História Malec's One-shot Os Instrumentos Mortais - Ashes (cinzas) - Capítulo 1


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Maryse Lightwood, Robert Lightwood, Simon Lewis
Tags Alec, Alexander Lightwood, Magnus, Magnus Bane, Malec, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Visualizações 175
Palavras 5.035
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esta é uma obra criada por mim, porém utilizando personagens criados pela autora da série: Os Instrumentos mortais (Cassandra Clare) e sem fins lucrativos, apenas de fã para fã.

Para o decorrer da leitura, indico a música: Ashes - Celine Dion ou Ashes - ZEK a partir do aviso na one.

Capítulo 1 - Malec's One-shot - Ashes (cinzas)


Fanfic / Fanfiction Malec's One-shot Os Instrumentos Mortais - Ashes (cinzas) - Capítulo 1 - Malec's One-shot - Ashes (cinzas)

Angústia, medo, insegurança, dor. O que fazer quando o que você mais quer é impedido de ser realizado pelo seu próprio medo? Todos têm algum medo. Desde ficar sozinho em casa até mesmo estar em lugar repleto de pessoas. Cada um tem o seu e é incomparável, pois ninguém sabe sua intensidade sobre o outro. Cada um tem o seu e somente quem o sente sabe dizer o quão poderoso ou forte é. Também não é fácil de se livrar dele, cada um tem seu caminho a percorrer para conseguir vencê-lo e é possível de acontecer. Não há tempo pré-determinado e não há um manual para se seguir. Cada um tem seu tempo, pode demorar alguns anos ou pode acabar em questão de cinco minutos. Pode ser necessário leitura e várias conversas com diversas pessoas para acabar ou, quem sabe, uma simples palavra num momento certo finalize o que amedronta alguém, transformando em cinzas para, então, nascer algo ainda mais belo.

Era uma noite calma, serena e um tanto fria. Londres estava maravilhosa, porém, a beleza da neve trazia junto o frio que fazia seu corpo tremer de modo incessante desde o momento em que decidiu deixar o casaco no carro para entrar na festa anual da empresa. O que piorava a situação é que não gostava de estar em um lugar com muitas pessoas, então tinha que escolher: permanecer com um sorriso automático nos lábios cumprimentando pessoas que não gostava e que falavam por trás ou enfrentar o frio, tornando-se parte da decoração de pedra do jardim em troca de momentos de silencio e paz. Alexander respirou fundo, tentando aumentar sua paciência, encorajando-se a continuar pelo bem da empresa de sua família. O salão estava completamente cheio e o som de conversas era alto, quase sobrepondo-se em relação à música clássica que tocava logo à frente perto das escadas que levavam ao segundo andar. Por mais que não estivesse ouvindo de fato, Robert falava ao seu lado com sua voz entoada de modo que parecesse tanto formal como encantadora aos ouvidos de seus investidores, do mesmo modo que os investidores faziam para agradar os demais, resultando em um círculo de pura encenação. Um tentando agradar ao outro, mas todos desconfiando um do outro. De fato, Alexander duvidava se havia alguém realmente honesto ali e desejava poder mudar essa característica o mais rápido possível quando ou se assumisse o lugar de seu pai um dia, porém, com a declaração de falência a ser anunciada em alguns dias, era difícil de imaginar essa possibilidade. Lightwood’s Technology havia falido. Há alguns anos, Robert se associou com um dos maiores investidores de New York e havia progredido muito nesse tempo, quase triplicando seus lucros, ou era o que pensava, pois o que apareciam nos papeis era quase o mesmo que entrava nas contas de Valentim sem que alguém percebesse. Quando se deram conta do que estava acontecendo, não havia mais o que fazer para manter-se em pé sozinhos.

            -- .... certo, Alexander? – Robert chamou-o de repente, fazendo o moreno sobressaltar-se e voltar a focar no presente, de modo que piscou várias vezes tentando prestar a atenção ao que acontecia ao seu redor e encontrou todos os cinco homens encarando-o como se esperassem alguma resposta sua, embora não soubesse nem mesmo qual era o assunto tratado no momento.

