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História Maleficent Flowers - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Sementes


Capítulo I — Sementes

 

O garoto loiro teve a visão que apreciava interrompida por uma blusa com a estampa de alguns super heróis que não conhecia, embora já tivesse ouvido falar deles. Levantou a cabeça e encarou curiosamente o garoto moreno de cabelos curtos sorrir para si, e estender as mãos, que continham um pote com, aparentemente, bolo.

O loiro pegou e sorriu para o moreno que se sentou ao seu lado, tirando a mochila das costas e colocando no colo, o menor abriu o pote e confirmou ao sentir o demasiado bom gosto de bolo de brigadeiro que apenas a mãe de seu amigo fazia. Ficaram em silêncio por um tempo, apenas observando, sabia que Obito não era o tipo de pessoa que ficava em silêncio por muito tempo, então concluiu que estivesse comendo também. Revisava o olhar entre o pote, usando a colher para pegar o alimento, e para a quadra, onde alguns alunos da faculdade, que ficava ao lado da escola, a usavam para treinar algum jogo que Deidara não conhecia.

Não conhecia nenhum esporte na verdade, apenas sabia que eles marcavam ponto quando as garotas com mini saias vermelhas estendiam os pompons e pulavam comemorando, provavelmente o ponto. Sorriu involuntariamente quando viu o ruivo levantar a blusa e a usar para abanar-se, puxando-a para frente e para trás, deixando à mostra seu abdômen bem trabalhado com alguns gomos, arrancando suspiros de garotas que observavam e das líderes de torcida com roupas vulgares.

— Sabe Dei, ficar apenas observando ele não vai fazer acontecer nada. — o moreno falou enfim, quebrando o silêncio que também estava sendo apreciado pelo loiro. Estava achando o amigo calado demais, e pedia mentalmente para qualquer coisa o fazer falar, porém agora arrependia-se.

O amigo o deixava em situações bem desconfortáveis aos seus olhos, por exemplo, nas poucas vezes em que os três estavam no mesmo ambiente agia de forma sugestiva, e sempre dava indiretas para o ruivo, não que ele percebesse, mas Deidara envergonha-se e atingia um tom extremamente avermelhado, fazendo o ruivo aproximar-se de si. Não que ele não quisesse isso, porém é tão desconfortável quanto às insinuações do amigo.

— Cala a boca, baka. — falou com as bochechas estufadas e vermelhas. Se levantou quando o treino acabou, não tinha mais nada para fazer ali, sendo seguido por Tobi que o abraçou pelas costas.

— Desculpa Deidara-senpai, é normal você olhar pra ele, não? Afinal vocês são primos. — explicou-se, o loiro poderia ser bem compulsivo e explosivo enquanto o moreno era irritante e insistente, é uma surpresa eles serem melhores amigo, claro que depois de muitas brigas, choros e “eu vou contar para a mamãe” por parte o mais novo que não aguentava respirar o mesmo ar que Tobi quando eram crianças.

— Ele não é meu primo. É filho da Mito, que é tia da minha mãe, então ele é  primo da minha mãe, não meu, o que poderia o tornar meu tio de segundo grau. — o loiro falou rapidamente andando devagar. Cada passo mais perto o levaria para o ruivo, estava nervoso e ansioso.

— Nossa, você decorou isso? — o Uchiha brincou enquanto o outro revirava os olhos com a infantilidade. Anos haviam se passado e o amigo ainda gostava do primo, tendo poucas conversas com ele. Tinha medo que o Uzumaki se machucasse, então sempre tentava o afastar o ruivo, um pouco difícil por serem da mesma família, é isso, família, seria incesto? Logo ele não poderia ficar com o ruivo, mas partiria ainda mais o coração dele. 

Obito apenas queria proteger o amigo, não ser o ombro para aguentar seu choro sempre que o ruivo ficasse com uma líder de torcida após uma festa, isso já fazia nove anos, embora no começo era quando o ruivo deu seu primeiro beijo e começou à namorar uma garota da mesma classe que Deidara. Se lembrava perfeitamente do dia que o amigo chegou em sua casa com os olhos vermelhos e bochechas molhadas, foi quando descobriu da paixão do amigo pelo ruivo, isso o fez esconder mais os sentimentos que sentia pelo loiro, não queria ser rejeitado então apenas o deixou liberar sua raiva e tristeza em seu ombro. Enquanto o loiro sofria por seu amor platônico estar junto da garota de olhos âmbares o cabelos roxos que Obito não sabia o nome, o moreno sofria em dobro, pelo amigo e por seus sentimentos. Mas ninguém precisava saber disso.

