História Maldito Mafioso - Capítulo 30


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 687
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Sem criatividade para notas hoje. Haha

Capítulo 30 - Maurício


Fanfic / Fanfiction Maldito Mafioso - Capítulo 30 - Maurício

Estou sentado no sofá do quarto assistindo um jogo de basebol com meu neto dormindo em meu colo. Minha pequena Sofia também dorme profundamente na cama ao lado, ela apagou rapidamente depois de passar o bebê para mim. Eu poderia ficar nesse quarto para sempre. Só o fato de tê-los aqui e saber que estão seguros faz tudo ficar perfeito.

 

Como eu sou abençoado.

 

Uma batida à porta tira minha atenção dos três amores da minha vida – minha filha, meu neto e basebol – em seguida a porta é aberta.

 

- Com licença, senhor - a enfermeira começa -. Vocês tem visita.

 

Mas quem poderia ser? Não temos nenhum parente aqui na Itália que poderia estar conosco agora.

 

- Obrigado, já vou - deixo meu neto no berço de hospital e sigo a enfermeira até a sala de visitas.

 

E quando vejo de quem se trata, meu estômago chega a se torcer.

 

Meu momento perfeito acabou.

 

Na última vez que vi esse lazarento, ele estava apontando uma arma na minha cabeça... 

 

E na outra vez antes dessa, ele era uma pequena e inocente criança. Como a minha filha.

 

- Como a Sô está? - Lorenzo se aproxima e indaga assim que me vê entrando na sala exageradamente branca. Acho graça da forma como ele se refere a minha filha.

 

- Descansando.

 

- Eu posso vê-la?

 

Esse não parece o Lorenzo que esteve em minha casa à um ano atrás. Ele está sereno, e tem súplicas em seus olhos.

 

- Espere ela acordar - giro os calcanhares para voltar ao quarto.

 

- Meu filho... - ele diz bem rápido, tentando chamar minha atenção outra vez.

 

Viro-me de novo.

 

- É um garoto forte e saudável.

 

E então o olhar do homem à minha frente se alivia. Me viro outra vez para voltar ao quarto, mas paro.

 

Ele merece mais. Eu também sou pai. Me colocando no lugar dele, sei que ele merece mais sobre o filho.

 

Mas não sobre a minha filha.

 

- Nasceu com 3,80 kg e 40 centímetros. Ele é perfeito.

 

Um sorriso mais feliz se abre no rosto do rapaz.

 

- Obrigado, senhor.

 

Com um aceno positivo de cabeça volto ao quarto onde está tudo que eu tenho.

 

Paro entre o berço e o leito. Observando-os com carinho enquanto dormem profundamente.

 

Todos merecemos um descanso.

 

***

 

Uma batida de leve à porta interrompe minha conversa com Sofia. Viramos e observamos a porta sendo aberta lentamente e vários balões azuis entrarem antes da Sol, que os carregava. Reconheci a garota pelas fotos que Sofia tirou enquanto dançava ballet. A pequena também segurava a mão de Lorenzo, que vinha ao seu lado.

 

- Titia Sofi - a menina sorri.

 

- Oi, minha princesa - minha filha sorri para a menina -. Como está?

 

- Feliz - ela entrega os balões à Sofia e senta ao seu lado com a ajuda de Lorenzo -. Tenho um priminho agora - diz, ainda sorrindente.

 

Sofia ri, um pouco mais alto dessa vez.

 

- Sim. Você tem.

 

Pego Lorenzo observando o menino com ansiedade em meu colo. Eu sei que ele quer pegá-lo, mas eu ainda não estou pronto para isso. E não tenho certeza se um dia confiarei nele.

 

- Papai - Sofia me chama. Encaro-a -. Poderia me deixar a só com Lorenzo um instante? - pede.

 

Respiro fundo. Assentindo a contra-gosto.

 

Entrego o meu neto à Sofia, que o embala com carinho, vejo que Sol também olha atentamente o menino.

 

- Ele é tão pequeno - comenta.

 

- A não muito tempo atrás, você era desse tamanho também - falo com ela, que passa a me observar com atenção.

 

- Eu era?

 

- Sim. Que tal nós dois irmos a cantina e fazermos um lanche? - convido a garotinha.

 

Sol olha para o tio, que assente positivamente, autorizando a mocinha a me acompanhar.

 

 

Pego-a no colo, tirando-a de cima da cama, e a ponho no chão. Ela segura a minha mão e assim seguimos para fora da sala.

 

Deixando Lorenzo sozinho com Sofia e seu filho.

 

E alguma coisa me diz que nem tudo será rosas dentro daquele quarto.



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