            -- Eu, é... bem.... – Alexander começou a gaguejar, engoliu em seco e passou a mover seus olhos em todas as direções, procurando alguma informação sobre o assunto e pensando sobre o que responder, o que estava deixando Robert nada contente, pelo que podia ver ao encara-lo por breves segundos, o que estava evitando fazer.

            -- Acredito que esse assunto não é algo fácil de se dialogar ou fácil de opinar sendo que há tanto a ser considerado antes de concretizar uma ideia, o que nos tomariam horas de uma discussão incessante, não concorda Alexander? – Uma voz ressoou de repente, fazendo-o arregalar os olhos em surpresa e prender a respiração ao mesmo tempo em que engolia em seco.

            -- Ah, senhor Bane, que prazer em revê-lo. – Um senhor de idade se apressou em cumprimentar o jovem que se aproximou sem que percebessem, que estendeu a mão em cortesia, porém, sem retirar os olhos dos mares azuis do moreno, o qual sentia seu coração bater forte contra seu tórax.       

            -- O prazer é todo meu, senhor Brown. – Magnus respondeu-lhe, ainda sem olha-lo, mantendo os olhos em Alexander, o qual sentia o olhar de repreensão de Robert sobre si, não gostando nada do denso contato visual entre os dois. -- Vejo que os senhores estão empolgados com o crescimento anual das empresas. – Disse-lhes de modo divertido, mas, ao mesmo tempo, provocando-os. Sabia que era impossível não ter contato com eles, mas conhecia bem as trapaças que já haviam acontecido e não gostava do caráter dos senhores.

            -- Ah, senhor Bane, a paixão pelo que fazemos alegra nossos corações. – Um outro senhor respondeu-lhe com um largo sorriso nos lábios, fazendo Magnus desejar retirar seu próprio sorriso dos lábios e Alexander revirar os olhos devido à tamanha falsidade.

            -- E os bolsos, imagino. – Magnus respondeu com um ar zombeteiro e seus olhos brilharam a ver Alexander segurar uma risada ao mesmo tempo em que notava os olhares desgostosos dos integrantes da roda. – Alexander, gostaria de trocar algumas palavras com você. Você se importaria de me acompanhar? – Perguntou logo em seguida sem querer que sua conversa com os homens se estendesse, tentando livrar tanto a si mesmo como o moreno dos demais, embora soubesse do não contentamento de Robert com isso só ver seu olhar irritado.

            -- Cl-claro, Magnus. – Alexander respondeu em meio a um gaguejar baixo e distanciou-se dos demais sem olha-los, embora soubesse que teria uma longa noite de conversa com Robert quando retornassem para casa, ainda mais por saber que o pai havia notado a conversa em primeiro nome entre os dois.

Magnus caminhava à sua direita calmamente, sorrindo para as pessoas que os cumprimentavam no caminho, porém, sem uma palavra trocarem, não desejando interromper o percurso. Infelizmente, o espaço entre os dois era maior do que desejavam, pois tinham que manter as aparências, porém, por mais que tentasse, Alec não conseguia não mover seus olhos para seu lado há cada poucos passos, desejando poder ver o outro o máximo que conseguia. Bane andava de modo gracioso, mantendo os braços ao lado do corpo, balançando conforme seu caminhar e, às vezes, batia-os contra os braços de Alexander no decorrer do percurso, fazendo um arrepio percorrer ambos os corpos.

            -- Magnus, meu brilhante garoto! – Uma voz soou alto de repente e Alexander assustou-se com o volume, de modo que seu corpo saltou brevemente pouco antes de seus olhos encontrarem um homem ruivo vindo de encontro aos dois sorrindo abertamente, com os braços abertos em felicidade, parecendo que abraçaria Magnus a qualquer instante, que foi o que aconteceu.

            -- Harry, que bom o rever. – Magnus disse-lhe sem peso na voz, parecendo pouco mais na forma natural com que Alec já estava acostumado. – Já conhece Alexander? – Apressou-se a apresentar o moreno, o qual estava levemente vermelho devido à uma mistura de vergonha e ciúmes, de modo que passou a analisar o outro minuciosamente.

            -- Ah, o jovem Lightwood. Estava ansioso para conhece-lo. Diga-me, pretende assumir os negócios de seu pai em breve? – O homem perguntou-lhe com a mesma animação de quando os encontrou segundos antes, seus olhos brilhando em expectativa.

