? - Quer dizer… ainda tá de pé aquele convite pra eu ficar aqui?

Claro que eu desmontei um bocadinho e é claro que eu virei um sanduíche no meio de dois abraços cheios de amor.

- Você é bem vinda aqui sempre, minha linda.

- Claro, sunshine. Você é o nosso bebezinho preferido.

Certo, talvez eu sobreviva.

Fechei os olhos, sentindo todo o amor que me rodeava, e meu pensamento insiste em pular de Natsu pra Gray.

O que eu faço agora? Tomo a decisão e me afasto do conhecido ou perco a sanidade e me jogo no desejo?

- O que quer fazer? - a voz mansa de Sting fez a mesma pergunta que eu me fiz em silêncio.

- Não tenho a menor ideia.

Por instinto, olhei o celular. Talvez devesse ligar pro Natsu. Talvez devesse ligar pro Gray.

- Jogos de tabuleiro! - cheguei a me assustar com o grito que Rogue deu atrás de mim. - É isso que faremos. Jogaremos jogos de tabuleiro!

Certo, não é exatamente o que eu pensei mas… honestamente? Melhor o plano dele do que os meus.

Até porque, o meu, envolve mandar uma mensagem com uma atualização de status e uma localização de GPS, pedindo que uma certa pessoa venha me encontrar.

Eu preciso aceitar: eu quero demais dizer à ele onde eu estou e porquê estou aqui.

Maldito Gray e sua capacidade de me fazer jogar jogos de tabuleiro!

 



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