Se aproximaram, estavam à apenas quatro passos e então ele. Deidara sentia seu corpo tremer e suas bochechas esquentarem, não ficavam assim sempre que estava na presença dele. Entretanto ele estava sem a camisa dando para o loiro uma visão um tanto que privilegiada. Obito revirava os olhos com as atitudes bestas do amigo, o seu corpo era mais bonito que o do ruivo e Deidara não babava por ele, claro que já haviam se visto sem roupas, mas foi um acidente, um acidente que o moreno adorou, mesmo após o surto o menor e alguns cascudos e chutes.

O ruivo se virou após encerrar assunto sobre o que parecia ser o próximo treino com um garoto de cabelos alaranjados e olhos castanhos, Yahiko, co-capitão do time e atual namorado de Konan, a garota que foi o primeiro beijo e namoro do garoto ruivo e de belo sorriso. Ele sorriu para o loiro e estendeu o braço, o loiro entendeu e deu sua mochila. Felizmente ambos compartilhavam o sobrenome, o que fez Kushina subornar Nagato, ou Pain — como preferia ser chamado — à levar e trazer seu filho da escola, ele achou melhor não se opor ao furacão Kushina.

— Desculpe por fazer vocês esperarem, estamos perto das finais, ou seja temos que treinar mais. — falou com um sorriso inocente e feliz no rosto, era sua paixão jogar basquete, sempre ficava radiante ao falar ou ouvir sobre. Deidara assentiu para ele retribuindo o sorriso, tão feliz quanto, o moreno apenas murmurou um “tudo bem”.

Deidara não entendia a mudança de humor repentina do amigo, quando eram apenas os dois Obito era divertido, brincalhão e amoroso, não que Deidara gostasse disso, mas quando se aproximavam de Pain ele mudava completamente sua postura para sério, responsável e inteligente. O menor não reclamaria disso, nunca, mas já era acostumado com o Tobi que sempre o importunava. Deu de ombros e seguiu o ruivo para seu carro, ele não entendia de carros, mas a forma como a maioria das pessoas que passavam por ali o olhavam concluiu que fosse algum bom.

Entrou no carro ao lado do moreno, o ruivo aceitou dar carona para ele também quando percebeu que não saia do lado de Deidara. Os três conversavam sobre filmes de comédia, sinceramente Deidara conversava com Nagato, Obito com Deidara e Nagato falava com os dois, mesmo que às vezes fosse ignorado por Obito, ou em todo momento.

Não demorou muito tempo para chegarem no Distrito Uchiha, onde os dois iriam descer, Deidara e Obito fariam um trabalho de artes e o maior insistiu que o fizessem em sua casa, Deidara não queria brigar com o amigo então simplesmente aceitou.

Nagato saiu do carro e abriu a porta cortesmente para o loiro sorrindo que retribuiu o ato, inclinou-se fazendo reverência e abraçou o loiro de lado esfregando o punho na nuca, bagunçando os fios loiros. Deidara estava corado e envergonhado, mas isso não o impediu de retribuir, após separarem o abraço, o loiro ficou aturdido e anulante, encostando-se na porta do carro, que havia sido fechada há poucos segundos. Obito aproximou-se dele o segurando, mostrando preocupação, igual à Nagato.

— Deidara? Está tudo bem? — o ruivo perguntou enquanto o loiro franziu o lábios.

Obito se preocupou, parecia que ele tinha vontade de vomitar, teria sido o bolo de sua mãe? Se fosse ele também estaria assim? É claro, isso o deixou mais preocupado.

— Eu quero vomitar. — falou rapidamente segurando a barriga com uma mão e com a outra a boca, fazendo o som sair abafado.

O amigo cedeu espaço e direcionou os braços para a entrada da casa, o loiro correu para dentro sendo seguido por Tobi. Ignorou as saudações da mãe e do avô de Obito, e correu para o banheiro sentido algo subir pelo estômago, passou pela porta de madeira escura e a trancou, inclinou o corpo para frente do vaso sanitário e tirou a mão da boca, botando para fora o que estava preso.

Era estranho, Deidara tinha imunidade um pouco baixa e adoecia facilmente, poderia ser estranho admitir isso, mas sentia que era diferente de outras vezes que tinha ânsia de vomito. Levantou a cabeça limpando a boca com as costas da mão e olhou para a frente onde viu algo estranho, mas felizmente não era sua janta. Franziu o cenho ouvindo Obito bater na porta e falar que Nagato já havia ido, ignorou e voltou o olhar. Eram coisas redondas e estranhas, pareciam sementes de flores.


Notas Finais


Flores tem sementes? Não sei, tanto tempo sem aula e perdi noção em ciências.
Quando voltar da escola conserto os erros.
Capa maravilhosa pelo maravilhoso @Sorthush


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