            -- Talvez mais breve do que o programado, senhor. – Alexander respondeu-lhe de modo sucinto, com receio de expor algo que não deva, olhando de soslaio para Magnus ao seu lado, que sorriu em aprovação.

            -- Maravilha. Acredito que, então, teremos que nos reunir em breve para falar de negócios, pois tenho ótimas ofertas que podem ser muito boas para nós três. – Falou entusiasmado, de modo que Alexander olhou receoso para Magnus, não sabendo o que poderia dizer ao homem, não desejando falar sobre o que ainda não era oficial.

            -- Harry é um dos poucos investidores a quem confio, Alexander. Uma das mais brilhantes mentes da Bane’s Universal. – Magnus apresentou-lhe rapidamente e o ruivo não resistiu a rir um pouco mais alto do que Alec gostaria, chamando a atenção das pessoas ao redor.

            -- Como sempre, você engrandece a verdade com belas palavras, Magnus. Bem, acredito que tenham mais o que fazer, portanto, falaremos mais sobre isso no decorrer na semana. Foi um prazer, senhor Lightwood, espero que possamos nos encontrar em breve. – Harry disse em tom animado e virou-se para voltar a se misturar com os demais integrantes da festa, porém, parou no lugar pouco antes do primeiro passo. – Ah, antes que eu me esqueça, deixei o primeiro escritório do corredor aberto para vocês. Aproveitem. – Disse-lhe rapidamente por cima do ombro, piscou-lhe o olho direito e sumiu em meio à multidão, deixando Alexander completamente vermelho e com os olhos arregalados, enquanto Magnus segurava-se para não rir da reação do moreno ao lado.

Olhando para os lados, Magnus tocou a base da coluna de Alexander e chamou-o, passando a caminhar à sua frente em direção ao corredor indicado por Harry, caminhando apressadamente e sendo seguido pelo moreno pouco atrás de si. Alexander estava apreensivo e olhava para os lados o tempo todo, mordendo o lábio inferior em receio de serem vistos, porém, sentindo seu coração bater em maior velocidade em ansiedade para chegarem ao cômodo rapidamente. Aproveitando que não havia ninguém no corredor, Alexander viu Magnus aumentar a velocidade do caminhar e abrir a primeira porta em mesma velocidade, puxando-o pelo braço com força pouco depois. Quando ouviu a porta se fechando atrás de si, sentiu sua madeira dura contra seu dorso e lábios famintos chocarem-se contra os seus. Levando alguns segundos para se recompor, Alexander elevou seu braço esquerdo e puxou Magnus para mais perto de si, aprofundando o beijo, aumentando sua velocidade e transformando-o em uma mistura de luxuria e carinho. Magnus laçou sua cintura com ambos os braços e sentiu-se ser segurado pela nuca e base da coluna, tendo ambos os corpos unidos com força. Quando, enfim, o ar faltou, Magnus se afastou com sutileza e encarou os mares azuis favoritos com as pupilas dilatadas, olhando para ele com um olhar faminto e saudoso, o que o fez selar seus lábios por alguns segundos.

            -- Estava com saudades. – Magnus falou num sussurro, encarando-o e mantendo seus narizes deslizando entre si, seus lábios próximos, mas sem se tocarem. Alexander sorriu e acomodou ambos os braços ao redor do pescoço de Bane, umedecendo os lábios com a língua.

            -- Você não imagina a mim. – Alexander disse com simplicidade e beijou-o mais uma vez, porém, agora, com carinho e lentidão, apenas apreciando seu sabor em movimentos ritmados até finalizar o beijo e acomodar sua face contra o pescoço do outro, inalando seu aroma favorito no mundo.

            -- Estava com receio de que você não viesse aqui hoje e eu tivesse que invadir sua casa enquanto seu pai estivesse aqui. – Magnus comentou em tom brincalhão, embora fosse verdade, e sentiu Alexander rir contra sua pele, fazendo-o arrepiar-se em resposta.

