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História Malévola - A origem - Capítulo 22


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Capítulo 22 - O senhor mágico


Os céus remetem a escuridão de uma pele amarga e uma melancolia estranha. Já não sinto afeto e um propósito conturbado não existe. Um homem velho se aproxima pelos espinhos, diferente, parece haver magia em seus dedos. 

Encapuzado, olhos roxos, enrugado e corcunda de mãos finas e unhas grandes, parece frágil. Se põe diante de malévola,sobre o trono, de olhos fechados, ele a admira em sua singuralidade que ignora sua audácia. 

- Olá. Esperei um tempo para então encontrar você.  Diz o senhor a reverência la. 

- Por que me reverencia? - Ainda de olhos fechados, caída sobre o trono o pergunta.

- Não reconhece a si mesma? - És Malévola, a dona do Mal, a pura essência da escuridão. 

Ela então abre os olhos, completamente pretos, ajeita se ao trono e o encara por alguns segundos. 

- Qual é o seu nome? - Malévola pergunta o fazendo se estremecer com sua voz instigante que parece tocar no fundo do seu íntimo. 

- Sou aquele que lhe fez surgir. - Fiz o parto da genitora que morreu para seu nascimento. Você é fruto da ambição de um Rei sem escrúpulos. 

- Por que me trouxe a esse mundo seu tolo? 

Ele se alegra, sorri a mostrar seus poucos dentes amarelados. - Não consegue ver que há um propósito para você? - Risada. - Existe nas escrituras que você é visitante deste mundo e deve exterminar a raça humana. - Essa é a sua forma, da escuridão vem a luz, e para escuridão a luz retorna. 

- Sendo assim entusiasta, espera que realize desejos?! -Se puder me diga como partir, não há nada de novo sobre a terra. 

- Então me deixe mostrar quem és. O senhor rodopiou rápido, enquanto ela observava, um ar quente se forma em volta dele e iluminando com faíscas ele bate palmas, a um som ensurdecedor, mais forte e mais forte. 

Logo surge um homem, em seus 69 anos, amarrado numa prisão a ser aberto de madeira, lamentando. Olha para Malévola e diz: 

- Você pode me libertar. Sei que pode me tirar daqui. 

- Por que está preso? - Malévola pergunta a encara lo.

- Veja só minha miséria. O rei em suas pampas com rainhas e taças de ouro, sou um homem sem família pois evitei filhos para não perpetuar minha miséria. Como um pedaço de esterco, comendo do lixo dos outros, acredite, não costumam desperdiçar por aqui.

- Por que está preso como um criminoso?

- É um crime não pagar imposto ao Rei. Rebelar se contra sua tirania. - Mas como nada que sou, desejo retornar ao nada, estou faminto e cansado. Mate me por favor, sei que pode. 

Malévola tentando entender sua miséria, questiona mais uma vez:

- Por que acha que a morte o libertaria?

- Antes da vida não há dores ou fome, não há nada aqui que não seja sofrimento. Salve me. 

O velho assente com a cabeça a confirmar que a escolha é dela. Malévola se aproxima e encosta em sua cabeça e num fôlego devagar o senhor preso se solta das correntes e madeiras, se levanta com dificuldade, esquelético e pálido. 

Ela encosta em sua cabeça e o faz deitar sobre a terra, uma magia verde entrelaça doa seus dedos e aos poucos transforma o senhor em pó. E ao pó ele retorna. 

O senhor mágico observa tudo atento. - Agora entende Malévola? - A humanidade é um câncer que aprisiona a nós, seres magníficos, a eles. Servindo os como escravos mágicos. Se permitem a desgraça dos humildes que morrem como eles, por que mantê -los nessa terra?

- Do que importa a vida ou a morte dos humanos mago? 

- Você foi tocada por um deles e provou do frasco do egoísmo que possuem. Veja só o jovem Stefan, convicto espalhando suas conquistas, tocando outras como se seu corpo fosse apenas mais um, um homem de amor próprio. - Assim fará e assim ficará.

Malévola o deixou sem resposta, saiu do seu trono e caminhou até onde o senhor que acabará de virar pó. Entrou no lodo que ali havia e não mais consciente, adormeceu sobre o lodo negro.



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