            -- Não tive muita escolha, mas saber que você estaria aqui me fez aceitar mais rápido. – Alec falou com vergonha e apertou-se contra Magnus enquanto o sentia tremer em um riso curto. Após alguns minutos em silencio, apenas apreciando a temperatura um do outro, Magnus afastou seu rosto e encarou os olhos azuis mais uma vez, selando seus lábios e voltando a encara-lo com carinho.

-- Quero que você lidere as empresas ao meu lado. – Magnus disse em tom baixo e apreensivo, o que fez Alexander elevar uma sobrancelha em confusão e inclinar a face para a direita, observando o outro com curiosidade.

-- Mas eu irei, você sabe disso. Robert anunciará sua aposentadoria e meu posto de presidente em alguns meses, esqueceu? Vai ser depois da união com a sua empresa. – Alexander comentou com simplicidade, sentindo-se quase atordoado devido à proximidade com Magnus, olhando para seus lábios frequentemente, desejando toma-los mais uma vez.

-- Quero deixar de ter você comigo apenas quando não tem ninguém olhando. – Magnus explicou-se e viu o sorriso singelo de Alexander sumir em sua face ao mesmo tempo em que seus braços amoleceram em volta do seu pescoço. – Eu não quero te pressionar, você sabe disso, mas eu também não consigo não ser honesto com você. Eu quero revolucionar nossas empresas, fazerem ambas prosperarem, tirar esses falsos ambiciosos e progredir com você, juntos. – Magnus comentou de modo temeroso, reconhecendo o olhar que recebia de Alec, portanto, não se surpreendeu quando o próprio saiu de seus braços e começou a caminhar pelo escritório com os olhos para o chão, abraçando-se. Magnus, vendo a reação do outro, suspirou audivelmente e chamou-o docemente, mas foi em vão.

-- Eu, eu... – Alexander começou a falar e voltou a silenciar-se sem parar de andar, mantendo os olhos fixos no chão e mordendo o lábio inferior com força, sentindo-se totalmente perdido em meio aos sentimentos que inundavam seu ser.

-- Alexander... – Magnus chamou-o novamente, se aproximou e segurou sua mão direita, o que o fez parar de andar e encarar os olhos dourados esverdeados. – Eu não estou dizendo que você tem que escolher entre mim e a empresa ou que vou te deixar ou que você é obrigado a nos assumir. Eu sei que não é fácil revelar você e nós dois, ainda mais ambos ao mesmo tempo. – Disse com ternura, vendo seus olhos ansioso e seu lábio inferior ser mordido mais uma vez, de modo que Magnus puxou-lhe o lábio com o polegar direito para que não se ferisse e selou seus lábios com suavidade.

-- Eu não sei o que esperar ou o que fazer, eu... – Alexander começou a falar, movendo os olhos em todas as direções, o que fez Magnus segurar sua face com ambas as mãos para chamar sua atenção e lançar um sorriso singelo em segurança.

-- Alexander, eu jamais irei te obrigar a isso, mas somos honestos um com o outro e seria traição da minha parte não dizer que sonho com o dia em que eu possa simplesmente andar segurando sua mão pela empresa; poder dizer a verdade quando me perguntam o porquê de não aceitar um convite para um jantar romântico; poder te levar para jantar; ou simplesmente poder acordar ao seu lado sem me preocupar com fotógrafos ao redor da casa enquanto um de nós sai escondido pela porta dos fundos. – Magnus comentou em tom entristecido e sobrancelhas elevadas, mantendo seus olhos unidos enquanto as palavras saiam de sua boca em uma melodia suave.

-- Eu também desejo tudo isso, Magnus, eu.... – Alexander começou a falar em mesmo tom baixo quando a porta se abriu e deu um passo para trás, passando a olhar para o chão enquanto sentia sua face esquentar e seu coração palpitar em nervoso por quase terem sidos pegos.

-- Desculpem-me senhores, mas o senhor Lightwood vai fazer um pronunciamento e pediu suas presenças. – Disse o homem e saiu do local após um aceno de Magnus por cima do ombro, fechando a porta num baque suave. Magnus voltou-se em direção à Alexander mais uma vez e, ergueu sua face com o indicador e polegar direito, voltando a encara-lo com ternura nos olhos.

-- Conversamos melhor sobre isso mais tarde, ok? – Bane perguntou e puxou Alexander contra seu corpo, abraçando-o com força e sendo abraçado de volta. – Não estou te obrigando a nada, Alexander, você sabe disso, não sabe? – Perguntou e sentiu o moreno movimentar a cabeça contra seu tronco em uma afirmação muda. – Tenha seu tempo. Agora, vamos voltar porque chegou a hora do pronunciamento. – Convidou-o, beijou-lhe os negros cabelos e ergueu sua face mais uma vez para um selar de lábios carinhoso, fazendo ambos sorrirem de modo singelo.

Andando de volta ao grande salão, ambos notavam a inquietação das pessoas ansiosas e curiosas pelo que iria ser dito pelo atual presidente da empresa. Estavam todos tão concentrados no murmurar constante com especulações sobre o que poderia acontecer que nem mesmo se importavam com os dois caminhando entre todos. Era, até mesmo, engraçado ver a reação, ainda mais por saber que eram poucos os que não desejavam derrubar Robert para conseguir a empresa para si, fato este que Magnus resolveria em breve. Quando, enfim, chegaram perto do centro do salão e Robert os viu, o próprio tomou o microfone em mãos e deu um passo à frente, chamando a atenção de todos, silenciando o local, permanecendo ao lado de Maryse.

            -- Meus caros, boa noite. Sei que estão se divertindo, mas eu peço a atenção de vocês por alguns instantes. – Robert começou a falar de modo melodioso e olhando para os mais próximos à medida que proferia as palavras. – Como todos sabem, foi um bom ano para Lightwood’s Technology e, antes de tudo, gostaria de agradecer a todos por fazerem parte dessa grande empresa tecnológica. – Comentou e olhou para Magnus, sabendo que não o enganava com sua mentira, pois somente eles sabiam a verdade sobre a situação da empresa, além de Alexander, é claro. -- Porém, não foi somente para comemorar que organizei este evento. Como todos sabem, criei esta companhia há 20 anos e, bem, acho que está na hora de expandirmos com olhares mais novos, mais jovens. Por esse motivo e com um grande prazer, anuncio nossa união com Bane’s Universal. – Disse em alto volume e acenou para Magnus com sua mão esquerda, convidando-o a dar alguns passos à frente, o que de fato fez.

Magnus caminhou até o centro e apertou a mão de Robert enquanto aplausos soavam ao redor, além de flashs de vários repórteres que ali também se encontravam. Porém, para a surpresa de todos, Robert gesticulou as mãos num pedido de silencio e voltou a falar, surpreendendo até mesmo Magnus e Alexander, o qual estava com as mãos dadas com Isabelle, que havia se aproximado junto com Jace há poucos minutos.

            -- Além dessa união, eu gostaria de anunciar minha aposentadoria. – Robert disse rapidamente e a multidão começou a murmurar novamente, ao mesmo tempo em que Magnus olhou para Alexander surpreso e encontrou-o com os olhos arregalados, enquanto apertava a mão da irmã em nervosismo. – Desse modo, anuncio agora que meu filho, Alexander, irá assumir meu lugar a partir da meia noite de hoje, se tornando o mais novo presidente da Lightwood’s Technology. – Alexander arregalou um pouco mais os olhos e sentiu-se ser empurrado para frente pela morena, passando a caminhar em direção ao pai em passos inseguros, fixando seu olhar em Magnus em busca de suporte, sendo os três inundados por flashes.

Quando, enfim, os fotógrafos pararam e as pessoas voltaram a se socializar pelo local, Alec e Robert se aproximaram dos demais membros da família, Isabelle abraçando o moreno com força ao mesmo tempo que Jace cumprimentava-o com a mão esquerda em seu ombro. Robert, por outro lado, pegou uma taça com um dos garçons que passava e engoliu seu conteúdo de um só movimento, deixando transparecer sua ira, que era compartilhada por Maryse, ao observar seu olhar sério.

            -- Se Bane pensa que vai se apoderar da Lightwood’s Technology, ele está muito enganado. – Robert vociferou com ódio e olhou de modo duro para o primogênito. – Alexander, você vai conseguir a confiança de Magnus e vai obter sua porcentagem de volta para nós. – Mandou com voz severa e dentes trincados, parecendo estar se controlando para não deixar sua emoção se sobressair e chamar a atenção de alguém. O moreno, ao ouvir o plano do pai, sentiu seu tórax esquentar em uma sensação nauseante, além de extremamente irritada.

            -- Não. – Alexander disse em tom determinado e viu a irmã sorrir ao seu lado pela visão periférica, ao mesmo tempo em Robert elevou uma sobrancelha em resposta, como se perguntasse a si mesmo se havia ouvido direito.

            -- Não? Sim, você vai. – Robert disse de modo curto e rígido. – Não me importa se você tem 25 anos, você vai me obedecer. – Avisou-o de modo severo, tomando cuidado para ninguém ao redor notar o que acontecia ali.

            -- Não, não vou. – Alexander respondeu-o com simplicidade, mas seu coração estava receoso com a reação de Robert, o qual estreitou os olhos e movimentou seus ombros, endireitando sua postura.

            -- Vai sim. E posso saber porque você pensa em me desobedecer? – Robert perguntou em tom irônico, acreditando que não receberia uma resposta, de modo que sorriu ao ver Alexander olhar para baixo e começou a caminhar na direção contrária dos filhos, sentindo-se vitorioso, sendo acompanhado pela esposa.

            -- Alec... – Isabelle chamou-o com ternura, porém, Alexander virou-se e começou a caminhar com grande velocidade em direção à saída, sendo seguido por Jace, que deu sinal para Isabelle indicando que conversaria com o moreno, o que foi ignorado.

Sem nem mesmo pensar em pegar o casaco, Alexander saiu em direção ao jardim e continuou caminhando o mais rápido que conseguia, até que a neve lhe fez tropeçar a cair, possibilitando que Jace o alcançasse. Alec suspirou profundamente e passou a encarar as mãos em seu colo, engolindo em seco e sentindo as lágrimas escorrerem pela face. Não podia fazer isso com Magnus. Jace, sabendo que o irmão precisava de um tempo, permaneceu em silencio, aguardando-o chorar um pouco para libertar o que seu coração tanto prendia, ouvindo-o chorar cada vez mais alto, perdido entre o que lhe foi mandado e o que não poderia fazer, que seria trair Magnus. Após vários minutos, Jace deu mais um passo adiante e colocou a mão esquerda sob o ombro direito do outro.

            -- Alec.... – O loiro chamou-o com suavidade e aguardou Alexander responder, porém, a resposta não veio, de modo que voltou a falar. – Eu sei sobre você e Magnus. – Falou com simplicidade e sentiu o corpo de Alec tencionar em sua mão, engolindo em seco. – Izzy também. – Completou e viu o moreno arregalar os olhos em surpresa e medo, de modo que deu alguns passos e abaixou-se à frente do outro, permanecendo face a face.

            -- Vo-vocês sabem? – Alexander perguntou incerto e receoso, temendo ser negado pelos irmãos e tendo dificuldade em admitir o que já sabiam, ainda com os olhos arregalados.

            -- Não foi difícil notar. Nossos pais podem não ter percebido por não te conhecerem de verdade, mas nós conhecemos e, bem.... você não para de suspirar sempre que Magnus está perto. Além do fato de vocês sempre sumirem e voltarem com os lábios inchados. Isso sem mencionar você sempre chama-lo enquanto dorme. Ou esquecer a fotografia dele em cima da cama algumas vezes. Ou.... --- Jace falava de modo aleatório, desejando poder fazer o irmão ficar tranquilo em relação aos irmãos e, ao menos, emitir um sorriso.

            -- Ou voltar do seu “passeio no parque” com um chupão no pescoço e cheiro de sândalo, descendo do carro do Magnus na esquina de casa... – Isabelle apareceu, surpreendendo os irmãos, e abaixou-se do mesmo modo que Jace, sorrindo por finalmente não ter mais segredos.

            -- É, está bem, está bem. – Alexander apressou-se a dizer, não desejando que os dois continuassem por estar com a face completamente vermelha e quente em vergonha, uma vez que não sabia que estava deixando tantos detalhes expostos. – Nós estamos juntos. Estamos juntos há 5 meses. – O moreno confessou e viu os irmãos sorrirem abertamente, de modo que abaixou o olhar mais uma vez em vergonha.

            -- Malec é real e oficial!!! – Isabelle comemorou e Alec revirou os olhos, embora não estivessem vendo, porém, o sorriso sumiu de seus lábios mais uma vez ao lembrar das palavras do pai há poucos minutos.

            -- Mas não vai durar. Eu... – Alec começou a falar e parou para umedecer os lábios com a língua. – Eu vou perder ele. – Finalizou e começou a chorar com grande intensidade, sendo puxado por Isabelle, de modo que se acomodou contra a irmã, molhando seu vestido à medida que o choro aumentava.

            -- Você não pode desistir de vocês, Alec. – Jace disse com firmeza e colocou a mão direita sob o ombro esquerdo do moreno, confortando-o o máximo que podia devido ao fato de Alec estar completamente contra Izzy.

            -- Vo-vocês ouviram Robert. Ele, e-eu... – O moreno gaguejou e começou a chorar novamente, apertando-se ainda mais contra a irmã, que o abraçava e olhava com dor nos olhos para Jace.

            -- Alec... – Jace chamou-o e Alexander afastou-se da morena para olhar o irmão, mostrando seus olhos vermelhos. – Lute por vocês. Não deixe Robert estragar o que vocês têm. Estamos com você, nós te apoiamos agora e sempre te apoiaremos. Mesmo que você decida se casar com Magnus logo ao nascer do sol de amanhã. – Exemplificou e viu Alexander sorrir satisfeito, e envergonhado, olhando para baixo por alguns segundos antes de voltar a encarar o loiro.

            -- Alec, sabemos que é difícil conviver com Robert e sabemos o quanto ele mexe com nossas vidas, mas, não podemos deixar ele destruir sua vida. – Isabelle começou a falar, chamando a atenção dos outros dois. – Ele quase destruiu a felicidade de nos dois com Simon e Clary, não deixe que ele faça o mesmo com você e Magnus. – Disse com as sobrancelhas enrugadas e esperança no olhar, olhando fixamente para os olhos azuis.

            -- E não importa qual seja sua decisão, estaremos aqui para te apoiar. – Jace completou sorrindo e sentiu seu coração se derreter ao ver Alexander sorrindo em resposta. Não um sorriso qualquer, mas um verdadeiro.

            -- Lute por seu coração.... e vamos voltar para dentro porque estou congelando aqui!! – Isabelle disse de repente e levantou-se com rapidez, abraçando a si mesma, provocando um pequeno riso nos irmãos, embora estivessem com tanto frio como a morena.

 

[SONG ON]

Alexander se sentia perdido. Em questão de meia hora tornou-se presidente, achou que perderia Magnus, descobriu que seus irmãos sabiam sobre seu relacionamento não tão secreto e, pela primeira vez em muito tempo, sentia esperança. Os três estavam completamente gelados e espalhavam um pouco de neve à medida que caminhavam pelo salão, voltando a esquentar-se. Quando se aproximaram do centro, Alexander parou e seus olhos captaram Magnus conversando com algum pouco à frente parecendo inquieto, fazendo seu coração se aquecer de repente. Como se fosse cena de cinema, um filme começou a se passar em sua mente. Jace e Izzy construindo suas vidas em suas próprias casas com seus amores; ele próprio se escondendo e chorando em seu quarto após ouvir duras palavras de seus pais sobre Magnus; o sorriso de Bane; o primeiro beijo após algumas taças de vinho; a primeira vez dos dois; ambos correndo dos fotógrafos em um dia chuvoso; seu jeito doce e atrapalhado de acordar pela manhã; o calor de seus braços; o fogo em seu olhar ao vê-lo.... Não podia perde-lo. Sentindo seu coração bater ainda mais forte e uma nova sensação de coragem surgir, olhou para os irmãos ao seu lado e sorriu singelamente antes de começar a caminhar de modo determinado ao homem há alguns metros de si, totalmente absorto na conversa que tinha, seus passos sendo acompanhados por todos ali.

Quando, enfim, Alexander chegou próximo à Magnus, o próprio olhou-o surpreso e demonstrando preocupação em seu olhar, e puxou-o para junto de si pela nuca, unindo seus lábios em um beijo lascivo e emergencial. Magnus arregalou os olhos e precisou de alguns segundos para perceber o que estava acontecendo, até que segurou o moreno pela nuca com a mão esquerda e pela cintura com a direita, puxando-o para mais perto e aprofundando ainda mais o beijo, fazendo o mais novo gemer com a atitude. Sorrindo entre o beijo, Alexander abraçou-o, depositando sua mão direita no meio do dorso de Magnus e acelerou ainda mais o beijo, deixando-o ainda mais desesperado e urgente, apreciando seu sabor e o calor de seus lábios. Sentindo seu coração livre pela primeira vez em muito tempo. Quando, enfim, faltou-lhes ar, separaram-se e permaneceram próximos um ao outro, olhando olhos nos olhos em uma mistura de azul, dourado e verdes.

            -- Acho que fomos descobertos. – Magnus sussurrou com a respiração descompassada, ouvindo os murmúrios e arfares das pessoas ao redor, ao ver Robert visivelmente irritado pelo canto do olho, e riu brevemente, sentindo uma mistura de plena felicidade e preocupação com o moreno ao mesmo tempo, mas não desejando que o momento acabasse.

            -- N-não me importo. – Alexander gaguejou tentando soar forte, embora sua face estivesse completamente vermelha após se dar conta dos comentários surgindo ao redor dos dois. Desejando ter os lábios de Bane contra os seus mais uma vez, o moreno avançou, porém nada sentiu e abriu os olhos para compreender porque Magnus havia se afastado.

            -- Você tem certeza? – Magnus perguntou incerto e preocupado com o moreno, observando atentamente os olhos azuis e vendo-o engolir em seco antes de prensar os lábios entre si numa preparação para voltar a falar.

            -- Ainda te-tenho medo, mas tenho ainda mais medo de perder você. Eu te amo e quero viver minha vida ao seu lado. – Alexander disse baixo, porém, o final alto o suficiente para as pessoas ao redor ouvirem, fazendo-as exclamarem.

            -- Se estou sonhando, espero não acordar tão cedo. – Magnus comentou e riu ao ver o amado sorrir em resposta, ruborizando. – Eu te amo, Alexander Lightwood. Por favor, more comigo para que eu possa sempre acordar e ver meus mares azuis pela manhã. – Pediu-o com voz esperançosa e permaneceu observando-o apreensivo, desejando intensamente que sua resposta fosse afirmativa.

            -- Para você, sempre sim. – Alexander disse com um sorriso largo nos lábios e teve seus lábios prensados contra Magnus mais uma vez, começando um novo beijo. Agora, porém, com ainda mais amor e carinho, ambos tendo a certeza que estariam juntos por um bom tempo independente do que as demais pessoas pensam.

Alexander acariciou-o nos cabelos e beijou-o com luxuria, apreciando seu contato e deixando fluir tudo o que estava sentindo. Alivio, felicidade, ansiedade, animação e amor. Sabia que não seria fácil, mas estariam juntos e era tudo o que importava. E ali, naquele momento, tudo estava mudando, tudo estava sendo transformado em algo novo. Há muito desejavam viverem felizes, mas o medo impedia ambos de serem felizes de verdade, porém, agora era hora de mudança. E, assim, das cinzas do medo, a beleza floresceu em um mais belo amor.

            


Notas Finais


Hello Hellooo, tchurminhaaa.

Eu PRECISO contar a origem dessa one. Há alguns meses surgiu o clip do Deadpool 2 com Celine Dion cantando Ashes. Eu me APAIXONEEEIII à primeira vista kkkkk E nisso, eu ouvia a musica e algo me fazia pensar em Malec, mas não conseguia definir a cena em si. Pensei em milhares de cenas alternativas, mas nada era o que eu sentia... Até que, semana passada, ouvindo a música no banho (afinal é o melhor lugar para analises filosóficas e estrear como cantor internacional), me veio uma ideia e, enfim, consegui achar o modo de colocar Malec em Ashes. *-*. Imaginem minha animação!!! kkkkkkk

Então, é isso. kkkkk Espero que tenham gostadooooo.
bjos bjos FCD e Até breveee. <3 <3


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